Zumbis
4 Capitulo 3 Primeira Morte e Saindo
Notas iniciais
P.O.V Mônica
Tinha recém acordado e vi que Estela também havia acordado, dei um banho em Estela e fiz uma frauda improvisada com um pano, e coloquei o vestido que ela estava usando quando a mulher me entregou ela, depois a coloquei na cama e tratei de trocar minha roupa, coloquei uma calça de couro preta que era apertada, é óbvio que ia ser apertada, pois quem escolheu minhas roupas um tarado, cretino, idiota, lindo, sedutor, parou Mônica, ele é um idiota e pronto, bem voltando a minha roupa, coloquei uma blusa que deixa um ombro a mostra e curta também, e depois coloquei uma botinha de couro preto baixa. Peguei Estela e andei até a direção da cozinha, chegando lá vi todos menos Cebola, Titi e Cascão.
_Eles já foram? – Perguntei.
_Sim, saíram cedo. – Respondeu Magali, que logo pegou Estela e fez Estela tomar o leite da mamadeira.
_Da onde surgiu essa mamadeira? – Perguntei confusa e pegando uma panqueca com caldo de chocolate e comecei a comer.
_Achamos num quarto, pena que só tinha uma mamadeira. – Falou Magali.
_Hm, mas então o que aconteceu ontem depois que eu sai? – Perguntei me lembrando que o Cebola tinha falado algo pra todos, mas que eu não sabia o que era.
_Nada não. – Falou Magali e desviou o olhar de mim, deu pra perceber na hora que ela estava mentindo.
_O que foi que aquele cretino falou? – Perguntei já com raiva.
_Nada. – Disse Magali.
_A Magali, se você não quer falar eu falo, ele falou que você não parava de olhar pro amiguinho dele e que você estava babando, e faltava só um pouco para você não ir para cima dele por isso você saiu correndo pro teu quarto. – Falou Denise e Magali a olhou repreendendo-a.
_Como ele pode, quando ele chegar eu juro que vou matar ele, mentiroso, eu só olhei uma vez que foi quando eu entrei no quarto. – Falei furiosa.
_Nossa, vai matar ele, é mais fácil você agarrar ele, se não fosse eu, ontem o coitado ia ser agarrado por você. – Falou Irene com sua voz irritante, com tanta pessoa no mundo virando zumbi, porque ela teve que sobreviver?
_Primeiro, ele que tentou me agarrar, segundo, eu estava pressa na parede não podia fazer nada e terceiro, ele não é nenhum coitado e eu muito menos o agarraria. – Falei tentando me acalmar para não pular no pescoço daquela vaca.
_Para tudo, vocês quase se beijaram? – Perguntou Denise animada e soltando gritinhos.
_Não, ele quase me agarrou, eu nunca o beijaria, agora se me dão licença vou para o meu quarto, Maga tem como você cuidar da Estela?
_Claro. – Respondeu Magali brincando com Estela.
Sai dali e fui para meu quarto, me deitei na cama e cochilei.
_~*~_~*~_~*~_
Acordei, e acho que já estava de tarde, então os meninos já teriam voltado, andei até sala e vi que todos estavam sentados, mas Cebola, Cascão e Titi não estavam ali.
_Eles não chegaram? – Perguntei preocupada.
_Não, acho que aconteceu algum imprevisto, mas não se preocupe, logo eles estarão aqui. – Falou Magali com uma voz tranquilizadora, mas não me ajudou em nada.
_Eu não posso ficar aqui esperando eles voltarem, isto é, se eles voltarem, preciso procurá-los. – Falei e peguei minha katana no quarto do Cebola e fui até meu carro.
_Você não pode ir, eles estão bem, logo vão voltar. – Falou Magali tentando me convencer a não ir procurá-los, mas sua voz falhava.
_Eu tenho... – Comecei a falar, mas sou interrompida.
_Eles estão vindo. – Falou Jeremias e abriu o portão, logo o carro passou e o portão foi fechado, do carro Cebola e Cascão desceram.
_Aonde esta o Titi? – Perguntou Aninha começando a chorar.
_Eu sinto muito Aninha. – Falou Cascão, mas sua voz falhou. – Tivemos um imprevisto e ele não conseguiu sobreviver.
