nas sombras de Hogwarts
6 Cap. 6- vendo Dumbledore
Notas iniciais
Fïlius tentou levar Elsa até o professor Jornald Dumbledore para ver o que havia acontecido, o caminho não seria fácil com uma porção de dementadores espalhados pelo castelo. Jack se ofereceu para a acompanhar já que Fílius não poderia sair do salão.
– eu vou senhor.
– não! Você ainda é pequeno demais para se defender deles.
– meu tio Nicolau me ensinou esse truque, ele se preocupa muito comigo e me disse como se faz.
– mas não se pode usar magia fora da escola!
– ele não fez mágica, apenas falou o que eu deveria fazer antes de sair do beco diagonal.
– tem certeza?
– tudo por um membro da Corvinal!
– então vai garoto.
Elsa agora já podia levantar, deu as mãos à Jack para não perder o equilíbrio e tentaram andar até a sala de Dumbledore, pela ocasião, ela já estava corada.
Pov. Elsa on
Ele estava correndo pelos corredores comigo, o que irônico por que geralmente as pessoas falam ‘’não corram nos corredores’’, mas enfim, a cada passo eu quase tropeçava em mim mesma, quando isso acontecia ele parava e me levantava, à esse ponto eu já estava vermelha como um dragão. A cada dementador que aparecia Jack gritava:
– EXCPECTO PATRONUM! – disse ele apontando a varinha para os dementadores.
Saia de sua varinha um tipo de luz forte que os espantava. Continuamos correndo até chegar as escadas que se mexiam. Tentamos chegar até o Esplêndido Salão, onde tínhamos certeza que Jornald estava. Esperamos até a escada vir onde estávamos e descemos até o térreo e pude ver que outros alunos faziam o mesmo, vi um grupo de três Griffindors que estavam vindo do segundo andar. Firmei um pouco os olhos e pude ver que eram Merida, Kristoff e... apertei bem a visão agora, e era Anna!
Ela estava no colo de Kristoff inconsciente, e para um garoto de onze anos ele era forte o suficiente para agüentá-la, Merida estava com uma expressão preocupante, quando me avistaram correram em nossa direção. Andamos até o Salão Principal juntos e, como previmos, lá estava ele tentando acalmar os outros. Quando nos viu, Dumbledore foi em nossa direção, e colocou a mão sobre minha testa e falou alguma coisa que eu não consegui entender.
– finite encantatem!
– o que?
– um feitiço para terminar com outro. Você não vai sofrer com essa nevasca por alguns dias. – então olhou para Anna. – ela sabe?
– não senhor.
– então deve saber, mesmo que pareça perigoso, para seu bem.
– tudo bem senhor. – mesmo que eu achasse que não estava tudo bem.
– agora vou cuidar de sua irmã ali. Não se levante até descongelar. – ele disse e deu um leve sorriso para mim. Em seguida foi até Anna.
Descongelar? Isso soou em minha cabeça, quando vi estava coberta com alguns flocos de neve e pedaços de gelo nos braços. Jack ainda estava do meu lado enquanto eu me recuperava, ele olhou para mim e perguntou:
– esse é seu dom?
– hm, acho que sim.
– que coincidência.
Não entendi o que ele quis dizer, então ele aproximou suas mãos e fez um floco de neve perfeito, fiquei pasma com aquilo, pensei que era a única com poderes de gelo e depois de ver aquilo perdi metade do meu medo. Medo de ser estranha, única, essas coisas, mas agora o único medo que eu tinha era de machucar minha irmã. Ela estava acordada agora e a neve já havia saído de mim, me levantei depressa para ver o estado de Anna e quase me esqueci que Jack estava ali, apenas dei um abraço de amigo nele e disse:
– obrigada. – abri um sorriso torto.
– não há de que.
Então ele me acompanhou até a cadeira de Anna onde Kristoff estava a segurando, ela ainda estava tonta, Merida correu em minha direção para me falar alguma coisa, quase tropeçando no seu cachecol amarelo e vermelho.
– você está bem? Dumbledore me disse que estava quase congelada!
– estou bem, já passou. – imaginei por que ela não estranhou o fato de congelar no verão.
– onde está Rapunzel?
– está na Corvinal. Não se preocupe, ela está bem.
Depois de uma hora, os dementadores foram embora e nos dirigimos até o Salão Comunal da Corvinal onde Rapunzel veio correndo me abraçar, percebi que ela estava chorando mas é por que ela estava preocupada comigo. Enxuguei suas lágrimas e disse que estava tudo bem mas acho que não adiantou, ainda escorria água pelos seus olhos. Voltamos para o quarto e dessa vez eu consegui dormir.
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