Yuiitsu No Reigai
29 Capítulo 29 - Watashitachi no saisho no jikan
Notas iniciais
Sim, sim, eu novamente atrasei o post, mas, sendo agora época de provas, fim de ano e etc, é meio impossível manter tudo em dia, então não posso fazer nada senão postar uma semana sim e a outra não.
Bem, eu não gostei do capítulo, achei que ficou muito vago e etc, embora esteja longo, mas a opinião de vocês que é valida, então...
Boa Leitura e desculpe por alguns possíveis erros~
Capítulo 29
Watashitachi no saisho no jikan
私たちの最初の時間
Era o primeiro domingo de novembro. Diferente do esperado do mês em que se iniciava o aconchegante inverno, o dia ainda nutria suas lembranças primaveris, uma brisa leve e fresca sendo soprada, tornando o clima confortável a qualquer um. Algumas árvores ainda despejavam suas folhas pelas ruas e gramados, que dali pouco tempo estaria coberto de branco, decorado pela neve invernal que tantos esperavam durante todas as estações anteriores, que, apesar de fria, acalentava o coração de muitos; Aquele ano, ela teria novos e ainda mais apaixonados para saudar com sua gentileza.
- Agora é a vez de vocês! Provavelmente sabem onde eles gostam de ir ou o que gostam de fazer, não? A parte mais difícil já foi conseguida, afinal.
- E se...
- Beyond, já se passou uma semana, vocês agora ficam de mãos dadas, e... oras, não era segredo para ninguém que ele também gostava de você! – Mihael objetou com rapidez; Beyond não conseguira conter a vermelhidão nas bochechas. Ele achava tudo aquilo tão diferente, ter Nate ao seu lado, poder sentir os lábios cheios do menor depois de tanto tempo os ansiando...
- C-Certo... Eu vou tentar não fazer nenhuma besteira...
- Você sabe que se fizer, também, ele não vai se importar...
- Como sabe dessas coisas, afinal?
- Matt é amigo dele, praticamente seu “confidente”, e, pelo fato de eu ser quase que o mesmo com você, ele pedia ajuda para nós.
- Como eu fazia, resumidamente...
- Exato. No final, só não juntamos nenhum de vocês porque queríamos que acontecesse normalmente, partindo de vocês.
Beyond rira baixo, sorrindo de lado – É justo, fizemos o mesmo também. E eu sabia antes mesmo de vocês fazerem 12 anos e perceberem a realidade.
Estavam voltando da quadra, junto de Elliot e Raito. Era uma tarde de domingo, e eles costumavam, quando não tinham nenhum outro afazer, visitar o local, vez ou outra treinando apenas para passar o tempo, mesmo que Cricket necessitasse de uma área amplamente aberta; Vez ou outra tentavam basquete, mas não eram familiarizados com o esporte. Mihael estimulava os três amigos para que saíssem com seus respectivos pares, uma vez que eles ainda estivessem incertos de tudo o que acontecera no Halloween.
- E, Julian, não pense que vai esconder por mais tempo.
- É, você foi o único que não fizera nada! – Beyond objetou, apontando para o garoto. Julian riu envergonhado.
- Eu... eu segurei a mão dele, oras! Isso conta. – Cruzou os braços contra o peito, uma expressão convencida estampando seu rosto. Os outros o olharam sérios, uma das sobrancelhas arqueadas.
- Segurar a mão... Isso é praticamente normal, principalmente vocês dois sendo primos! Não quero nem imaginar a confusão que está em suas cabeças...
- Não queira... Mas... é complicado! Vocês já passaram por isso, e é bem “polêmico” quando se trata de alguém da família, ainda mais a nossa! Meu maior medo é o que isso pode resultar, levando em questão os pais do Ell e o William...
- Vocês vão para Oxford, não vão? – Mihael perguntara, Julian assentiu. – E daqui alguns anos farão 18 e ninguém vai ter o direito de interferir...
-... E, mesmo sendo minha família, eu não pensaria duas vezes em confrontá-los nem que apenas uma ameaça fosse feita... – O garoto contemplou, respirando fundo; O amor que sentia por Elliot, sem dúvida, era o maior que podia. Os outros sorriram, Beyond envolvendo o pescoço de Julian com apenas um braço.
