Sun City, 28 de outubro de 2017,
15hrs, 28min e 15seg

| 1° Feira de química da UFSC de Sun City |
| University Federation of Studies Chemical |

Era um sábado comum, como todos os outros, a única diferença era o nervosismo dos alunos que cursavam química na UFSC que possuía 11.200 m² de construção e 2.500 m² de área verde, salas com 169 m², laboratórios, e uma quadra poliesportiva de 73m x 17m. O nervosismo não era de menos já que naquele dia todos realizariam suas respectivas apresentações sobre reações químicas.
Sendo realizado na pequena quadra poliesportiva foi o evento mais esperado por todos os alunos durante todo o mês.
Todos Esperavam que aquele dia terminasse bem como qualquer outro, e foi então que o apresentador do evento anunciou:
— Olá, Sejam todos muito bem vindos à 1° feira de química da UFSC, esperamos que todos aproveitem ao máximo o evento, iniciaremos as apresentações agora.
Três alunos apresentaram-se, todos obtendo êxito ao final de cada demonstração, os pais, que eram espectadores, ficaram maravilhados ao verem que seus filhos, além de terem obtido novos conhecimentos, também eram capazes de realizar novas experiências.
E então chegou a vez de John Pear, um jovem rapaz de 19 anos de idade que possuía muitos sonhos e planos para seu futuro, gostava de se divertir como qualquer outro jovem da sua idade, sempre teve o apoio da namorada e da sua família, nesse evento não foi diferente.
E o apresentador anunciou novamente:
— E agora com vocês, abrindo o bloco de demonstrações com elementos radioativos, John Pear.
Ouviram-se muitos aplausos e assovios.
O grupo de John, que era formado por mais duas amigas e dois colegas, juntou-se em frente ao público.
A experiência deles consistia como essencial, os elementos Mercúrio, Radio, Frâncio e uma mistura de água destilada com outros componentes especiais, essa mistura era de uso exclusivo da UFSC, pois foi criada pela mesma.
Tal mistura seria revelada ao final da apresentação, mas algo deu errado, um pequeno descuido de um dos integrantes do grupo de John fez cair um componente sobre a mesa, antes fosse somente uma sujeira cuja pudesse ser limpa com pano e água, mas aconteceu o inesperado, o elemento reagiu com outros que estavam ao lado, e como resultado houve uma explosão que, além de espalhar vários fragmentos de vidro, produziu uma cortina de fumaça, grande o bastante para sufocar o grupo e alguns espectadores. Assim que o acidente ocorreu foi acionado o alarme de incêndio e chamado o corpo de bombeiros que começou a evacuação do prédio, a retirada dos feridos e o controle do tumulto, embora ninguém tenha morrido no momento do desastre, pessoas ficaram feridas, tanto pela explosão quanto pela fumaça que era altamente tóxica.

Sun City, 28 de outubro de 2017,
20hrs, 19min e 13seg
| CAM de Sun City |
| Center for Advanced Medicine |

