Zero's Mahoutsukai no Gakusei
1 Zero's Mahoutsukai no Gakusei - Capítulo 1: Mundo Magico
Notas iniciais
Era um sábado, faltava poucos dias para as minhas férias de verão. Eu tinha acabado de ir a uma loja de conveniência comprar alguns picolés, pois estava quente, quando vejo um grande clarão vindo de trás de algumas moitas em um terreno baldio, penso em ignorar e continuar meu caminho, mas por algum motivo eu sentia como se tivesse que ir até lá verificar o que estava acontecendo. Conforme eu me aproximava meus braços e minha mão começavam a tremer, não de medo, aquilo acontecia de vez em quando, já tinha ido no médico pensando que poderia ser uma doença, mas segundo ele não era.
Depois de passar pelo mato que cobria a visão do terreno, vejo uma mulher caída no chão, suas roupas estavam rasgadas em algumas partes e ela estava com alguns arranhões, ela também segurava uma arma que parecia ter vindo de um mundo futurista. No outro lado do terreno tinha um homem que usava uma blusa preta com capuz, ele estava com suas mãos estendidas e um tipo de luz, o homem sorria de uma maneira assustadora, pego meu celular no intuito de ligar para polícia, mas o homem começa a gritar que iria matar ela, as mãos do homem começam a brilhar mais e mais, com alguns feixes de eletricidade aparecendo e sumindo, talvez não daria para ligar para polícia. Quando o homem muda sua posição das mãos formando uma “pistola” com os dedos, eu corro em direção a mulher e tento me proteger com as duas mãos abertas cobrindo meu rosto, um grande raio sai da mão do homem, toda a eletricidade se choca em meus braços, mas nada acontece, não sinto dor e nem me machuco, o homem e a mulher olham para mim surpresos, então o homem começa a gritar para mim.
— EEI, GAROTO, O QUE ACHA QUE TÁ FAZENDO?! SAIA DAQUI IMEDIATAMENTE SE NÃO IREI TE MATAR SEU IDIOTA!
A mulher me fala para sair também, mas eu não podia deixar ela lá toda machucada, então eu respiro fundo e olho para o homem, com convicção, ele entende que eu não iria sair e decide mandar mais um ataque, eu só estico minha mão direita, que estava tremendo mais, e aparo mais um ataque; percebo que os ataques dele não faziam efeito, mas ele não conseguia entender isso. Vou me aproximando dele, com a mulher olhando chocada, quando o homem percebe que nenhum ataque que ele tinha lançado havida funcionado, corro em sua direção com meu punho fechado e dou um soco em seu rosto, o soco faz o homem voar dois metros até se chocar contra uma parede e desmaiar, bato uma mão na outra enquanto suspiro aliviado com a situação.
Vejo se a mulher não havia se machucado mais e a ajudo a se levantar, ela ainda estava surpresa o que o que tinha acabado de ver, do nada sua arma desaparece no ar, ela estala os dedos e um brilho branco rodeia seu corpo curando seus ferimentos e concertando sua roupa.
— Meu nome é Sarah, obrigada em me salvar. — Ela se apresenta para mim.
— Meu nome é Endo, e de nada, mas o que estava acontecendo aqui? Por que aquele homem soltava raios pelas mãos? — Pergunto curioso.
— Você não sabe e ainda assim conseguiu vencer ele?!— Ela quase dá um pulo para trás por causa da surpresa, parecia que era algo de outro mundo o fato de eu ter vencido aquele homem sem saber da situação. — Aquele homem era um mago de raio, e estava em nível médio, eu diria, se não fosse pelo selo entre os mundos eu conseguiria vencer ele usando apenas a arma, tsc! — Ela estala a língua.
“Mago?”, penso, “como assim? O que está acontecendo?”, não conseguia acompanhar direito a situação, mas conseguia acreditar, afinal, não é qualquer dia que você vê um homem soltando raio pelas mãos.
— Você parece não estar entendendo nada, venha comigo que eu irei te explicar melhor. — Ela pede para mim segui-la e assim eu faço.