- Então não tem o que esconder dele. Eu posso ser ruim em suposições quando elas se tratam de mim, mas eu consigo ver que duas pessoas dão certos melhor que qualquer um! – O quarteto riu, e tiveram de concordar com a observação do garoto. – Meu irmão e Raito, por exemplo. Nos conhecemos desde os dois anos, no máximo, e eu sempre soube que os dois eram feitos um para o outro!
Eles riram novamente, seguindo até a biblioteca, onde os outros quatro se encontravam. Chegaram quando os mesmos estavam prestes a sair, o trio confuso de minutos atrás corando com o simples encontro de olhares com aqueles que amavam. Mihael correu até Mail, o ajudando a carregar os livros que levava, Julian fazendo o mesmo com Elliot. Beyond rira com a cena.
- Mello, uma dica para o futuro: Quando forem procurar uma casa, certifique-se de que ela tenha um cômodo só para os livros do Matt, pois uma estante não vai ser suficiente. – O ruivo riu, meneando a cabeça e corando com a menção de que, dali um tempo, ele provavelmente moraria com Mihael.
- Ah, sim, já anotei isso mentalmente... Pilhas e pilhas espalhadas em cada canto do quarto... Sem mencionar também um lugar para os games...
- Eu não posso conter meus vícios, é como você e o chocolate! – O ruivo riu mais, empurrando o loiro com o braço de forma carinhosa.
- O amor é lindo... – Beyond disse com um tom teatral em sua voz, rindo de leve. – Mas, sinceramente, eu fico imaginando como seriam meus futuros sobrinhos da parte de vocês! Os gostos deles seriam... incríveis!
- Você sabe que é, de certa forma, impossível... – Mail enrubesceu, desviando o olhar. Beyond franziu o cenho, confuso.
- Não é não, do jeito “comum” sim, mas não é impossível. – Fechou os olhos em convencimento. Mihael sentiu uma leve ardência nas bochechas, e Mail mordeu o lábio inferior, em seguida rindo de leve.
- Muito, muito cedo para pensar nesse assunto... – Confirmou, e os outros riram, concordando. Rumaram até as escadas, as descendo até o andar dos dormitórios, conversando no caminho. O trio aproveitara para, de uma forma encabulada, mas tentando reunir toda sua coragem, convidar os amados para saírem pela cidade, os mesmos aceitando enrubescidos, mas impressionados por terem discutido tal assunto na biblioteca, sendo incentivados por Mail. O ruivo e o loiro sorriram e riram, ao que Beyond os agradeceu em um sussurro antes de seguir para o térreo, os chamando de “Conselheiros amorosos”.
Mihael, segurando os livros com uma das mãos, puxou Mail pela cintura, selando seus lábios antes de adentrarem o quarto, o ruivo corando, embora risse em seguida entre o beijo, os lábios se separando segundos depois, seguido de um “Aqui no corredor não, Sr. Keehl.”, fazendo o loiro rir de leve. Mail abrira a porta para o outro, e antes que pudesse entrar, ouviu alguém lhe chamando. Era William, solicitando apenas alguns minutos para conversar com o ruivo. Mihael revirou os olhos, uma onda de ciúmes e ira invadindo seu corpo ao se lembrar de alguns meses atrás, tirando os livros das mãos de Mail, que sorriu desolado, dizendo que já voltava. O loiro apenas assentiu, e logo a porta fora fechada.
...
Mail girou a maçaneta fosca do cômodo com calma, de forma silenciosa adentrando o quarto. Trancara a porta, uma vez que Mihael tinha tal hábito e sempre lembrava o ruivo de aderir o mesmo; Mail meneava a cabeça, rindo de leve por não entender, mas o fazia e logo tal ato acabava por ser automático de sua parte. Viu o loiro sentado na própria cama, ainda observando um ponto qualquer que seus olhos alcançavam, sem virar a cabeça para trás como geralmente fazia. Mail franziu o cenho, embora caminhasse naquela direção e se sentasse na cama, os joelhos juntos aos do loiro. Pusera as duas mãos sobre o colo, seus dedos entrelaçados um no outro enquanto ele repuxava o lábio inferior, olhando o loiro de soslaio enquanto procurava por um assunto que quebrasse aquele silêncio diferente dos que havia entre eles; Antes que pudesse dizer qualquer coisa, o loiro que se pronunciou.
