Yuna - O titã das neves em Santa Sampa

2 Explicações, pensamentos e meio


O comunicador de Yuna começou a chamar.

– Yuna? – era Aghata – a equipe laranja está perguntando se já está tudo limpo na sua área cambio.

– Eu já olhei as ruas e prédios, agora vou voltar pra perto do quadrante da Ann--- Eu não acredito!

– O que foi?! cambio – perguntou Aghata preocupada.

– Nã- Nada, pode dizer que aqui tá limpo cambio.

– Yuna ? Oque? Acont-

– Câmbio e desligo.

Yuna se virou para o causal a sua frente.

– Por-Quê vo-cês ainda estão A-QUI?! – Perguntou Yuna falando enquanto andava.

– Relaxa, nós só queremos ver um pouco de magia e tudo mais – respondeu o rapaz.

Como a entrada de magia não tinha nem 20 anos, era muito raro que houvesse expurgadores com mais de 25, o treinamento é longo e não são muitas pessoas que tem coragem de mudar tão radicalmente de carreira a ponto de passar a arriscar a vida eliminando coisas que sempre ouviram não existir. A Yuna fazia parte da geração com conceitos básicos de magia obrigatórios no EF e EM, mas ela tinha menos de 1,60 de altura e uma personalidade explosiva e fica difícil impor respeito com essa combinação.

– Essa área recebeu um aviso de evacuação – continuou Yuna – vocês podem ser presos só por “quererem ver alguma coisa DAQUI”.

A moça, que parecia tão rebelde quanto o rapaz também falou:

– Nem vai acontecer nada aqui mesmo, a gente não conta pra ninguém, você já falou no rádio que aqui está limpo, não falou?

– Posso pedir permissão de prisão agora mesmo – disse Yuna com os ombros levantados e a cabeça abaixada cheia de ódio. Ela não suportava pessoas daquele tipo.

O casal se entreolhou sem preocupações.

– “Se a Ania estivesse aqui tenho certeza que os dois já estariam no outro bairro” pensou Yuna... ela se acalmou – se querem ver alguma coisa vão ver do outro lado da rua.

O casal se entreolhou novamente mas de um jeito diferente.

– Uma Expurgadora asiática de lá apunhalu de dizer para virmos pra cá – disse a moça.

Assim que ela terminou a frase, Yuna sentiu a raiva mais carregada de ódio possível subir por seu corpo. Ela tremeu um pouco e suas próteses fizeram um barulho que assustava. Ela lembrou de todas as vezes que Kamila tinha feito algo do tipo, seus olhos se moviam rapidamente da direita para a esquerda, por fim, como se o casal não estivesse ali, ela se virou para parede ao seu lado e deu um único soco que rachou uns 5 ou 6 blocos de concreto.

– Saiam – Yuna disse definitivamente.

Mais por medo de Yuna, como civil, do que como autoridade o casal saiu andando na direção certa e sussurrando algumas coisas.

Yuna só se virou quando eles desapareceram no horizonte reto da av. Paulista.

– Ania? Cambio – disse Yuna no telefone.

– Na escuta – Ania respondeu.

– Estou indo para perto da sua área, quer esperar o portal se abrir comigo? Cambio.

– Entendido, cambio.

Faltavam 16 minutos para o portal se abrir, os expurgadores que lidavam com magia já estavam posicionados. Havia um enorme circulo com pentágonos e outras inscrições mágicas com uma flor no centro. Tangenciando o circulo havia 16 círculos menores com o desenho da mesma flor no meio onde os expurgadores esperavam.

Aghata estava olhando os círculos mágicos com um binóculo.

Magia não cumpre as regras fundamentais da alquimia, alquimistas não pode fazer chover sem água, magos podem, no entanto é necessário um “artigo” e um “plano” para tal. Por exemplo, os expurgadores anti-portais no chão, de concreto, com um suco de ervas.

Existem várias formas de “driblar” a regra do artigo-plano. Pra fazer fogo, por exemplo, são necessários mais de 4 artigos e precisa de planos específicos como papel, madeira ou tecido. Mas uma pessoa pode usar um símbolo para tele-transporte com lápis 2b em qualquer objeto, e como reação o objeto pegaria fogo! Agora você tem fogo sem usar magia de fogo.

Quando uma magia não funciona as três reações mais comuns são:

1- Não acontece nada (83%)

2- O artigo pega fogo

3- O artigo explode.

Mas isso também pode ser perigoso, alguém que tem como objetivo transportar alguma coisa com certeza não quer que ela pegue fogo.

A Aghata é uma maga muito jovem, mas ela consegue usar o segundo tipo de drible as vezes, esse é realmente difícil. O mago usa a magia do corpo para fazer o desenho mágico. A pintura fica, por exemplo, brilhando de baixo dos seus pés dela. Nela estão contidos todos os elementos que regem a vida e a morte sendo desnecessário o uso de um artigo e até mesmo de um plano.

Isso já foi representado em alguns animes com SCC/ CCS ou outros gêneros Mahou Shoujo.

– “Quando o portal se abrir no céu, e a besta de miasma cair dele, os 16 expurgadores vão abrir um novo portal em baixo. Ele vai imitar o de cima e a besta vai voltar para seu mundo sem nem se quer encostar no nosso” – Aghata pensou isso meio chateada. Ela gostava de trabalhar como Expurgadora, mas ela não gostava de trabalhos pequenos, nem de trabalhos grandes burocráticos, desde a missão de proteger um carro forte da organização terrorista, tudo que ela tinha feito era limpar miasma e preencher papeladas.

– isso é muito chato! – disse com o corpo mole. – “o Sasori estaria fazendo algo muito mais legal agora, ele estaria tentando matar todo mundo e eu apareceria e ajudaria ele, teria uma batalha épica e...” ela estava pensando quando foi interrompida.

De repente, faltando 6 minutos pelo que havia sido previsto, o portal começou a se abrir, um grande rasgo roxo no céu onde se podia ver inscrições mágicas deformadas.