Notas iniciais
Genteee, aqui está o capítulo completo. Desculpe a demora!>.

Corri pelas ruas desesperada.
Passava por entre sem pedir licença, ou desculpas.
Não podia perder nenhum segundo.

Não parei diante a enorme escadaria do templo.

"Vou ser forte por todos nós.Mas ajudem a mamãe, por favor."-roguei mentalmente.

Tinha medo de que se eles se mexessem, a dor aumentasse.
Ou acabasse machucando eles de alguma forma.
Mas graxas aos céus terminei o obstáculo pouco tempo depois.

Corri para dentro de casa, ainda com os sapatos.
Abri os armários, nervosa.

-Mãe! Souta!- gritava.

Precisava encontrar meu kit de primeiros socorros, e meu livro de medicina natural.
Mas por mais que procurasse, parecia que ambos havia sido sugados pela Kazana do Miroku.

-O que houve, filha?-minha mãe desceu as escadas preocupada.

-A história é longa, mãe. Mas eu preciso saber aonde está minha mochila agora.

Ela me encarou durante alguns momentos, notando o desespero e a decisão estampados no meu rosto.

-Mãe, se eu não voltar agora, Inuyasha vai morrer.- olhei no fundo dos olhos dela- Mesmo depois de tudo que ele fez comigo, eu o amo. Sempre vou amá-lo. Por favor, não me peça para não ir. Eu nunca te desobedeci, e não quero que haja uma primeira vez.

Ela ficou em silêncio durante uns instantes, e depois me abraçou forte.

-Por tudo que é mais sagrado nesse mundo Kagome, não se esforce muito. Se sentir que tem alguma coisa errada com você ou com as crianças, volte na hora.

Concordei com um aceno. Não tinha palavras para responder nada. Principalmente depois que vi as lágrimas no rosto da minha mãe.
Ela subiu as escadas, retornando segundos depois com a minha mochila.
Sorri para ela, mostrando que ficaria bem.
Depois desapareci pelo corredor.

Não queria que ela me visse chorando também...

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Pulei no poço, sem hesitar.
Na minha casa um único objetivo: encontrar Inuyasha.

Se eu o encontrasse vivo, apenas avisaria para tomar cuidado pelos próximos dia, e voltaria para casa.
Se não...
Balancei a cabeça afastando o pensamento.

"É melhor não pensar nisso, agora"

Poucos instantes depois estava observando o céu escuro, sob minha cabeça.
Estava na era feudal. O lugar que sempre estava em meus sonhos e que eu imaginava nunca mais regressar.

Joguei minha mochila, para aliviar o peso, e escalei o poço.
Foi muito mais difícil do que eu me lembrava.
Mas acabei conseguindo por fim.

Mal meus pés encostaram na grama, e eu voltei a correr.
Arfava.
Era como se o ar estivesse mais pesado a cada minuto.
Me sentia correndo sobre um lago.
Precisava usar toda a minha força para manter minha pernas em movimento.

"O que está acontecendo?"-pensei desesperada

Minutos depois estava no vilarejo.
E ali estava um caos.
Pessoas corriam de uma lado para o outro, e crianças gritavam.
Homens armados, entravam no bosque, aonde de longe podia se fumaça e rugidos.
Consegui pegar um arco com um deles, e flechas.
Depois parti para a floresta.

Sem fazer idéia do que me esperava ali.

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Eu me sentia como se fosse desmaiar a qualquer momento.
Meu corpo reagia de forma lenta, então demorei muito mais do que esperava para chegar na clareira.
Não sentia dor, não sentia coisa alguma.

E essa dormência me preocupava.

Me escondi atrás de uma árvore, enquanto recuperava minhas forças.
Meus amigos lutavam juntos contra um enorme oni, que se regenerava a cada golpe.
Até mesmo Shippou e Kirara atacavam sem descansar.

Eles tentavam a todo custo impedir que o monstro alcançasse o vilarejo.
Mas o cansaço estava estampado no rosto de todos.

Preparava minha primeira flecha quando vi uma segunda, que cruzou o céu acertando o yokai.
Mas não foi o suficiente para ele cair.

Segui com os olhos a origem da flecha e encontro uma mulher sem nenhuma expressão no rosto...
Kikyo.

Ela também lutava para salvar o vilarejo, junto com todos os outros.

Meu coração apertou no peito.
Ela estava ali, tomando meu lugar.

"Não... Ela apenas voltou para o lugar que sempre pertenceu a ela"- pensei

Não fazia sentido ficar ali.
Kikyo era uma sacerdotisa e uma arqueira muito melhor do que eu.

"Aonde eu estava com a cabeça quando voltei pra cá?"- me perguntei enquanto me virava para ir embora.

-Cansei de ficar assistindo.

