Yume no Naka He
2 Capítulo 2 - Purgatório
Notas iniciais
21 anos
Cor dos olhos: Azuis
Cor dos cabelos: Castanhos claro
Altura: 1,67 cm
As nuvens negras ainda permaneciam no céu. O vento gelado corria sobre as montanhas no horizonte, e com ele, o som da vegetação em movimento se propagava pelo silêncio da estrada em que os três jovens haviam tomado. Nijima e Yume só querem encontrar uma saída, e é por isso que seguem Ryuugu, ainda com várias questões em mente, se deixam levar por terem medo do desconhecido, não fazia sentido nada daquele lugar, era o que pensavam.
Ryuugu: O que foi, estão cansados?
O rapaz parava para observar Nijima e Yume, que se encontravam alguns passos atrás de Ryuugu. A garota se vira para trás, e fita o deserto ao seu fundo. Tudo estava em silêncio, o que trazia desconforto para ela, sentia-se desprotegida andando por ali.
Yume: Só está muito estranho, isso tudo. Estamos andando por mais de 15 minutos, e não encontramos ninguém.
Ryuugu: É natural, oras. Não viu lá atrás? Tudo está sendo tomado, esse mundo está chegando ao fim, quem tem sobrevivido, pode se considerar herói.
Nijima: Então quer dizer que estamos seguros com você (?)
O jovem lançara uma pergunta indireta para Ryuugu, o olhando com certa desconfiança, Nijima é uma pessoa que não confia rápido nos outros, não podia se entregar naquela situação, podia ser uma armadilha.
Ryuugu: Então, é isso que recebo por lhes ajudarem? Essa desconfiança? Bem, se quiserem, podem seguir em frente, seria um fardo mesmo carregar vocês dois nas costas.
Nijima agora fazia uma expressão de desprezo devido á atitude arrogante do garoto.
Yume: Desculpe-o Ryuugu-San! Nijima é assim mesmo... mas tenho certeza que ele está grato pela sua ajuda, nos leve para onde você está indo, por favor!
Nijima: *Droga, o que deu nela pra implorar assim? Não podemos confiar nessa pessoa, de alguma forma, ele me parece muito suspeito, mas... Yume é minha responsabilidade, preciso cuidar dela, e pelo que vi lá atrás, eu não seria capaz de lidar com tudo sozinho. É, fazer o quê.*
O garoto se aproximava de Ryuugu, e com a expressão séria, dizia se abaixando como modo de agradecimento:
Nijima: Obrigado pela ajuda, deixe-nos acompanhá-lo!
Ryuugu: Hm, quem diria. Mas ok, eu pretendia fazer isso desde o começo, vocês não pertencem á esse lugar, não tem porque sofrerem, esse mesmo futuro, ainda lhes aguarda.
Enquanto Ryuugu falava, Yume podia perceber uma pessoa um pouco distante, mais do que depressa, ela grita.
Yume: Eiiiii, aqui!
Nijima imediatamente ficara surpreso com a atitude da garota, e ao mesmo tempo, nervoso, ela poderia tê-los colocado em perigo.
Nijima: O que ta fazendo? Não podemos confiar assim nas pessoas, e se ele for um cavaleiro do céu?
Ryuugu: Ele não é. Não está vendo aquelas roupas?
Ao olharem mais atentamente para a pessoa, os três perceberam que era um senhor, bem velho, que mal conseguia andar. Rapidamente, eles correm em sua direção, e ao alcançarem, começam com as perguntas.
Nijima: O senhor está bem? Está sozinho?
O velhinho era bem magro, parecia estar sofrendo, tal visão deixava todos com o coração partido, ele parecia faminto, precisavam ajudá-lo.
Ryuugu: Você mora por aqui? Qual seu nome?
O velhinho apenas olhava fixamente para os três, com a coluna inclinada para baixo, não entoava nenhuma palavra, apenas mantinha sua expressão dolorosa.
