(des)amor
5 Capítulo 5. - Lizz.
Notas iniciais
Lizz narrando.
Quando Nicolle me disse que iria sair com Cass me senti um pouco deixada de lado, mas sabia que não podia competir com a Cassie, fingi total compreensão e ainda incentivei-a a ir.
Meus pais estavam viajando, então como eu provavelmente passaria meu dia inteiro sozinha em casa decidi enfim me socializar com Emily.
Peguei o telefone e digitei seu número.
“Ok, ela não é tão chata assim e é bonita.” Pensei antes de enfim apertar o botão “Discar”.
- Alo. – Ela atendeu depois de alguns toques.
-Oi.
-Lizz?! – Ela perguntou surpresa.
- É. – Respondi e comecei a rir de nervosismo como uma idiota. – Surpresa não é?
-Bastante. Enfim, o que você quer? – Perguntou com ignorância.
- Bom, eu ia te chamar para conversarmos aqui em casa, sei lá, mostrar que não sou tão infantil assim... Mas já vi que não vai dar certo não é, com essa sua ignorância. – Falei perdendo a paciência. Ia desligar em sua cara, mas antes que fizesse ela gritou “Não!”, então esperei que ela continuasse.
- Desculpa. Eu podia esperar qualquer coisa dessa ligação menos um convite para ir até ai. – Fiamos em silêncio no telefone por alguns segundos. – Ainda quer que eu vá? – Perguntou manhosa.
- Hum, vem.
- Daqui a meia hora estou ai! – Ela disse animada e desligou.
E assim como ela disse meia hora depois ela estava lá. Passamos algum tempo em silêncio sentadas em meu sofá, liguei e desliguei a televisão algumas vezes e não sabia como puxar assunto.
- Então Lizz, tudo bem? – Ela perguntou quebrando o silêncio. Deixei-a sem resposta. Olhei pra ela sem ânimo nenhum e me levantei.
- Vou pegar alguma coisa para beber. – Ela assentiu com a cabeça.
Fui á cozinha, passei meu olhos pelos armários procurando alguma coisa e ali estava o que eu precisava, vodka. “Por que não animar o nosso papo?” Pensei rindo sozinha. Coloquei junto com refrigerante para que ela não notasse e voltei para sala.
- O que é isso? – Ela perguntou cheirando o que estava no copo.
- Refrigerante oras. – Respondi com um sorriso malicioso.
Ela virou o copo de uma vez enquanto eu bebia devagar.
- Vodka! – Disse me olhando, eu ri de sua cara.
Bebemos mais alguns copos com refrigerante até ficarmos alteradas, já não tinha mais graça então começamos a beber direto da garrafa até que acabasse.
- Minha mãe vai me matar! – Eu disse em meio a uma gargalhada. Realmente minha mãe me mataria.
- Tudo bem, eu te consolo. – Ela disse me abraçando e dando leves tapinhas em minha cabeça. Fechei os olhos e me deixei aconchegar em seu abraço.
Senti algo tocar meus lábios, logo uma língua pedia passagem em minha boca, me assustei no inicio mas logo relaxei e retribui o beijo. No meio do beijo senti meu estomago embrulhar, efeito do álcool. Corri para o banheiro e me abracei na pia.
Depois disso só me lembro de acordar encharcada de água gelada com Nicolle me olhando com uma cara de reprovação.
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