Todas as meninas começaram a chorar, mas eu tentei não chorar, ele era um cara legal, mas tenho que me manter firme. Vi Cebola entrando no hotel e o segui até o seu quarto, quando entrei vi ele de joelhos no chão e com as mãos no rosto, não consegui ver se ele estava chorando, pois ele estava de costas para mim, me aproximei dele e me ajoelhei de frente para ele, ele tirou as mãos da frente do rosto e quando me olhou desviou o olhar, ele estava serio, mas seu rosto demonstrava tristeza e ódio.
_Foi tudo culpa minha. – Ele sussurrou.
_Não foi, você não teve culpa, ninguém esta a salvo. – Tentei consolá-lo, mas aquilo o deixou com raiva.
_Você não entende, a culpa é minha, ele poderia estar vivo se não fosse por mim. – Ele falou aumentando o volume. – Eu entrei numa joalheria e peguei uma coisa para você, e quando voltei vi vários zumbis, e o Titi foi mordido, se eu não tivesse entrado lá, se eu tivesse lá, nós poderíamos ter saído de lá antes dos zumbis aparecerem, agora o que adianta eu ter pegado isso para você, se por causa disso o Titi ta morto. – Ele falou e tirou de seu bolso uma caixinha, meu coração acelerou, por favor não seja um anel, não seja um anel. Peguei a caixinha de sua mão e a abri, era um lindo colar com a letra M, era de prata e tinha vários diamantes pequenos, não sei o que falar, por um lado eu amei esse colar, mas por outro o Titi morreu, soltei uma lágrima sem querer e o Cebola a secou. Não sabia se ficava feliz ou triste, minha única reação foi abraçá-lo e ele retribuiu me abraçando forte, ficamos alguns minutos abraçados, depois nos separamos e se levantamos.
_Amei o colar, mas por favor não se culpe, você não pode ter certeza das coisas, você poderia não ter ido pegar o colar e o Titi morrer do mesmo jeito ou ate os três morrem. – Falei acariciando seu rosto, não queria que ele se senti-se culpado.
_Vou tentar. – Ele falou olhando para baixo.
_É bom mesmo, agora coloca o colar em mim. – Falei lhe entregando o colar e me virando para ele colocar, assim que ele colocou o colar, ele me virou para ficar cara a cara comigo.
_Você está linda com esse colar. – Ele falou me olhando nos olhos.
_Obrigada. – Falei com um sorriso. – Vamos para a sala, aposto que estão lá.
_Esta bem. – Ele disse e foi andando porta a fora, sabe eu não entendo esse cara, uma hora estamos de boa, outra ele sai sem me esperar, vai entender.
Andei até a sala e como eu imaginava estava todos ali, Aninha estava chorando e as meninas tentavam consolar ela, e os meninos ficavam num canto quietos, e o que eu menos gostei, a Irene estava abraçada ao Cebola, peguei Estela que estava com Magali e me sentei numa poltrona, abracei Estela e derramei algumas lágrimas, não era pelo Titi e sim pelo Cebola, eu fiquei triste com a morte do Titi, mas tento não chorar por mortes, só que graças ao idiota do Cebola eu estou chorando.
_Eu vou caçar. – Falou Cebola, olhei para ele que estava longe da Irene e segurava a sua besta.
_O Titi morre e você vai caçar. – Falei ironizando e explodindo de raiva, isso pode ser egoísmo meu, mas eu só fiquei assim porque o vi abraçado com a naja.
_É melhor que ficar aqui. – Ele disse serio.
_Boa caça, meu amor. – Falou Irene com sua voz irritante de sempre, não aguentei e sai dali, mas antes dei Estela para Magali.
Quando estava quase entrando no meu quarto sinto alguém me puxando e me prendendo na parede, quando olho vejo que é Cebola.
_Me solta. – Falei ríspida, mas ele não me soltou e não falou nada, apenas me beijou, e eu retribui, não sei porquê, mas retribui, ele me beijava como se necessita-se disso para viver ou continuar vivendo, era uma mistura de desejo, necessidade, e acho que amor. Ele parou o beijo, me olhou nos olhos e depois saiu.
