nas sombras de Hogwarts
19 Cap. 18- esse é seu segredo?
Notas iniciais
– ainda no mesmo dia do capítulo anterior –
Pov. Elsa on
Eu estava sentada em um banco lendo meu livro chamado Hogwarts: uma história, quando Anna veio em minha direção correndo com algo na mão e Rapunzel atrás. Nossa, Rapunzel está em todo lugar!
– Elsa! Elsa! – Anna gritava.
– espere Anna! – Punzie.
– o que foi? – eu.
Ela me mostrou um papel que estava em suas mãos.
– eu vou me candidatar! – Anna.
– o que? Você só pode estar brincando! – eu.
Seu sorriso sumiu.
– eu tentei avisá-la. – Punzie.
– você não vai se candidatar!- eu.
O que uma vez já foi um sorriso, agora era um rosto repleto de ódio e tristeza.
– por que não? Por que você me prende tanto? O que eu te fiz? – Anna estava gritando e chamou a atenção de todos.
– Anna, por favor...
– por favor nada Elsa, eu nunca posso fazer nada pois você não permite! Eu até entendo que você tente me proteger mas eu tenho uma vida sabia?
Ela estava chorando, e eu perdi o controle.
– você não vai se candidatar!
Acabei criando duas enormes torres de gelo em volta de mim.
– Elsa... – Anna disse com ar surpreso.
Saí correndo até o lago negro. Comecei a chorar e ma ajoelhei em frente ao lago. Ninguém tentou me seguir então eu estava sozinha... mais ou menos.
– o que faz aqui?
Me assustei, era Merida e ela estava em cima de uma árvore brincando com sua varinha.
– bem, nada... e você?
– vi o que aconteceu ali. Imagino que queira ficar sozinha, se você quiser, eu posso sair...
– não é necessário. – tentei sorrir. – pode ficar aqui. Mas... o que fazia em cima da árvore?
– pensando.
– sobre o que?
– meus problemas.
– Merida Dumbroch com problemas? – sorri.
– quem te disse que não tenho problemas? – ela sorriu. – na verdade, não são bem problemas...
– então seriam o que?
– estava pensando em Hiccup.
– em Hiccup? – eu ri baixo e ela corou ao perceber o que havia dito.
– não precisamente nele, na verdade, no que Astrid fez com ele.
– e seria o que?
– uau, você faz muitas perguntas.
– um capricho meu. – empinei o nariz.
– ele está ficando egocêntrico, assim como Hans. Nem pode ter suas próprias opiniões!
Fiz uma expressão triste.
– me desculpe... eu não queria...
– entendo. Só digo que isso me lembrou um pouco a Anna.
– eu não...
A abracei e ela parecia surpresa com minha reação.
– tudo bem. Eu só gosto de estar com alguém que me entenda às vezes.
– entendo.
Ela retribuiu o abraço e depois me soltou.
– vem vindo alguém.
Ela voltou para a árvore e eu me escondi atrás de uma pedra.
– Elsa? Elsa? Perdoa-me, eu sei que está aí. – era Anna e ela estava chorando.
Merida fez um sinal para que eu fosse até ela.
– tudo bem. – ela correu e me abraçou.
– se eu soubesse... eu... eu...
– tudo bem Anna. Eu só queria te proteger, não posso deixar que se inscreva.
– eu entendo. – ela assoava o nariz e seu rosto estava vermelho. – nem quero me inscrever mais, Rapunzel me disse o que acontece nesse torneio.
– que bom. – a abracei novamente.
– ainda bem que fizeram as pazes! – Hiccup veio correndo.
– o que faz aqui? – eu.
– vim ver se não haviam machucado. – Hic.
Merida fez como um leopardo: se encolheu na árvore e pulou em cima de Hiccup.
– por que você não vai cuidar da sua vida? – ela segurou os braços dele e apontou a varinha para seu nariz.
– e por que você não vai cuidar da sua? – ele lutava contra suas fortes mãos que o seguravam.
– Hiczinho! – Astrid veio correndo, tirou a varinha do uniforme e a apontou para Merida. – largue-o!
– com prazer. – ela sorriu. – Pietro Fatinsky!
Ela saiu de cima de Hiccup, e o Lufa-Lufo se transformou em pedra.
– Hiczinho! – Astrid gritou. – Expelliarmus!
Ela apontou a varinha para Merida e ela foi empurrada para longe. Eu e Anna nos abaixamos para não ser acertada por ela. Mérida se levantou rapidamente, e apontou a varinha para Astrid.
– Estupefaça! (aprendi a escrever!)
Astrid caiu no chão, mas se levantou rapidamente e aprontou a varinha para Merida novamente. Ambas estavam com o rosto sujo e alguns arranhões.
– traga-o de volta! – Astrid apontou para Hiccup.
– primeiro abaixe a varinha!
– não até você trazê-lo de volta.
Albus e Peter desceram a ladeira perto dali rapidamente. Peter segurou o braço onde se encontrava a varinha de Merida e Albus foi em direção à Astrid.
– solte-me! – Merida se contorcia enquanto Peter a segurava.
– não vale a pena.
– eu vou acabar com ela!
– mas para que? Acalme-se, acalme-se. Está tudo bem.
Ela estava calma e entregou a varinha a Peter.
– pronto, viu? Está tudo bem.
Albus entrou na frente de Astrid que ainda estava paralisada.
– solte essa varinha!
– saia da minha frente, Potter.
– não até você soltar isso.
– primeiro ela trás o Soluço de volta.
–... Soluço?
– o Hiccup...
– ah, ok. Merida, traga-o de volta?
– ok. Bombarda!
Houve uma pequena explosão na frente de Hiccup e ele voltou a se mexer.
– ah... – Ele estava tonto. – o que aconteceu?
– aconteceu aquela sangue-sujo ali. – Astrid apontou para Merida.
– sangue-sujo? Cale sua boca, Sonserina!
– calma, não é necessário briga... – Albus disse.
– que tal irmos embora Astrid? Ficar aqui só vai piorar as coisas... – Hic.
– vamos logo! – ela saiu empurrando o garoto.
E eu e Anna continuávamos sentadas ali. Merida nos ajudou a levantar.
– vocês estão bem? Me desculpem pela bagunça, não sei o que deu em mim.
– está tudo bem. Pelo menos ninguém caiu no lago-negro. – nós rimos.
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