Zargatio
3 Numero 78
Numero 78
Nome: Jason Kawall
Apelido: Ceifador
Local: Zargatio
Idade: 17 Anos
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–- Mande-o entrar. -- Falou a voz no microphone. Após um pequeno zunido a porta se abriu e um rapaz imponente e novo demais para vestir um uniforme militar entrou batendo seus coturnos fortemente amarrados ate uma cadeira. Um pequeno sorriso brincou em seus labios. Entao ali estava ele, chegara sua vez. Pela sala vazia, apenas com um espelho falso e pequenas caixas de som ele sabia que estava falando com o chefão. Seus olhos azuis brilharam com um olhar assasino. Não importavam quantos haviam morrido antes dele ocupando aquele cargo.
–- Numero 78... A quanto tempo. -- Falou a voz das sombras.
–- De fato... Não nos falamos desde que recebi as primeiras instruçoes. Mas se me permite gostaria de ser chamado pelo meu nome.
–- Ousado, é verdade. Mas eu ja sabia, gosto disso, sim gosto de ousadia. Só nao se esqueça do seu lugar.
–- Que seria claro, abaixo do senhor mestre. Na verdade nao ousaria desafia-lo, apenas gosto de servi-lo o melhor que posso.
–- Tudo bem Jason, chameira pelo nome que me pediu. Mas diga-me. Dos 1000 homens que pedi para matar, quantos matou?
–- 5.000.
–- Como?
–- Cinco mil homens senhor. Tomei a liberdade de pegar mais algumas listas de pessoas que o senhor queria mortas. Se fiz errado peço perdão. -- Um longo silencio se segiu. Jason não pestanejou ou hesitou, apenas continuou de cabeça erguida.
–- Interessante. Talvez você seja exatamente o que eu estou procurando... Jason. -- Um sorriso de satisfaçao e prazer tomou conta de Jason enquanto ele escutava a risada curta e divertida do mestre. Jason se lavantou e caminhou calmamente pela sala, entediado.
–- Entendo. E o que exatamente você estaria procurando?-- Uma pequena pausa.
–- Presciso que faça alguns testes.
–- Naturalmente. Em quem? Quando? E o mais importante, o que voce quer saber?
–-Como todos devem saber nos implantamos memorias nas cabeças dos humanos. Eu quero testar ate onde eles sustentam essas memorias. Você receberá as instruçoes mais detalhadas na pasta beje. Estarei observando. -- Uma cadeira surgiu elevada por uma plataforma do chão na extremidade oposta da mesa, o centro desta revelou um compartimento secreto onde havia um gravador, uma prancheta, uma caneta e um embrulho.
Jason abriu o plastico que escondia uma roupa e olhou de esguelda para o vidro.
–- Vista. Eles podem se assustar com seu uniforme. -- Ele colocou a blusa por cima do seu uniforme, tirou os itens do compartimento deixando algumas roupas lá e tornou a fecha-lo, sentando-se de costas para o espelho, na cadeira que havia surgido.
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–- Estou muito empolgado com essa entrevista. -- Falou Jason com um falso entusiasmo que passou despercebido a todos. -- Faço uma pesquisa muito importante sobre os habitos e as vidas das pessoas no mundo 3 -- Falou ele consultando novamente a pasta.
–- Não sei se posso ajudar muito, mas vou tentar. -- Falou a mulher de cabelos castanhos á sua frente pareçendo estar meio nervosa.
–- Ah tenho certeza de que vai me ajudar muito.-- Falou ele rindo. -- Podemos começar? -- Ela acenou afirmativamente. Jason ligou o gravador e sorriu carismatico.Poderia facilmente se passar por um cara de vinte. Estava em treinamento militar desde muito pequeno. É alto atletico, cabelos castanhos, olhos azuis. Ele tinha uma beleza interessante, bruta, de traços limpos e rudes que nao passou despercebida da mulher.
–- Qual o seu nome?
–- Sou, Luna.
–- Bonito nome. -- Falou ele galanteador.
–- Obrigado. -- Respondeu Luna sem graça.
–- Quantos anos você tem Luna?
–- Eu tenho vinte.
–- Tudo isso? -- Falou ele surpreso. -- Onde você mora?
–- Na zona Norte do mundo tres perto do emporio.
–- Desde quando voce mora lá? -- Ela demorou alguns minutos pensando. Essa memoria não havia sido inserida.
–- Sabe, faz tanto tempo que eu acho que não me lembro. Desde que eu era pequena eu acho.
–- Então você nao costuma se mudar muito certo? -- Na verdade essa garota se mudava constantemente por causa do emprego do pai, mas nas memorias alteradas seu pai era um simples trabalhador.
–- Ãhnnn. -- Disse ela parando pra pensar um pouco confusa. -- Não, nao costumo me mudar, gosto de ter amigos assim desde cedo, sabe? Como meus vizinhos.
–- Entendo. O que você faz da vida?
–- Eu estudo história na federal.
