Notas iniciais
Presente de Pochie, em 2015 (2014?)

Eren acreditava que estrelas podiam cair.

Disseram-lhe muitas vezes que estrelas cadentes nada mais eram do que pedaços de rochas vindas do espaço, ganhando velocidade e brilhando ao entrar em atrito com o ar. Para ele, isso era baboseira, apenas uma desculpa para o governo manipular jovens e adultos. Quanto deve valer uma estrela, afinal? Como poderiam compará-las às rochas?

Já vira muitas rochas em sua vida. Eram secas, duras e sem graça, ásperas como um soco — e tão dolorosas quanto. Estrelas cadentes, no entanto, eram brilhosas e puras, sempre cortando o céu de noite e lhe concedendo um desejo — apenas um. Elas tão raramente caíam, que Eren podia contar na ponta dos dedos quantas já vira na vida: apenas duas.

E claro, as pedras que enfeitavam o chão nunca concederiam desejo algum a alguém: eram tão ordinárias quanto uma pulga.

...

Isso, claro, até o conhecer.

Quando Eren pôs os olhos nele, soube imediatamente que era uma estrela. Ele tinha olhos de rocha pura, como aço, frios e um tanto assustadores, mas algo nele chamou atenção do garoto de primeira, uma curiosidade talvez, no modo como enrugava a testa e parecia tão irritado sentado em um banco. Nunca vira uma estrela de perto, mas imaginava que elas deveriam ser assim.

Mais tarde, em casa, Eren pensaria que isso era uma bobagem. Estrelas eram estrelas, não eram rochas e tampouco rapazes de rocha. O pensamento, no entanto, seria ignorado rapidamente. Aquele rapaz era sim uma estrela, e aquelas rochas de aço em seu rosto eram como um soco de ferro.

— Pode me conceder um desejo?

Rivaille era seu nome, mas Levi parecia cabê-lo melhor. No dia em questão, ele se encontrava sentado em um banco no parque, com um jornal em uma mão e um copo de café na outra, parecia bem distraído, e mesmo que não tivesse muito sentido, Eren supôs que era assim que uma estrela deveria se portar. Uma estrela deveria gostar de ler jornais e beber café em um fim de tarde, e de franzir o cenho confuso e até mesmo irritadiço.

— O quê? — Levi perguntou, com paciência e um leve erguer de sobrancelhas.

— Um desejo. — repetiu o jovem.

— Eu... — Levi olhou para os dois lados, confuso — Do que diabos está falando?

Eren sorriu, sentando-se ao lado do mais velho. Não sabia bem que idade ele poderia ter, mas sem dúvidas era universitário, um tanto sério demais para alguém tão jovem. Eren faria dezessete em março, dali a cinco meses, jovem o suficiente para ainda pensar em estrelas. Ao menos é o que supõe.

— Dá para dizer logo o que quer, pirralho? Minha hora de descanso já está terminando.

Levi cruzou as pernas, levando o copo de café à boca. Agora sim parecia impaciente.

— Eu ainda não decidi direito. — confessou.

O mais velho bufou, desdobrando o jornal e voltando a ler.

Estrelas não gostam de ser incomodadas, pensou, concluindo que elas deveriam ser carrancudas e mimadas daquele jeito. Não tinha muito o que se fazer com um ser que ficou por muito isolado no espaço, antes de cair. Parecia normal essa irritabilidade.

— Já conheceu quantas estrelas que caíram? — perguntou Eren, após alguns minutos em silêncio.

— Como? — Levi ergueu o olhar.

— Nada não.

O espaço era grande. Não devia ter visto muitas, ele supôs.

...

No dia seguinte, Eren encontrou Levi no mesmo banco de antes, no mesmo horário. Sentou-se, mordiscando uma maçã e cumprimentou o outro.

— Você de novo. — A estrela não ergueu os olhos do livro, parecendo pouco interessado. — Já decidiu o que vai querer ou veio apenas perturbar mais uma vez?

— Ainda não decidi, preciso de tempo.

— Deveria decidir e depois vir falar comigo, moleque. — o universitário baixou o livro, encarando o colegial. — Olha, o máximo que vou fazer é comprar um sorvete ou uma bala de menta, só escolhe logo.

— Ter o desejo atendido é uma chance em um milhão, não vou desperdiçar em sorvete ou menta!

— Não vou te dar um carro, nem comprar bebidas alcóolicas para você e seus amigos.

