Zoeira na Pizzaria
1 Zoeira na Pizzaria
Zoeira na Pizzaria
Yoh avistou Anna. Ele tinha uma surpresa para ela, fazia tempos que ele economizara para conseguir comprar isso. Ele se aproximou, ela estava sentada embaixo de uma árvore, descansando.
- Anna! — chamou ele.
- Quié? — perguntou a menina.
- Tenho uma surpresa para ti! — revelou ele.
Anna levantou-se mais do que rapidamente.
- É de comer? — perguntou ela...
- Bom... mais ou menos... é sim! — respondeu ele mostrando um bolinho verde.
Antes que ele pudesse avisar, Anna já tinha colocado o bolo na boca.
- Espera! Não é de comer!
- Tu disseste que era! — falou ela cuspindo a coisa.
- É para comer... na verdade é um vale refeição. — explicou ele.
- Também, não explica... vamos gastar tudo na pastelaria do Zé! — sugeriu ela. — Faz tempo que eu quero comer um pastel...
- Sim, mas eu preferia um lugar mais romântico... quem sabe naquela pizzaria que abriu agora pouco? Podemos comer pizza ouvindo os músicos tocarem \"La Solitude\".
- Gostei da parte da pizza.
- Então vamos?
- Sim, espere só um pouquinho... esteja aqui em uma hora! — propôs ela.
- Tudo bem...
Uma hora depois.
Yoh já estava esperando, embaixo daquela mesma árvore que eles marcaram o encontro. Então ele ouviu uma voz.
- Yoh, vamos embora? — falou Anna.
- Claro Anna!
- Quando eu falei que tu estavas pagando, eles quiseram ir junto, tem problema? — perguntou Anna apontando para Tamao, Horo Horo e Ren.
Ren estava com uma cara meio triste, estava um tanto borocoxô.
- Eu achei que fossemos só nós... — revelou Yoh.
- Eu sabia que tu irias entender, Yoh! Tu és um amor! Vamos, gente. — e Anna puxa Tamao pela mão. Horo Horo empurra Ren.
- Ânimo, Ren! Hoje é boca livre...
Yoh seguiu a tropa em silêncio, um tanto furioso. Esse povo estragara seu jantar romântico com sua amada. Porcaria.
Logo eles estavam na pizzaria. Por fora ela era verde clara, grande, chique. Tamao e Anna entraram na frente. Tamao perguntou:
- Ficaremos na mesa perto da janela ou perto da saída?
- Qual delas fica mais perto da cozinha? — perguntou Anna.
- A da janela...
- Então vamos para a da janela! — e ela foi pra a mesa perto da janela, que também ficava perto da cozinha.
Eles estavam assim distribuídos: Ren e Horo Horo de um lado, Tamao de outro e nas pontas estavam Anna e Yoh.
- Anna, nós estamos muito separados! Não tem como mudarmos de lugar? — perguntou Yoh para sua amada.
- Agora todos já se acomodaram... — explicou ela. — Vamos chamar o garçom.
Nesse momento o garçom se aproximava com o Menu.
- GARÇOM!!! — berrou Anna sem perceber que o Garçom estava a meio metro de distância. Ele entregou o menu. — Que eficiência... demorou apenas 1,27 segundos...
Yoh percebeu que não tinha jeito mesmo. Estava tudo arruinado... o jeito era aceitar e tentar não ficar de mau humor. Resolveu perguntar por que Ren estava tão pra baixo.
- Ren, o que houve contigo?
- Nada... só tô um pouquinho... — mas ele não terminou a frase porque Horo Horo o interrompera.
- A Pirica deu um fora nele! Hehehe! — Ren, ao ouvir isso, fez cara de indignado.
- Isso não é verdade, Yoh! Eu que dei o fora. E bem dado! Buááááááá!
- Viu?
Anna devolveu o menu para o garçom, que agora estava quase surdo.
- Já decidiste? — perguntou Tamao.
- Sim! Quero uma de mussarela!
- E para beber? O que desejam? — perguntou o garçom polidamente.
