os sentidos do amor
37 Capítulo 37 – faz amor comigo
Notas iniciais
Santana e Brittany estavam cada vez mais entregues ao beijo, corpos colados se aquecendo mutuamente, tão próximas que era possível uma sentir o coração da outra disparando no peito, de nervosismo, ansiedade... não tinha como não estarem pensativas, sabiam que tudo deveria acontecer sem pressa, mas como saber o tempo certo de cada coisa? Como saber se estava lento ou não, se estavam pulando etapas ou não? Não tinham como saber, naquele momento elas só conseguiam sentir.
Quando o amor é verdadeiro ele chega arrebatando, desnorteando, dominando e não nos deixar levar torna-se impossível. É um momento único onde somente duas pessoas entendem o sentimento, sentem o calor... nada importa, não há jogos, brincadeiras, há somente o desejo de dar e receber, de estar em contato, em sintonia... a única coisa que conseguimos ter em nossa mente é o momento com a pessoa que amamos, descobrindo juntas todas as sensações existentes, e nessa descoberta passamos a ser o outro, saímos do nosso mundo e entramos num mundo onde egoísmo e altruísmo não existem mais, onde todos os opostos de atraem, todas as diferenças se reconhecem tornando-se uma só e entrando em equilíbrio com as forças a nossa volta... é o agir sem pensar, sem ser ou ter, não há razão ou emoção, deixamos de ser seres humanos e nos tornamos sentimento... e quando tudo isso acontece nosso corpo grita e necessitamos do toque do nosso amor nos fazendo ainda mais quentes e é aí que percebemos que o tempo, o nosso desejo é que faz.
Podemos expressar nosso amor de várias formas, mas quando estamos sozinhos, entregues num momento mais íntimo, mais ardente, somente com o sexo que essa expressão se torna possível... e o que o sexo é senão a forma física de se expressar o amor.
Ali, uma nos braços da outra, o desejo se intensificava cada vez mais e elas queriam demonstrar o que sentiam... estavam perdendo o medo, e sem isso pra atrapalhar tudo se tornava mais vivo, as cores mais nítidas, os sons mais suaves, o ar mais leve, mais fácil de respirar... os cheiros de ambas eram doces apetecendo-as cada vez mais, os sabores mais... mais... esses sabores agora eram os beijos que elas desfrutavam, conhecendo-se ao poucos, sem pressa. Agora de peito aberto, o que queriam era sentir, usufruir de cada sensação nova. Não conseguiam desconectar os lábios, era uma entregam, mas não física somente, era emocional também, com toda a exposição há que se tem direito.
Beijos de boca aberta, línguas se sentindo, se devorando, causando arrepios por todo o corpo. Por mais que Santana estivesse sentindo o desejo de Brittany por ela, pela forma que a beijava, a abraçava, ela também sentia que a loira não comandava, estava percebendo que mesmo depois da conversa sobre o medo de cada uma, ela ainda estava sob seu total domínio, reagindo apenas às suas ações.
— Britt... — Santana interrompe o beijo tentando controlar a respiração que nesse momento já está mais do que acelerada e a olha nos olhos com carinho, pedindo: — Faz amor comigo? Sem medo, sem pensar, sem dúvidas... faz amor comigo!
— É o que eu mais quero agora San. Quero ser sua. — responde sentindo o amor explodir em seu peito.
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Voltam mais afoitas ao beijo, mais desesperadas, quentes... Brittany segurava a cintura da morena trazendo-a mais para si, e Santana enlaçava os dedos nos cabelos loiros segurando a cabeça da Brittany, fazendo-a erguê-la e em seguida atacando seu pescoço com beijos molhados, mordidinhas leves... a bailarina sentia seu corpo suar por baixo da toalha e uma necessidade ainda maior de sentir a pele quente da morena contra seu corpo... coloca a mão por baixo da blusa que a morena está usando e começa subi-la lentamente... seus dedos deslizam nas laterais do corpo moreno e isso deixa Santana enlouquecida, ela sente uma ardência entre as pernas e levanta uma delas encaixando mais o corpo ao da loira, sentindo seu centro já molhado ser pressionado no quadril de Brittany.
— A toalha... tira a toalha. — Santana pede arfante, sussurrando no ouvido da loira e ela se afasta o suficiente para deixar o tecido ir ao chão.
Santana sentindo a loira nua em suas mãos desvia o olhar para as curvas do corpo esguio, branco, num rosado que indica o quão quente de desejo ela está.
Volta a beijá-la e dessa vez vai encaminhando-as para a cama. Brittany sente a cama atrás de si e se deita trazendo Santana junto com ela.
— Está injusto isso San... quero sentir seu corpo no meu... sua pele.
