a volta do Fred
1 Capítulo Unico
Notas iniciais
Tive uns bloqueios, mas nasceu!! Espero real que gostem...
Criei esse plot desde quando nasceu a ideia de ter um mês para os Weasleys...
É uma one pequena e confesso que tem muita coisa que queria ter colocado sobre como vivem os Weasleys sem o Fred e tem MUITO headcanon tá? Inclusive sobre os filhos do George.
Enfim... eu chorei planejando, mas não escrevendo então acho que você não vai chorar também (mas separa uns lencinhos ai)
Um beijo e até a proxima ♥
5 de dezembro de 2004
Eu acho que nunca me senti tão nervoso assim em toda a minha vida. Se bem que para ser sincero desde que você foi embora eu passo minha vida toda nervoso. Nossa Fred, como eu queria você aqui agora para competir comigo em piadas e deixar o clima mais leve. Tem dias que eu não consigo brincar e fazer piadas, muitas vezes nem zoar o Ron eu consigo, acredita? Percebi que não consigo fazer muitas coisas sem você. E se eu não conseguir fazer isso também? E se eu...
— Continua oco ein? — diz Ginny me tirando do transe dos meus pensamentos. Não sei há quanto tempo ela tava ali do meu lado.
— Ahn? – é a única coisa que consegui pensar em responder.
— Oco — ela bate em sua própria orelha e eu forço um sorriso quando compreendo, foi a primeira piada que consegui pensar naquela noite
— Ah claro haha — Ginny percebe meu esforço e suspira
— Também queria que ele estivesse aqui.
— Depois de todos esses anos eu ainda não consigo me acostumar sem ter ele ao meu lado...sabe quantas piadas ele teria feito de você estar grávida?
— Inúmeras imagino
— Sim — sorrio triste
— Provavelmente envolvendo como que a vassoura me aguenta – diz e levanta uma sobrancelha
— Na realidade, mais como que o Harry te aguenta – ela me olha confusa e eu abro um sorriso maroto – sabe... te aguenta.. – e ela me bate no braço
— Que nojo, George.
— Ai – esfrego dramaticamente, mas realmente estava dolorido – a malícia tá em quem ouve Ginevrazinha – bato o dedo delicadamente em seu nariz – quis dizer que você tá mais chata que o normal – ela me bate de novo, mas não tão forte. Eu a encaro incrédulo e ela devolve o olhar só que brava até que desistimos e rimos.
Mesmo não estando aqui, você nos faz rir Fred e eu sinto falta disso, sinto falta de rir da vida.
— Nervoso? — pergunta Bill se aproximando e trazendo uma bebida quente. Todos estavam ali na sala de espera comigo. Bom, nem todos, falta você Fred, há 6 anos falta você.
— É claro que está nervoso, está mudo — diz Charlie do outro lado da sala.
— Ora está confundindo os irmãos, Charlie, que descaso — digo me esforçando para ser dramático — eu perdi a orelha, quem ficou mudo foi o Percy.
— O QUE? PERCY ESTÁ MUDO? — vejo minha mãe se aproximar desesperadamente dele enquanto ainda está revirando os olhos.
— Estou bem, mamãe — ele fala em um tom de reprovação, odiava quando ele usava esse tom com a gente — isso foi quando éramos crianças e o Bill colocava um feitiço em mim.
— O QUE? WILLIAM ARTHUR WEASLEY!
— Em minha defesa a ideia era do Charmander — Bill toma calmamente a bebida.
— Você ia na onda! — Charlie fala com um tom indignado
— Independente de quem fazia, nós sempre agradecemos — respondi e senti um clima tenso se formar e percebi o que eu fiz, usei o plural novamente.
— Com certeza agradecemos — responde Ron e por um instante cruzamos os olhares, o agradeci naquele gesto — Podiam ter deixado ele assim mais tempo depois que saíram de casa né.
— Que absurdo vocês!
— É que ouvir você falando, é tipo ouvir o Binns — diz Ginny se aproximando de uma poltrona para sentar e logo mamãe surgiu ao lado dela pra ajudá-la a se sentar, ela realmente está imensa.
— Só que o Binns é melhor — digo me encostando onde Ginny sentou — ele ajuda a ter as melhores horas de sono.
— Muito bom ver que seu tempo gasto em Hogwarts foi produtivo, George — diz meu pai entrando na sala acompanhado de Harry e Hermione.
