Zombie Attack
12 I - FEL-Fabiano, Elsom e Lucas.
Notas iniciais
— Acho que ele me acertou. (Cleber)
Retirou a mão de seu ombro e pudemos ver um círculo de sangue se formando.
— Na hora que eu saí de trás da roda da caminhonete eu senti uma dor no meu braço, mas deixei de lado até sairmos do campo de visão do inimigo. (Cleber)
— Tudo bem, mas preciso saber se a bala saiu, pois só assim você poderá ser tratado. (Eu)
Segurei o seu braço e ergui a manga de sua camisa, havendo um buraco na frente e outro atrás de seu ombro.
— Certo, ela saiu. (Eu)
— Preciso estancar esse sangramento antes que seja tarde, preciso pensar em alguma coisa rápido. (Eu)
— Já sei, vou fazer um torniquete. (Eu)
Peguei no chão um pedaço de vidro quebrado que havia se estilhaçado com o tiro anteriormente, rasguei um pedaço de minha camisa com ele e enrolei em seu braço, amarrando-o logo em seguida.
— Depois precisaremos tirar esse e amarrar novamente algum pano ou tecido. (Eu)
Os dois somente ficaram me olhando e escutando atentamente. Após terminar a minha fala o silêncio reinou por alguns instantes.
— Vou ver se tem mais alguém lá em cima, me cobre. (Lara)
Lara agachada foi até a rua e lentamente se aproximou do prédio do outro lado da rua, enquanto eu segurava firme a sniper e cobria-a e Cleber continuava sentado na calçada.
Um ronco de motor foi escutado vindo da direção oposta a nossa, Lara retornou rapidamente e vimos novamente aquele carro sujo de sangue e escrito no capô Range Rover, mas dessa vez sem ninguém no teto solar. O carro virou bruscamente e entrou em um estacionamento do prédio a nossa frente. Logo após um ranger de dentes e barulhos parecidos com vozes foi ouvido, vindos da mesma direção e zombies começaram a aparecer de monte.
— Levantem e peguem tudo, vamos entrar pelo estacionamento desse prédio. (Lara)
— Mas o Range Rover que vimos antes apareceu novamente e entrou ali. (Eu)
— Lembra-se do que eles gritaram? (Lara)
— Sim, eles gritaram que tinham que voltar logo ao acampamento. (Eu)
— Então se seguirmos eles poderemos achar esse acampamento e fugiremos desses zombies. (Lara)
— Mas e o carro? (Eu)
— Acharemos outros pelo caminho, sem vidro quebrado e que caiba mais pessoas. (Lara)
— Certo, então vamos. (Eu)
Cleber se levantou lentamente ainda segurando o seu ombro, e caminhou até o carro, pegou a bolsa de munições e uma sniper, Lara ficou com a bolsa de pistolas e alimentos e eu com a de rifles e shotguns.
— Temos muitas coisas, precisamos de mais pessoas pra não acabar perdendo tudo. (Eu)
— Sim, exatamente por isso vamos subir nesse prédio. (Lara)
— Mas e se eles descobrirem que matamos o sniper desse prédio? (Eu)
— Não descobrirão. (Lara)
— Você parece muito confiante. (Cleber)
— Os zombies estão se aproximando, mas ainda não nos viram, querem ficar aqui e serem vistos ou correrem em direção ao prédio? (Lara)
— Correr para o prédio. (Eu e Cleber, quase que ao mesmo tempo)
Pegamos as coisas e corremos em direção ao térreo do prédio, onde ficava o estacionamento e fomos detectados pelos zombies alguns segundos depois de sairmos de trás do carro.
Começaram a mover os braços em nossa direção e grunhir mais alto, como se quisessem nos pegar logo. Entramos no prédio e corremos para a rampa de acesso ao piso superior, tudo vazio assim com a de baixo. Continuamos subindo até chegar ao quinto andar, onde o carro de antes estava estacionado, com um ônibus tombado ao seu lado e duas caçambas de lixo bloqueando a passagem pelas rampas.
Escorei-me na mureta e olhei pra baixo, os zombies começaram a subir pela mesma rampa que entramos anteriormente.
— Malditos, estão todos subindo. (Eu)
— Droga! (Lara)
Lara colocou suas duas mãos em uma das caçambas e tentou empurra-la, mas acabou não se movendo, chamou Cleber para ajuda-la e eu fui do lado, todos nós fizemos força e a tiramos do caminho, para podermos adentrar ao prédio. Colocamos ela novamente no lugar e nesse tempo começaram a aparecer os zombies.
— Atira neles. (Cleber)
— Assim vai acabar chamando mais, e com o barulho o pessoal que entrou de carro pode descobrir que tem gente aqui, ainda não sabemos se eles são pessoas do bem. (Lara)
— E o que faremos? Vocês viram que somente três pessoas conseguem empurrar isso, imagine quantos deles estão vindo. (Cleber)
Lara pegou um canivete que ela guardava em sua bolsa e puxou a faca, acertando na cabeça de um deles que queria pular a caçamba, peguei uma shotgun e bati com o cano na cabeça de um zombie, Cleber puxou um rifle e começou a bater neles com o cano também.
