Aquele dia parecia nunca acabar, ia da empresa para a casa do meu chefe, e da casa do meu chefe para a empresa.

Ele havia me feito o ajudar a decorador e fazer todas as mudanças em seu apertamento, que agora ficava mais perto do prédio onde trabalhávamos.

Kim era o tipo de chefe sério que não admitia erros, não que ele fosse um cara chato, apenas tentava manter sua empresa em ordem com toda sua autoridade.

Mas acima de tudo, era lindo.

Ta, isso está ficando muito clichê, mas era a verdade, o que eu podia fazer? Já havia o visto sem aquela roupa social, e minha nossa, que homem.

Não pensem que já havíamos nos pegado ou qualquer coisa do tipo, estava naquela cidade apenas um mês e seria quase impossível ter feito algo que preste com aquele homem em tão pouco tempo.

O motivo por eu ter visto seu lindo abdômen não passou de um acidente no trabalho que eu mesma causei, com uma xícara de café pra ser mais exata.

— O que está fazendo? – Sua voz grossa e seca me chamou atenção.

Eu estava parada em frente a sua sala olhando a maçaneta da porta de vidro que permitia que ele me visse.

— Oh! Me desculpe, estava pensando em qual cor vai ficar melhor nas paredes do seu quarto, digo, no quarto do senhor – Entrei na sala.

— Pense nisso depois, precioso de você durante três horas – Olhava os papéis sobre sua mesa.

— Sim, chefe – Eu queria ir para a minha casa, mas é aquele ditado.

— Essa vai ser a reunião mais cansativa da minha vida – Resmungou tomando algumas das pílulas de seu pequeno frasco de remédio que dizia "acalme-se" em sua frente.

As vezes aquilo dava certo, mas só as vezes mesmo, porque se dependesse do senhor Kim todos daquela empresa estariam mortos depois das reuniões que ele tinha com alguns dos seus parentes.

— Não sirva café a ninguém daquela sala – Se levantou de sua cadeira. — Preciso terminar de vez esse projeto, e não quero que estrague tudo – Abriu os braços a minha frente me assustando.

Não havia entendido aquele ato até ver que seu paletó estava sobre a mesa e ele queria que eu o vestisse nele.

— Sim, chefe – O obedeci.

— Ótimo – Sorriu enquanto eu passava minha mão cuidadosamente sobre seus braços arrumando sua roupa em seu corpo.

Ele tinha um cheiro tão bom, que combinava perfeitamente com a pessoa que era.

— Vamos – Se afastou me deixando com as mãos no ar ainda pensando no quanto ele era maravilhoso.

O segui fingindo não ter ficado com aquela cara de boba.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.