Zumbilândia - Matar ou Morrer.

10 Chegamos em casa e chegada de Austin.


Notas iniciais
Hello, décimo capítulo está aí ^^. Boa leitura e espero que gostem :3

Depois de uma viagem de quase meia hora dentro de um carro e depois ter que ficarmos ouvindo a mãe da Kate tagarelar sem parar que o mundo havia virado um caos nós chegamos em casa. As ruas estavam quietas e sem movimento, estranhei isso, mas foi até bom. Com esse grupo de inúteis eu sozinha não ia dar conta de muitos zumbis.

Os novatos preferiram ficar atrás de mim e Justin. A porta sempre ficava trancada o que me fez ter que dar alguns murros nela até algum ser humano vim abrir.

–Ah meu Deus, vocês estão bem. – Lucy disse assim que abriu a porta, dando um abraço em mim e Justin.

–Ta bom, chega! – falei e dei uma leve empurrada nela pra trás. – Nós trouxemos sobreviventes.

Pude ver que Kate se agitou na cadeira que estava sentada e veio caminhando até a porta.

–Err... Que bom que você está bem, Kim. – ela disse.

Olhei pra ela como se quisesse dizer “ah ta falando comigo agora, bitch?”.

–Seus pais estão aí garota, para de perder tempo comigo e vai falar com eles. – falei fria e entrei dentro de casa.

Enquanto subia as escadas, ouvi um gritinho de Kate e logo depois podia escutar o som de choros. Eu olhei para trás e vi Kate abraçando os pais e chorando. Eu não pude deixar de imaginar que poderia ser eu e meus pais, mas agora eles estavam mortos.

Eu subi as escadas com passos firmes, entrei no quarto das meninas e me joguei na minha cama. Precisava de um banho, urgente.

Levantei e caminhei até o banheiro, tirei minhas roupas e me encarei no espelho. Tinha sangue seco por todo o meu rosto. Suspirei e entrei debaixo do chuveiro.

–x-

Vinte minutos depois sai do banheiro já vestida, passei o compacto para esconder as sardas, saí do quarto e escorreguei pelo corrimão, parando ereta no chão.

Os noivos e o nerd haviam tomado banho também e tinham trocado de roupa, a noiva com certeza estava com uma roupa da Lucy, o noivo com uma roupa do John e o nerd com uma roupa do Jackson ou do Trevor que pareciam vestir o mesmo numero.

–Ei Kimberly, venha aqui! – Lucy me chamou da cozinha.

Andei até lá e fiquei encarando Lucy com cara de bunda.

–Meu nome é Christopher, mas me chamem de Chris, tenho dezessete anos. – o nerd falou. Ele tem cabelos castanhos e olhos da mesma cor.

–Sou Lúcia, mãe do Christopher e tenho trinta e cinco anos. – a noiva disse.

–Sou Peter, pai do Christopher e tenho trinta e nove anos. – o noivo disse.

–Sou Anne, mãe da Kate e tenho trinta e dois anos.

–Sou Carlos, pai da Kate e tenho trinta e cinco anos.

Percebi que eu era a única que não me importava com o fato deles estarem se apresentando.

–Chris você gosta da Kimberly? – Jason, o irmão mais novo de Justin, perguntou.

–Porque fica olhando pro bumbum dela... – Jasmine completou.

Christopher abaixou a cabeça, tentando se esconder de mim que fuzilava ele com os olhos.

Vi Diana se aproximar de Justin e eu segui Christopher até a sala de estar.

–Só deixo claro, que não estou aqui por você. – falei olhando para o nada. – E sim por aqueles dois.

–Tanto faz, não me importo da mesma forma. – forçou o nó da bandana escura que usava. – Afinal, não estava olhando pra sua bunda. Estava lamentando você ter roubado a katana lá de casa.

Olhei pra minha mão e vi que estava segurando a katana.

–Claro que sim. – falei sarcástica.