Yume: Você..de onde veio? Poderia nos apontar?
Imediatamente, o velho se virava aos poucos, e apontava para as montanhas, parecia tremer, enquanto seus olhos lacrimejavam.
Nijima: Então ele veio das montanhas?
Ryuugu: Ei, olhando bem...
Ryuugu vira uma árvore seca, perto dali, ele corria rapidamente em sua direção, e com apenas um movimento, conseguiu escalá-la. De cima, ele podia ver o que se encontrava no horizonte.
Yume: Viu alguma coisa?
Ryuugu: Certamente tem uma casa lá, deve ser lá que ele veio.
Nijima: Então precisamos levá-lo de volta.
No instante em que Nijima dissera tais palavras, o senhor lhe olhava com expressão de raiva misturada com medo, e se afastava do garoto.
Nijima: O que houve? Lá não é a casa do senhor?
Como resposta, o velhinho só balançava a cabeça negativamente, e começara a chorar. Parecia não ter mais forças, ele então caíra no chão ajoelhado, e pegando um canivete que estara em seu bolso, abrindo-o, escreve na terra: “Salvem-nos, por favor.” Logo após, ele apontara a lâmina para seu pescoço, e com suas últimas forças, retirava sua vida. Os jovens olhavam perplexos para tal cena. Nijima cobria os olhos de Yume para ela não ver o sangue escorrendo.
Yume: O que foi isso? ...
A garota encolhida nos braços do amigo sentia medo, enquanto Ryuugu e Nijima, sabiam que algo estava errado.
Ryuugu: Salvar quem?
Nijima: Talvez as pessoas que estão naquela casa?
Ryuugu: Não tem ninguém lá. Vamos embora.
Nijima: Ei, o que você ta dizendo? Ficou bem claro que ele queria que a gente salvasse quem quer que esteja naquela casa.
Ryuugu: É por isso que ele acabou se matando? Não nos interessa essas pessoas, todos vão ser levados no fim. Não querem salvar suas peles?
Yume: O que você ta dizendo? Esse ainda é o seu mundo! Se não puder ajudar as pessoas, que sentido fará viver, mesmo que sejam seus últimos momentos?
Nijima: Não importa quem esteja lá, ou se vamos entrar em perigo, esse senhor nos fez como último pedido.. implorando pela nossa ajuda. Ele sabia que não podia fazer nada, mas nós ainda podemos. E eu não vou ficar parado e me esconder, eu vou ajudar esse senhor.
As palavras de Nijima de alguma forma conseguiram passar uma idéia á Ryuugu de quem ele realmente era, o jovem, por sua vez, acabou se rendendo novamente ás palavras do rapaz.
Ryuugu: Vão se arrepender disso, mas, é interessante, mesmo vocês sabendo que podem voltar pra casa, com um mundo tranqüilo á sua espera, ainda querem ajudar as pessoas daqui.
Yume: Talvez não seja por essa razão que estamos aqui?
Os três então caminham em direção a casa próxima as montanhas. Parecia um lugar vasto, de dois andares. Ao ficarem mais pertos, podiam ver que na entrada se encontrava um rapaz que parecia um oficial, ele portava uma arma. Ryuugu pede para os dois esperarem, e então, vai conversar com o homem.
Ryuugu: Olá, boa tarde. Sabia que armas não fazem efeito algum com os soldados de Deus?
O homem, após ouvir a ironia do garoto, expressava um sorriso de sua face que antes fora robótica, e respondia-lhe:
- Talvez, mas, eu tenho certeza que com ela posso machucar você e seus amigos.
Ryuugu: Então é esse seu objetivo?
Colocando uma das mãos na cabeça, o homem apontava para o que parecia uma placa, onde indicava o nome do local: “The purgatory”.
Ryuugu: É, eu sei que está escrito ‘o purgatório’, mas, e aí?
