Notas iniciais
A história vai melhorar acreditem ok!

[20: 45 ]

Eu estava em um voo com destino E.U.A, só por diversão, nada sério, o que explica o meu “modelito” desgarrado, meu cabelo tingido de laranja, cacheado e longo estava todo desgrenhado, vestida com uma camisa da “Evanescence” em que caberiam três de mim, calças de couro negra com minhas fiéis botinas ao estilo exército. Olhava o céu perplexa, sentia-me como um falcão, bocejei, soltei um longo suspiro e me alonguei um pouco;

—Hã? — Virei e descobri que tinha um colega de poltrona, pior, ele era lindo, alto, forte de tronco largo, cabelos loiros escuros e curtos, olhos azuis, lábios carnudos, bronzeado... baixei meus olhos até suas pernas... que pernões!.. imagina a bunda! Mas o pior não foi que dei mancada com um cara lindo, não! Foi que dei mancada com um cara do exército, totalmente uniformizado, verde escuro, com todas as medalhas bem distribuídas. Aquele era o peitoral mais condecorado que eu já vi sim senhor! Me desculpei com ele e voltei a olhar o céu;

—Ei passarinho — Ouvi sua grossa voz me chamar, me arrepiei toda, meu coração foi até a garganta, senti que meus ouvidos se entupiram, a cabeça latejou e fervilhou como se estivesse plantando “bananeira” a horas, meu estomago esqueceu de fechar a porta e um forte e gelado vento entrou.

—Que? — Perguntei, ele sorria pra mim exibindo seus dentes perfeitos e saudáveis;

—Primeira vez que viaja de avião moça? — Assenti com a cabeça, estava nervosa de mais pra falar, minhas mãos estavam pousadas em meu colo, ele jogou uma molhada em minhas mãos e tratei de cruzar os braços na tentativa de esconde-las, minhas unhas estavam quebradas e descascadas.

—Saiu de casa as pressas? — Disse ele arqueando uma sobrancelha, estava ciente do estado em que me encontrava, mas eu estava tão ansiosa que nem consegui fazer as unhas.

—Não, eu estava muito ansiosa, não fiz nada além de comer... mas não se preocupe fiz minha higiene.

Ele soltou uma gargalhada e eu dei um pulo pra trás assustada com a potência de sua voz;

—Qual seria seu nome senhorita? — desde o inicio eu lutei para não sorrir, pois sábia que pareceria uma boba e eu odiava meu sorriso.

— Meu nome seria Thaubata. –Ele sorriu mais ainda eu estava começando a me soltar um pouquinho

—Mas meu pai decidiu por Beatriz e assim o será até o dia de minha morte... você pode me dizer o seu ou é segredo de estado? — pus a mão no coração como se fosse cantar o hino, diante mais um acesso de risos dele não consegui me segurar e sorri em retribuição.

—Kilik, conte-me um pouco sobre você Beatriz — meu deus ele estava interessado em mim! Não, não creio, só pode ser podre essa maçã;

—você foi mandado para me prender?

—Não, mas seria de muito agrado que me contasse um pouco.

—Umm... não sei se estou disposta a te agradar — ele sorriu, como era fofo o jeito que seus olhos fechavam quando sorria.

—Juro que não estou aqui para lhe prender ou a mando de alguém, contarei um pouco de mim se me contar um pouco de você.

Arqueei uma sobrancelha e cruzei as pernas jogando cabelo.

—E quem disse que eu estou interessada em você? — Zombei. Ele revirou os olhos e insistiu, sendo assim eu falei um pouco... Mentira falei muito, sempre falei bastante e muito rápido, mas ele parecia escutar tudo e entender, o mais incrível foi que pareceu não entediar-se, puxa ele era um bom ator!

Quando descemos do avião continuamos a conversar, ele falou sobre si com muito entusiasmo, disse que é general, para mim era demais, estava mentindo apesar de não parecer e de eu não querer acreditar. Ele tinha um caminho, e eu tinha outo, apesar de ter sido muito divertido podia -se notar o quanto era sério principalmente quando falava do trabalho me reprendeu algumas vezes quando achei graça de assuntos extremam entes sérios, mas eu ainda estava em estado de nervos e quando estou assim rio por qualquer coisa sem nem me dar conta, me desculpei pelos risos inconvenientes e ele se desculpou pela seriedade, perdoamos um ao outro antes de seguirmos nossas direções.

Depois de dois dias nos E.U.A eu já queria voltar, não porque não estava me divertindo, mas sim por carência, eu era uma jovem de 21 anos que nunca namorou ou ficou, e que em todo lugar que ia via casais! Me vi cercada por eles e seus beijos de línguas, tenho uma amiga minha que sempre diz que eu tenho ciúmes dos casais porque eu não tenho namorado, mas nem se tivesse eu iria trancar a passagem dos outros da maneira como esses namoradinhos fazem.

Quando o relógio marcou 15:30 da tarde eu resolvi sair da livraria, comprei um monte de livros, revistas e chaveiros. O trânsito de carro estava horrível, pude perceber, mas não tão caótico quanto o trânsito de pessoas, eu simplesmente não suporto gente que anda devagar na minha frente.

Eu estava atravessando a rua quando o encontrei de novo, ele quase me atropelou, desceu rapidamente da moto e veio ao meu encontro;

—Beatriz! — exclamou ele — Está machucada?— Meu coração palpitava muito rápido, ele segurava em, meus ombros e olhava fundo em meus olhos, perto de mais, eu repeti em minha mente, afasta-se dele ou mate-o com seu bafo de doritos e sabe-se lá mais o que você comeu.

—Estou bem foi só um susto, tchau — Dito isso segui meu caminho.

Ele estacionou a moto e se juntou a mim na caminhada. Foi tudo muito rápido, quando me dei conta estávamos de mãos dadas, depois nos beijamos ao pôr do sol na praia, estiquei minha estadia nos E.U.A, adiando minha visita ao Japão, quando senti meus membros estava dançando com ele em um baile de confraternização do exército, não demorou muito logo nos casamos e mais logo ainda já teríamos um bebê... Puxa foi tão bom, não quisemos revelar o sexo do bebê logo de cara então já se pode imaginar a festa que foi quando nasceu e descobrimos que era um menino!

Menino?... Bem , pelo menos foi o que o médico disse.

Notas finais
muitas situações vem por ai :)