Zombie Attack
24 II - Surpresa!
Notas iniciais
— Muito engraçado senhor Cleber, agora deixem eu me apressar. (Maria)
A porta do elevador fechou-se e ela começou a subir. Viramo-nos e caminhamos por aquele corredor até chegarmos ao nosso quarto.
— Eu vou dormir na cama de cima. (Cleber)
— Como são dois beliches, então eu fico com a de cima do outro beliche. (Eu)
Abrimos a porta e nos deparamos com dois beliches e quatro armários onde guardavam as armas. Aproximei-me e constatei que estava vazio.
— Deve servir para guardar qualquer treco que estivermos carregando. (Cleber)
Peguei uma das chaves e Cleber pegou outra em sua cama.
— Certo, temos que perguntar se precisamos usar alguma roupa especial para a “cerimonia de chegada dos sobreviventes“ que duraram um recorde de uma semana lá fora. (Cleber)
Apos algumas risadas nós saímos com chaves em mãos, procurando algo pra fazer, mas o acesso aos outros andares no meio do navio apenas são feitos por elevador, diferente da parte da frente e de trás do navio, onde escadas ligam os andares. Entramos no elevador e subimos para o “primeiro andar“, o helicóptero não estava mais lá e as pessoas conversavam, as crianças brincavam e todos agiam normalmente como se nada tivesse acontecido em terra.
— Vamos ver se já colocaram nossas novas funções no quadro de avisos. (Cleber)
— Sim. (Eu)
Andamos entre as pessoas e chegamos a frente à cabine do capitão.
— Está aqui, “funções dos sobreviventes novatos“, Cleber líder do novo grupo de caça. (Cleber)
— Eu estou no grupo de caça também, junto com você e os sobreviventes que chegaram depois da gente. (Eu)
— O que você pretende fazer? (Cleber)
— Vou lá falar com ele e tentar mudar pra algo no navio. (Eu)
— Eu vou ver sobre as roupas de festa ou as demais, pois acho que não ficaremos apenas com essas pra sempre. (Cleber)
— Ok. (Eu)
— A gente se fala depois então. (Eu)
— Sim, vou indo lá. (Cleber)
Cleber desceu a escada e saiu à procura de Maria enquanto eu fui ate a porta e bati nela esperando por resposta.
A maçaneta rodou e a porta se abriu lentamente, atrás dela apareceu o general.
— Diga soldado! (General)
— Então... Eu sou medico... não soldado, e eu gostaria de saber se não tem como mudar a minha função pra algo no navio. (Eu)
— Por quê? Tem medo de ir lá pra terra? Justamente porque você é um medico que você seria o mais importante para o novo grupo de caça. Eles não morreriam por qualquer machucado ou infecção ironicamente no apocalipse zombie. (General)
— Então nada de mudar para o navio? (Eu)
— Me desculpe, mas eu era apenas o avaliador físico, quem formou os grupos foi o planejador militar Augustus Rofsteder, se você convencê-lo a te mudar para o navio quem sabe. (General)
— E onde ele estaria? (Eu)
— No navio ao lado, assim que ele fez o grupo ele partiu pra lá, pois chegaram algumas pessoas naquele navio. (General)
— E ele volta pra cá? (Eu)
— Só quando o helicóptero trouxer novas pessoas, ele vem pra mexer nos grupos ou fazer novos. (General)
— Obrigado mesmo assim. (Eu)
— Fale com a Maria sobre a festa de boas vindas a vocês. Vai acontecer hoje, mas não ira durar muito, pois amanha os grupos de caça vão sair meio dia pra procurar alimentos e sobreviventes. (General)
— Meu amigo já foi falar com ela, vou sair para procura-lo. (Eu)
— Tudo bem. (General)
O general fechou a porta e eu me virei, desci pelas escadas procurando por Cleber.
Sentada no banco eu vi Lara conversando com uma pessoa, na hora eu me assustei e corri em sua direção, toquei em seu braço e ela se virou.
