Zumbis
14 Capitulo 13 Adeus, Vadia!
Notas iniciais
— Eu odeio todos vocês. – Grita Irene quando todos entram nos carros a deixando para trás. – Vocês vão pagar pelo o que estão me fazendo.
— Adeus, Vadia! – Grito mostrando o dedo do meio para ela.
Aos poucos a voz dela de reclamação sumia, pois já estávamos indo embora daquele lugar e a deixando para trás, apenas com uma faca, sua mochila e, comida e água para durar uma semana se souber economizar. Muitos não queriam deixar nada, mas mesmo que ela seja horrível, não podemos nos rebaixar ao seu nível.
— Estou aliviada por ela ter sido expulsa. – Comenta Carmen.
— Acho que todos estamos. – Concorda Cebola. – Ainda mais depois de tudo que ela fez.
— Verdade.
— O certo nem devia deixar ela viva. – Diz com raiva Cebola.
— Calma, Cê. – Digo colocando minha mão na cocha dele. Cebola parece ter relaxado com isso.
— Awnnnn... Vocês estão juntos de novo? – Pergunta toda alegre a Carmen me deixando com vergonha.
— Vamos tentar de novo. – Digo ainda envergonhada.
— Fico feliz. Acho que todos do grupo vão ficar. – Diz sorrindo Carmen e eu retribuo seu sorriso.
~*~_~*~_~*~
Walkers a frente.— Diz Cascão pelo walk talk.
— Entendido. – Responde Cê.
— Acho que vamos ter que tirar eles do caminho, estamos chegando numa ponte. – Observa Jeremias e todos percebemos que ele tinha razão.
— Cascão, precisamos eliminar os walkers. – Diz Cebola e logo recebe a resposta.
Certo. Vamos parar agora então, antes que nos aproximemos muito.— Diz Cascão e logo os dois carros na nossa frente, param.
— Fiquem aqui. Nós cuidamos. – Diz Cebola saindo do carro.
Eu claro, não vou ficar parada, pego minha katana e saio do Astra.
— O que foi que eu falei? – Reclama Cebola e eu dou de ombros.
— Preciso praticar. Esqueceu que não lembro? – Ironizo e começo a matar os zumbis. Não haviam tantos, mas eles estavam bem na ponte, o que é um baita problema, pois se acabarmos presos, só tem como pular para a água, ou seja, perder tudo.
— Tudo limpo! – Comemoro assim que não sobrou mais nenhum. Realmente, mesmo que eu tenha esquecido de tudo, minha habilidade com a katana não desapareceu.
— Bora voltar para a estrada. – Diz Franja.
Cada um se direcionou para seu veículo respectivo, para assim, retomar o caminho. O caminho ainda era longo para chegar até a próxima cidade, mesmo que ainda não tivesse começado a escurecer.
~*~_2 Semanas & 2 Dias_~*~
O porto é ali na frente. — Diz Denise no walk talk.
Desde que acordei do ocorrido que a Irene me fez, minha mãe não ligou e nem atendeu as minhas ligações. O que faz com que eu fique cada vez mais preocupada. E se aconteceu algo ruim? E se os zumbis conseguiram chegar lá?
Eu tenho que parar de me preocupar tanto, ou vou acabar morrendo por não conseguir focar na minha sobrevivência.
— Finalmente!!! Puerto Cortés, Honduras. – Diz Carmen suspirando, fazia tempo que estávamos na estrada sem parar por muito tempo, e um porto faz com que fiquemos mais tempo para tentar ir até a ilha, ou ir para o próximo porto, caso esse tenha algum problema.
Assim que encontramos o porto, damos um jeito de invadir e trancar. Não havia sinal de zumbis e nem de barcos. Todos desembarcamos dos carros e nos reunimos perto do mar.
— Não tem barco nenhum. – Diz Denise com raiva.
— Calma pode haver algum ainda dentro desses barracões. – Diz Cascão tentando ser positivo. – Arrumem as coisas para passar a noite, Cebola e eu vamos procurar se tem algum barco.