— Sempre soubemos que não havia futuro acadêmico para mim — digo sorrindo dando de ombros. Pisco para o Harry quando ele se aproxima de Ginny, ele fica vermelho por um curto momento.
Até hoje ele tem receio de a mamãe descobrir, só que agora ela não faria nada e nem ficaria brava com ele, eu sei disso porque essa loja era seu sonho Fred. Sei que depois virou nosso, mas foi seu sonho primeiro e eu me esforço pra manter a loja bem e aberta porque é o seu legado também, é o que você deixou.
Toda a família ajudou a reconstruir a loja, sabe? Foi o que me fez sair da cama. Na realidade foi a Angelina brigando comigo. Ela me disse que reconstruir a loja e guiá-la por você porque era o que você faria se estivesse aqui. E é verdade, você falaria que depois da guerra muita gente perdeu tudo o que tinha, perdeu o sorriso, e era nosso dever fazer as pessoas sorrirem. Você sempre me disse isso.
—É nossa missão, George, nós devemos fazer as pessoas sorrirem.
Foi o que você me disse naquele dia que estávamos tentando decidir o que iríamos fazer depois de Hogwarts. Todo nosso futuro planejado juntos e agora… estou sozinho fazendo essas coisas. Planejamos o futuro da loja, planejamos até mesmo esta noite e eu estou vivendo ela sem você. É tão difícil sorrir, quanto mais fazer os outros sorrirem e nesses momentos eu lembro do que o Remus disse para a gente quando foi se despedir, lembra? Quando ele se demitiu de Hogwarts.
—Nunca se esqueçam meninos, sorrir é um ato de coragem muito maior do que agir.
Ele foi o primeiro professor que realmente nos entendia. Realmente via nossa capacidade, nos via além das brincadeiras. E nunca conseguimos agradecer porque sei que foi graças a ele que você teve o gás necessário para começarmos.
—Ela está bem, querido — sinto o braço de mamãe e sou trazido para realidade novamente — essas coisas demoram mesmo.
— Já pensaram em nomes? — pergunta Hermione sorrindo.
— Ela escolheu um e eu outro, sugeri que fosse surpresa — digo e dou um gole na bebida que Bill tinha me entregue, agora não está tão quente.
— Agora entendi o nervosismo dela — comenta papai.
— Mas George não faria piada com isso — diz mamãe — ou faria? — ela me olha nervosa e eu só dou um sorriso maroto a ela e bebo um pouco mais.
Só que claro que não faria isso. Escolhi Roxanne porque era o nome da madrinha de Angelina. A madrinha sumiu naquela época, no nosso último ano em Hogwarts e depois encontraram o corpo dela. Tudo isso acabou com Angie e eu apoiei ela o máximo que pude na época e acho que foi por isso que ela se aproximou de mim quando te perdi, Fred, porque eu a ajudei. Só que uma coisa foi levando a outra, lembramos de algumas coisas na época da escola e aqui estamos nós, esperando que ela dê à luz aos nossos filhos, nossos gêmeos.
— Senhor Weasley? — fala o médico entrando na sala de espera e todos saltamos.
— Sim? — Todos os homens da família menos Charlie responde o médico que se assusta.
— Não vocês sim, eu sim — digo e ando até ele. Percebo que o que estava me deixando nervoso no início é realidade agora, eu vou ser pai.
— Pode falar, doutor, a família é grande mesmo — fala Ginny.
— E acaba de ficar maior — ele sorri para nós — a senhora Johnson-Weasley está bem e os bebês também — suspiros de alívio e comemorações ao fundo, mas eu não ficaria assim até ver todos.
— Posso vê-los? — pergunto receoso
— Claro que pode — diz ele com um grande sorriso — todos podem.
Então, seguimos até o quarto. Quando a porta é aberta eu não consigo segurar as lágrimas em mim. Angie estava lá, com nossos bebês no colo e naquele momento todo o nervosismo me deixa. Eu me aproximo e abraço ela com todo o cuidado, ela está sorrindo para mim.
— Vejam bebês, é o papai — ela diz — e sua família é bem grande — todos riem.
— É maior tá? É que duas tias tiveram que ficar em casa com suas primas — diz Percy sorrindo.
— É — concorda Bill limpando a lágrima rapidamente — e uma é bebe igual vocês.