Ela me leva até a porta dos fundos de um restaurante, dos bolsos ela retira uma chave que não parecia se encaixar naquela tranca, a chave era muito maior, mas por algum motivo se encaixa perfeitamente. Depois de abrir a porta ela pede para mim ir primeiro, atrás da porta havia uma estrada que parecia ser de terra, essa estrada seguia em um reto quase infinito, em volta havia coisas flutuando, como: ursos de pelúcia, relógios, xícaras de chá, bengalas e até uma cama, no fundo era possível ver um azul ciano muito forte com algumas linhas de azul marinho. Depois de Sarah fechar a porta ele toma seu lugar na frente enquanto vai me explicando tudo.
— Aqui é onde o mundo humano e o mundo magico se encontram, tudo que se perde em algum momento do espaço-tempo vem parar aqui, no Paraiso Perdido.
“Mundo magico?”, penso, aquilo parecia ter saído de um filme da Disney, mas o que mais me incomodava era pensar em como alguém poderia ter perdido uma cama!
— Nós iremos para a escola de magia Tarentum, só o diretor poderá explicar o que você é!
Ela parecia realmente curiosa com esse meu “poder”, não poderia dizer que eu também não estava, não entendia muito bem como eu tinha conseguido vencer aquele homem dos raios, mas para alguém me mostrar um outro mundo, deve ser realmente impressionante.
Depois de andarmos um pouco, já era possível ver uma gigantesca construção flutuando em uma ilha, mas estava muito alto para irmos apenas pulando até lá, fico animado imaginando como iriamos para lá, se a gente voaria, ou se ela usaria alguma magia de aumentar o pulo ou algo do tipo, porém ela apenas clica um botão que tinha em um poste, que também flutuava, mas na altura do caminho em que estávamos. De repente um elevador cai rapidamente em nossa frente, Sarah entra dentro do elevador e pede para mim entrar; dava para ver em meu rosto como eu estava desapontado, ela notando isso pergunta com um tom meio brincalhão.
— Como achou que iriamos? Com um pégasus ao algo assim?
— Pensei que usaríamos magia. — Tento não deixar que ela me irrite.
O elevador dava na entrada do terreno da escola. Ela era gigante, parecia um castelo medieval, porém com mais cores; diferente de Hogwarts, em haviam altas torres em cada canto da escola, na parte de trás dela, ela parecia mais alta, com uns dois andares. Saindo de dentro do castelo, tinha um gigantesco cristal que mudava de cor, uma hora estava vermelho, ficava roxo e então azul. O terreno da escola também era imenso, havia trilhas por todo lado, provavelmente cada uma levava para algum lugar diferente, enquanto andávamos consegui ver dois bosques, alguns jardins, árvores com formas estranhas, percebi que havia muitas moitas no terreno, até que chegamos em um grande pátio com algumas cadeiras e maquinas de venda de refrigerante, “Até aqui tem isso, e quilo é.... COCA-COLA?!”, fico realmente surpreso ao ver que tinha marcas famosas no mundo humano.
— Você deve estar surpreso ao ver que nós também temos tecnologias e refrigerantes, não é? — Sarah parecia ter notado o meu susto. — Aqui nós temos várias marcas conhecidas, como a Coca-Cola, Starbucks, McDonald’s e temos até um parque da Disney! — Ela parecia realmente animada falando de tudo que havia lá de igual na Terra. Dentro da escola, na entrada, havia um grande saguão com escadas mais a frente e algumas portas a direita e a esquerda, duas portas gigantes, e entre as escadas, Sarah continua andando na frente, ela vira na da direita e empurra a porta gigantesca, deveria ter uns 5 metros.
Quando a porta se abre, minha temperatura abaixa e meus ombros começam a ficar tensos, minhas mãos começam a tremer cada vez mais, mas isso por causa de toda magia que havia lá.
— Irei te levar até o diretor. — Ela estava séria, fico pensando em que tipo de pessoa o diretor era.
Por trás da grande porta havia uma sala que parecia um escritório, Sarah cumprimenta uma mulher que estava lendo um livro e empurra uma outra porta, que era menor que a outra, e tinha escrito na porta a palavra “Diretor”, engulo seco e entro dentro da sala.
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