Zoeiras em uma pizzaria maluca
23 Por enquanto, acabou os esquisitos!
~~~~Com Nomed, no inferno~~~~
Nomed: Isso pifou?- batendo de leve naquela coisinha maldita e pequena, que tinha se desligado sozinha e não parava de fazer barulhos estranhos, além de sair algumas faíscas vez ou outra.- Ah, que se dane!- joga ela em qualquer lugar e começa a procurar pelo inferno onde poderia estar essa criatura.
Vez ou outra, ele tentava localizar a criança pelo cheiro, mas ainda não tinha tido o sucesso de encontrá-la.
Nomed: Onde pode estar...?- perguntou-se, tentando de novo.- Hum?- consegue pegar o cheiro da criança num poço de lava.- É...Acho que não custa tentar, né?- entra dentro do poço, tentando procurar onde exatamente se encontrava a criança.
Conforme ia tentando captar o cheiro — que ia ficando mais forte conforme ia mais longe —, ouvia certa confusão num local mais à frente.
Nomed: Qual é a confusão dessa vez?- pergunta-se, se aproximando mais do lugar até parar próximo da confusão.
???: E isso...- um garoto — ou era isso que parecia — começou, tomando um pouco de fôlego. Ele era extremamente magro, só pele e osso como dizem, e alto.- É minha vingança!
???2: O que eu te fiz, caramba?!
???: Pisou no meu pé machucado...- deu de ombros, já começando a sair de lá.
???2: Ora seu...- correu para atacá-lo, mas o mesmo desviou do soco e, dando uma rasteira, jogou-o ao chão.- Ouch!
???: Não tente me atacar por trás ou minhas vinganças serão piores, cara...- avisou, pressionando seu braço contra o pescoço do outro.
Nomed: Hum...- captou melhor o cheiro.- Vem dele, heh?- começou a se aproximar furtivamente.- Olá, bagunceiros!- interrompeu a briga.- O que está acontecendo?
???: Estou me vingando dele...- deu de ombros, saindo de cima do cara e levantando-se.
???2: E por um motivo muito besta, esqueleto!
???: Não sou um esqueleto, cego! Tá vendo a fina camada de pele que eu tenho antes de chegar aos meus ossos?- perguntou, puxando um pouco a pele do próprio braço.- Meu esqueleto está escondido atrás dela!- terminou, soltando a própria pele, que avermelhara-se como seu próprio cabelo comprido era.
Nomed: Tá...- revira os olhos.- E qual é o seu nome, garoto?- olha para o garoto.
???: Na verdade, sou uma garota...- murmura.
Nomed e ???2: Quê?!- surpresos.
???: Oh, vá...- resmunga.- Sou Narien. Prazer...E o idiota é Neal.- se apresenta.- Me sinto ofendida, Neal...Somos amigos e você nem se toca que sou uma garota?
Neal: DESDE QUANDO SOMOS AMIGOS?!- mais confuso ainda.
Narien: Desde sempre?- pergunta com uma sobrancelha arqueada.- Bom, que seja.- dá de ombros e já pretendia ir embora.
Neal: ...- boiando.
Nomed: Espera aí!- impede-a.
Narien: Diiiiiga?- boceja.- Quero dormir logo, então anda logo!
Nomed: Você pode vir comigo?
Narien: ...- pensando.- Contanto que Neal venha comigo...
Neal: O quê?! Desde quando eu entrei nessa conversa?!
Nomed: Tá, tanto faz. Só quero que venham logo!- abre um portal e entra.
Narien: ...- puxa Neal para perto do portal.
Neal: Isso é o que eu ganho por ficar quieto...- resmunga antes de entrar no portal junto de Narien.
~~~~Com Demon e Vipera~~~~
Vipera: ...- com uma das mãos ensanguentadas e usando a outra para ler a ficha de mais uma vitima que tinha para matar.
Demon: ...- enquanto a segue, sentiu o cheiro de mais uma criança numa casa mais afastada de onde eles se encontravam.- Espere, Vipera...
Vipera: O quê, garoto?- resmungou, tomando o rumo do lugar que deveria ser a casa da sua próxima vitima, o mesmo local que Demon sentiu o cheiro da criança.
Demon: É...- surpreso que ela pegou o rumo de onde o cheiro levava.- Onde você vai?
Vipera: Pra casa da minha próxima vitima...?- ergue uma sobrancelha.- O que você tem?
Demon: É na mesma direção...Que eu senti o cheiro de mais uma criança.
