Notas iniciais
a demora foi precisa para deixar este capitulo mais legal espero que aproveitem

Passaram-se seis meses da morte do meu pai, persuadi minha para me deixar ter aulas de lutas e defesa pessoal, ela não me questionou, aliás, ela me incentivou á praticar. Eu peguei aquela fantasia que estava no closet que eu achei no porão da minha casa, e levei a um cara que desenha super-heróis, ele mora aqui na cidade faz anos e ele tem uma loja e tem uma loja de revistas em quadrinhos, e se não me engano eu já vi um herói que ele desenhou e expôs na loja dele, igual a fantasia do meu pai. Algo me diz que ele sabe o que essa fantasia é.

A loja dele fica no centro da cidade, devo ir lá.

– mãe, eu vou dar uma saída, e daqui a pouco eu volto.

– não, você não vai. Primeiro foram às aulas de luta, agora você não para, mas em casa. O que você faz tanto tempo fora de casa?

– é...

– uma coisa eu te peço meu filho, seja o que esteja fazendo, continue até que acabe.

Eu não sei se ela me apóia, mas farei o que ela me disse. A loja de quadrinhos abre ás 14:00, ainda está cedo então vou esperar.

A loja se chama gibis e novels, o cara que cuida da loja tem 52 anos, já é um velho.

– me desculpe rapaz, mas eu ainda estou abrindo a loja, volte daqui a pouco.

– eu acho que não, fiquei a tarde inteira esperando na praça, você abrir a loja então acho melhor você me ouvir.

– você é muito ousado.

– é você não sabe o quanto eu sou.

– ah! É isso aí mano adorei você, eu sou Walber Vasco, prazer.

– meu nome é João Carlos Junior ou pode me chamar de João Junior ou apenas JJ.

– tudo bem então, como posso ajudá-lo.

– ah! Isso é o slogan daqui, se não for pode ser. Bom, a questão não é essa, um dia eu passei pela frente da loja e vi um desenho que você fez de um herói, e ele vestia essa mesma fantasia.

Tirei a fantasia da minha mochila e mostrei para ele e reconheceu na hora.

– ala! É uma fantasia do líder, mas é muito antigo como você conseguiu?

– não importa o que você tem a me dizer sobre isso?

Então ele me explicou tudo:

– olha, a fantasia pertence a um ícone dos anos 60 conhecido como líder do trio justiça.

– o que? Como assim?

– eles eram três como propõe o nome, eram: o líder, a quem pertence à fantasia e usava um taco de basebol, O soldado que usava um escudo e uma corrente e o atacante que usava um calibre 12 com munição de borracha. Eles começaram nos anos de 1968, era simples: proteger manifestantes de soldados que os espancavam. Quando os soldados chegavam para dispersar a multidão batendo, atirando ou prendendo para torturar o trio saia do meio do povo para defender eles.

– eles eram uma espécie de heróis?

– sim, alguns os consideravam heróis, outros os consideravam extremista de esquerda, mas a verdade é que eles lutavam pela democracia. Depois do regime militar, o trio justiça decidiu ficar no anonimato, há rumores de que eles tinham feito um trato com o novo governo brasileiro. O trato era que eles nunca seriam mencionados na história da luta pela democracia brasileira, tratado que foi feito secretamente em 1988 junto com constituição brasileira.

– e o que aconteceu com eles?

– com fim do regime militar o crime organizado cresceu, sendo assim uma boa chance deles se tornarem verdadeiros heróis anônimos até os anos de 1997 quando eles pararam de uma vez.

– se a história deles foi apagada, como você sabe tanto sobre?

– por que sempre que saia no jornal que bandidos foram pegos depois de levarem uma surra ou quando alguns contrabandistas foram presos com olhos roxos, hematomas ou praticamente em coma por terem apanhado de alguns mascarados eu sabia que era eles.

– nossa! Isso é... Bem legal e estranho. Você sabe se eles tinham algum tipo de inimigo?

– muitos inimigos, quando eles começaram a prender bandidos e espancá-los, quando eles saiam da cadeia formavam gangues para combater o trio, mas não davam certo, aí as gangues se tornavam quadrilhas que contrabandeavam drogas.