A quantidade só aumentava e os zombies atingidos pelo cano das armas não morriam só caiam e levantavam novamente, assim cada vez havia mais para serem abatidos.
— Certo, foda-se a merda de barulho, se isso não acaba assim temos que atirar, vamos contar com a sorte. (Cleber)
Puxou uma de suas pistolas e tirou um silenciador de seu bolso da calça, colocou na arma e começou a atirar em alguns deles, guardei a shotgun e peguei a minha Desert Eagle, havia conseguido mais munição para ela dentro da casa onde estavam os irmãos gêmeos, então não seria problema. Lara guardou seu canivete e pegou duas pistolas jogou-as para cima tirou de seu bolso a munição e pegou as armas de volta encaixando perfeitamente no cartucho.
Por um instante aquilo me impressionou, olhei para Cleber e ele estava de boca aberta, olhando fixamente para ela.
— Vai ter que me ensinar isso algum dia. (Cleber)
— Algum dia quem sabe, é questão de prática. (Lara)
— Somos dois, também quero aprender isso. (Eu)
O último zombie foi derrubado com o tiro de Lara, depois disso só ficaram as pilhas de corpos jogados atrás da caçamba, uma dúzia ou mais de corpos. Ouvimos passos vindos do andar a cima e alguém gritando.
— Têm gente dentro do prédio atirando. (Desconhecido)
— Corre pra ver o que está acontecendo. (Desconhecido 2)
Lara se escondeu atrás de um pilar no lado contrario ao da rampa do estacionamento, Cleber rolou no chão e se escondeu embaixo da pilha de corpos espalhada no chão e como vi a porta do carro aberta eu pulei no banco de trás e fiquei deitado.
Levantei um pouco minha cabeça para ver o que acontecia lá fora, o mesmo cara de jaqueta que estava no teto solar do carro agora estava parado olhando para a pilha de mortos e era o mais baixo do grupo, ao seu lado havia o mais alto de óculos ray-ban preto e o outro com altura mediana e uma ak-47 pendurada por um cordão em suas costas.
— Quem fez isso? (Desconhecido)
— E eu vou saber? (Desconhecido 2)
— Não tem ninguém aqui. (Desconhecido 3)
— Não me diga. (Desconhecido 2)
— Deviam estar no prédio e assim que derrotaram os canibais foram embora. (Desconhecido)
— Ainda bem, não queria ter uma luta agora contra humanos. (Desconhecido 3)
Lara saiu de trás do pilar com duas SMGs, uma em cada mão.
— Você e sua boca grande Lucas. (Desconhecido 3)
— Moça nós não queremos confusão, só estamos nos protegendo aqui, foi você quem derrotou aqueles canibais sozinha? (Lucas)
Cleber levantou da pilha de mortos com um Rifle em sua mão e disse:
— Ela teve ajuda. (Cleber)
— Entendi, então vocês dois os derrotaram, e agora estão em desvantagem querendo lutar contra nós três. (Desconhecido)
Senti que aquele momento estava sendo tão épico que eu precisava me juntar para mostrar que não havia ninguém em desvantagem. Puxei de minha mochila minha shotgun, abri a porta com um chute e pulei pra fora.
— Ninguém aqui está em desvantagem. (Eu)
— Havia mais um dentro do carro. (Desconhecido)
— Não me diga Fabiano! (Lucas)
Então estavam ali o motorista e o atirador do teto solar, o último era o que gritava de dentro do carro. Levantaram as mãos e agacharam no chão.
— O que faremos agora Elsom? (Lucas)
— Vocês sabem o que fazer. (Elsom)
— Mas eles também são três e todos estão armados. (Fabiano)
— E só você tem a sua arma, as nossas ficaram lá em cima. (Lucas)
Em um rápido movimento Elsom tirou sua Ak-47 e mirou em Lara, Cléber atirou e jogou longe a arma em um único disparo. Pisei na arma e a peguei, colocando em minha bolsa.
— Tudo bem, vocês são mais rápidos que nós, mas você ai que pegou minha arma, olha ela, não estava carregada, só queria ver o que vocês fariam, se quiserem aceitamos vocês em nosso grupo. (Elsom)
— Estando carregada ou não você mirou em uma companheira nossa, você pensa que perdoaríamos vocês e entraríamos para o seu grupo assim tão facilmente? (Cleber)
— É... Sim. (Lucas)
— Não. (Lara)
— Mas podemos pensar em deixar vocês entrarem em nosso grupo. (Eu)
— Como assim? (Lara)
— Nós precisamos de mais pessoas para o grupo, e eles tem um bom carro e um local para ficar. (Eu)
— Nisso ele tem razão. (Cleber)
— Se você está decidido, quem sou eu para ser contrária. (Lara)
— Mas vamos ficar de olho em vocês, por precaução. (Cleber)
— Então, querem entrar para o nosso grupo? (Eu)
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