- Não ouviu falar dos purgatórios então? Haha, é, pelo que parece você é bem ingênuo, trajando essas roupas, você e seus amigos parecem ter vindo de longe, então deixe-me explicar. Aqui, como o próprio nome diz, é um purgatório, ou seja, um local para as pessoas se redimirem de seus pecados. Mas não pense que fazemos jus literalmente ao nome, não há torturas, e nem nada do tipo, apenas tentamos fazer as pessoas se tornarem boas.
Ryuugu prestava atenção, mas mesmo assim, a conversa do rapaz ainda lhe era estranha.
Ryuugu: Em outras palavras, as pessoas fazem o bem nessa casa?
- Aqui só recebemos pessoas que cometeram algum pecado no passado, e estão com medo de serem levadas para o inferno, com isso tudo que está acontecendo. É por isso que Deus resolveu criar essas ‘instituições’, para as pessoas se redimirem, e irem tranquilamente para o céu. Aqui cuidamos de crianças e idosos, além de termos um grupo de oração, não sabemos ainda se isso irá perdoá-los completamente, mas não custa tentar.
Ryuugu ao ouvir que eles cuidavam de idosos, ficara com um enorme ponto de interrogação na cabeça. Quem estaria dizendo a verdade? O velho acabou se matando, o que não passou tanta confiança da parte dele, mas acreditar nisso, também não era o ideal a se fazer, sem ao menos observar. Com um sinal assoviando, o garoto chama os dois jovens que estavam próximos dali, o ‘segurança’, então os indaga:
- Então, o que posso fazer por vocês? =]
Ryuugu explica toda a estória para Nijima e Yume, que também ficam com uma pulga atrás da orelha, Nijima então, ansioso como é, decide ir logo ao ponto.
Nijima: Encontramos um senhor a poucos metros daqui. Ele parecia ter vindo daqui, na verdade, não tinha como ele vir de outro lugar.
- E agora, onde ele está?
Yume: Morto. Ele se suicidou na nossa frente, e antes, escreveu no chão “salvem-nos”.
Ryuugu: Agora fica a grande questão. Salvar quem? Talvez quem estão mantendo aí dentro?
O homem se lamentava pela morte do senhor, e agora com uma expressão triste, respodia-os:
- Não... vocês estão errados! Não fazemos nada além do bem por aqui, porque manteríamos as pessoas presas?
Nijima: Eu não sei, mas como explica o que aconteceu?
O segurança não conseguia mais falar nada, até que ao seu encurralado, uma mulher abre o portão central, e responde Nijima.
Margaret: Então, Jitoshi se matou? Eu sinto muito...
Os três fitavam a senhora com certa suspeita. Ela trajavam belas roupas, parecia ser a proprietária do lugar.
Nijima: Conhecia ele? Então ele veio mesmo daqui?
Margaret: É claro, Jitoshi era um dos mais velhos daqui, mas não entenda errado. Desculpe Yasu, por te deixar nessa. Bem, peço perdão pra vocês, o nosso segurança aqui acabou mentindo, nós deixamos Jitoshi ir.
A cada segundo que se passava, os três ficavam ainda mais com receio do que iria acontecer em seguida, como ela podia estar contando aquilo tudo com toda tranqüilidade?
Yume: Então você está dizendo que é responsável pela morte dele? Quem está aí dentro?!
Yume já irritada, esbravejava com a senhora, buscando explicações.
Yasu: Foi minha culpa, eu não quis lhes contar por medo que desconfiassem da instituição mas...
Margaret: Ele queria sair de todo jeito, estava louco. Tentamos de tudo para curá-lo, mas ele não parava de chamar por sua família, mesmo sabendo que eles estavam mortos. Não havia remédio que curasse sua ansiedade, ele tentou fugir por várias vezes, se recusava a comer ou a sair da cama. Até que nessa manhã, vimos que ele estava morrendo, e como sua vontade, o deixamos ir. Não podíamos fazer nada, eu sinto muito.
