Zombie AU 2 - A caçada mortal.
5 Ao soldado
Notas iniciais
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Hiccup Haddock.
Norte.
Olhei para lado e vi Jamie abraçado com a Mer dormindo, ela tinha a mão pousada na barriga e eu estava com medo do que esse mundo podia fazer com nosso bebê. Flecha dormia do lado e eu tinha pena dele, não encontramos sua família e agora ele só tem a gente. O garoto teria que ser muito forte.
Mas, também foi sorte eu ter encontrado o Jack no meio do caos, pude ver o rosto dele de desespero e ouvir a voz dele. PRO NORTE! — Ele gritou para mim, e estava com pressa e queria acompanhar a Alice e encontrar a Punzel.
— E ai garotão? — Falei pro meu filho na casa dele, a barriga de Mer. — Ta com fome? — Olhei para a Mer ela estava com o boné vermelho que o Flecha deu pra ela — Acho que a mamãe te viciou em biscoito — Falei mais baixo, mas Jamie ouvi e riu. Então Meri me deu um tapinha na cabeça e eu olhei pro Jamie. — Dedo duro — Baguncei o cabelo dele e ele riu.
— Hic, amor. Eu consigo — Ela falou pegando no meu braço. — Ta tudo b... — Ela não terminou de falar e foi pro canto vomitar.
— Amor, você vomita sempre. Precisa repor o vomito. — Os meninos riram e parece que eu sou engraçado. — Vamos arrumar algo para você — Abracei-a, acariciando suas costas.
— Eu só preciso descansar um pouco. — Ela falou se sentando. Eu parei pra pensar e ela não podia ficar mais de um dia sem comer, e as frutas acabaram antes de ontem.
— Jamie pode ficar com a Meri? O Flecha vai comigo, ele é mais rápido.
— Hic, não. — Merida se levantou — Eu consigo ta legal? Não to aleijada.
— Mas, ta gravida e precisa de suprimentos. Não sai daqui. Eu vou voltar antes de anoitecer.
— Hic, não é uma boa ideia. Já nos separamos dos outros. Você se separar da gente agora, não vai dar certo.
— Confie em mim, Meri. Vamos conseguir. — Eu estava saindo com Flecha e Merida veio atrás de mim.
— Hiccup você não...- Ela parou de falar.
— Tia, você fez xixi ? — Jamie perguntou e eu parei e olhei para Merida.
— Não. — Ela começou a chorar — Ainda não ta na hora. Não. Não. — Fui até ela. — Não. Não. Não.
— Vai acontecer. — Eu disse pegando no rosto dela
— Não — Ela tirou minhas mãos do seu rosto e saiu andando limpando as lágrimas — Acabei de fazer 8 meses. Não ta na hora.
— Calma. Você ainda não sentiu contração a gente consegue achar um abrigo. — Ela me olhou desesperada. — Hei. — Peguei no rosto dela de novo — Lembra. Sem medo. — Eu beijei ela e ela estendeu a mão para o Jamie.
— O que ta acontecendo? — Jamie perguntou.
— A bolsa que segura o bebê da Meri estourou. Isso quer dizer que ela vai ter o bebê logo. — Flecha explicou para ele e já estávamos na estrada. Começamos a andar e graças a Deus ela ainda não teve contração.
Duas horas e nada na estrada, eu estava preocupado. Quando Merida começou sua primeira contração, ela apertou forte minha mão, que eu pensei que iria ficar sem a mão, e gruniu de dor.
— Tio Hic. — Jamie me chamou, mas não olhei. Merida ainda apertava minha mão e grunia. — Tio! — Olhei para ele por sua teimosia. Que quando eu vi, era plausível. Tinha uma horda de mortos a frente andando para perto de nós.
Merida não vai conseguir me ajudar e Flecha é bom, mas só nós dois não dá. E não posso deixar Jamie ajudar, ele nem usa uma arma direito.
— Acha que tem quantos? — Merida perguntou ofegante.
— Não dá. — Olhei para ela e eu sei que ela queria chorar.
— Jamie — Ela chamou e abraçou ele sem se agachar. Eu olhei para Flecha e sabia que não daria para Merida subir numa arvore, provavelmente ela sentiria dores e poderia não fazer bem para o parto.