- O que ele queria com você? – Questionou, sem desviar os olhos da árvore que despejava suas flores pelo chão, se preparando para o inverno.
- Ele quis pedir desculpas por aquele dia, mesmo que já tenha passado um tempo desde então. Disse que havia bebido demais e que não conseguiu manter a própria sanidade e acabou por fazer aquilo...
- Mas ele estava bem sóbrio quando ficou te olhando daquela forma na biblioteca. – Mihael disse simplista, a expressão séria ainda estampada no rosto. Mail arqueou as sobrancelhas, a boca entreaberta tomando uma forma circular e logo um sorriso impressionado, enquanto suas bochechas se avermelharam de leve.
- Você está com ciúmes...!
- Não, não estou. – O loiro arqueou apenas uma das sobrancelhas, tentando uma leve expressão mordaz. O ruivo riu – aquele riso infantil que ele sempre teve e que preenchia tanto a mente de Mihael -, se inclinando de leve enquanto mordia o lábio inferior, seu nariz roçando de leve na bochecha do amado.
- Está sim! – Riu novamente, seus dedos rumando para as laterais do loiro na intenção de tirá-lo daquela expressão séria, por mais que ele soubesse que traria resultados. Mihael fazia o máximo para prender o sorriso que desejava surgir em seus lábios desde que ouvira a risada de Mail ou simplesmente sua voz, mas ele esperaria até o outro desistir. –Acho que vou ter que me conter com isso ou procurar barras de chocolate, cada um de um tipo... – O ruivo contorceu os lábios, cruzando os braços contra o peito e se virando levemente de lado. – Você é bem resistente...
Mihael deixou que um sorriso aparecesse no canto de seus lábios, e com rapidez se moveu, envolvendo o ruivo pelas costas, apoiando o queixo no ombro do mesmo. Mail se assustara de leve, logo a vermelhidão em suas bochechas se adensando ao sentir a respiração quente do outro contra sua pele, o toque de suas mãos por cima do tecido da camiseta manga-longa que usava.
- Sim, ao contrário de certas pessoas aqui... – o loiro olhou de soslaio para o ruivo, que arqueou as sobrancelhas no mesmo segundo, se desvencilhando dos braços do amado e o olhando de frente, o indicador em riste na direção do mesmo.
-Não ouse, Mihael Keehl. – Ele objetou, enrubescido, mesmo que gostasse daquele tipo de momento que os dois geralmente compartilhavam.
-Só porque você pediu! – O loiro riu, antes de puxar o ruivo de leve pela cintura. Agora eram seus dedos que rumavam para as laterais do torso de Mail, o fazendo cócegas; Ele sabia exatamente aonde eram os pontos mais sensíveis do garoto e fazia questão de tocar justamente nestes. O ruivo já estava ofegante, rindo ao mesmo tempo em que implorava ao loiro para parar. Quando este finalmente o fez, Mail sentiu as bochechas arderem devido à posição em que se encontravam; Ambos não haviam percebido que o ruivo, em meio às “provocações” do loiro, acabara sentando-se no colo deste, e que a proximidade entre eles era quase que incontável. Mihael tinha as mãos nas cinturas de Mail e sem sequer cogitar puxou-o mais para perto, juntando os lábios finos com os róseos e cheios, aquela profusão de sentimentos dominando os corpos jovens, os olhos fechados, aproveitando cada segundo daquele beijo calmo e leve, que aos poucos se aprofundava e tornava aquela paixão ainda mais ardente. Mihael pedira passagem e Mail sequer ousava recusar, mesmo sabendo que logo o beijo já estivesse longe de ser um “simples” selar dos lábios; Entreabriu-os e logo suas línguas realizavam aquela dança gentil e sem ensaios, os gostos se misturando e causando cada vez mais novas sensações. Mail tinha uma das mãos sobre o pescoço do loiro, os dedos lhe acariciando a face, e a outra servindo como apoio, nos ombros; Mihael já não