— Espero que não seja muito igual — Angelina fala com um certo medo nos olhos, aquilo me deu um alívio — Dominique é muito brava — parece que foi uma brecha para os bebês que começaram a chorar na hora.
— Pelo visto são — comenta Charlie com um sorriso — Preparado para ficar na administração das lojas por um tempo sozinho, Ron? George vai precisar.
— Venha, eu te ajudo — mamãe está radiante — me dê ele — ela pega o bebê da direita e começa a acalmá-lo.
— Na verdade, ela — diz Angie tentando acalmar com o que ficou em seu colo — esse aqui que é ele.
— Dá pra vocês contarem os nomes logo? — diz Ginny nervosa para gente e sorrimos.
— Quer ir primeiro? — pergunto para ela e ela nega com a cabeça, os bebês ainda choravam — Bom aquela marrentinha ali no colo da mamãe será… — olho para a família e sei que todos estão torcendo pela mesma coisa, que seja um nome normal — Roxanne! — todos suspiram de alívio, menos Angie que começa a chorar.
— Oi Roxanne, sou sua vovó Molly — diz mamãe acalmando finalmente nossa bebezinha — e esse aqui é o vovô Arthur — meu pai abraça ela e sorri para Roxy, sim esse será o apelido dela.
— Eae, gostou? — digo olhando para Angie.
— Que droga George Weasley! — fala brava e as pessoas ficam confusas — Olha saiba que eu já tinha escolhido esse nome antes mesmo de você falar então não vale dizer que eu copiei!
— Você escolheu uma versão masculina de Roxanne? — estava confuso, como seria esse nome?
— Não, besta! — ela bufa — O nome dele é Fred, Fred Weasley II.
Nesse momento todos ficamos em silêncio. Compartilhando o mesmo sentimento, a mesma gratidão. Fred estava de volta às nossas vidas.
—Angie… — eu falo, mas deixo morrer a frase quando ela sorri pra mim e eu a beijo — Copiona — brinco quando nossos lábios se separam e eu ainda estou próximo a ela.
— Você tem sorte que o Fred está nos meus braços se não eu te dava um soco agora mesmo — eu sorrio e beijo a testa dela.
— Não seja por isso — diz Ginny que ainda tinha lágrimas nos olhos e estava com o rosto vermelho — me dê ele aqui — ela pega Fred de Angelina.
— Que grande irmã você é hein — e Angie me soca — AI! O médico não disse que você não pode fazer esforço? — digo esfregando o braço.
— Sim, mas te bater não gera esforço — ela fala e estende os braços para minha mãe que devolve Roxy a ela.
— Oi Fred — diz Ginny docilmente para o bebê em seus braços. Eu me sentei ao lado de Angie na cama e passei meu braço em seus ombros enquanto ela aninhava Roxy.
— Tá tudo bem meu amor? — pergunta Harry preocupado se aproximando dela e todos voltamos a atenção a eles, Ginny estava fazendo uma careta.
— Acho que é só o James dando oi — ela diz com dor e fechou os olhos. Ron se aproximou do outro lado dela.
— Com certeza é exatamente isso que ele quer — diz Charlie — Ginny tem sentido contrações faz uma hora, não é Ginny?
— O QUE? — grita Harry e Ron juntos.
— Como você sabe? — Bill pergunta.
— São os mesmos sinais de dragões e a bolsa dela estourou quando a gente chegou no hospital — Charlie aponta para a irmã — o médico avaliou já e disse que era para esperar as contrações e chegou!
— Não! Era pra ele vir semana que vem e não hoje! — ela diz frustrada e preocupada enquanto entrega o bebê a minha mãe. Bill gritou chamando uma enfermeira e Percy logo conjurou uma cadeira de rodas para ela sentar.
— É ele que decide, querida — diz papai a ela.
— Mas..
— AH POR MERLIN, O JAMES TA VINDO — começa Ron totalmente desesperado — ELE TA VINDO ANTES E AGORA?
— RONALD! — chama Hermione brava e se aproxima dele — A Ginny não precisa disso agora!
—CERTO, NÃO PRECISA, TÁ, MAS… DO QUE ELA PRECISA?
— Da bolsa da maternidade — diz Hermione calmamente — vá buscar, está na casa deles.
—CERTO, É, EU VOU, É! — e ele aparata.
— Hermione — diz Harry claramente tentando parecer calmo — você não ia fazer aquele feitiço, nessa bolsinha aqui? — ele levanta o objeto.
