os sentidos do amor

14 Capítulo 14 – indo pra casa


Notas iniciais
Ruiva linda... dá uma chance vai, prometo não detalhar por enquanto, e ainda avisar caso isso aconteça... mas leia... hein?! Kkkkk Um beijo especial em Mili e um em Miloca, por terem enfim colocado um avatar e nos poupado daquela carinha assustadora do nyah. O capítulo de vocês virá em breve, aguardem. Sério mesmo gente eu AMO Karen Carpenter, e fico imaginando Naya Rivera cantando as músicas dela, acho que seria tão perfeita quanto Karen (ouçam a música).

A morena estava sentada no banco do carona olhando pra loira que estava concentrada na direção, estavam em silêncio, paradas no semáforo fechado... uma vontade louca de chegar logo em casa... ambas sabiam o que aconteceria, e estavam ansiosas pra isso. Distraidamente coloca a mão na nuca da loira fazendo um carinho nos seus cabelos, brincando com os dedos nos cabelos que ela tanto amava, sentindo a pele da loira se arrepiar com o toque.

— Amo seus carinhos pequena, mas sabe que isso me deixa mole. — Quinn fala baixinho de olhos fechados, apreciando o cafuné.

— É essa a intenção amor... deixar você bem molinha. — responde com sorriso safado.

— Ah é... e por que quer me deixar assim? — pergunta olhando a morena nos olhos, mordendo o lábio involuntariamente, já sentindo o desejo lhe dominando o corpo.

— Quando chegarmos em casa eu te mostro. — responde dando um selinho delicado nos lábios da loira e voltando a olhar para frente. — O semáforo abriu amor. — fala calmamente.

Quinn respira fundo, voltando sua atenção à rua. Era sempre ela que provocava e recuava esperando a morena vir atrás. Rachel não era muito disso, não conseguia ir adiante. Sempre que começava uma “brincadeira” Quinn se mantinha distante de propósito e a morena não conseguia conter o desejo, desistindo logo de provocar e iniciando beijos mais quentes, mais desesperados, fazendo a loira adorar a sensação de se sentir irresistível, mas dessa vez, em pleno trânsito, a provocação precisava parar por ali, e isso estava causando um frisson na loira, pois ela estava descobrindo que não era assim tão resistente à morena... só não iria deixá-la saber disso... pelo menos por enquanto.

***

No estacionamento Santana esperava a loira dentro do carro, estava distraída, cantarolando baixinho, acompanhando uma música que tocava em seu celular.

link**

letra**

Brittany se aproxima e se inclina apoiando os braços na porta, na janela aberta e diz encantada:

— Sua voz é incrível! Amo ouvir você cantar... amo!

— Obrigada. Amo Karen Carpenter, é a melhor cantora do mundo. — responde envergonhada, mudando o foco do assunto.

— Sim, ela é perfeita.

Um momento de silêncio se faz presente e a loira continua olhando pra morena que não sabe mais o que dizer e fica nervosa com a situação, não sabe se baixa o volume da música, aumenta, desliga...

— Vamos? — pede engolindo seco.

— Sim. — e com o olhar aponta para o acento do carona.

— O que? — pergunta confusa.

— Quero cuidar de você hoje, eu dirijo. — diz decidida.

— Não estou doente...

— E precisa estar doente pra receber um carinho, um cuidado?!

— Tá bom, mas você não sabe onde... ok... você que sabe.

— Sim, eu que sei, agora vai para o lado de lá. — termina com um sorriso e uma piscadinha.

Santana permanece imóvel a olhando, estava completamente perdida nos olhos, nos lábios... nas expressões da loira.

— San?

— Fala. — responde ainda meio perdida.

— Não posso dirigir sentada no seu colo, né?

— Ah sim, desculpa. — responde sem jeito trocando de acento.

A bailarina entra no carro e como se estivesse em um carro já conhecido ajusta os retrovisores, o acento um pouco mais pra trás... não era muito mais alta que a morena, mas esse pouco fazia certa diferença.

Santana colocou o cinto de segurança e ficou olhado, novamente encantada pra loira que ligou o carro e saiu sem nada mais dizer.

O trajeto de pouco mais de 15 minutos foi feito em silêncio, elas se olhavam vez ou outra, sorriam e apenas isso. Não era um silêncio desconfortável, estavam bem por estarem sozinhas uma com a outra, apenas não tinham nada pra dizer.