Vipera: É...?- desinteressada enquanto lê o relatório que tinha.- Então, enquanto eu mato minha última presa da noite, você pega a criança.- boceja.
Demon: Tá...
Silenciosamente e de forma quase que invisível, Vipera começou a andar mais rapidamente em direção à porta da casa.
Vipera: Fique quieto! Só entre quando eu revistar o local!- manda, ajeitando suas duas adagas de forma que fosse mais simples de pegá-las quando fosse atacada pela presa.
Com a ponta de uma das adagas, ela começou a fuçar na fechadura até conseguir abri-la. Logo abrindo-a lentamente, tomando o cuidado para que a mesma não fizesse barulho e entrando, sendo seguida por Demon.
Vipera: Procure aí sua criança enquanto eu vou me divertir.- sussurrou, seguindo para a escada, tomando o mesma cuidado para que a madeira não rangisse.
Demon: ...- revira os olhos, procurando pelo cheiro da criança.
No caso, não fora algo difícil. O cheiro vinha de um cômodo próximo de onde ele estava, talvez a cozinha. Sendo assim, silenciosamente, ele andou até a cozinha, acendendo a luz e procurando pelo cômodo alguma criança.
Demon: Hum...?- debaixo da mesa e fora do pano que tinha acima da mesa, ele pôde ver o pé de uma criança pequena.- Olá?- perguntou, andando em direção da mesa e se agachando, segurando o pano.
???: S-Sim?- uma voz meio tímida e assustada perguntou.
Demon: ...- tentando subir a toalha de mesa, mas a mão da criança o impediu.
???: P-Por favor...- pediu.- N-Não tenho uma aparência b-boa.
Demon: Tudo bem...- tentou novamente, porém ela não deixava.- Bom...- pensa.- Vamos começar de novo...Qual o seu nome?
???: Ice.- murmura.- E-E você?
Demon: Sou Demon...- pensou.- Posso saber o que você faz debaixo da mesa?
Ice: E-Eu vim...- começou.- Comer um pouco de mel com pão.
Demon: Mel?
Ice: E-Eu gosto m-muito de mel...Só que meu pai n-não me deixa comer...
Demon: Entendo...- decidiu arriscar.- Posso...Retirar a toalha de mesa?
Ice: ...- por um tempo, o menino ficara em silêncio.- A-Acho que sim.
Demon: ...- quando sentir que a mão do garotinho não segurava a sua, ele retirou a toalha, olhando para a criança. O garotinho tinha no rosto uma cicatriz que começava no topo da testa, passava pelo lado direito do rosto e terminava no começo do pescoço, esta parte era mais pálida. Um enxerto de pele bem visível, assim como a cicatriz. Seus olhos era heterocromáticos e ele pudera ver outros lugares visíveis com enxertos de pele irregulares também.
Ice: E-Eu sou h-horrível, né?
Demon: Não.- sorriu, puxando-o pelo braço.- Então...- começou, pegando-o no colo.- Você pode vir comigo e com a minha amiga para um outro lugar?
Ice: P-Posso, mas...E o papai?
Demon: É...- pensando no que responder.- Acho que ele não poderá vir...
Ice: P-Por que?
Demon: É...- pensando.
Vipera: Desculpe dizer, mas porque ele está morto.- surge atrás dos dois, guardando as adagas.
Ice: O-O que?
Demon: Vipera!
Vipera: O que? É a verdade...- deu de ombros e aproximou-se da criança, olhando-o nos olhos.- Desculpe dizer, mas...- boceja.- Ele estava na minha lista, criança.- sua expressão não mudava.
Ice: ...- seus olhos lacrimejaram.
Demon: ...- bufa.- Vamos logo!
Ice: Não! Eu quero meu pai!- tentou sair de cima.
Demon: Calma!- pede.
Vipera: ...- pegando um frasquinho no bolso de seu casaco, ela borrifou no rosto do garoto que adormeceu rapidamente.
Demon: O que...?
Vipera: Estava quase usando isso em você de tanto que me seguia.- comenta, guardando-o.- Leve-o para a casa dos meio-irmãos e não volte. Não estarei aqui. De preferência, estarei bem longe.- cruzou os braços.
Demon: Mas sabe que eu te encontrarei, certo?- sorriu, abrindo um portal para a Mansão.
Vipera: ... riu.- Boa sorte com isso.- acenou, dando-lhe as costas e saindo.- Meu cheiro nunca é o mesmo.
Demon: Tá...- riu, entrando no portal.
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