Todos concordamos com o que Cascão disse. Eu até queria ir junto com eles, mas estou tão cansada que não me aguento mais.
— Me ajuda com a fogueira? – Pergunta Magali para mim e eu concordo com a cabeça.
— Tomara que tenha algum barco. – Digo.
— Tomara mesmo, não aguento mais pegar estrada. – Suspira.
— Nem eu.
~*~_~*~_~*~
— Eles não estão demorando demais? – Pergunta Magali preocupada. Ela já havia preparado quase toda a comida e nada deles aparecerem.
— Também acho. Vou conferir se estão bem. – Digo e antes de me retirar Magali me joga uma lanterna.
— Vai ser melhor, já está escurecendo.
— Obrigada. – Sorrio e ela retribui.
Andei pelo cais olhando para ver se não tinha algum armazém aberto com sinal deles estarem nele, mas nada. Tentei não me preocupar, há muitos armazéns e eles dois conseguiriam escapar de qualquer perigo. Eles devem estar bem.... Não. Eles estão bem!
— Cebola! – Chamo e nada. – Cascão!
Quando chego num dos últimos armazéns, vejo que está aberto e com duas vozes conversando. Ufa! Eles estão bem. Entro devagar no armazém e encontro os dois conversando enquanto examinavam um barco branco.
— Só falta o motor mesmo? – Pergunta Cascão e Cebola dá de ombros.
— Acho que sim. Mas podemos chamar o Xaveco para conferir, afinal ele é mecânico. – Diz Cebola dando de ombros.
— Mas será que ele sabe sobre barcos?
— Deve saber. – Dá de ombros Cebola, de novo.
— Oi, meninos. – Digo e eles me encaram rapidamente, é acho que minha presença não tinha sido notada.
— O que faz aqui? – Pergunta Cebola vindo ate mim com um sorriso.
— Vocês demoraram. Magali e eu ficamos preocupadas, então eu vim conferir. – Respondo e Cascão ri.
— Sempre preocupada, desde antes desse apocalipse zumbi. – Diz Cascão parecendo lembrar da vida deles quando ainda tudo era normal.
— Entendo a preocupação dela, afinal ela te ama muito e ainda está gravida, o medo cresce mais. – Digo e Cascão concorda com a cabeça.
— Eu sei, só não quero que ela fique se estressando. – Confessa suspirando.
— A comida já está quase pronta. Vamos então? Depois vocês vêm aqui com o Xaveco. – Digo e eles concordam.
~*~_~*~_~*~
Depois do jantar, Cebola, Cascão e Xaveco foram até o armazém onde continha o barco, já o resto tratou de dormir. Arrumamos o acampamento no primeiro armazém para ficarmos seguros de zumbis, caso eles invadam o portão ou cerca que protege o lugar.
— Sabe Mô... – Começa Magali que estava no colchão inflável do meu lado. – Tenho medo que em uma dessas caçadas ou aventuras do Cascão, ele não volte. – Sinto que a voz dela estremece, ela estava segurando o choro.
— Ele sabe se cuidar, é cauteloso. – Digo e ela concorda com a cabeça.
— Eu sei. Mas isso não quer dizer que ele não possa ficar encurralado ou que algum morto pegue ele de surpresa. – Confessa e eu penso que isso é o mesmo para o Cebola, eu tento não pensar nisso ou não me deixar ficar preocupada, mas no fundo morro de medo de perder ele, ainda mais agora que estamos cada vez mais unidos, e cada vez mais apaixonados. – O que eu quero dizer é que... Tipo você sai com eles para pegar mantimentos e caçar. Então, por favor, fique de olho nele por mim. Ele tem mania de querer ser o herói, então se ficarem em perigo, não duvido de ele querer se sacrificar caso lutar não dê certo.
— Claro, Maga. Vou ficar de olho nele como se fosse meu filho, não vou deixar ele se sacrificar, farei o impossível para que saiamos vivos. – Digo e ela me abraça.
— Obrigada. – Diz ela enquanto ainda nos abraçamos. – Você é a melhor amiga que eu já tive. – Continua e eu sorrio.
— Você também é a melhor amiga que já tive.
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