— Lara? (Eu)
Então outra pessoa me olhou e eu percebi que não era ela, apenas uma criação de meu cérebro que ainda não aceitou que ela se foi, ficou pra trás.
— Me desculpe, eu te confundi com outra pessoa. (Eu)
Essa pessoa e aquela com quem ela conversava se olharam e riram por um instante, eu me virei, triste e envergonhado continuei andando a procura de Cleber, quando ouvi uma explosão vinda de baixo do navio.
Minutos antes.
Assim que Cleber desceu as escadas começou a perguntar às pessoas onde ele poderia encontrar Maria e foi orientado por um cara com uma cicatriz em seu olho a descer de elevador ao quinto andar.
Chegou ao elevador, apertou o botão e esperou por ele, quando duas pessoas se aproximaram e ficaram atrás dele.
O elevador se abriu e ele entrou, logo em seguida os dois também entraram, mas não apertaram nenhum botão. Cleber pediu licença e clicou no respectivo andar a qual ele queria ir e logo em seguida voltou ao fundo do elevador.
— Você esta procurando pelo general? (Desconhecido 1)
— Você falou comigo? (Cleber)
— E com quem mais seria? (Desconhecido 2)
— Não, eu estou indo falar com a Maria a respeito das roupas. (Cleber)
A porta se abriu no quinto andar e os dois desceram antes dele, e seguiram caminhando ate pararem ainda de costas. Cleber saiu atrás deles, mas manteve distancia e quando os viu parar também parou. A porta do elevador se fechou e o mesmo começou a subir, Cleber ouviu o elevador indo e pressentiu que algo não cheirava bem.
Um dos dois então se virou.
— Você é o Cleber certo? (Desconhecido 1)
— Sou eu sim. Vocês não são os novatos que chegaram depois da gente? (Cleber)
— Chegamos depois de vocês sim, mas não somos novatos nisso. (Desconhecido 2)
— Espera, aquele da cicatriz era o terceiro de vocês certo? (Cleber)
— Sim, mas você não precisa saber mais do que isso. (Desconhecido 1)
O primeiro colocou a mão por dentro da calça e retirou uma pistola.
— Eu ainda não entendi porque acabamos com você como líder. Mas se você não estiver mais aqui o líder pode ser um de nos três. (Desconhecido 1)
Então o outro também pegou uma pistola e apontou para Cleber.
— Esperem, vamos conversar, eu não quero ser o líder, apenas fui nomeado por alguém, mas se quiserem eu peço pra trocar para um de vocês. (Cleber)
— Não vai ser assim, nós iremos te matar e ninguém vai saber o que aconteceu, ninguém jamais saberá onde seu corpo foi parar, então aí sim um de nos será nomeado líder, pra mim parece bem melhor, não acha Z? (Desconhecido 2)
— Muito melhor W. (Z)
Cleber se jogou contra a parede rapidamente e ficou atrás de um pilar, logo em seguida os dois começaram a atirar nele, mas acertaram apenas os pilares. Um deles não soube controlar a arma e acabou acertando um tiro em um barril de combustível que acabou explodindo e jogando os dois para trás no chão e Cleber com tudo contra a parede.
— Eu disse pra mirar nele... não nas coisas ao redor seu burro. Por isso você não conseguiu entrar no grupo de caça e vai ter que limpar a sujeira no navio desses lixos. (W)
— Foi mal, estou aprendendo a controlar a mira dessa pistola ainda. (Z)
— Assim como da anterior e do mesmo jeito no assalto à loja, você tem que treinar mais. (W)
— Já me desculpei. (Z)
Ninguém foi atingido pelo combustível, mas uma fumaça e o fogo começaram a aparecer, Cleber se recuperou e rapidamente se escondeu dentro da fumaça ate chegar ao elevador, escorando nas paredes, mas esse se encontrava parado no primeiro andar. Apos constatar isso ele passou pelos dois que continuavam conversando e trocando insultos e virou o corredor ficando sentado e escorado por de atrás do submarino. Os dois se levantaram e perceberam que Cleber não estava mais lá.