A família de John está numa sala de espera aguardando notícias sobre o estado de saude dele quando um médico, veterano no CAM, entra na sala:
— Familiares de John Pear, podem me acompanhar por favor – Disse o médico enquanto olhava para a ficha do rapaz com um olhar de que algo não estava bem.
Seguiram-no até uma pequena sala onde havia uma mesa e algumas cadeiras, todos se sentaram e o médico começou a falar:
— Bom, primeiramente gostaria de dizer que eu lamento esse trágico acidente que ocorreu com John, e infelizmente um fragmento de vidro atingiu uma artéria, localizada no pescoço dele, o qual originou uma perda muito grande de sangue e junto com a fumaça tóxica causou a perda de consciência, no momento ele encontra-se em estado de coma — Disse o doutor com uma voz de lamento enquanto observava a reação da mãe de John que não aguentou, abraçou o marido e começou a chorar.
— Além de John, mais 6 pessoas estão em coma e 33 estão feridas. — Complementou o médico.
O pai de John diz para a esposa ir com as filhas e a nora tomar uma água, as quatro saem da sala.
— Mas ele tem alguma chance de sobreviver? — Pergunta o pai olhando no fundo dos olhos do médico.
— A esperança é a última que morre. — Responde o Doutor, que ainda mantém um olhar de inconformado com a situação — E em seguida continua:
— Mas é minha obrigação lhe informar que a atividade cerebral dele está baixa, nós estamos fazendo de tudo para que ele se recupere, mas o corpo parece não responder, ele será monitorado 24 horas por dia, e infelizmente na condição em que ele se encontra não são permitidas visitas, mas qualquer acontecimento ou alteração vocês serão avisados por telefone. — Finaliza o médico, juntando seus papéis e saindo da sala.
A família de John foi embora, pois não havia motivos para ficar no CAM, já que não estavam liberadas visitas.
Aquela noite foi difícil para quem convivia com John, o rapaz o qual animava qualquer situação não estava mais lá. A mãe não conseguia dormir, só ficou pensando no que estaria para acontecer com o filho. As irmãs ficaram imaginando como seria a manhã de domingo sem o seu querido irmão ao lado. O pai, que pouco expressava seus sentimentos com o filho, continuou com o coração fechado e guardando todas as emoções para si. A namorada, que sempre pensou em se casar e ter filhos com John, naquela noite ficou perdida no seu subconsciente, as lembranças de todos os momentos os quais passaram juntos vinham à tona, não a deixaram dormir. Foi a pior noite que todos passaram, até aquele momento.


Sun City, 31 de outubro de 2017,
06hrs, 07min e 29seg
Já havia passado 2 dias sem a presença de John, não foi fácil para a família do jovem rapaz, principalmente para a mãe dele que a cada dia que passava sofria mais com a falta do filho, o terceiro dia estava por vir, mas o que todos temiam ocorreu, enquanto a mãe de John tomava banho e o pai dele se arrumava um diretor do CAM entrou em contato com a família, o pai se dirigiu até o telefone e o atendeu:
— Alô — Disse o pai ainda com uma voz de sono.
— Alô, bom dia, sou um dos diretores do CAM e gostaria de falar com um dos pais de John Pear.
— Aqui é o pai dele — Respondeu o pai já imaginando do que se tratava pelo tom da voz do diretor.
— Conforme regras do CAM estou entrando em contato para informar-lhe sobre o falecimento de seu filho, e estamos solicitando sua presença o mais rápido possível.
O pai quase não conseguindo, respondeu:
— Tá ok, minha esposa e eu compareceremos ao CAM em 1 hora.
O diretor concluiu, despediu-se e encerrou a ligação.
Por mais que tenha sido difícil para o pai ele informou a família, a nora e os amigos sobre o acontecimento, pediu para sua esposa se arrumar e foram para o CAM, as irmãs de John ficaram na casa da tia.
Chegando ao CAM o casal conversou com o médico que era responsável por John, o doutor explicou-lhes tudo que havia acontecido, mostrou os documentos que eles precisariam assinar, nos documentos estavam escritos todos os detalhes dos dias que John havia passado naquele hospital e que a causa da morte foi a intoxicação pelo gás, resultado da explosão, que danificou seriamente o cérebro e às 05hrs, 57min e 13seg do dia 31 de outubro de 2017 uma parada cardíaca, que após todos os métodos para tentar trazê-lo de volta, causou a morte total dos órgãos e do cérebro.
— Nós tentamos de tudo para que ele voltasse, mas ele não resistiu — Disse o médico lamentando enquanto o casal lia os documentos.
Durante o resto da manhã, e parte da tarde os pais de John ficaram resolvendo coisas sobre o cemitério e tudo que é preciso organizar quando algum familiar morre. Depois que tudo estava pronto o velório ficou marcado para noite daquele dia e estender-se-ia até a manhã do dia seguinte, quando aconteceria o enterro.
Foram avisados tanto familiares íntimos quanto os mais distantes, com os amigos fizeram o mesmo, porém poucos ficaram até a madrugada, a maioria das pessoas passou, desejou os pêsames e se retirou rapidamente, prometendo voltar para o enterro, entre essas rápidas visitas estavam as irmãs de John que ficaram alguns minutos durante a noite, mas não aguentaram ver o irmão naquela situação e preferiram continuar na casa da tia.
Durante a madrugada ficaram as pessoas que todos tinham certeza que permaneceriam ali até o último segundo do velório e acompanhariam todo o enterro, a mãe de John, o pai, a namorada e mais dois amigos que eram como irmãos para John.