Me virei instantaneamente quando ouvi a voz.
Inuyasha saía das sombras da floresta opostas a mim.

A Tensaiga estava em uma de suas mãos e um sorriso confiante brincava em seu lábios.
Seu cabelo negros estavam tão bagunçados quanto eu me lembrava.
Mas diferentemente, naquela noite seu corpo inteiro estava ferido.

“... depois de uma batalha bem sangrenta, o hanyou saiu bastante ferido.
Então outros yokais aproveitando de sua fraqueza, resolveram atacá-lo a noite quando este estava em sua forma humana.”


Inuyasha partiu para cima do yokai, ignorando completamente os gritos dos outros para que ele parasse.
O monstro, se esquivou com facilidade dos golpes dele, e com sua pata enorme acertou o hanyou em cheio.

Ele voou alguns metros, antes de bater com as costas em uma árvore.
O impacto foi tão forte, que ela chegou a tremer.

Kikyo colocou-se na frente de Inuyasha, atirando em cheio no yokai.
A criatura se irritou, e jogou-a para longe também.

Inuyasha semi-desmaiado chamou o nome dela.
Mas não teve forças para impedir o ataque do oni.

A criatura levantou sua pata, pra acabar de vez com o hanyou....
E começou a urrar de dor.

Todos se surpreenderam, e olham para trás do bicho.
Onde eu, bem no principio da clareira preparava minha segunda fecha.

-Morra!!!!!

Ela atingiu em cheio as costas do anima, atravessando seu corpo.
Segundos depois, a criatura tombava no chão, sem vida.

-Acabou....exclamei caindo de joelhos.

Usai minhas ultimas energias nessa flecha purificadora.
Então, mal tinha forças para respirar.
Sango e Shipou correram na minha direção, me amparando.
Enquanto Kirara, e Miroku tentavam ajudar Inuyasha a se levantar.

-Você não deveria ter vindo aqui.

Olhei a sacerdotisa, sem forças para responde-la.

-Kikyo, Kagome salvou todos nós.-Miroku falou mas foi ignorado.

-Eu disse para você não voltar. Esse não é nem nunca será seu mundo.E agora vai pagar as conseqüências de seus atos.

Segurei firmemente o braço de Sango.
Finalmente havia entendido o porque de eu estar tão mal.

-Sango, me tire daqui- falei num fio de voz.

A exterminadora concordou na hora, chamando Kirara.

-Monge, vou levar a Kagome-chan para um lugar seguro.-ela falou me ajudando a montar na yokai- Depois retorno para buscar Inuyasha.

-Não precisa.

O hanyou me olhou fixamente. Seus olhos mostravam uma preocupação enorme.
Muito maior do que a dor que ele devia estar sentindo naquele momento.

Virei meu rosto para o outro lado, e começamos a voar, rumo ao vilarejo.

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Eu não tinha força para me equilibrar na Kirara, então minha amiga me segurou pela cintura.
Mesmo de costas, pude perceber a surpresa de Sango.

A camisa, estilo kimono, que eu estava usando enganava, mas minha barriga estava gigante.

- Ele não sabe.-falei depois de algum tempo

-Mas você devia contar Kagome-chan.

-Eu vou dizer, mas não agora. Por favor, Sango, deixe que eu mesma fale.

-Tudo bem- a morena concordou a contra-gosto- Mas o que aconteceu com você na clareira?
Agora você parece estar bem melhor.

-Kikyo.

-O que?- a garota perguntou confusa.

Suspirei. A história era bastante confusa, e eu sempre fui péssima para explicar qualquer coisa.

-Eu e Kikyo dividimos a mesma alma. Como ela ficou com uma parte muito pequena, ela precisa se alimentar de espíritos. No começo, quando eu me aproximava demais dela, acabava sugando o pouco da alma original que restava. Só que pelo jeito ela conseguiu reverter a situação.

Kirara desceu suavemente em frente a cabana da Kaede.

-Ela está sugando a minha alma, agora. -conclui

Desci com cuidado da yokai, apoiando em Sango para manter o equilíbrio.
Kaede estava na porta da cabana, e se surpreendeu ao me ver ali e daquele jeito.
Coloquei um dos braços no ombro da minha amiga, e entramos.

Kaede, preparou uma cama improvisada, e eu me deitei ali.
A dormência voltava rapidamente, e eu tinha certeza que Kikyo estava vindo...
Junto com o Inuyasha...

Olhei para a senhora, me esforçando para manter os olhos abertos.

-Por favor, senhora Kaede. Não deixe que Kikyo se aproxime de mim, e principalmente não deixe Inuyasha entrar aqui.

Já que está deitada, o pano da blusa não escondia o volume do meu ventre, e eu não queria dar explicações para ele.
Queria adiar esse notícia o quanto pudesse.