conseguia controlar o comixar de seus dedos que ansiavam tocar a pele alva e imaculada, causando um arrepio naquele que lhes sentia, junto de pequenos gemidos abafados que encapavam da garganta do ruivo. Separaram os lábios, ofegantes, as pupilas dilatadas e as bochechas avermelhadas – principalmente as de Mail. Mihael logo se inclinara novamente, selando rapidamente os lábios do ruivo e logo os movendo para seu pescoço, começando com beijos e logo sugando a região, sendo delicado ao que também a mordia nos pontos mais sensíveis, querendo ardentemente marcar a pele imaculada. Mail, aos poucos sendo dominado por um desejo intenso de prosseguir, não conseguia evitar os gemidos que saiam dos lábios entreabertos, a face afogueada e os dedos comixando para descerem o zíper do colete de couro que o loiro vestia, embora estivesse levemente preocupado; Já tivera momentos íntimos como aquele com o loiro, mas desta vez parecia que Mihael iria simplesmente ignorar qualquer coisa que os atrapalhasse, além do fato de estarem na Wammy’s House. Era sua primeira vez, afinal, e ele não poderia evitar o nervosismo; Apesar de tudo isso, aqueles sentimentos todos pareciam cortar todas suas linhas de raciocino e lhe tirar toda a concentração, principalmente quando Mihael intensificava os toques por baixo de sua camiseta. A mão livre do loiro foi em direção à janela, puxando apenas um dos lados dessa e em seguida a cortina sem separar seus lábios do pescoço, escurecendo o quarto, em seguida empurrando o ruivo levemente, o tirando de seu colo e o deixando sentado sobre a cama. Ouvir Mail dizendo seu nome entre os gemidos inutilmente contidos o excitava cada vez mais.
Antes de estar quase que completamente deitado, Mail se apoiou nos próprios cotovelos, os lábios vermelhos por tê-los mordido e o pescoço pontilhado por marcas. Tocou o peito agora desnudo do loiro que tirara o próprio colete e o jogara em um canto qualquer do quarto, o empurrando delicada e timidamente para que se afastasse do seu pescoço. O loiro o fitou, as mãos na barra da camiseta listrada prestes a tirá-la, os olhos escuros de luxuria.
- Mello... Não estamos indo longe demais? Q-Quero dizer... Ah... – Ele voltara os lábios para o pescoço do ruivo com mais calma e gentileza daquela vez, apenas o beijando de leve – A-Ainda estamos na Wammy’s e eu não... eu não sei... É a primeira vez que faço isso...
- E fico feliz de ser a minha também, e com você... – Ele segurou o rosto do amado com uma das mãos, as bochechas levemente avermelhadas, sentindo as quentes de Mail. – A Wammy’s está quase que vazia, e, céus, eu esperei isso por tanto tempo...! – Ele sorriu, se aproximando cada vez mais do ruivo, embora logo sua expressão fosse mudada para uma mais séria e preocupada. – A não ser que... Ah, Matt, desculpe eu...! Desculpe te pressionar, nem ao menos pensei que você poderia não querer-
- Não, Mells, não é isso! – Ele corou fortemente — É que eu... eu também quero muito isso, só estou um pouco nervoso... Você sabe, eu te amo e confio em você mais que em qualquer um!
- Mas podemos esperar- Mihael foi interrompido pelos lábios cheios pressionados contra os seus, os braços do ruivo envolvendo seu pescoço em um quase desespero. O loiro logo retribuíra o beijo com a mesma voracidade, o autocontrole de ambos os jovens se desvanecendo rapidamente. As mãos de Mihael voltaram a puxar a camiseta de Mail para cima, logo a tirando ao que seus lábios se desprenderam. O loiro se ajoelhou na cama, entre as pernas do ruivo corado já deitado na cama, o olhando de onde estava. Ele viu nitidamente naqueles olhos verdes e ainda inocentes, agora escuros e tomados pelo desejo, que esperar estava fora de cogitação.
