Zombie Walk

6 Capítulo 6 - Finalmente encontrados


Notas iniciais
Por favor... desculpem pela demora... eu tava sem tempo pra escrever e sem ideias... tanto que o capítulo ficou pequeno. Desculpa desculpa ><"

– Vamos logo, sua lerda – chamou-me Matt.

Era de manhã. Eu e Matt havíamos dormido na cama da casa onde os meus “sequestradores” acharam.

Os sequestradores...

Matt havia os matado.

Estou um tempo em baixo da água do banheiro, pensando. Por que ele os havia matado, afinal?

Suspiro.

Não importava agora. A prioridade minha e de Matt, nesse momento, era achar Mikaella e Luke.

Como eu pude esquecer o local aonde eles planejam ir, caso não pudéssemos mais ficar no antigo esconderijo?

E ainda mais...

Eu morava lá!

– Sou uma idiota – digo para mim mesma.

Dou uma olhada em minha mão. O tiro de Tiranus não havia sido tão ruim, afinal...

– CARALHO, MENINA! DÁ PRA SAIR DESSA PORRA DE BANHEIRO DE UMA VEZ?!

O grito me faz sair dos meus devaneios – e me assusta completamente, também.

– DROGA MATT! EU JÁ ESTOU INDO! – Grito, desligando o chuveiro.



– Não imaginei que você fosse o tipo de gente que demorasse tanto tempo tomando banho – falou-me ele, quando já estávamos tomando rumo até o provável local onde Mikaella e Luke estavam.

– Faz algum tempo que não nem sequer sei o significado de “banho”. Não me enche.

– Ta bom, ta bom – ele riu, e continuamos andando.

Estamos a algum tempo em silêncio. Logo, Matt quebra-o.

– Ei, morena... deixa eu te perguntar uma coisa...

– O que foi?

– Por que você nunca me disse que os dois estavam planejando um novo esconderijo? Quero dizer, pra esse lugar aonde eles foram, sabe.

– Eu pensei que você sabia... – fico confusa.

– Não, eles nunca sequer falaram disso pra mim, na verdade.

Estou surpresa, agora.

– Mas.... por que eles não falariam nada a você? – Pergunto.

– Eu sei lá. Talvez eles confiem mais em você do que em mim. – Responde-me, um pouco amargamente.

– Eu... não acho que seja isso...

– E por que eles falariam a você e não a mim, hein? Tudo bem, não me importo com isso mesmo – e sai andando, com passos mais pesados, irritado.

Suspiro.

Será que ele ficou bravo comigo?

Mas, a culpa não é minha...

Eles simplesmente me falaram... talvez planejavam falar para Matt mais tarde, quem sabe?

Suspiro novamente.

O que será que está se passando agora na cabeça dele?

– EI, SUA IDIOTA, CUIDADO!

– O quê?

Um segundo depois de perguntar, ele aponta uma das armas dele para mim e atira, e só então percebo que ele não apontava para mim. Quando olho para trás, vejo que ele acertou um zumbi que estava a alguns centímetros de me morder. Logo, olho novamente para ele – e ele me parece bem zangado.

– VOCÊ É RETARDADA O QUÊ?! – Grita ele.

– E-eu...

– IDIOTA! VOCÊ PODIA TER MORRIDO AGORA MESMO! PORRA! – Ele está completamente irritado comigo.

– D-desculpe Matt, eu só...

– SEM VOCÊ EU NÃO POSSO ACHAR MEU IRMÃO NUNCA MAIS, CARALHO! – Ele me empurra. – PORQUE FOI APENAS PRA VOCÊ QUE FALARAM ONDE ESTARIAM!

Então, percebo porque ele está tão irritado comigo.

– ESCUTA, SERÁ QUE DÁ PRA PARAR COM ISSO? QUE DROGA! ELES ME FALARAM, E DAÍ? ELES TALVEZ ESTIVESSEM PLANEJANDO TUDO ISSO MELHOR PRA FALAREM PRA VOCÊ, SEU IDIOTA – e dou-lhe um tapa no rosto.

Ele coloca a mão no local onde eu bati e fica me encarando por algum tempo.

– Desculpe – começo a dizer -, mas você merecia isso.

– É... acho que sim... – responde ele.

Logo, Matt deixa sua mão cair ao lado do corpo. Seu rosto está vermelho.

– Obrigado por isso – diz ele, por fim, apesar de eu não acreditar que ele concorda comigo. – Agora vamos continuar. Essa droga de lugar é muito longe?

– Nem tanto – sorrio. – Acho que me lembro desse lugar... só preciso relembrar o caminho até o prédio – e então, recomeçamos a andar.

Estamos em silêncio. Tanto para não atrair algum zumbi próximo que esteja espreitando pelas sombras quanto atrair Tiranus. Eu já tinha duas belas lembrançinhas dele na minha coxa e na minha mão, e eu realmente não gostaria de mais nada pra me lembrar dele.

Mas... estou pensando, comigo mesma...