— E fiz — ela responde — isso foi só para distrair ele.
— Percy pega seu afilhado da sua mãe, ela precisa apoiar a Ginny agora — diz Angelina. Claramente minha família estava perdida igual algumas horas antes, quando Ginny fez tudo para acalmá-los.
— Meu o que? — diz Percy confuso e abro um sorriso para ele.
— Seu afilhado, oras — Angie sorri para ele e Charlie dá uns tapinhas nas costas dele.
— Nossa, mais um bebê para a família hoje então? — diz o médico que acaba de entrar sorrindo.
— Família grande é assim, doutor — digo para ele — e depois desse, já já a gente volta.
— Filho de quem? Quem tá grávida?
— A Ginny mamãe não está vendo? — respondo — sei que está velha, mas a visão está ruim assim?
— Ora George Weasley — ela ia me xingar, mas se perdeu quando Ginny soltou um grito de dor acompanhado pelo o de Harry, aparentemente Ginny estava apertando a mão dele. Já meus filhos começaram a chorar com isso
— Vamos preparar tudo, está em boas mãos Senhora Weasley.
— Potter, Weasley-Potter — corrige Ginny.
— É, doutor — falo — depois de tudo que ela passou para conseguir esse sobrenome, não pode deixar de citá-lo.
— Tá animadinho hoje, ein George — fala Charlie sorrindo.
— Sabe como é, criança traz felicidade.
— É, muita felicidade — diz Angie me esticando Roxy que continuava chorando — pega sua filha para eu pegar o Fred — eu abro a boca e ela ergue o dedo — pensa muito bem nas suas próximas palavras, George Weasley.
— Eu só ia perguntar onde está minha adorável sogrinha — digo com olhar inocente pegando Roxy dela.
— Sei — ela diz desconfiada — Vem cá Percy, me dê ele, você precisa avisar Audrey sobre Ginny e você também Bill — ela orienta meus irmãos e pega Fred no colo — Senhor Weasley, precisa dar entrada no Hospital no nome de Ginny, Hermione irá te ajudar — minha cunhada fez que sim e começou a sair do quarto com meu pai e irmãos — Doutor, acredito que o senhor precisa acionar sua equipe não? Para ela não dar a luz aqui.
— Que? — ele diz perdido e depois faz um sinal positivo com a cabeça, realmente minha família confunde as pessoas — Certo, levem ela para o quarto ao lado e a ajude a se deitar na cama.
— Deixa que eu chamo a enfermeira — diz Charlie saindo junto com o médico.
— Mas eu… — minha mãe olha de Angelina para Ginny — não posso te deixar sozinha, querida.
— Tudo bem, Senhora Weasley — ela responde sorrindo e tranquila — Ginny precisa de você agora e minha mãe já deve estar voltando.
— Está bem — ela abre um sorriso agradecido — vamos, Harry querido — Harry sai de um transe e se posiciona em silêncio atrás da cadeira de rodas.
— Ginny — minha irmã me encara, desespero no olhar e eu queria fazer ela rir naquele instante, mas sem eu precisar dizer nada ela ri um pouco antes de sentir a próxima contração.
— AH POR MORGANA — ela berra e os bebês voltam a chorar — isso dói muito — olha pra Angie.
— É, eu sei — minha esposa ri fraco — Ginny fica tranquila tá? James virá saudável e perfeito! Você será uma mãe incrível — aquelas palavras acalmou a minha irmã.
— Claro que vai ser, ela é uma mulher incrível — diz Harry, aparentemente ele se acalmou.
— Eu te amo — diz Ginny para ele e ele beija a testa dela.
— Eu te amo.
— Ah, vão para o quarto! — eu falo e eles olham para mim confusos — é, sério vão para o quarto de vocês porque os dois não param de chorar.
— Bem vindo a vida de pai — diz mamãe e empurra os dois para fora.
Então finalmente estamos nós quatro somente. Conseguimos acalmar os bebês logo e eu finalmente pude olhar com calma para eles, senti medo. Como eu seria pai dessas duas crianças?
— Estou com medo, George — diz Angelina.
— Virou legilimente e não me contou? — ela sorri e eu dou um beijo nela — você será uma mãe maravilhosa e eu — digo olhando para nossos bebês — tenho a missão de fazer eles sorrirem.
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