–x-

Depois de alguns minutos todos foram para a sala de estar. Christopher se jogou no sofá e ficou largado descansando naquela posição.

Fui procurar o segundo sofá que havia visto no porão. Desci e ouvi alguns risos abafados, vindo de dentro da porta, não hesitei e a abri, só não gostei da cena que tive que presenciar.

Justin fazia cócegas em Diana, enquanto estavam quase debruçados um sobre o outro no sofá que eu estava procurando. Os encarei friamente.

–Não é o que você está pensando. – Justin ria descontroladamente, ainda fazendo um pouco de cócegas em Diana.

–Justin, – Diana ofegava rindo. – Já chega! – ele não parava por mais insistente que fosse a garota.

–Eu preciso do sofá. – me vi obrigada a interromper aquilo.

Os dois levantaram com o apoio um do outro e me deram passagem.

–Você é uma chata psico. – Diana disse.

–Psico? Que porra é essa? – a olhei com raiva.

–É psicopata, só que para encurtar fica "psico". – Diana explicou. – Todos na casa estão te chamando assim.

–Foda-se. – eu puxei o sofá com dificuldade, mas não pedi ajuda.

Ao chegar na sala, coloquei o sofá de frente para o que Christopher estava deitado, e me deitei de bruços.

–Depois acha ruim alguém olhar pra sua bunda, mas olha o jeito que você se deita. – ele disse tapando os olhos puxando a bandana para baixo. Ignorei o comentário, e não mudei de posição. – Tenho uma queda por ruivas.

–Você se fodeu então, porque eu não gosto de nerds. – estava com os olhos fechados, só queria dormir.

–Acho que estou um pouco assustado com esse novo mundo, não chega a ser medo, mas sim preocupação com o que pode acontecer com a gente. – ele disse quase em um sussurro.

Revirei os olhos, ele não tinha nada melhor pra fazer do que ficar torrando a minha paciência?

–Porra, vai procurar algo pra fazer! E para de se confessar comigo, não sou padre. – me mexi um pouco e virei o rosto pro encostamento, não queria mais conversar.

Senti um calor e algo encostar perto das minhas pernas, deduzi ser Christopher se sentando mais perto de mim.

–Posso ficar aqui? – ele se aproximou do meu ouvido.

Senti uma imensa vontade de esfaqueá-lo ali e agora, ainda mais quando ele se deitou ao meu lado, mas algo me impedia, talvez pena? Ou talvez simplesmente estivesse cansada demais.

Adormecemos juntos. De madrugada o garoto acabou rolando para fora do sofá. Eu percebi, mas não o ajudei, minha bondade tinha limite e ele já havia esgotado. Decidi me levantar para usar o banheiro e ouvi alguns barulhos meio baixo vindo da varanda, fui olhar só por precaução. Encontrei Austin de vigia, usando o revolver de Dallas com silenciador. Ele parecia meio estressado enquanto atirava em alguns zumbis no meio da plantação.

Me aproximei da cerca que protegia a varanda e me sentei fazendo um ruído alto de coisa velha assustando Austin.

–Posso te ensinar a atirar. – falei.

–Kimberly? – ele abriu um sorriso quando me viu.

–Oi loiro. – falei e levantei da cadeira para abraçá-lo.

–Estava com saudades de você pequena. – ele disse e me beijou.

Era um beijo de saudades, eu realmente gostava do Austin, ele era uma das poucas pessoas que conseguiam me fazer sentir bem.

–Senti saudades também. – sorri, parando o beijo. – Que horas você chegou?

–Duas horas atrás, você estava dormindo e fiquei com pena de acordá-la. – ele disse.

–Ah sim. – sorri.

Eu me aconcheguei entre seus braços e fiquei o ensinando a atirar, mas nós riamos mais do que atirávamos. E por consequência também nos beijávamos mais também.

Notas finais
Qual vocês preferem: Jusberly (Justin + Kimberly) ou Ausberly (Austin + Kimberly)? hueheuehe. Comentem cupcakes :3