- Tu vais nos pagar refrigerante também, Yoh? — perguntou Horo Horo.
- Eu quero um iogurte batido com leite! — falou Ren decidido.
- Vamos, vamos! Estou morrendo de fome! — disse Anna empurrando o garçom.
- Olha, Anna! Aquele menino muito lindo ali, acho que ele está piscando pra mim! — e Tamao aponta discretamente para o guri de olhos verdes na outra mesa.
- Tamao! Arrasando corações...
- Aqui está o leite e iogurte batido. — e o garçom entrega a taça para Ren.
- Acho que era disso que eu precisava, sair e curtir a vida! — e Ren tomou metade em um só gole. — Yeah! Vou encher a cara de iogurte e esquecer as injustiças da vida! — e ele começou a cantar. — La donna é mobile, qual piúna al vento...
- GARÇOM! EU QUERO CANUDOS! — pediu Horo Horo.
Não demorou muito e o garçom os trouxe.
- Ele continua piscando! — falou Tamao.
- Eu achei ele um gato! — revela Anna.
- OPA, OPA, OPA! Que negócio é esse, Anna?
- Hehehe... brincadeirinha! — falou Anna.
- Isso aí, dá duro nela!!! — comemorou Ren.
- Que guri ciumento... — argumenta Tamao.
- As mulheres são todas iguais... cruéis e insensíveis... — desabafa Ren.
PITCHU
Com auxílio de um canudo, Horo Horo cuspiu uma bolinha feita de um pedaço do guardanapo no cabelo de Tamao.
- Será que tem pombos aqui dentro? — questiona Tamao.
- Olha, Ren! Vou fazer de novo! — e Horo Horo cospe mais uma vez, e dessa vez acerta o olho do garçom que trazia uma pizza.
O garçom desequilibra-se e acaba derrubando a pizza de calabresa na cabeça de Anna. Tamao tenta tirar a pizza, mas todo o queijo fica grudado.
- Vamos ao banheiro! — falou Tamao e foi com Anna até o banheiro.
Tamao teve que parar no caminhou porque viu o lindo menino de olhos e cabelos verdes que estava piscando para ela. Sem jeito, corou e ficou parada ali mesmo. Percebeu que o menino atendia pelo nome de Lyserg. Anna teve que ir sozinha para o banheiro, e como não enxergava nada com aquele monte de queijo na cara, entrou sem querer na cozinha. Foi apalpando tudo até que chegou a conclusão que tinha pego uma toalha, o que na verdade era o avental de um cozinheiro.
- Ah, estou melhor! — E ela olhou para a \"parede\" e viu que era um homem. — AAAH! ENTREI NO BANHEIRO MASCULINO!!! — e saiu correndo.
Tamao estava voltando para a mesa, ainda corada, olhando para o guri de olhos verdes. Será que ele estava \"afim\" dela? Quando chegou na mesa, Horo Horo perguntou.
- Mas cadê a Anna?
- Ah, é mesmo... Anna!!? — e ela viu que Anna voltava corada para a mesa. — O que foi?
- Eu entrei no banheiro masculino... e sabe o que eu descobri? Lá fazem pizza! Então o que será que fazem na cozinha?
Enquanto isso o garçom já servia pizza para Yoh e Ren.
- Viva a pizza! Ela me servirá de consolo... — falou Ren. — mundo ingrato...
Então o garçom colocou um pedaço de pizza no prato de Horo Horo.
- Obrigado, tio! — agradeceu o garoto do gelo. — Tu és um cara legal!
- Mentira! — manifestou-se Ren, que permanecera indiferente quando fora servido. — Ele só faz isso para ganhar gorjeta! — revelou ele fazendo cara de quem sacara tudo. — Tu... — e aponta para o garçom. — Tu és do mal. Eu sei disso! Isso tudo é só pela gorjeta!
- Ren... — chamou Horo Horo.