— Tudo bem!

— Tudo bem!

...

No terceiro dia, Levi estava de saco cheio. Assumiu que ignorar certo garoto daria mais lucro. Isso, até Eren chegar com dois copos de café em mãos e uma expressão um tanto sorridente.

— Vi que você não comprou café hoje. — comentou, entregando o copo em sua direção. — Resolvi realizar um desejo.

As rugas na testa de Levi desconfiaram da bondade, mas não recusaram a cafeína.

Estrelas realmente gostavam de café.

...

Eren não soube dizer bem como aconteceu, mas algo em Levi o viciou. Talvez fosse o modo como cruzava as pernas e apoiava as costas contra o banco, ou quem sabe o modo como comprimia os lábios e se incomodava quando Eren o encarava intensamente demais. Ele franzia o cenho e bebia café, os lábios retos dobrando-se para dentro e voltando rosados. Era uma coisa insana o modo como estrelas encantavam, e em pouco tempo Eren até esqueceu sua teoria de estrelas. Estava ali para ver Levi e apenas isso, sentar-se ao seu lado e o observar enquanto lê, trocando apenas poucas palavras.

— Acho que já sei o que eu quero. — foi no décimo segundo dia que Eren finalmente escolheu, sorriu e fitou o mais velho ansioso.

Levi não levantou os olhos do jornal.

— Finalmente. Realmente não entendo, mas o que quer, pirralho?

O colegial respirou fundo, sentiu as mãos suadas e as esfregou contra a calça.

— Quero que saia comigo, Levi.

Agora sim ele o encarou.

— Como?

— Sair. Eu. Você. Hoje.

— Não tenho tempo para brincadeiras, garoto. — balançou a cabeça em descrença.

— Não estou brincando, Levi, estou falando muito sério. — Eren levantou-se do banco e ficou em frente ao mais velho, inclinando-se para baixo o suficiente para fitá-lo nos olhos — Por favor, saia comigo.

O rosto de Levi corou, e ele ergueu o jornal para cima rapidamente, não permitindo que o garoto o visse.

— Tenho compromisso hoje.

— Amanhã então — insistiu Eren.

— Eu... — abaixou o jornal, bufando irritado e olhando em volta — Sábado, às 18h naquele café, tudo por sua conta.

Eren se permitiu sorrir largamente.

— Tudo bem.

Levi franziu o cenho, como de costume.

— Como é seu nome mesmo?

Estrelas eram mão-de-vaca.

...

Quando Eren chegou ao café, ainda era cedo, pelo menos quinze minutos antes do horário marcado. Andou apressado até a mesa do fundo, a mais reservada, sentou-se e pediu algo gelado. Achou que era bom não chamar muita atenção, uma vez que poderia ser constrangedor para Levi um encontro entre dois homens.

Ou ao menos Eren esperava que Levi soubesse que aquilo era um encontro.

O mais velho era pontual, chegou alguns poucos minutos antes das 18h, o avistou, se aproximou e tirou o casaco. Eren sorriu, mas Levi apenas sentou-se e pediu um café com urgência.

— Como consegue beber isso nesse frio, moleque? — perguntou Levi, enquanto a moça servia-lhe um café preto fervente. — Você realmente tem problemas.

— Não sou muito fã de bebidas quentes. — admitiu — Acho que não dá para se aproveitar direito o sabor porque tem que se preocupar em não queimar a língua.

— É mesmo um pirralho. — resmungou com um sorriso breve.

— Não sou tão pirralho assim. — Defendeu-se — Faço dezessete em breve.

Levi levantou os olhos do café preto e o encarou com certa descrença.

— Você é menor de idade? Só pode mesmo ser um idiota! — apoiou-se nos braços, fechando os olhos — Isso está começando a perder a graça.

— Você é tão velho assim, Levi?

Eren de repente sentiu medo que Levi se levantasse e fosse embora. Ora, para ele fazer dezoito anos só faltava alguns... Dezesseis meses, era tão mau assim? Ou melhor, aquilo realmente importava? Estrelas são bem velhas, vivem por bilhões de anos até caírem. Ele era humano, Levi não poderia querer compará-lo à uma estrela.

— Tenho vinte e cinco, garoto. Faço vinte e seis antes que você tenha a chance de fazer dezessete. Dez anos de diferença aqui. — bebeu seu café — Acho que é melhor você ir embora.