Começamos a correr pro lado oposto, e eu acho que alguns mortos viram porque começaram a correr atrás da gente, eles não eram rápidos, mas também não eram lentos.
Eu atirei algumas vezes, Flecha e Merida também atiravam. Mas, Merida parou.
— EU não aguento mais. Desculpa, se eu correr mais eu vou desmaiar. — Ela falou ofegante e Jamie acariciava suas costas e ela pegou na mão dele, e foi ao chão pelo cansaço. Eu olhei para ela e depois pro Flecha. Ele limpou o suor de sua testa e apontou a arma, eu apontei também.
Eu duvido que vamos conseguir, talvez eu nunca veja o rosto do meu filho.
Foi quando eu vi duas pessoas num cavalo gritando e logo atrás uma camionete. Os dois cavalos passaram direto por mim e começaram a atirar nos mortos. O carro parou de lado e saiu uma mulher e um homem de lá, a mulher sorriu para mim.
— Quer uma ajuda, amigo? — O cara falou e a garota apontou uma metralhadora em cima do carro.
— Não. Vai fazer muito barulho. — Eu disse.
— Relaxa. Ela ta com um silenciador otimo. — O cara falou e os outros dois de cavalo voltaram, os dois usavam um uniforme e chapes de caubói. A menina em cima do carro atirou. — Entrem no carro vamos ajuda-los. — Eu olhei para Merida, e sabia que não tinha muita opção.
— Está tudo bem. — A menina no cavalo falou. E Merida gritou e eu corri para perto dela e a garota do carro me ajudou a por ela no carro. E os dois no cavalo nos acompanhou. Quase pouco tempo depois que Merida parou de sentir a contração chegamos numa fazenda.
— Slinky prepare um quarto para ela, está grávida e vai da a luz em algumas horas. — O homem desceu do cavalo e falou para um outro que estava na porta.
Fomos direto para o quarto e uma mulher já de idade e laço amarelo deu um vestido para Merida ficar mais a vontade e trouxe água para gente. — Não nos apresentamos direito. Eu sou o xerife da próxima cidade, Woody. Essa é Betty, minha esposa. — Ele falou da mulher que antes atirava com a metralhadora, ela era loira e me lembrava da Punzel, um rosto muito delicado para um apocalipse. — Meu melhor amigo, Buzz. — Ele falou do cara que dirigia a camionete — E sua esposa Jessie — Ele apresentou a menina que estava no cavalo, uma ruiva diferente da Meri, porque seus cabelos eram mais vermelhos, e usava duas tranças. — Ela trabalhava comigo na policia.
— Sou Hiccup. Merida. Jamie e Flecha. — Apresentei todos — Obrigada por salvar a gente. — Eles sorriram. E um cara de suéter verde chegou no quarto.
— An, me desculpem achei que não tinha ninguém. — Ele falou com um tom medroso — Er. Eu sou Wallace, mas todos me chamam de Rex. — Ele se apresentou. — Er, Woody precisamos de você.
— Eu vou — Buzz falou e saiu dando tchau para gente.
— Olha, podem ficar o tempo que quiserem. — Jessie falou sentando na cama. — Não se preocupem com isso. Resgatamos quem podemos aqui. Mas, vocês são os mais loucos que eu vi chegar na auto estrada.
— Jessie — Betty chamou sua atenção.
— Ta tudo bem. — Merida falou. — Obrigada. — Jamie estava ao lado de Merida meio grudado com ela. — Vocês ajudaram muito. — Ela falou rápido e começou outra contração e eu fui pro lado dela.
— Vou chamar a Estelle. — Woody falou assim que a contração parou e Merida começou a respirar forte e saiu do quarto.
— Querido, gosta de cachorros? — Betty perguntou para Jamie e ele afirmou com a cabeça. — O Wallace se chama de Rex porque ele salvou a vida do nosso cachorro Rex. Ele ta lá trás querem ver? — Ela falou também para Flecha e eles olharam para gente e deixamos eles irem. Merida gritou mais uma vez e Jessie não tinha saído de lá, me ajudando acalmar Merida.
— Isso não pode ta acontecendo. — Merida chorou ofegante. Eu olhei para Jessie.