Ele abraça aquela vaca, depois me beija, daí sai, me deixando confusa e tonta pelo beijo. Ele é muito confuso, e eu não sei o porquê, mas quanto mais ele faz isso mais apaixonada eu fico, sim eu estou apaixonada por ele. Não sei quanto tempo fiquei ali parada, mas quando fui para a cozinha, todos estavam comendo, então peguei um prato e me servi com a sopa que a Magali havia feito. Assim que terminei, peguei Estela e fui para meu quarto e a deitei no berço que eles pegaram e deixaram ali, logo depois tirei minha calça e me deitei na minha cama, logo dormindo.
P.O.V Cebola
Estava quase voltando da minha caçada, havia conseguido pegar um veado, mas escutei zunidos, me escondi e procurei o lugar da onde o som saia e quando achei vi vários zumbis, não eram 10, nem 20, era no mínimo uns 200 zumbis ou até mais, e estavam perto do hotel, se eles passassem por lá iam sentir o nosso cheiro ia tentar invadir e é claro que iam conseguir, pois aquele portão não é tão forte assim, deixei o veado ali e sai tomando o máximo cuidado para não fazer barulho. Entrei no hotel, e vi que todos menos Mônica e Estela estavam na sala.
_Temos que sair daqui, tem uma horda de no mínimo 200 zumbis vindo para cá, peguem tudo de necessário e coloquem nos carros, e alguém coloque minha moto na caminhonete. – Falei serio e todos saíram para pegar o que precisavam, sem discutir.
Fui até o quarto da Mônica e vi que ela estava deitada só com uma blusinha e com lingerie. A imagem do beijo passou pela minha cabeça, mas a deixei do lado e fui acordá-la.
_Mônica. – A chamei e ela resmungou. – Acorda.
_O que foi? – Ela perguntou sonolenta.
_Pegue tuas coisas e as coisas da Estela, tem uma horda de 200 zumbis vindo, leve tudo pro seu carro, estamos de saída. – Falei e depois fui pro meu quarto.
Peguei minhas coisas que não eram muitas e coloquei numa sacola, também peguei a espada da Mônica, uma pistola que eu tinha, e algumas facas que eu tinha também. Fui até a frente da porta do hotel e vi que todos estavam colocando suas coisas nos carros. Fui até o carro de Mônica e ela estava colocando a suas coisas no banco de trás e eu larguei as minhas também ali.
_O que esta fazendo? – Ela perguntou confusa.
_Vou ir no seu carro, minha moto não vai cair bem de noite quando não dá para ver quase nada.
_Mas quem disse que eu vou permitir. – Ela falou com raiva.
_Olha garota, eu te salvei, peguei teu carro, e to salvando de novo tua vida, pois eu podia ter te deixado naquele quarto para quando os zumbis invadirem o lugar, mas não fiz isso, então eu não me importo se você permitir ou não, eu vou ir no teu carro. – Falei ríspido.
_Ta legal.
Cascão, Magali, Aninha, Daniel e Irene iam na Caminhonete que na carroceria tinha minha moto. Xaveco, Denise, Carmen, e Jeremias iam num Gol vermelho. Eu entrei no banco do motorista no Astra e a Mônica entrou no banco do passageiro e ficou com Estela no seu colo. Jeremias abriu o portão e nós passamos por ele, depois ele fechou o portão e entrou no carro. Olhei para o lado e vi que já havia zumbis aparecendo, mas nem me preocupei, então logo segui a Caminhonete que estava na minha frente e com toda a certeza o Gol estava me seguindo. Olhei para Mônica e vi que ela estava me olhando, o que me fez dar um sorrisinho, mas voltei meu olhar à estrada.
_Durma, vai ser melhor te aviso quando pararmos. – Falei e ela suspirou.
_Esta bem.
Eu ainda não acredito que nós pegamos o berço a toa, agora ele ficou lá no hotel, a única coisa que não foi perda de tempo foi o colar, ele ficou lindo para a Mônica. Mas eu ainda não acredito que ela ficou com raiva e com ciúmes de eu ter abraçado a Irene, na verdade ela me abraçou, e eu aproveitei para ver se conseguia fazer ciúmes na Mônica e consegui. É melhor eu prestar atenção na estrada, se não vou acabar dormindo no volante, só espero que quando ela acordar, não fique com mau humor.
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