- Mas eu não vou dar! — decidiu-se. Depois começou a sacudir a cabeça freneticamente para direita e para esquerda com uma expressão de raiva e repetia: — Não vou dar, não vou!!! — mas acabou caindo de cara no prato, e permaneceu com o rosto afundado na pizza.
- IRADO! Olha o que ele inventou! Vou fazer também!!! — e Horo Horo gruda a cara no prato da pizza.
- Desculpe os meus amigos, eles não estão bem hoje... — tentou justificar Yoh. Virou-se para os dois, ainda com as caras afundadas na pizza. — O que vocês acham que estão fazendo? Parem de fingir que estão bêbados! Vão lavar esses rostos no banheiro! — e o shaman os enxotou da mesa.
Foram todos até o banheiro quando Yoh parou estático com o que vira.
- Annh? ANNA! O que é isso?
Anna e Tamao estavam dando risadinhas abafadas, \"hihihis\" para o menino verde que piscava para elas.
- Que história é essa de piscar para minha noiva? — Perguntou Yoh enraivecido.
- É! — falou Ren.
Ele aproximou-se de Lyserg e grudou um socão sonoroso nele.
- Ai! Eu não fiz nada! Apenas tinha entrado um cisco no meu olho... — admitiu Lyserg, ainda piscando para Ren.
- Hihihihi! — riu Ren sem jeito ao receber as piscadelas.
- Não estou piscando pra ninguém! É o cisco no meu olho!!!
- Conta outra, essa é velha! Tu estavas dando em cima da Anna!!! — Enfureceu-se Yoh.
- É isso aí, piscou tem que casar!!! — berrou Ren pulando.
Yoh e Lyserg se pegaram no tapa.
- Ai, que vergonha! — e Tamao escondeu o rosto.
- Tá todo mundo rindo da gente, Yoh! — repreendeu Anna.
- É mesmo... — viu Horo Horo. Muita gente estava rindo.
- É assim, é? — Ren levou isso como provocação. — TOMEM!!! — e tacou pizza num dos fregueses.
- GUERRA DE PIZZA! — berrou Horo Horo.
Os dois malucos começaram a jogar pizza em todo mundo e, não demorou muitos segundos para que todos estivessem jogando pizza neles também.
- Que nojo! — exclamou Anna. — Essas pizzas foram feitas no banheiro!
Enquanto todos faziam guerra de pizza e Anna fugia delas, Ren subiu em cima de uma mesa, pegou um microfone e começou a cantar o seu lamento.
- Ôôôôô, sole miooo!
- Não façam isso, crianças! — o dono do restaurante tentava impedir que os vândalos demolissem sua pizzaria, mas nada cessava a guerra. Até que um pedaço certeiro atingiu sua testa.
O dono enfureceu-se.
- CHEGA! ESSA FOI A GOTA D\'ÁGUA!!!
- Ei! O cisco do meu olho saiu! — revela Lyserg, podendo enxergar livremente novamente.
- FOOOORA!!! TODOS VOCÊS! — Expulsou o dono.
- Nossa, ele tá estressado hoje... — comentou Tamao.
Saíram todos.
- Uau! Isso foi da hora, não foi? — comentou Lyserg.
- Demais, meu! — respondeu Ren.
- E aí, Yoh! Vamos gastar o vales no tiozinho dos pastéis? — sugeriu Horo Horo puxando o amigo, que não estava feliz.
- Ô, Yoh! Não fica assim! O que eu posso fazer para ajudar? — perguntou Anna.
- Vamos gastar os vale refeições? — sugeriu ele.
- Claro! Que tal naquela pastelaria nova? — perguntou Anna.
- Tudo bem... — concentiu Yoh pegando as mãos de Anna.
- LEGAL! VAMOS! — e todos os cinco (Ren, Horo Horo, Anna, Lyserg e Tamao) correram para a pastelaria, puxando Yoh.
- Eles também vão? — perguntou Yoh, mas não foi ouvido. — O que foi que eu fiz pra merecer isso?
Mas Yoh não pode terminar de se lamentar porque fora puxado pra longe dali.
O Final Feliz!
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