deixe de ser tolo, lupin
1 você não tem ideia do que está perdendo
Notas iniciais
deixe de ser tolo, lupin
por lyn black
Porque Lupin, tão silencioso, com a fala quebrada, baixa, quase um sussurro débil, o disfarce perfeito. Remus e sua cabeça encurvada, seus olhos quase amedrontados ㅡ não se enganem, queridos, aquilo não é medo, é amor-próprio e auto-destruição misturados ㅡ, e sua inteligência ponderada. Ele finge tão bem, uma voz sussurra em sua mente retalhada, tão cicatrizada quanto sua pele arranhada por garras, uivos e monstruosidade. Lobisomem, amaldiçoado, animalesco, uma criatura mágica.
Remus nunca será só um bruxo, ele nunca poderá ser só um homem, ele é mais, ele explode toda Lua, e ele recolhe-se numa casca de martírio e culpa, ocultando o que há de mais são em si. Convenceram os homens que a sanidade é a varinha na mão, o tom calmo e os encantamentos em ritmo programado. Tolos.
A sua monstruosidade, soterrada pela pena e pelo julgamento, açoites potentes da sua própria mente, é sua dádiva mais preciosa, e Remus nunca saberá disso. É um homem comedido, gentil e leal. É um monstro disfarçado de gente ao matar a sua insanidade à facadas toda vez que ela dá as caras. Sabe, Lupin, você é mais próximo da Lua do que qualquer outro bruxo, tome-a para si. A loucura quebrada do seu espírito é tão podre quanto a caricatura que você inventou. A invenção pútrida, porém, é sua. O resto é livre, intenso e profundamente puro. Deixe de ser tolo, jovem Lupin, ria com a loucura e assuma o seu amor pela insanidade de vez.
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