Sun City, 01 de novembro de 2017,
03hrs, 13min e 53seg
| Cemitério Municipal de Sun City |
O mês de novembro já havia começado, mas para a família e amigos de John não fazia a menor diferença, a mãe, o pai, a namorada e os dois amigos de John ainda permaneciam no velório e aguardavam pelo amanhecer do dia, que traria consigo o caminho de luz e descanso eterno para o jovem rapaz.
Pelo fato de o corpo de John ser o único a estar sendo velado, naquele horário, e também por ser madrugada havia um silêncio sinistro, que em alguns momentos causava arrepios que surgiam na ponta dos pés, subiam pela espinha e somente iriam parar no último fio de cabelo de cada um que estava presente no cemitério. O silêncio também possibilitava ouvir pequenos barulhos, impossíveis de se notar durante o dia.
— Sou só eu ou vocês também estão ouvindo esse barulho como se fosse algo arranhando? — Disse o pai do jovem rapaz enquanto se aproximava do caixão do filho.
A mãe de John concordou, chegou perto e comprovou que John realmente estava fazendo barulhos, parecidos com de uma pessoa enquanto dorme.
Todos começaram a se aproximar do caixão enquanto silenciosamente ouviam o som grave que vinha do rapaz.
E uma coisa que parecia ser impossível aconteceu, John começou a se bater no caixão, como se estivesse tendo uma convulsão, em consequência da contração brusca dos músculos o apoio que matinha o rapaz deitado não aguentou e cedeu, levando John ao chão e logo em seguida relaxou-se completamente abrindo os olhos.
Todos ficaram confusos como se não acreditassem no que acabaram de ver, a mãe de John ao ver isso correu e acolheu o filho em seu colo, apoiou a cabeça dele em sua mão, e olhou no fundo dos olhos do rapaz.
— Filho, filho, fale comigo, por favor, me responda, você está bem? — Disse a mãe de John enquanto observava o marido ligar para uma ambulância.
Mas algo estava errado, John a olhava, mas com outro olhar, como se não a conhecesse, ou até mesmo como se estranhasse aquela cena.
O jovem demonstrou uma reação, não foi diálogo e nem mesmo qualquer coisa que outra pessoa imaginaria, o mais estranho aconteceu, John sem nenhum motivo ou explicação mordeu o pescoço de sua mãe, com tanta violência que chegou a ficar com um pedaço em sua boca. Todos se apavoraram e não sabiam o que fazer, o pai de John pegou sua esposa no colo, pediu ajuda à nora, e a levou para o hospital, enquanto os dois amigos de John ficaram no cemitério.
John levantou-se e incontrolavelmente tentava segurar, arranhar e morder os amigos, que ficaram com medo e assustados, resolveram sair e chamar a polícia, os dois sairam ligaram para a emergência e informou sobre a situação, mas quando voltaram John não estava mais no local, ele havia saido de alguma forma.
Naquela madrugada John violentou mais duas pessoas que andavam na rua, até que se deparou com um grupo de vândalos que ao perceberem sua atitude o espancaram e deixaram-no num terreno vazio.

Notas finais
Se você gostou da história deixe um comentário avisando, se houver alguns pedidos eu postarei o restante. Obrigado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.