Será que Matt ainda está irritado comigo?

Bom... não importava. Talvez quando encontrássemos Luke e Mikaella, ele deixaria de toda essa frescura deles terem falado sobre algo comigo e sem falar com ele, também.

Logo, finalmente avisto o apartamento. Sorrio.

– É ali – digo a Matt, apontando o local.

– Então vamos logo, baixinha – e saiu andando, mais rápido que antes.



– Certo... quantos andares essa merda tem? Fiquei com preguiça de contar – me pergunta ele, enquanto eu fecho o portão.

– Dezesseis – respondo. – Dezesseis andares e quatro por andar.

– O QUÊ!? – Exclama ele. – COMO VOCÊ ESPERA QUE—

– Shh... – tapo a boca dele e vamos andando até um local sem iluminação na portaria.

Logo, o ruivo entende o porquê de eu ter feito isso; dois zumbis estavam passando na frente das grades do portão.

Ele olham para o interior da portaria, fixamente, e logo, saem andando novamente. Quando eu e Matt temos certeza absoluta de que eles realmente já se foram, respiramos fundo e suspiramos.

– Desculpe pelo grito – diz ele a mim. – Só estou preocupado com os dois. Certo, vamos procurá-los, agora.

Sinto que o que ele sente não é apenas “preocupação”, mas não vou pensar nisso agora.

– Tudo bem – digo. – Mas... antes, eu poderia ir até meu apartamento? Talvez algumas coisas lá sejam úteis – sorrio.

– Está certo, então – responde. – O elevador provavelmente não funciona por causa da energia, e mesmo se funcionasse, eu não gostaria de morrer num apocalipse zumbi porque caí no poço do elevador – ele ri. – Então vamos pela escada, são quantos andares?

– Treze. – Logo que digo, me seguro pra não começar da cara que ele fez.

– Cara, na boa... você ta tirando uma com a minha cara, né? – Ele suspira. – Certo, vamos subir treze andares, então. Mas... e sua perna? Vai conseguir subir as escadas com a coxa machucada?

– O quê? Não se preocupe com isso, já faz algum tempo desde que Tiranus nos perseguiu e me deu aquele tiro – mas, pra falar a verdade, fazia apenas uns três ou quatro dias.

– Tem certeza? Trocou o curativo hoje de manhã?

– ...Claro que eu troquei – riu, nervosa. Eu tinha me esquecido de fazer isso... mas provavelmente não teria importância. – Vamos logo, Matt – e vou para a saída de incêndio. O outro me segue.



– Falta muito para chegarmos? – Pergunta o ruivo.

– Mais ou menos – digo. Estou indo na frente para checar em que andar estamos, e para guiar Matt pelos degraus, pois as luzes de emergência não funcionam.

– Tem certeza que não quer a lanterna?

– Ainda está de dia, posso ver os degraus com a luz que vem das janelinhas daqui. – Estou segurando a mão de Matt para que ele não acabe tropeçando.

– É... mas não por muito tempo. Provavelmente deve ser umas cinco e meia...

– Não precisa se preocupar comi-- — eu aperto mais a forte a mão dele, parando de falar e de andar.

– Morena, o que foi? – Pergunta, preocupado.

– Não... é nada... – tento dizer. Lentamente, passo a mão livre pela coxa, e percebo que andar tanto o dia inteiro fez com que o machucado na minha perna recomeçasse a sangrar. — ...

– Ei, o que foi? – Quando ele pergunta, eu já sei em que está pensando. Então, sinto sua mão na minha perna, exatamente em cima do tiro.

– Ai, Matt... – dói no momento em que sinto seus dedos.

– Sabia – diz ele. – Eu te disse pra não fazer isso, idiota! Falei pra não se esforçar tanto...

– Matt... eu estou b-- — antes de poder terminar a frase, o ruivo pega-me no colo. – EI, MATT!

– Não adianta ficar nervosa – falou ele. – Eu vou te levar e não importa o que você diga. – Ele olha pela janela, que até então era nossa fonte de luz. – Em que andar estamos?

– No oitavo... – digo, abraçando seu pescoço. – Mas só mais cinco degraus e já é nono.

– Você consegue aguentar essa dor por mais quatro andares...? – Pergunta, mas um pouco inseguro com minha provável resposta.

– Consigo... mas vamos logo... já vai escurecer.

O ruivo, então, começa a andar apressadamente, mas tomando cuidado para não tropeçar no chão. Então, começo a procurar a chave da minha casa que estava dentro do bolso, mas...

– Matt... – começo a dizer.

– O que foi?

– A chave da minha casa... não está aqui...

– Você não a perdeu?

– Não... ela era presa no meu bolso, não tinha como eu perdê-la, amenos que alguém... as pegasse... – no segundo em que digo isso, a imagem de Mikaella e Luke aparecem em minha mente. – Espera, Matt... eles...

– ...Podem ter pego sua chave... – diz ele, me completando. Noto, então, que pela primeira vez desde que nos conhecemos, um tom de esperança em sua voz.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.