A morena mal espera a loira terminar a frase e se levanta tirando a blusa e em seguida a calça de moletom... já estava sem calcinha e a loira sorri por esse motivo.
As peças tiradas sem o menor pudor são jogadas no chão... Brittany se senta na cama e alcança o abdômen da latina com os lábios, suas mãos vão automaticamente para os quadris de Santana e isso faz seu corpo arrepiar ainda mais. O desejo já lhe é tão avassalador que ela não consegue ficar em pé e deixa o corpo cair para frente sendo amparado por Brittany, que abre as pernas encaixando-a perfeitamente ao seu e agora os corpos nus, quentes... se encontram sobre os lençóis para a dança mais prazerosamente dolorida já sentida por ambas.
— Coloque as mãos em mim San... quero sentir seu toque.
A morena a beija, chupando sua língua, seu queixo enquanto suas mãos deslizam pelo corpo de sua loira... ela vai lentamente descendo uma delas pelo corpo de Brittany, passando do colo, aos seios, apertando-os, e amando ver a loira gemer de prazer, continua sua descida e para no ossinho do quadril, aquele ossinho saliente que é um crime de tão gostoso de ver, tocar...
Brittany sentia que a morena estava tão excitada quanto ela, e percebia também que ela estava meio que com medo de tocá-la justamente onde ela mais necessitava, então sem aviso, desliza os dedos pelo baixo ventre de Santana e sem mais demoras seus dedos estavam nas dobras molhadas da morena e esse incentivo faz com que Santana a copie no ato.
Elas gemiam sem conseguir se conter... soltavam o ar fortemente quando os dedos deslizavam do clitóris para a entrada do centro encharcado... uma repetia na outra aquilo que recebiam e isso faziam-nas indicarem sem palavras o que gostariam... por isso, diferente do que pensavam, palavra alguma era necessária naquele momento, os gemidos e respirações curtas eram o combustível que as lançavam a procura do prazer extremo. Beijos, lábios, línguas, dentes, mordidas, chupões... buscando a todo instante um maior contato, uma forma de prolongar as sensações de prazer.
Num momento de tentar trazer a morena mais para perto, Brittany tira a mão das dobras de Santana e isso faz os clitóris delas se encontrarem e elas gemem ainda mais alto ao sentirem a deliciosa textura e temperatura do sexo da outra colado no seu.
— Ahhhhhh... Saaannnn. — Brittany solta sem ter controle das palavras e a morena abre os olhos para encará-la.
— Amor... tudo bem? — pergunta com dificuldade. Brittany apenas balança a cabeça afirmativamente e em seguida a puxa para um beijo desconexo devido os movimentos dos corpos, mas mesmo assim o beijo é gostoso e cada vez mais elas buscam uma o corpo do outra, cada vez mais sentem os clitóris se chamando, se pressionando, deslizando, friccionando... tornando aquele momento cada segundo mais e mais gostoso.
— B... eu... ahhhhhh... eu te amo... ahhhhhhh... te amo. — diz olhando nos olhos azuis sentindo a necessidade daquelas palavras em sua boca.
— Eu te amo... — Brittany num sussurro responde encontrando os olhos negros.
E nesse momento que é uma mistura de fogo, desejo, dor, prazer, carinho e principalmente amor, elas sentem-se a borda do ápice... é um momento desconhecido por ambas, mas sentem a necessidade de intensificarem os movimentos de quadril, buscando ainda mais pressão dos corpos um contra o outro e nesse instante a mistura de hormônios explode em seus corpos fazendo os pulmões se contraírem expelindo o ar que há poucos instantes havia sido contido, fazendo os músculos tremerem por deliciosos segundos e relaxarem aos poucos enquanto, sem controle, rolam lágrimas dos olhos de ambas e elas são tomadas por aquele instinto natural de proteção que necessita confortar o objeto do seu desejo... sentem entre os corpos o gozo quente que as banha pela primeira vez em toda plenitude que pode ser o amor de duas pessoas.
Estavam tão enroscadas que seria difícil ver onde terminava uma e começava a outra... e em um abraço ambas sentem que as palavras que antes fervilhavam as ideias, agora já não são mais necessárias, já não fazem mais sentido algum, mas mesmo assim o que dizem é um “eu te amo” sussurrado.
Alguns minutos se passam e já com o coração em seu ritmo normal Santana rola para o lado saindo de cima do corpo cansado da loira, mas esta como que num impulso de não querer que acabe aquele contato, vai pra cima da morena, colocando suas pernas uma de cada lado do corpo moreno que ela acabou de ter somente pra si e diz:
— Eu te quero de novo. — e avança nos lábios carnudos sem esperar por uma resposta fazendo o corpo da morena reagir automaticamente ao desejo da loira.
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