– você acha que essas gangues poderiam de alguma forma apagar o trio por vingança neste século?

– eu acho que não, por que ninguém até hoje sabe da identidade deles, na verdade em 1981 eles foram pegos pelo exercito onde foram torturados por 3 dias inteiros até que o trio foi resgatados por manifestantes que invadiram o quartel onde eles estavam sendo torturados, nesse episodio a identidade deles foi revelada ao publico e com o tratado feito em 1988 todos os documentos que revelavam suas identidades foram apagadas.

Então quem e porque faria isso com meu pai? Será que meu pai pode ser o líder?

– olha, em 1998 eu comecei a criar novels baseados nas histórias do trio, eu intitulei o trio justiça, foi o maior sucesso até fiz uns cosplays do líder, do soldado e do atacante.

– mas você acha que um homem de 49 anos com um filho de 1 ano, iria comprar uma novel como essa?

– claro, quando eu lancei pessoas que viveram na época do regime militar e viram o trio justiça arrebentando os soldados nas ruas queriam ver a minha história apesar do trio ter sido apagado da história brasileira.

– meu pai morreu já faz seis meses, e alguns dias depois da morte de meu pai eu achei essa fantasia em um closet escondido no porão da minha casa, então me diga ...

Eu peguei ele pelo colarinho da camisa dele e o levantei, ele se borrou de medo, aí eu perguntei:

–... Meu pai era O líder?

– ah! Eu não sei

– você sabe sim, me responde.

– maninho eu não sei.

Foi aí que eu chorei pela primeira vez desde morte de meu pai.

– meus sentimentos pelo seu pai. Você esta tentando vingar ele?

– por quê? Tá tão na cara?

– está sim, não sei muito sobre os inimigos deles, mas aqui na cidade tem uma gangue que faz parte de uma rede de quadrilhas que odiava o trio em 1989 eles estavam contratando assassinos de aluguel para matar o trio. Nome da gangue é Ak47, tente investigar, mas você é muito novo, não tem medo de morrer?

– não eu vou vingar meu pai mesmo se custar minha vida, adeus.

– adeus.

Mas um dia de trabalho se foi e quando eu volto pra casa, me sinto vazio. Há três meses minha mulher me deixou, o que me resta agora é só meu trabalho e mesmo assim não sou bem sucedido nisso. Recordo-me de um caso de seis meses atrás de um homem que foi morto, depois fui interrogar sua família e seu filho não gostou muito das perguntas que fiz me lembro até hoje do rosto obscuro que ele tinha. De manhã eu fui para a delegacia pra trabalhar, quando cheguei lá me avisaram que tinha alguém me esperando:

– Evangelista, tem um garoto que quer falar com você.

– garoto, mas que garoto?

– sei lá! Eu acho que se chama João Carlos.

– João? Fala que já vou.

João Carlos será que é a prole daquele homem que morreu há seis meses?

– bom dia eu sou...

– sim eu sei quem você é, Robert Evangelista eu sou João Carlos, filho de Juan Carlos. Você se lembra?

– claro que sim, aliás, muito pouco.

– é? Sabe o que eu descobri? Que meu pai pode ter sido um herói dos anos 60 aos anos 90, sabia? E que uma quadrilha pode ter matado ele por represália e que eu e minha mãe podemos estar correndo perigo de vida, enquanto você faz merda nenhuma para prender o desgraçado que acabou com minha família. Quer saber de uma coisa até te entendo por que pra você meu pai era só sem importância assim como todos que eu vou matar!

– o que você esta louco?

– escute antes do fim deste ano eu vou matar todos que tiveram conta no assassinato de meu pai inclusive os que me impedirem de fazer minha vingança.

Depois de ele ter me dito tudo isto ele foi embora e nem sequer olhou pra trás.

Uma nova pagina será escrita na minha história e o inspetor Robert evangelista sabe disso e depois todo mundo saberá.

Notas finais
comentem o que vocês acharam sobre este capitulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.