Notas iniciais
Hello, hello! Lamento imensamente o grande atraso neste cap mas esta semana a minha mãe ficou de férias e pensou: "Vamos remodelar o quarto da minha amada filha e aproveitar para a deixar fora do PC por uma semana! Ye!" (bem... talvez não fosse mesmo assim o seu pensamento, mas ok) Então, sim! Fiquei mais de metade da semana sem net porque estivemos 3 dias a pintar UMA PAREDE cuja maldita cor não conseguíamos acertar e mais um dia para reorganizar o quarto todo... Mas bem, vocês não estão aqui para ouvir as minhas lamurias mas sim para ler o cap! POR FAVOR LEIAM AS NOTAS FINAIS! AVISO DE P-CHALLENGE! (explicações nas notas finais) Boa leitura pessoal!

Clã Moorou – “Os amados pela Lua”

E pudemos, finalmente, voltar a acompanhar um clã “normal”, por assim dizer. Desta vez uma viagem longa sobre o mar até ao grande continente americano superior cujo está abençoado, curiosamente, por mais de um clã salvador. Mas no momento quero focar apenas num deles. O Clã Moorou! Clã da noite, da Lua e da salvadora de pinças afiadas, Cancêr.

Ah! Mas não me entendam mal! O seu nome verdadeiro não é Cancêr! Admitam que isso seria sem sombra de dúvidas... estranho. A esta “anja” dão o nome de...

– Idiota...

Bem... não (pelo menos não que eu saiba).

Neste momento, ao analisar o espaço ao redor, não se conseguiria perceber muita coisa se não fosse pelo grande ecrã iluminado bem ao centro da parede principal do cómodo. O local encontra-se imerso num breu pesado e abafado por uma aura nada boa vinda de um sofá mais à frente. A pequena criatura aí sentada emana uma espécie de... ódio e irritação profunda quase palpáveis.

– Como é que ela se atreve a expulsar-me do meu próprio quarto... – resmunga a figura jovem entre dentre enquanto salta de canal em canal sem parar.

A jovem a que me refiro é Caroline Moorou, herdeira da antiga Anjo Cancêr, mas, por alguma razão, a mais nova de três filhos.

O pequeno ser de cabelos aloirados e um grande laço rendado no topo da cabeça permanece encolhido num cadeirão grande o suficiente para ela se deitar e dormir, enrolada num cobertor grosso e com ornamentos de ursinhos fofos e corações. Algo do tipo seria motivo (bem grande) de vergonha para qualquer um, mas, por alguma razão, Carol consegue ter 16 anos e ainda parecer uma criança pequena e totalmente fofa.

– Ela vai ver... Enquanto ela estiver a dormir eu vou até lá e arranco-lhe os rins pelo nariz!

Certo... talvez não tããão fofa e infantil como dava a entender.

De repente ouvem-se passos no corredor o que devolve o silêncio aterrador à sala de cinema particular. O clap clap constante torna a atmosfera envolvente quase como magicamente pesada. Na mente da jovem mestra já passeavam milhares de monstros sanguinários, de presas afiadas, seis olhos e três cabeças, com escamas ou espinhos e, provavelmente, um ou dois pares de asas de aço capazes de destruírem o teto com um leve baloiçar. Com isto em mente, Carol salta rapidamente de onde estava sentada para se proteger na lateral da poltrona, com os olhos intrigantes e lilases a espreitar por cima do apoio para os braços e o corpo completamente envolto na coberta carinhosa como se tal objeto a fosse fazer ficar invisível aos olhos alheios.

No momento em que a porta se abre... o que entra no cómodo era mil vezes pior que qualquer monstro...!

Leslie...

Para os novatos aqui, Leslie é a filha mais velha da família e suposta herdeira do clã. Digo... isto antes de Caroline completar 10 anos e todos perceberem que, por alguma razão do destino traiçoeiro, fora a mais nova dos três a ficar com os poderes de cura além de, é claro, todos os outros poderes! Desde aí que as duas irmãs se odeiam mutuamente. A mais velha por culpar a irmã da sua falta de capacidades psíquicas e a mais nova por não gostar de ser constantemente inferiorizada pela outra.

Então sim, para Caroline, Leslie conseguia ser pior do que muitos dos seus pesadelos.

Ah! E sim, também era dela que a jovem mestra falava quanto à tortura por ser expulsa do próprio quarto.

– Eu sei que estás aqui, Caroline! – resmunga a mais velha, enquanto entra na sala fechando a porta atrás de si. – Esqueceste-te da TV ligada, idiota!

Ela estava a fazer de propósito e Carol sabia-o. Infelizmente para Leslie, “apelidos carinhosos” não é um dos pontos fracos da herdeira do clã. Muito pelo contrário! A jovem loira adora ouvir e ver a irmã a perder a compostura e a rebentar em palavrões quando estava (supostamente) sozinha no quarto! É de louvar a quantidade de palavras novas que a mais nova já aprendeu só com isto.

Leslie apressa-se a ligar as luzes, a desligar o aparelho eletrónico, a abrir as grandes janelas (que incomodam um pouco a visão da loira que estava perto de uma delas) e a voltar a desligar as luzes. Por alguma razão... Leslie ainda não conseguia ver a irmã.

– Arg! Eu sei que estás aqui! Aparece, sua bastarda! – rosna a morena vagueando pela grande sala agora iluminada.