— Ela só tem oito meses. — Falei — Não ta na hora. — Afastei os cachos da Meri dela e encostei nossos rosto. — Sem medo, meu amor. Vai dar tudo certo. — Jessie sorriu e pegou no criado-mudo uma caixinha.
— Vou te ajudar, Merida. — Ela falou e pegou o cabelo da Merida e começou a fazer uma trança. — Pronto. Isso vai melhorar um pouco. Um pouco. — Ela falou aflita e Merida agradeceu ofegante. — Fazia um tempo que eu não via criança, sem serem... Vocês sabem. São de vocês? — Rimos.
— Não — Merida disse e Jessie acariciava as costas dela. — Jamie é de amigos nosso e Flecha só tem a gente. O bonito aqui é nosso. — Ela me olhou assustada. — Não escolhemos o nome. — Eu ri.
— Se preocupa em tirar ele daí primeiro, Mer. — Ela concordou e apertou minha mão. — O tempo das contrações estão diminuindo. — Eu disse e a mulher que deu o vestido para Meri entrou.
— Que bom então que eu cheguei. — Ela falou. — Eu posso não ser parteira, mas acho que um cavalo e uma vaca é quase igual o parto né, querida? — Ela disse e assustou a gente. — Você está com 9 centímetros, quer esperar dar 10 ou ... — Merida gritou. — Acho que não quer esperar. — Uma outra garota chegou segurando uma bacia e toalhas. — Essa é a Barbie, vai me ajudar. — Merida gritou. — Querido você quer sair? Isso vai ser assustador para você. — Olhei para Merida e ela pegou na minha blusa.
— Você não vai sair! Eu não fiz esse bebê sozinha, então você vai ficar! — Ela disse e seu rosto estava suado, estendi a mão para Jessie que me deu uma toalha e eu limpei o suor da testa dela.
— Ta bom. Sem medo.
— Sem medo. — Ela disse e começou a empurrar a criança.
— Ok, mais um pouco querida. A cabeça já ta saindo. — A Estelle falou e Merida sorriu e empurrou. — Otimo! Você vai conseguir, querida. Vai! Mais um pouco.
— Não dá. Faz você — Ela bateu de leve no meu rosto.
— Amor. — Eu ri — Você é valente. Faz mais força — Apertei a mão dela.
— É fácil falar né Haddoc... — Ela nem terminou de falar e começou a gritar, empurrando a criança. Em poucos segundos ouvimos o choro e Merida parou.
— É uma menina. — Barbie disse pegando a criança.
— Onde ela vai? — Merida perguntou.
— Eles vão limpar ela, amor. — Eu beijei a mão dela. — é uma menina.
— Bem feito. Eu ganhei. — Ela falou descansando a cabeça no meu ombro e Barbie trouxe a criança num pano para gente. — Ela é tão bonita. Tem as suas sardas. — Merida falou e eu olhei para menina e vi os olhos azuis da mãe — Amor. — Ela riu — Ta chorando. — Merida limpou minhas lágrimas.
— Ela é tão linda. — Merida me deu ela. — Ai meu Deus, Meri. Ela tem seus olhos e minhas sardas. Será que vai ser morena ou ruiva? Ah não to nem ai. Ela é linda demais. — Eu falei e abracei a Meri — Eu te amo tanto. — Ela me beijou. — Qual nome vamos dar? Eu não ligo se é escocês ou norueguês. Pode ser japonês e eu não vou ligar. — Merida riu e eu dei menina para ela. — Minha filha é muito linda — Meri me bateu. — Nossa filha. -Ri acariciando onde ela me bateu.
— Minha mãe tinha um truque que ela fez pros trigêmeos. Ela falava os nomes que ela gostava e ficava com aquele que o bebê tinha reação. — E então nós nem percebemos que estávamos sozinhos e começamos a falar alguns nomes. E no final da tarde, Jamie e Flecha vieram ficar com a gente.
— Então que nome deram para ela? — Flecha perguntou, enquanto olhava para ela junto com Jamie. Merida olhou para mim.
— Meninos — Peguei o bebê. — Conheçam a Zephyr. — Jamie sorriu falando oi para ela.
— Parece que você ganhou, Hic. Um nome norueguês. — Flecha falou.
— Foi a Zephyr que escolheu. — Merida falou — Ainda acho que Hic interpretou errado e na verdade ela odiou. — Os meninos riram.
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