Yulia Chase
4 Quadribol
Pov. Yul
A semana passou rápido sem eventos marcantes. Infelizmente já era sábado, o dia do teste de quadribol. E sim, eu, nem mesmo com minha mente brilhante, consegui me livrar dessa, ou seja, eu to ferrada.
Bem, eu acordei basicamente sendo expulsa do quarto por duas doidas loiras ( é, a Lis resolveu ir me acordar para garantir que eu fosse ). Me arrumei, e fomos para o SP onde nós encontramos com o resto do povinho e fomos para a quadra.
Eles ficaram nas arquibancadas e eu fui para o vestiário, onde eu estava quase desmaiando ( de verdade ), mas eu mesmo que eu estivesse desmaiada me fariam fazer o teste então era melhor eu me manter bem acordada.
Como eu ia fazer o teste para apanhadora eu seria uma das últimas a fazer o teste, quando finalmente chegou a hora disso explicaram que todos que queria essa posição ( ou, que como eu, estavam sendo forçados a isso. ) iam subir nas vassouras e que pegasse o pomo primeiro seria o apanhador. Ele apitou e começamos.
O começo não foi tão mau assim eu consegui me equilibrar na vassoura e andaram pouco com ela, teria continuado fazendo isso até pegarem o pomo, mas algum desgraçado resolvem passar por mim as pressas e me desestabilizar. Depois disso só sei que comecei a subir muito alto e muito rápido até que eu vi o pomo vindo na minha direção, tentei desviar, mas cai da vassoura, agarrei alguma coisa e tudo ficou escuro.
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Eu acordei na AH com a Sapphire sentada do meu lado com cara de tédio. Fiz o mais óbvio e perguntei:
– O que aconteceu?
–Você caiu da vassoura, nós corremos para a quadra, o Fred te segurou e você pegou o pomo. Ah e você está aqui a três dias. — ela respondeu e logo após chegou o Nick Taylor, capitão da equipe de quadribol da Corvinal.
–Parabéns, você é a nova apanhadora da Corvinal. — Ele me parabenizou e eu olhei para ele com cara de "você está ficando louco?"
–Mas eu cai da vassoura!!!!- argumentei.
–Mas pegou o pomo. — ele respondeu e saiu.
–Ah, que ótimo! — ironizei e depois perguntei — Que horas são?
–Duas da tarde. — ela respondeu
–Não era para você está na aula? — perguntei
–Era, mas eu perdi a chave do quarto e estava esperando você acordar para pedir a sua emprestada. — ela respondeu.
–E por que você não pediu outra para o professor Flitwick?
–Preguiça. — ela respondeu e eu dei a chave.
Pouco depois que ela saiu Madame Pomfrey disse que eu poderia sair à noite, então passei a tarde inteira lendo.
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Pov. Lis
Eu estava no SC conversando com o povo e aproveitando meus cabelos( agora loiros ) quando uma morena desajustada e desregulada chega.
–Voltei! — era a Yulia, que não fez cerimônia ao sentar no braço da minha poltrona e pegar o celular. Peraê, celular? Todos olhamos para ela e Lily perguntou:
–Isso é um celular?
–Não, é a minha cama. É claro que é um celular! — A Yul respondeu enquanto digitava algo.
–Mas como isso está pegando em Hogwarts? — Rose perguntou.
–Magia. — Ela respondeu irritada.
–É como é que isso não atrai monstros? — foi minha vez de perguntar.
–Merlin, Atena, Poseidon, Morgana, seja lá quem for daime paciência — ela murmurou antes de responder. — Magia!
–E com quem você está falando? — Fred perguntou.
–Com uns amigos meus, vocês não conhecem. — ela respondeu já impaciente.
–Que amigos? — perguntei.
–O Felipe e a Mallu.
–E de onde você conhece eles? — questionei
–Da Califórnia.
–E o que é que você foi fazer na Califórnia? — Continuei
–Passear, visitar meus pais, o que você acha que eu faço quando estou sozinha? Paro de existir? — ela se enfezou e se virou para sair, mas continuou — Eu tenho uma vida sabia?- e saiu de vez.
Pov. Yul
Ok. Eu precisava me acalmar antes que fizesse alguma besteira, resolvi pensar nas opções de lugares para eu ir:
Meu dormitório
Sala precisa
Hogsmeade
Acampamento
Califórnia
Beco diagonal
Salém
Bem, meu dormitório a chave estava com a Sapphire, a sala precisa era muito óbvia, Hogsmeade tinha gente demais que me reconheceria, acampamento tinha o Quíron, Califórnia eu poderia encontra o Felipe ou a Mallu ( eles são trouxas e mortais ) que ficariam curiosos para saber como eu fui da Inglaterra para os EUA tão rápido e Selém, bem, era uma escola. No fim a opção que me restou foi a cozinha( sim, eu sei que não estava na lista mas... ), e lá fui eu, para a cozinha desabafar com os elfos.
Cheguei lá e me sentei numa das cadeiras, onde fiquei respirando ( não, eu não estava respirando ) e pensando, até que de repente alguém pergunta:
–Posso me sentar aqui? — era o Fred. Eu fiquei calada.
–Vou ver isso como um sim. — ele sentou-se.
–Como me achou? — perguntei.
–Não faço a mínima idéia. Por que saiu daquele jeito?
–Eu detesto que as pessoas fiquem pensando que eu só vivo isso. As vezes eu queria ser só mais uma garota normal, que vê os pais frequentemente, que pode sair na rua sem medo de ser atacada por mil e um monstros, que não precisa se preocupar com coisas tão, tão sei lá. Gostaria que minhas únicas preocupações fossem coisa fúteis como "com que roupa eu vou pra festa", ou "que batom combina mais com meu tipo de pele" — eu já tinha começado a chorar — eu vejo meus pais praticamente um mês por ano. E você tem idéia da pressão que põem em mim? Meus pais foram heróis, salvaram o mundo mil e uma vezes e eu...
Eu não conseguia mais falar, eu devia estar chorando muito pois o Fred estava me olhando perplexo, acho que ele nunca me viu chorar. Aliás acho que faz tempo desde que alguém me viu chorar, nem eu me lembro da última vez que chorei. Quando voltei dos meus pensamentos vi que estava abraçada nele. Ficamos assim mais um tempo até que eu resolvi ir ver o professor Flitwick para pedir outra chave de dormitório e pedi que Fred não contasse nada daquilo.
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