na escuridão da noite
2 Uma trágica chamada
Notas iniciais
Vasculhei a carteira do morto e achei um papel com números de telefones. Tinha um número identificado como sendo da casa dele.
– alo!
– oi, sou Robert Evangelista detetive do departamento de homicídios da cidade...
– meu Deus, o que houve?
– eu preciso que a senhora se mantenha calma para que eu possa explicar a situação.
São quase três horas da manhã agora acordo desesperado como se algo tivesse acontecido. Meu pai com certeza já foi para seu serviço. Estou deitado em minha cama olhando para cima quando ouço uns sussurros vindos da sala de estar. Como meu quarto está escuro, então dá para espiar.
Na sala de estar estava minha mãe com o telefone no ouvido e seu rosto aos prantos, alguma coisa havia acontecido.
Desci devagar na escada:
– mãe o que houve?
– seu pai esta morto!
E de repente eu inspirei, meu coração bateu mais rápido, e o meu corpo pegava fogo, parecia que um ódio que há muitos anos havia reprimido dentro de mim havia saído de uma vez, com a morte de meu pai.
Eu voltei para meu quarto pra ver se eu dormia um pouco, mas não consegui. Quando amanheceu o policial que falou com minha mãe veio em casa para falar conosco:
– bom dia, me desculpe importuná-los tão cedo, mas esse é meu trabalho! Falei com a senhora mais cedo, sou Robert Evangelista e preciso fazer algumas perguntas, certo?
– sim.
– sabe se ele tinha conflito com algum vizinho ou se ele tinha contato com gangues.
–não, meu marido era um bom homem. Sempre ele fazia churrasco e chamava os vizinhos e eu tenho certeza que ele não tinha contato com gangue nenhuma, ele odiava o crime organizado, para ele é preferível morrer a trabalhar pra algum traficante.
– me perdoe, mas como eu disse é meu trabalho, portanto, é preciso que eu faça essas perguntas.
O policial achou que meu pai era algum tipo de mafioso:
– olha, seu policial, meu pai era um homem bom como minha mãe falou, então é um desrespeito a memória dele quando...
– oh garoto, eu já pedi desculpas, tá. Eu preciso ir embora, meus sentimentos pela sua perda e obrigado pela atenção, adeus.
Saindo da casa de Juan Carlos eu comecei a me perguntar por que alguém mataria um homem como Juan? O garoto amava muito o pai, deu para perceber através da pergunta que eu fiz, mas ele estava estranho a voz dele parecia a de um homem com raiva. Quando eu entrei no meu carro, olhei para casa novamente e lá estava me olhando como se estivesse com ódio.
O policial entrou no carro, e eu fiquei encarando-o, quando ele partiu com o carro eu anotei a placa do carro. Estou fazendo um movimento e esse policial vai me ajudar.
Minha mãe havia me chamado para eu ajudar-la a arrumar as coisas de meu pai, sem duvida foi o momento do dia mais emocionante para minha mãe:
– ah meu Deus, eu nunca mais o verei.
Enquanto minha mãe expressava a emoção dela chorando, eu ficava com mais raiva e não saia lagrima do meu rosto. Eu fui arrumar o porão onde meu pai passava tempo, minha mãe não foi por que lembra muito meu pai. Quando estava arrumando as coisas no porão achei uma porta de ferro, quando a abri vi que era um closet e lá dentro havia um, sobretudo de couro preto, um colete, uma mascara preta, um taco de baseball de madeira, um jogo de facas e um a pistola.
– mas e que é isso?
Será que isto esta relacionado com o assassinato de meu pai? Se for isso mesmo, tenho que descobrir o que ele fazia e por qual motivo ele fazia.
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