— Vamos, encontre-o. (W)
— Calma, ele ainda esta nesse andar e essa parte do navio apenas é acessada pelo elevador. (Z)
— Então o encontre antes que alguém descubra o que estamos fazendo aqui embaixo. (W)
— Mas o K esta segurando o elevador, ninguém vai descer até aqui. (Z)
— Mesmo assim não podemos ficar aqui pra sempre. E graças a você chamamos atenção com a explosão, em pouco tempo o andar vai estar com todo mundo, nem o K vai conseguir conte-los lá em cima, temos que ser rápidos antes que ele nos entregue ao general. (W)
A fumaça continuava e o fogo aumentou então o W pegou o extintor de incêndio e começou a apagar o fogo enquanto Z foi procurar por Cleber.
— Vá atrás dele e mate-o enquanto eu apago esse fogo, antes que você acabe matando todos nós de alguma outra forma. (W)
Z tirou a blusa e a colocou no rosto para não respirar a fumaça, assim como Cleber e W, ele colocou a arma em mãos e sendo apontada para frente continuou andando. Passando pelo submarino ele olhava para todos os lados enquanto Cleber o observava pelo reflexo de um computador que havia ali ao lado.
Assim que a arma passou, Cleber bateu em sua mão e a jogou no chão, Z se assustou e ficou parado sem reação, quando Cleber pulou nele e o jogou no chão, em cima dele Cleber socou sua face repetidas vezes, quando Z o jogou de lado e se arrastou rapidamente ate a arma, assim que a pegou mirou em Cleber e o mesmo havia se levantado, chutando a arma pra longe, segurou os braços de Z enquanto o socava.
Z se esticou enquanto levava socos, fingindo tentar se defender, mas pegou um pedaço de metal e o bateu no braço de Cleber, que retirou a barra de metal e socou mais algumas vezes a face de Z, fazendo-o desmaiar. Cleber colocou a mão no pescoço dele e constatou que ainda havia pulsação, então ele ainda estava vivo, arrastou o corpo e o jogou dentro do submarino.
W ouviu apenas a porta do submarino abrindo e fechando e assim que apagou o fogo jogou o extintor de lado e pegou novamente sua arma, partindo a procura de Cleber.
Cleber pegou a arma de Z e se escondeu de novo, mas dessa vez atrás de outro pilar da sala, a fumaça baixou, mas não sumiu, pois estavam em uma sala fechada impossibilitando sua saída. Cleber sentiu seu braço doer, colocou a mão por dentro da camisa e viu que o machucado do tiro que havia levado abriu e o sangue começou a mancha-la.
Droga agora não, essa é a pior hora pra ele abrir. (Cleber)
— Cleber, saia de seu esconderijo, prometo que vai ser rápido, o elevador já começou a descer pelos andares, acabaram de ir para o terceiro, logo estarão aqui, não vai ser nada bom você estar vivo quando isso acontecer. (W)
W rodeou o submarino, mas não olhou exatamente onde Cleber estava, apenas de relance, mas quando percebeu já era tarde. Na hora em que ele passou pelo pilar Cleber pensou bem e deixou a arma de lado, pulou nele e na hora W atirou, mas o tiro passou do lado apenas fazendo um corte superficial na face de Cleber, o mesmo tirou a arma da mão de W e em cima dele socou sua face e mirou nele a arma.
O elevador se abriu, eu, Maria, o general e mais uma pessoa qualquer o vimos naquela posição.
O general puxou uma pistola e mirou em Cleber.
— Abaixe a arma, você não vai ganhar nada o matando. (General)
— Cara o que você esta fazendo? (Eu)
— Vamos conversar, reconsidere tudo o que você está pensando em fazer! (General)
— Abaixe a arma, era pra procurar pela Maria não sair atirando e tentando matar todo mundo. (Eu)
Ele jogou a arma de lado e se rendeu, colocando as duas mãos pra cima.
— Vou contar-lhes a minha versão, mas vocês irão acreditar em mim? (Cleber)
Fale com o autor