Eren cerrou um dos punhos, usando a outra mão para levar o copo à boca.

— Irei quando esse encontro terminar.

Levi riu.

— Encontro? Parece-me mais que sou sua babá.

— Ora, cale-se! — exclamou, abaixando o tom logo em seguida. Suas orelhas esquentaram — Será que não poderíamos simplesmente conversar de igual pra igual?

O mais velho não riu, desta vez o encarou sério. Eren não pôde deixar de anotar mentalmente que as rugas de sua testa eram adoráveis.

— O que você quer de mim, Eren? — Levi perguntou, paciente.

— Eu gosto de você, não tem muito o que explicar.

— Tem muito o que explicar. Para começar: por que exatamente você gosta de mim?

Eren não sabia responder essa questão. Na verdade, não fazia muito sentido. Sentiu-se atraído pela forma como seus olhos eram aço e seu semblante era sério. Não tinha mesmo muito o que explicar. Foi com o passar dos dias sentando-se ao seu lado, observando-o ler, que Eren quis usar seu desejo para um encontro, pareceu fazer sentido na hora.

— Vê? Não tem um porquê. Isso significa que você não gosta de mim, está só confuso e agindo como um tolo.

— Isso não significa nada.

Levi suspirou, apoiando o rosto na mão direita.

— Você é muito teimoso. E idiota, diria. — batucou os dedos na mesa e deu um sorriso de canto — Ok, então. Você gosta de mim.

Eren sorriu.

— Sim, eu gosto.

— Tudo bem então. Já que você gosta de mim podemos sair daqui e para minha casa, o que acha? — seu sorriso era maldoso e ele não pareceu uma estrela naquele momento. Eren fitou os olhos de rocha e desviou logo em seguida — O quê, mudou de ideia?

Com o rosto corado, o mais jovem assentiu.

— Vamos para sua casa.

...

Levi não pensou que aquilo fosse tão longe. Pareceu se tocar da merda que estava fazendo quando girou a chave na fechadura e abriu a porta. O que diabos estava pensando ao levar uma criança até sua casa? Mostrar a idiotice àquele garoto valia mesmo tanto a pena?

Massageou a têmpora e jogou seu casaco sobre uma cadeira próxima. Aquilo estava o estressando. Não tinha motivo para ainda estar lidando com aquilo.

— Então... — Eren abraçou a própria cintura, e Levi o fitou — E agora?

E agora? Bem, Levi não sabia. Nos seus planos o garoto desistiria antes de abrir a porta.

— Agora você tira a roupa. — Levi declarou, andando pelo apartamento em direção à cozinha — Quer beber algo?

O mais novo não respondeu, então optou por ignorá-lo. Encheu um copo com água e bebeu em uma só virada. Precisava de aspirina, sua cabeça começava a doer. Aquele garoto estava o estressando muito.

Voltou à sala, onde havia deixado Eren.

— Mas o que...

Se deparou com a figura seminua do mais jovem, sem a blusa, o botão da calça aberto e pronto para descer pelas pernas. Levi acreditou que nunca sentiria tanto pânico em sua vida.

— Você... — se aproximou correndo, tratando abotoar sua calça e pegar sua blusa. — Não, vai embora, você só está me causando problemas.

Eren o empurrou contrariado, pondo a mão novamente no cós da calça.

— Deixe-me fazer isso, por favor!

— Você está louco. Inconsequente. — ainda segurando a blusa do mais novo, Levi parou, apoiou-se no pé direito e franziu o cenho. — Por quê, seu pirralho imbecil?

— Quero ir para a cama com você — declarou, desabotoando a calça — Eu gosto de você, Levi, de verdade.

— O que te garante que fazer isso irá fazer eu gostar de você?!

Eren aproximou-se, fitando Levi nos olhos o quanto pôde. O mais velho era bem mais baixo que ele, e Eren perguntou-se como deveria ser carregá-lo nas costas como um saco de batatas. Era um pensamento idiota para o momento, mas o fez sorrir. Levantou os braços e os pôs em volta do ombro de Levi, o abraçando.

— Nada, eu só quero.

Nada depois daquilo importava, Eren sentiu medo, mas queria que Levi o jogasse no chão e o preenchesse, independente do quão errado isso poderia soar. Minutos antes eles estavam em um café no seu primeiro encontro, não entendeu bem como foi parar ali e realmente não ligava.

— Se você se arrepender disso no futuro...