As palavras da senhora ainda não pareciam de total confiança, mas parecia uma versão coerente, porém, Yume ainda queria investigar o lugar.
Yume: Podemos entrar? Se não tem nada demais, não se importaria de nos deixar ficar por algumas horas, né?
Ryuugu: Haha, agora viramos a vigilância sanitária de azilos?
Margaret: Querida, todos são bem vindos aqui, você verá que esse é o local ideal para vocês ficarem. Não deviam estar andando por essas terras sozinhos, vamos, entrem, farei um café para todos vocês!
Yume cutucara o braço de Nijima, e dizia em tom de voz baixo:
Yume: Cara, isso não ta estranho demais?
Ryuugu: Com certeza, simpatia assim não se encontra mais ‘nesse mundo’.
Nijima: Como diabos conseguiu ouvir ela cochichando? e-e
Sem demandas, os três se decidem, e entram no purgatório. Ao andarem pelo local, eles podem ver diversos tipos de pessoas, desde jovens, crianças, idosos, pessoas doentes e até mesmo bebês. O que mais viam por lá, eram pessoas rezando, implorando por sua ida ao céu, além do que, também percebiam pessoas se auto-flagelando, o que entrava em contradição com o que o segurança na entrada dizia.
Ryuugu: Desculpe senhora, mas, essas pessoas estão se torturando? Se eu bem ouvi, o soldadinho lá fora disse que eles não recebiam nenhum tipo de tortura. Pelo visto, ele só sabe mentir.
Margaret, ainda sorrindo, respondia Ryuugy:
Margaret: Não seja tão desconfiado, jovem! Ele mentiu pois teve medo, a missão dele é proteger esse local, nunca se sabe quando pessoas de mal caráter podem querer acabar com tudo. A ordem dele é não deixar ninguém entrar.
Yume: Isso não explica as torturas.
Margaret: Meu bem, acha que chegar até Deus é fácil? Veja.. as pessoas daqui, elas não são normais. Alguns aqui não fizeram nada, só estão aqui por precaução, mas também tem aqueles que tem fortes pecados, esses, por conta própria, preferem demonstrar á Deus que estão arrependidos dessa maneira. E talvez eles estejam certos, Deus vai compensar toda essa dor.
Ryuugu: Hahaha. Me perdoe, mas acredita mesmo nisso?
Antes que Margaret pudesse responder, eles eram interrompidos por Haruka Tsukiyama, empregada do local.
Haruka: Com... licença? Eu só vim avisar que o café está pronto na sala de visitas.
A voz da garota era doce aos ouvidos de todos, parecia uma donzela ingênua.
Margaret: Oh, obrigado por nos avisar Margaret-Chan. É melhor conversarmos debarriga cheia, não? Vamos, podem comer a vontade, aqui nunca falta comida. Só quero tirar essa desconfiança de dentro de vocês.
Os três, ainda confusos, seguem a empregada, e chegam até uma linda sala, que parecia não ser tão usada. Eles se sentavam nos sofás no centro da sala, e Margaret então, dizia para se servirem.
Margaret: Vocês me dão licença por um instante? Eu sou a responsável por dar banho em alguns dos bebês por aqui. Suas mães os deixaram... sem mais, nem menos, e agora as crianças estão sobre nosso cuidado. Quando voltar, responda o que quiserem.
Yume: Não se preocupe...
Ryuugu: É, parece que no final, eles querem apenas cuidar de todos mesmo.
Nijima: Eu não ficaria tão despreocupado assim.
Quando Yume se preparava para comer um pedaço de torta, Nijima a repreendia.
Nijima: EI, o que pensa que ta fazendo? Essa é a maneira mais tola de acabar com a gente, nos envenenando.
Haruka, que ainda estava no local, se aproxima dos sofás, e tenta deixar o garoto mais tranqüilo.