(como é possível uma pessoa tão linda? E por que me sinto tão entregue a ela? O que está acontecendo comigo?) — Santana estava tão perdida em seus pensamentos que não reparou que o carro havia parado na garagem de seu prédio, nem no trajeto ela reparou, estava hipnotizada olhando a loira dirigir.

— Precisa apenas me mostrar qual sua vaga.

— Não entendi. — diz meio desatenta.

— Qual sua vaga San, onde seu carro costuma ficar? — Chegamos, ou eu errei o endereço?! — pergunta retoricamente, sabendo que era sim o lugar certo.

— É aqui sim, mas como... como sabe onde...? — pergunta olhando ao redor, observando pra ter certeza e reconhecendo o subsolo do prédio onde mora.

— Eu trouxe Rach aqui algumas vezes. — fala como se não fosse nada de mais.

— E por que não entrou? (pergunta idiota Santana). — ela pensa.

— Na primeira vez não nos conhecíamos, e na segunda... bem... não queria incomodar, você é sempre tão fechada...

— Entendi... mas quando a baixinha pedir pra trazê-la aqui novamente pode subir.

— Só quando ela pedir?

— Não, claro que não, pode vir quando... sempre...— a morena ficou envergonhada e se perdeu no que estava respondendo... na verdade estava completamente perdida perto da loira, com o jeito direto dela, se sentia bem, mas era um bem... estranho. — Minha vaga é mais adiante, à esquerda, próxima ao elevador. — muda o assunto rápido indicando a direção à loira.

— Adorei o apelido carinhoso.

— Como é? — era meio engraçado o jeito perdido que Santana sempre ficava quando perto de Brittany. Ela se irritava um pouco com isso, pois sempre conseguiu ser indiferente às pessoas, mas na presença da loira isso era impossível, ela gaguejava, ficava distraída... totalmente nervosa.

— Chamar Rachel de baixinha... achei fofo.

— Ela é uma chata, isso sim.

— Mas você a ama do mesmo jeito, e ela é sua melhor amiga, não tem como negar.

— Por que você sempre é assim comigo?

— Eu vejo você Santana, não essa imagem durona que mostra pras pessoas.

— Vamos entrar logo, por favor? — pede já se sentindo incomodada com as palavras da bailarina. Odiava que alguém a conhecesse tão bem, mas não queria mais uma vez ser grossa com ela, afinal se sentia muito... não sabia na verdade como se sentia, mas gostava da sensação de estar perto dela.

Brittany desce em silêncio e vai para o outro lado do carro. Santana está saindo segurando bolsa, partituras, CDs, celular... quando levanta o olhar dá de cara com a loira bem próxima a ela... sente uma fraqueza atrás dos joelhos, uma sensação diferente no estômago, o ar sendo contido nos pulmões... já havia sentido tudo isso antes com ela, mas agora era muito mais forte. Seu nervosismo é tamanho que solta algumas coisas sem ter controle de seus braços. A bailarina num reflexo rápido se aproxima ainda mais dela; fazendo com que os corpos fiquem muito próximos, na verdade colados o suficiente pra uma sentir o calor da outra; para ajudá-la com seus pertences, mas mesmo assim algumas coisas vão ao chão. A loira sente o nervosismo vindo por parte da morena, afinal ela mesma se sente assim, mas sabe que com Santana, pressa é uma grande inimiga, então...

— Calma que a gente se ajeita aqui. Vamos colocar algumas coisas sobre o carro e depois recolhemos o que está no chão. — fala calmamente, fazendo a morena relaxar um pouco, e melhor, voltar a pensar.

— Mania minha descer carregando tudo de uma vez.

— Acontece. — responde com sorriso sutil.

Segundos depois e elas já não estavam mais segurando nada, mas ainda permaneciam bem próximas. O desejo de ambas era meio inconsciente ainda, adoravam as sensações que a presença da outra lhe causava, era como se estivessem flutuando, se sentiam muito bem... o tempo parava quando os olhares se encontravam... sentiam os corações disparando, uma ansiedade crescendo e sem pensar, aos poucos iam se aproximando mais, as respirações se acelerando, os lábios ficando bem próximos...

Notas finais
Capítulo passado pedi “oi” e ganhei, nesse deixo por conta de vocês... o que querem me dar dessa vez? beijo a todas **link http://www.youtube.com/watch?v=0tgfBabA1_U **letra “E a solidão é o único jogo na cidade E toda estrada que o leva o deixa para baixo E por ele é fácil fingir Que ele nunca irá amar novamente E guardando-se para si ele joga Sem o amor dela, sempre continua o mesmo Enquanto a vida corre ao lado dele em todo lugar Ele está jogando o jogo da solidão”