Levi levantou o rosto, e Eren não esperou mais do que isso para grudar seus lábios aos dele.

...

Eren sentiu calor, suas costas nuas suavam e as mãos de Levi passeavam por suas coxas. Ele suspendeu-o no colo, as bocas grudadas e se movendo, a língua de Levi tocando a sua. Tudo ardia insanamente e Eren sentiu vontade de se esfregar em Levi até que ambos os corpos se grudassem. Abraçou-o, as mãos varrendo suas costas e arranhando acima e abaixo das costelas. Estava tão concentrado nisso, que quando o mais velho o prensou contra a parede, Eren perdeu o ar.

Os beijos de Levi desceram de sua boca até o pescoço, deixando para trás uma trilha de saliva e marcas. Lambeu, chupou e beijou toda a extensão da clavícula, mas foi nos ombros onde não teve dó. Cada mordida arrancava de Eren altos gritos de prazer, e à medida que Levi descia pelo seu corpo, o mais jovem sentia-se cada vez mais anestesiado. A boca de Levi desceu até seu peito e alcançou o mamilo, chupando e lambendo-o com todos os movimentos que sua língua o permitia. As mãos, presas às coxas, subiram ao cós da cueca, massageando todo o local por cima do tecido.

— Levi... Eu...

Ele mordeu-lhe o mamilo e Eren calou-se em um grito surdo, puxando os cabelos da nuca do mais velho. Levi arfou e levantou os olhos para o garoto, voltando a beijá-lo na boca, chupar-lhe os lábios e mover sua língua junto à dele.

Eren sentiu o membro pulsar e tentar sair pela calça desabotoada. Prendeu as pernas com mais firmeza em volta da cintura de Levi, que ainda lhe acariciava as nádegas, e começou a friccionar sua intimidade com a do outro, fazendo ambos soltarem gemidos sonoros.

O mais velho abraçou o tronco do rapaz durante o movimento, sentindo seu próprio membro pulsar dentro das vestes. Eren não parou nem mesmo quando sentiu as pernas de Levi moverem-se até o quarto, e desceu as mãos do ombro do mais baixo até sua calça, puxando o cós e tocando o membro por baixo da cueca. Sentiu os pelos se eriçarem, e Levi arqueou as costas, jogando Eren imediatamente na cama.

— Sente-se. — ordenou, e Eren obedeceu, vendo Levi desabotoar o jeans e descer a cueca o suficiente para que o membro saltasse para fora.

Eren aproximou-se, e Levi levou as mãos até sua nuca, puxando os fios de cabelo castanho o suficiente para excitar o outro. Não precisou de mais do que isso para o mais novo abocanhasse seu membro, e começasse a lambê-lo e chupar toda extensão. Os gemidos de Levi aos ouvidos de Eren soaram adoráveis, e o mais novo beijou-lhe toda a região, massageando desde a glande até as bolas e voltando a chupá-lo com toda a pressão que sua boca lhe permitia. Deixou o pênis preencher sua boca e tocar sua garganta, e então recomeçou todos os movimentos, enquanto mantinha as mãos no quadril do mais velho, que rebolava conforme os movimentos.

Levi puxou o rosto de Eren para longe de seu membro antes que o orgasmo lhe atingisse, tomando seus lábios novamente em uma euforia de prazer. O garoto não soube dizer quando, mas Levi agora encontrava-se apenas de cueca, o pênis pulsante no ápice do prazer saindo pelo cós e encostando na sua barriga.

Levi desceu a calça do rapaz e voltou a lamber seus mamilos, endurecidos e rosados àquele ponto, maltratou-os, mordeu-os e puxou-os até Eren gritar em êxtase, desceu a língua pela sua barriga até seu ventre, então enfiou a mão em sua cueca e se livrou do tecido de vez, tomando o membro do mais novo em suas mãos e massageando-o ora com os dedos, ora com a língua. Eren já não sabia se aquela voz que gritava em prazer era sua, já não sentia a própria voz, tudo o que conseguia sentir era a língua molhada de Levi em sua glande, e no quanto ele precisava que o homem o penetrasse o mais depressa possível.

— Le-...Levi, chega. Entra l-logo!