Haruka: A comida foi toda feita por mim... não precisam se preocupar, eu juro que não tem nada.
Nijima olhara para ela, e de alguma forma, com seu jeito desconfiado de ser, podia confiar nas palavras da garota.
Nijima: Coma, Yume.
Ryuugu: Então quer dizer que basta ter uma voz doce pra você ficar todo mole, é?
Nijima: Idiota, eu sei quando uma pessoa está mentindo, já passei muito por isso..
Haruka: Eu não teria motivos pra fazer mal á vocês, não eu...
Nijima: *Não ela?*
As palavras da jovem deixavam Nijima ainda mais desconfiado sobre aquele lugar. Pessoas se torturando, bebês abandonados, pessoas que parecem loucos religiosos que só sabem rezar, aquilo era suspeito. Até que ele teve uma idéia que poderia acabar com essas suspeitas.
Nijima: Já que todos parecem bondosos por aqui, então, poderia me apresentar o local, empregada-san? Antes de tudo, meu nome é Nijima, e você...
Haruka: Sou Haruka Tsukiyama, mas pode me chamar como quiser... e quanto ao seu pedido, eu... não sei.
Nijima: Ué, que mal tem dar uma volta por aí?
Ryuugu: Está querendo flertar com ela, né?
Nijima: Cale a boca idiota e_e
Haruka: Acho que não tem problema. Eu te levo pra onde quiser.
Yume: Tome cuidado, Nijima-Kun.
Ryuugu: Pelo visto, tem alguém aqui com ciúmes... *assovia*
Yume: *Enfia um pão na boca dele*
Nijima caminhava junto á garota pelos arredores da casa. Era um local bem grande, maior do que visto por fora. Haviam cômodos onde velhos e doentes repousavam, salas de oração, alguns preferiam rezar sozinhos, outros, ficavam em grupo.
Nijima: Não entendo... o ‘diabo’, ou como quer que falem por aí, não pode simplesmente vir aqui e acabar com a festa?
Haruka: Bem, existe uma regra quanto á isso. Deus não permitiria esse tipo de coisa, mas em troca...
Nijima: Em troca, o diabo tem seu próprio purgatório, não é?
Haruka: Mas me pergunto, como as pessoas poderiam fazer o mal e quererem ir pro inferno x_x
Nijima: De onde eu venho, pelo menos, com dinheiro e luxúria se ganha tudo, e a maioria fica cego por essas coisas, eu aposto que os purgatórios do diabo estão cheios.
Haruka: Você..
Antes que a garota pudesse continuar a falar, ela ouve a voz de Margaret conversando com alguém, ela parecia se aproximar, Haruka então com medo, pega na mão de Nijima, e o puxa para dentro de um quarto, eles então, se fecham lá. Nijima sem entender tal atitude, a questiona:
Nijima: Que diabos aconteceu?
Haruka: Margaret-San me proibiu de trazer qualquer pessoa nova pra essa parte de cima, então se ela nos visse...
Nijima: Então por que me trouxe aqui?
Haruka: Eu.. não sei x-x
Nijima: Posso ver suas mãos?
Haruka: O quê?
A garota não entendia a pergunta de Nijima.
Nijima: Sua mão esquerda, mostre-a.
Ao mostrá-la para Nijima, parecia receosa, e virava seu olhar. O rapaz podia observar marcas profundas nos pulsos da menina, que conseguiu sentir quando ela segurou em seu braço, e ele fez o mesmo.
Nijima: Eu quero toda a verdade, Haruka-Chan, por favor.
Haruka parecia com medo, estava prestes a chorar, e se recusava a dizer.
Nijima: Você está se torturando? Ou isso poderia ser...
Antes de terminar sua fala, alguém abre a porta violentamente. E de trás, aparecem um homem gordo, acompanhado de Margaret.
Zun: Ora só, o que está acontecendo aqui? Esse é seu convidado, Margaret-San?
