Zombie apocalypse - You need to survive
1 Volta às aulas
Notas iniciais
#Scarlett Anders
— Scarlett!
Acordei atordoada ouvindo uma voz distante berrando meu nome.
— Uh? — Gemi tonta de sono sem nem ao menos abrir os olhos.
— Scarlett, você vai se atrasar menina!
Estiquei o braço preguiçosamente, peguei o celular na cabeceira da cama desbloqueei a tela para ver as horas. Levantei de um sobressalto já tirando a roupa para tomar banho, já se passavam das 6:50.
—Droga, droga, droga — Murmurava repetidamente enquanto tomava uma ducha apressada.
Sabia que não deveria ter ficado até tarde lendo livro ontem, em plena véspera de volta as aulas, mas o amor falou mais alto.
Em 10 minutos eu estava pronta, vestia uma calça jeans escura, blusa de manga longa — que eu dobrara e as transformara em 3/4 — branca com detalhes pretos e calçava um Tênis branco. Meu cabelo ruivo estava solto e não conseguia decidir entre ser liso ou ser cacheado. Deixara minha mochila pronta ontem a noite, talvez já estivesse prevendo o atraso. Então, desci as ecadas correndo e tropeçando nos próprios pés no ultimo degrau correndo o risco de rachar o crânio e acabar conseguindo uma cicatriz no meio da testa.
Minha mãe esperava impaciente com a chave da moto e dois capacetes nas mãos. Seus cabelos ruivos e longos — como os meus — estavam soltos e ela trajava uma calça jeans e a blusa da farda de seu trabalho e calçava uma sapatilha de bico fino, preta. Minha mãe era jornalista, e das melhores — Pelo menos na minha opinião — e vive viajando a procura de um assunto suficientemente interessante.
— Vamos, lhe dou uma carona.
— Onde está o papai? — Perguntei já pegando o capacete vermelho na mão de minha mãe e saindo para que ela pudesse trancar a porta.
— Teve de sair mais cedo.- Respondeu ela.
Meu pai Henri Anders, era policial a 5 anos e recentemente conseguira o cargo de sargento, por isso, sua rotina de trabalho aumentou consideravelmente, e agora, ele mal mal conseguia ficar em casa.
Após 10 minutos eu havia chegado na escola e já estava tirando o capacete para devolvê-lo à minha mãe.
— Comporte-se querida.
— Pode deixar, vou destruir os bebedouros e colocar bombas nos armários das patricinhas — Respondi sorrindo.
— Elas bem que merecem. — Respondeu minha mãe com um sorriso divertido no rosto. Ela me deu um beijo na bochecha, tornou a por o capacete e foi embora.
Olhei meu celular novamente e dei um sobressalto, tinha 5 minutos para chegar na minha sala. Sai correndo disparada, entrei na escola e quando virei no primeiro corredor à esquerda bati com força em alguém e cai de bunda no chão.
— Ótimo, isso adiantou bastante o processo. — Resmunguei esfregando a bunda, ainda sentada no chão de mármore bege.
— Sinto muito, não vi você. — Disse o estranho erguendo a mão para me ajudar a levantar.
Peguei a mão dele e me levantei depressa. À minha frente estava um garoto aparentemente de minha idade — seguindo o meu instinto que dizia que ele tinha seus 15 anos — Ele tinha a pele extremamente pálida, cabelos castanhos caído nos ombros, e olhos verdes. Usava uma calça jeans preta, blusa branca de manga curta e calçava um all stars surrado.
— Tudo bem, de qualquer forma, não tenho tempo para discutir com você agora, estou atrasada.
Ele sorriu.
— É, eu também. Em que sala você está?
— 25.
— Eu também.
— Ótimo, então vamos, temos 2 minutos para subir três escadarias.
Saímos correndo sem dizer uma palavra, e no fim, ainda chegamos atrasados. Bati na porta e em seguida abri-a lentamente.
— Podemos entrar? — Perguntei baixinho.
— Sim, perdoarei o seu atraso sendo o primeiro dia, Srta. Anders — Disse a professora Mellanie com um tom extremamente formal. E logo em seguida acrescentou: — Mas você perdeu as apresentações.
— Graças à Deus — Murmurei indo em direção a duas cadeiras vazias no fundo da sala com o garoto — Que ainda não sabia o nome — logo atrás de mim.
— O que disse? — Perguntou o Professora.
— Que pena. — Respondi fazendo cara de preocupação.
— Hum.. Terão de se apresentar de qualquer forma.
— Certo.
Levantei novamente com cara de poucos amigos, correndo os olhos pela sala analisando cada aluno novo e os que eu já conhecia. Minha melhor amiga, Ruby Leens, uma garota loira, seus cabelos super lisos estavam presos em um rabo de cavalo alto, seus olhos verde-acinzentados estavam pousados sobre mim e seus lábios cobertos por um batom vermelho estavam abertos num sorriso empolgado. Pisquei para ela e voltei a encarar os alunos novos.
— Sou Scarlett Anders, tenho 15 anos e é um prazer conhecer todos vocês — Falei um tanto formal.
Me sentei e a professora sorriu, depois apontou para o garoto que me derrubara no corredor (agora sentado atrás de mim) e disse:
— E você?
Ele se levantou brandindo um sorriso tímido e disse:
— Meu nome é Jefferson Colin, tenho 15 anos também. — E então, ele se sentou.
A professora começou a explicar e anotar no quadro os assuntos que iríamos estudar nesse semestre, e quando o sinal tocou ela nos disse que já seríamos liberados, nos entregou os horários e nos dispensou. Guardei tudo na mochila e fui direto para Ruby sorrindo.
— Oi amiga — Ela me cumprimentou sorrindo.
— Oi gata, e então, quer dormir na minha casa hoje?
— Querer eu quero, difícil é meus pais deixarem.
— Claro que deixam, eles me adoram. E amanhã podemos vir para a escola juntas, é só você pegar suas coisas.
— Ok. Então vamos comigo até minha casa para falar com meus pais e pegar minhas coisas.
— Certo.
Estávamos saindo da sala e Jefferson vinha logo atrás. Quando saímos da escola para irmos a casa da Ruby, o Jefferson ainda estava em nossos calcanhares, mas então preparou-se para atravessar a rua enquanto eu e Ruby íamos direto.
— Tchau Jeff, cuide-se para não derrubar mas nenhuma garota inocente por aí — Gritei para que ele pudesse me ouvir.
Ele sorriu.
— Ah... Ok, cuidarei disso — Ele respondeu sorrindo.
— Uau, o que aconteceu? Sei que você é extrovertida e conversa com todos, mas... Rápido assim? E que história é essa de derrubar garotas inocentes? — Perguntou Ruby me olhando desconfiada.
Expliquei a ela sobre como acabei sentada no chão do corredor mais cedo, e ela acabou rindo da minha cara tanto que quase deu de cara com uma placa de ponto de taxi.
— Bom, de uma coisa tenho certeza — Falou sorrido após se recuperar de uma violenta crise de riso.
— O que?
— Inocente que você não é. — Respondeu dando início a uma nova crise.
— Oh meu Deus, estou me sentindo realmente ofendida — Falei fazendo drama e pondo a mão no coração, e em um segundo eu já fazia parte de sua crise de riso. De qualquer forma, mesmo ela rindo de minha cara, estava feliz em vê-la novamente após 3 meses que estivemos viajando para aproveitar as férias. Esse primeiro dia de aula no final, não foi tão ruim como imaginei.
Notas finais
P.S.: Me avisem se tiver algum erro e ficarei feliz em concertá-lo imediatamente ^^ .
Um beijo, até o próximo capítulo.
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