O mais velho levantou o rosto e sorriu para Eren com os lábios mais sensuais que ele já viu, e então colocou as mãos em seus joelhos e os afastou até a visão da entrada tornar-se perfeita. Beijou-lhe a parte interna das coxas, descendo das bolas até a entrada. Nem foi preciso a língua de Levi tocar ali para que Eren enlouquecesse: o simples ar que o mais velho soprou ao respirar fora o suficiente para provocar mil sensações no garoto. Levi sorriu, e sua língua travessa circulou a entrada com a maior paciência e tranquilidade, mesmo que seu próprio membro pesasse entre as pernas. Ver o mais novo em uma tortura tão prazerosa era bonito demais, então demorou-se ali, circulou a abertura e devagar penetrou-o com a língua, movendo-a lentamente no seu interior. O mais novo arfou, gemendo alto e agarrando os cabelos de Levi com força.

Eren sentiu a mão do mais velho subir até sua boca, forçando-o a lambê-los até estarem totalmente umedecidos, então voltou-se à sua abertura, enfiando um dedo e movendo-se em seu interior em movimentos circulares. Eren não sentiu dor com aquele único dedo, e seu corpo buscou aprofundar-se mais naquele prazer, então tentou a todo custo fazer mais contato. Levi, porém, estava se divertindo mais estando no comando, parou os movimentos de Eren e o penetrou com o segundo dedo, não permitindo que ele saciasse o seu prazer por si próprio.

O terceiro e quarto dedos foram realmente dolorosos, e Eren tentou a todo custo agarrasse a algo, mas Levi havia tirado tudo dali, restando a ele apenas acariciar os próprios mamilos, beliscando-os e puxando-os com os próprios dedos, enquanto seus gritos transformavam no nome de Levi, e este se excitava cada vez mais ao ver a reação do outro.

Quando Levi achou que já estava bom, retirou os dedos de dentro do mais novo e mandou ele virar-se de quatro. Já sabendo qual era o próximo passo e mal podendo se conter, Eren virou-se rapidamente, apoiando a cabeça no travesseiro e deixando que Levi afastasse suas nádegas e o encaixasse no seu pênis.

O tronco de Levi inclinou-se sobre suas costas, e Eren arqueou as mesmas quando o membro do outro começou a penetrá-lo, e seu peso caiu sobre si. Doía muito, e por Eren eles poderiam ficar ali parados para sempre, sem se mover, mas então Levi passou a movimentar-se, e seus gemidos intensificaram de tal modo que Eren nunca pôde imaginar. A mão dele fincou-se no seu quadril para dar suporte às estocadas e a outra desceu até o pênis de Eren, totalmente ereto e cutucando sua barriga em tamanho tesão. Os dedos ágeis de Levi passaram a massageá-lo, e os seus lábios correram pela costa do outro, deixando chupões e mordidas por toda a região das costelas e ombros.

Eren nunca pensou que sexo fosse assim, doloroso e ao mesmo tempo estupidamente prazeroso. Sentiu o pênis de Levi dentro de si, cutucando sua próstata e todo seu copo se contraía em uma ciência que ele nunca houvera experimentado até então. Levi o preenchia por dentro e por fora, estocando em seu interior toda sua essência. Foi quando as paredes de sua entrada se contraíram em torno do pênis de Levi, e seu próprio membro esguichou goza contra a mão do mesmo, que Eren provou de um orgasmo.

Era maravilhoso.

Levi continuou a estocá-lo até se desfazer dentro do garoto, aquecendo-o naquele dia de inverno. Eren pôde sentir o líquido escorrendo por suas coxas quando Levi se retirou de dentro de si, permitindo que o corpo do maior despencasse na cama ao seu lado.

...

— Ainda não acredita em mim? — Eren perguntou quando suas respirações desaceleraram e Levi se virou para olhá-lo nos olhos.

— Não, acho que você é um adolescente idiota. — respondeu, apoiando-se no cotovelo direito.

Eren suspirou, fechando os olhos em decepção. Era difícil convencer Levi. Estrelas eram realmente teimosas.

Sentiu uma mão em seus cabelos e então abriu os olhos.

— No entanto, acho que isso pode dar em algo. Se você continuar a ir me ver todos os dias, quem sabe possa acabar acreditando.

Levi bufou, e Eren sorriu largo. Foi impulsivo, seus braços lançaram-se em direção ao mais velho, puxando-o para seu peito e beijando toda a extensão do seu rosto.

— Você é lindo!

Você é uma estrela.

Notas finais
MEU. PRIMEIRO. LEMON.
JOGUEI.
SAÍ.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!