Haruka: Eu eu... Margaret-San...
Nijima logo ficara de pé, e se colocara na frente dos dois.
Nijima: Eu pedi pra ela me mostrar a casa, tem algum problema com isso? O que vocês escondem aqui? Por que não é permitido á entrada dos ‘visitantes’?
Margaret: Como sempre, bem exaltado. Deus não aceita pessoas nervosas no céu, sabia?
Zun: Deixe pra lá, Margaret-San, são apenas garotos, eu quando era jovem também era bem curioso mas, se ele quiser ver o que tem lá no fundo, eu posso mostrar.
Margaret: O que você acha que tem aqui, garoto?
Nijima suara frio, não sabia o que fazer nessa situação.
Nijima: Não sei... algo que queiram esconder da gente?
Margaret: Exatamente, lá na última porta, guardamos remédios, remédios que ajudam as pessoas doentes aqui. E caso você não saiba, tem muitas pessoas aí fora que trabalham para o mal, se não percebeu, estamos em um confronto entre Céu e Inferno, e não podemos dar brechas. Agora, vocês não confiam na gente mas, o que nos da direito a confiar em vocês, hein? Poderiam bem querer acabar com tudo por aqui.
Nijima: Se quiséssemos, já teríamos feito.
Zun: Acalmem-se, não devemos deixar o mal entrar aqui! Jovem, desculpe se passamos uma má impressão, mas pra provar que não somos nada mais que uma nova igreja, ou melhor dizendo, a última igreja, passe a noite aqui, e converse com os moradores.
Margaret: E aí então, ambos podemos confiar um no outro, não é?
Zun: Agora Haruka-Chan, venha comigo, Tomitaki-Chan está chorando sem parar, e você sabe, só você consegue acalmá-lo.
A garota com cara de desânimo, apenas obedece as ordens do homem, e desce com ele. Nijima sem argumentos contra a senhora, apenas volta para a sala de espera. Ele explica para seus amigos que não conseguiu nada, além de mais dúvidas, e que as pessoas dali pareciam ser realmente boas. Yume e Ryuugu concordam em passar a noite por ali, revezando os horários para dormirem, já que não podiam confiar 100% no que diziam. Mas ainda tinha algo que preocupava Nijima, as marcas em Haruka. Ela não parecia ser uma garota que se flagelava, aquilo, certamente, era outra coisa. Ao chegar da noite, os três iam para um quarto com 4 camas, Ryuugu seria o primeiro a ficar de guarda, enquanto os dois dormiriam por 3 horas. Ao Yume pegar no sono, Nijima logo se levantara, colocava seu tênis, e ia em direção a porta.
Ryuugu: Ei, ta indo onde?
Nijima: Ao banheiro, preciso até dizer isso?
Ryuugu: Você foi ao banheiro uma hora atrás, quer mesmo que eu acredite.
Nijima: Você é mais esperto do que parece.
Ryuugu: O que quer que vá fazer, tome cuidado.
Nijima: Vou apenas conferir uma coisa, e já volto. Cuide da Yume, por favor.
Ryuugu: Parece que sua confiança sobre mim aumentou.
Nijima então caminhara lentamente para não ser percebido pelos corredores da casa. Ao Haruka sair com o rapaz da sala onde estavam, ele pode perceber que os dois tinham ido para a sala aos fundos, onde Margaret dizia estar os remédios, e de lá, não parecia vir nenhuma criança chorando. O garoto caminha sorrateiramente até o local, não encontrara ninguém pelo corredor, tudo parecia silencioso. Finalmente chegara no corredor onde já estivera, e podia ver que a última porta estava entreaberta. Sem esperar, ele se aproxima, e cuidadosamente, a abre.
Nijima: Mas que porra é essa?
O que ele vê, é Haruka algemada na beira da cama, sem roupa, desmaiada e com vários machucados. Agora ele tinha certeza, o velho estava lúcido
Fale com o autor