–- Interessante. -- Comentou ele piscando pra ela. -- Conte-me mais sobre isso meu anjo.
–- Ah é um curso incrivel! Éincrivel a quantidade de informaçoes curiosas que eu tenho acesso lá.
–- Quer dizer que alem de linda é inteligente? -- Luna ficou em silêncio sem saber o que responder. -- Me diga, tem namorado?
–- Não... Eu sai de um relacionamento complicado e nao voltei a ter namorado.
–- E... Será que eu teria alguma chance? -- Perguntou Jason sorrindo timidamente.
–- Talvez. -- Falou ela corando e desviando o olhar.
–- Não se preocupe, eu tiro essa parte da entrevista. Deixo só pra mim. -- Falou rindo.-- Conte-me sobre os seus pais.
–- Ah, pais normais... Minha mãe se chama Julia, 47 anos, enfermeira. Pai, Carlos, trabalha nos correios. Temos uma boa relação. Sem muitas brigas. Sem irmãos.
–- Amigos, amigas?
–- Tenho varios amigos. Mas meu melhor amigo se chama Henrique.
–- Você gosta dele? Ou ele de voce?
–- Nao... Só amigos.
–- Animais de estimaçao?
–- Não. Sou muito alergica.
–- Isso já serve pra entrevista. Obrigado. -- Falou docemente. Ela se levantou calmamente. -- Eu te acompanho.
Os dois seguiram para a porta lentamente, como se tentassem adiar. Jason segurou o trinco como se fosse abrir a porta, mas ficou parado alguns segundos.
–-Luna espera. -- Falou largando o trinco. -- Tem uma coisa que eu to morrendo de vontade de fazer. -- A garota pareçeu ficar nervosa.
–- Faça.-- Falou como se não estivesse nem ai. Jason avançou voraz sobre ela, capturando-lhe a boca. Ela correspondeu prontamente passando seus dedos entro os fios de cavelo dele. Jason segurou-a forte e quando ela entralaçou suas pernas ao redor da cintura dele ela andou de volta para mesa, pousando-a la.
As mãos finas e frageis de Luna, nao pareciam tao frageis assim. Ela colocou suas mãos dentro da camisa dele e se sobressaltou ao encontrar outra camisa por baixo. Ele tirou sua camisa rapidamente, deixando amostra a farda militar.
–- Estudo na escola militar. -- Explicou ele puxando a camisa bruscamente, arrancando varios botoes.
-- Jason, espera.-- Falou Luna detendo-o.
-- Shh... Caladinha. -- Sussurou ele no seu ouvido.
-- Jason, para! -- Gritou ela em panico.
-- O que foi luna?-- Perguntou com uma doçura fingida.
-- Eu não... É melhor... Nos não deviamos fazer isso.
-- Porque não? Você disse que não queria compromisso. Não vai ser nada demais... Olha, você é linda. Eu senti algo por você desde que você chegou aqui. -- Mentiu. -- Por favor... Eu... -- Ele parou levantando os olhos como se para segurar as lagrimas, e tambem o riso. Ele teria dado um bom ator.
-- Eu o que Jason? -- Perguntou Luna. Ele se virou de costas se afastando.
-- Nada. -- Falou. -- Esqueça. Talvez você esteja certa.-- Disse indo ate a porta.
-- Eu o que Jason? -- Perguntou ela sem sair do lugar.
-- Desculpa, por.. bem, por isso. Não vai mais aconteçer. -- Uma lagrima escorreu pelo seu rosto.
-- Vem cá Jason.-- Ele voltou a mesa encarando dentro dos seus olhos.
-- Estou aqui.
-- O que aconteçeu?
-- Algo que não podia ter acontecido.
-- Do que está falando?
-- Caramba eu sinto algo por você quando está por perto,algo incontrolável, o que mais poderia ser? -- Perguntou desviando os olhos.
Luna segurou as mãos de Jason e colocou-as de volta em suas costas. Puxou seu queixo gentilmente e o beijou. Dessa vez lentamente, sentiu o coração dele batendo rapido, e os beijos foram se intensificando. Ela tirou sua blusa e seu sutiã lentamente, como se dançasse para ele. Mesmo com certo pudor no olhar. Suas unhas arranharam as costas de Jason, a respiração dele em sua nuca lhe causava arrepios e seus corpos quentes entravam em uma especie de transe.
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Jason colocou novamente sua camisa militar entreaberta e apoiando as duas mãos no vidro suspendeu a cabeça entre os ombros ofegante.
–- Você sabe que eu estava observando e escutando tudo, certo?
–- Eu sei... -- Longa pausa -- Eu estava, testando...
–- Explique-se.
–- Estava testanto ate onde eu posso ir sem que interfiram, e tambem... É muito facil sustentar uma mentira quando se esta calmo. Agora se a pessoa estiver descontrolada, seja por desejo, raiva, medo ou o que quer que seja, é bem mais dificil. Não concorda? -- Perguntou.
–- Sabe Jason, você ainda pode me surpreender muito...
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