Fechei os olhos, para poupar o pouco de energia que eu tinha, quando uma dor muito forte me faz tornar a abri-los.
Parecia que eu estava sendo cozinhada viva, de dentro para fora.
E a origem das brasas vinha apenas de um ponto: Minha barriga.

Comecei a gritar.
Kaede e Sango, tentaram me acalmar, mas não conseguiram.
A dor era insuportável.

-O que está acontecendo com ela, Kaede-sama?- Minha amiga perguntou preocupada, enquanto tentava me fazer parar de me debater.

A sacerdotisa não disse nada, e colocou ambas as mãos no meu ventre e entoou palavras que eu não consegui compreender.
Aos poucos, a dor foi diminuindo, até que se tornou quase desaparecer.

Respirei fundo, mas não tinha forças para me mexer.

-Ela está bem.Só precisa descansar- Kaede respondeu acalmou minha amiga- Mas agora temos visitas...

Eu gelei.
O que faria se fosse o Inuyasha? Mal tinha forças para abrir a boca. Como poderia reagir?
Estava indefesa.

Mas não foi o hanyou que cruzou a porta e sim um yokai lobo.
Ele olhou para mim, e parou por meio segundo.
Então, depois continuou a caminhar na minha direção.

--Senti seu cheiro e corri para cá o mais rápido que pude.

-Kouga...

-Shhh -ele colocou o dedo nos meu lábios- Não se esforce.

Afirmei balançando muito levemente a cabeça.
Kouga não me julgava com olhares, mas sim estava verdadeiramente preocupado comigo.
Ele nunca escondei que era apaixonado por mim, e eu, por minha vez, deixava bem claro meu grande afeto por ele, mas de amizade apenas.

Eu mais do que qualquer um entendei o que ele estava sentindo...
Amar alguém e não ser correspondido.
E podia saber o quando deveria doer, saber que eu estava grávida de outro.
Mas ele continuou ali, sorrindo para me acalmar, e contando histórias dele e de seu clã.

Me distrai conversando com o yokai, que só reparei que Sango havia saído, quando a ouvi gritando.

-Quantas vezes vou ter que repetir que eu não vou deixar você entrar na cabana.

Kouga e eu ficamos em silêncio olhando para a porta.

-Não interessa. Eu sinto o cheiro daquele lobo fedido ai dentro, e eu não vou deixar ele fazer nada com a Kagome.

Me encolhi. Inuyasha estava irritado, e mesmo se ele tivesse que brigar com a Sango ele entraria.
Kouga viu meu desespero e passou de leve a mão no meu rosto.

-Fique tranqüila. Eu vou dar um jeito na situação lá fora.

Olhei para ele assustada. Não queria que eles brigassem.
O yokai pareceu ler meus pensamentos e sorriu.

-Não se preocupe. Por mais que eu queria dar uma bela surra naquele cara de cachorro, não vou machucá-lo.Apensa vou colocar um pouco de juízo na cabeça oca dele.

Ele deu um beijo leve na minha testa, e saiu.

Fiquei quieta, ouvindo tudo que acontecia lá fora.
Rezando para que só para variar Inuyasha não bancasse o idiota.

-Mulher, é melhor você entra e ficar com a Kagome.-o yokai falou

Sango não questionou e fez o que ele disse.
Ela sentou-se do meu lado, segurando minha mão.

-Kagome-chan, que susto você nos deu.

Retribui o sorriso dela. Sango era sem dúvida minha melhor amiga de verdade.
E eu senti muitas saudades dela.

Era mais que uma irmã para mim, nesse mundo tão diferente do meu.
Mas apesar de tudo isso, não consegui prestar atenção em uma única palavra dela.
Estava completamente concentrada em tentar ouvir, sem sucesso, o que os rapazes diziam.
E isso me agoniava, muito mais do que a leve dor que eu ainda sentia.

Resolvi me concentrar nesse problema e ignorar a presença do hanyou do lado de fora da cabana.
Precisava descobrir como e porque aquilo aconteceu.
Sentia dores, normalmente.
Mas nada poderia ser comparado, as brasas que me queimavam há pouco tempo atrás.
Tinha muito medo de que isso afetasse as crianças de alguma forma.

Não demorou muito para que meu plano desse certo, e eu me perdesse completamente em meus pensamentos.
Porém, minutos depois comecei a sentir a mesma coisa da clareira.
Não consegui ouvir nada, minha visão foi ficando cada vez mais turva...
Com dificuldade, virei meu rosto em direção a porta, e confirmei minhas suspeitas...

Kikyo havia entrado na cabana.

Logo em seguida, meu mundo escureceu....

Notas finais
Beijos e Borboletas azuis!^-^