A mais velha dos três irmãos insistia em mimar o irmão Jack, irmão do meio, e a menosprezar a mais nova, Caroline, a quem trata com todas as suas forças como se a loira fosse um intruso na família. “Ela é adotada!”, resmunga cada vez que alguém comenta as diferenças entre as duas. Na verdade Caroline é apenas e unicamente, em todos os sentidos, igual à mãe, a Dama de Prata.

Mas esperem! A Dama de Prata e a Dama Dourada do primeiro episódio possuem estatutos completamente diferentes! Ouro e Prata são por si só metais nobres, o que releva a posição de ex-Anjo. Já Dourado e Prateado são apenas cores representativas, menos importantes que os anteriores.

Enquanto isso Caroline permanece quieta no seu lugar.

Os passos pesados da mais velha que vagueiam pelo cómodo com raiva e ira desmedidas fazem o coração da loira tremer de... receio. Não medo, isso nunca! Leslie é capaz de perder o seu tempo diário a tentar chatear e estilhaçar a alegria da jovem salvadora mas nunca levantaria uma mão para com a mais nova. Disso Carol tem completa certeza! Até porque... caso ela se esquecesse disso era imediatamente expulsa do clã por agredir a herdeira.

Eram apenas com estes pensamentos que Caroline se sentia um pouco superior à irmã.

– Está bem! Desisto! – exclama a morena exasperada – Mas uma hora ou outra tu vais ter de aparecer, e aí...

E sai da sala com um forte bater de porta que faz o coração palpitante correr ainda mais rapidamente depois da quase paragem de susto. Mas, por alguma razão, a loira permanece na mesma posição durante alguns minutos, mesmo depois da “irmã monstruosa” ter saído com uma enorme cara de frustração. Cautela, talvez? No entanto, no preciso momento em que a jovem mestra se ergue do seu esconderijo, a porta abre-se novamente e com uma rapidez formidável.

Leslie regressara.

Os olhos atentos a qualquer movimento e a postura “pronta para qualquer coisa” demonstram que a morena esperava encontrar Carol no momento em que esta decidisse sair da sala mas ainda assim... não a vê. Passados alguns segundos sem movimentos suspeitos, Leslie acaba por suspirar resignada e abandona o local definitivamente já que desta vez deixa a porta aberta o suficiente para se ver a figura irritada a afastar-se pelo corredor.

A loira acaba por descair o corpo e a coberta, ficando de joelhos no chão forrado enquanto suspira aliviada por ter, finamente, um pouco de paz.

– Eu é que devia estar zangada... – murmura Carol, levantando-se, com um tom de aborrecimento e incredulidade – Nunca ei de entendê-la... Hunf! – resmunga baixinho, com as sobrancelhas franzidas e as bochechas infladas, de modo infantil e doce.

– Não se zangue com ela, jovem mestra – pede uma voz calma vinda da porta.

Nos primeiros segundos Caroline fica assustada com a voz repentina mas depois apercebe-se que não se tratava de Leslie, mais uma vez, mas de Olive, a filha única de um dos seus instrutores, no caso, instrutor de etiqueta. As duas são grandes amigas e nunca se “largam” nos dias em que Caroline tem aulas, assim que termina os seus deveres.

– Não precisas chamar-me assim, Olive – esclarece a loura com um meio sorriso envergonhado – Eu já te disse que somos amigas.

No entanto, em vez de uma resposta compreensível, Olive pisca o olho direito divertida e sussurra um pequeno “shiu” atrapalhado voltando logo em seguida à pose formal que adotava sempre que estava perto de adultos.

– Creio que boa educação nunca seja demais, Miss Moorou – alerta o homem recém-chegado, com uma aparência totalmente “limpa e correta”, pousando uma mão no ombro da filha – E, felizmente... – diz, dando ênfase na segunda palavra — ... a minha filha Olive tem isso bem em mente! Agora a menina... – murmura, analítico, perdendo o seu tom de orgulho – Receio que tenha apenas 15 minutos para se preparar para a nossa aula, não é assim?

Caroline percebe que ainda estava de pijama e com o cobertor de ursinhos às costas. Talvez por isso o olhar assassino do Mr. Brooks. Oh, ou talvez por causa de os fios loiros parecerem um ninho de tão desarrumados! É...talvez seja isso.

– Só 15 minutos?! – exclama exaltada.

– E nada de gritar, menina! – avisa o homem, de certa forma, calmo.

– Arg! – rosna chateada, caminhando para sair da sala – EU NÃO ESTOU A GRITAR!

Notas finais
Então? Então? Muito bom? Muito mau? Muito mais ou menos? Mais para o mais ou mais para o menos? Comentem please! LEIAM POR FAVOR! Ye! And I came back with my special P-Challenge! kkkk Agora vou deixar-me dos meus surtos estrangeiros e passar a explicar!! P-Challenge foi o nome que dei ao desafio dos poderes (P de powers=poderes) o que quer dizer que terão que estar alerta sempre que algo assim aparecer! Além de que poderei criam desafios diferentes no decorrer da fic! Grim e Caroline... Sagitarius e Cancêr... Será que alguém adivinha os poderes destas duas princesas tão distintas e com "relações irmãos" tão complicadas?! (Penso que desta vez não será muito difícil... kkk) Se adivinharem o próximo cap será mais rápido e o(s) vencedor(es) terão o privilégio de descobrir tudo sobre os poderes de cada signo! Basta perguntarem! o.~ Ah! Mas há um senão! Aviso que os poderes, por vezes, abrangem um pouco mais do que está à vista então tenham cuidado com as vossas respostas! MUAHAHAHA! cof cof (maldito mosquito! Tem que aparecer sempre que faço isto?!) Choco kissus amores!