Inclinou-se ainda que um pouco sem jeito e fazendo questão de tomar cuidado com cada movimento feito, preocupado pela sensibilidade que o corpo menor tinha. Tomou novamente os lábios de Mail com paixão, sentindo aquela textura que tanto almejava, logo internamente sorrindo incrédulo ao que se deu conta de que aquilo não era mais um de seus sonhos; o ruivo, por sua vez, fechava os olhos e retribuía, achando-se a pessoa mais sortuda de todo o mundo por ter Mihael consigo. O loiro se afastou minimamente, trilhando pelo peito alvo e desnudo diversos beijos leves, principalmente sobre as cicatrizes que Mail particularmente não gostava de mostrar a ninguém, mas que acabaram sendo vistas pelo loiro, que o tranquilizava dizendo que tudo aquilo já havia passado. Chegou ao mamilo direito do garoto, um arrepio correndo por todo o corpo do mesmo ao que sentira o loiro sugando a região enquanto seus dedos brincavam com o esquerdo, um gemido saindo de seus lábios, junto do nome do outro; A região era extremamente sensível, e todas as tentativas de Mail para controlar os sons prazerosos que emitia iam em vão à medida que ambos ficavam rígidos e ainda estivessem em contato com a boca e língua de Mihael. O loiro continuou por mais um tempo naquela região e vez ou outra seguindo para a boca e pescoço do amado, que já parecia não aguentar a ansiedade que emanava. Mihael, na mesma situação, finalmente voltara a ficar de joelhos, observando Mail.
- Tem certeza, Matt?
- S-Sim... – o outro respondeu com um murmúrio, ainda que um pouco nervoso.
- Eu prometo que paro se você pedir, sim? – Questionou a voz rouca do loiro, que já começara a desabotoar sua calça, em seguida a do ruivo, as jogando em um canto qualquer do quarto, logo retirando suas últimas peças de roupa, o rosto de ambos afogueados por tamanha intimidade que passaram a ter no momento; Apesar da penumbra do quarto, que agora tinha a janela devidamente fechada, não necessitava de muito para saber que ambos estavam tão envergonhados quanto podiam, com o coração acelerado e tantas sensações pulsando contra suas veias. Mihael afastara mais as pernas do ruivo, empurrando seus joelhos com a máxima gentileza que lhe era permitido, ainda com receio de machucá-lo; Ambos sabiam, porém, que era impossível para Mail não sentir dor no início, mas que logo tudo aquilo o tiraria de órbita por completo. Mihael levou uns de seus dedos até a própria boca, os umedecendo. Olhou para o ruivo antes de inseri-los na entrada estreita, Mail sentindo a face ainda mais quente e puxando a camiseta listrada ao lado de sua cabeça, lhe tampando o rosto. O loiro riu, se inclinando novamente e com a mão livre que anteriormente brincava com o lado esquerdo do ruivo puxando a peça de roupa para baixo, sua mão sobre a do amado. Os olhos anteriormente fechados de Mail se abriram lentamente, os orbes verdes encontrando os azuis. O ruivo desviou o olhar, envergonhado, embora destampasse o rosto enrubescido. Mihael lhe tocou os lábios com os dedos, em seguida depositando um beijo calmo sobre a textura convidativa e acalentada. Enquanto isso, um de seus dedos foi inserido dentro do ruivo, que gemera baixo ainda com os lábios selados. O loiro começara a fazer movimentos circulares e pressionava a entrada, ao que percebia que ao tocar ali os sons de Mail ficavam mais audíveis. Beijava-lhe agora o pescoço novamente. Permaneceu mais um tempo daquela forma, até introduzir o segundo dedo, o italiano gemendo em uma mistura de prazer e dor; Permaneceu com os movimentos, tentando se controlar e aguentar o próprio membro pulsante, ao que Mail gemia ainda mais, começando a dizer seu nome. Colocara o terceiro por preocupação em relação ao menor, e os sons eram mais doloridos do que prazerosos, mas aos poucos o ruivo passava a mudá-los, já não suportando aquele desejo de que os dedos fossem logo substituídos. Implorava ao loiro, gemendo, e logo o mesmo retirou os dedos, se endireitando na cama e abrindo um pouco mais as pernas do outro.
- Posso? — Questionou, e Mail assentiu, os olhos fechados. Guiou seu membro em direção à entrada do menor, e lentamente começava a adentrá-lo. Mail grunhira de dor, as unhas curtas se cravando no lençol branco da cama. Mihael esperou até que ele se acostumasse e lhe desse a permissão de continuar, o que ocorrera pouco depois, mesmo que o ruivo ainda estivesse tentando se acostumar, mordendo os lábios com força, os ferindo. Mihael logo se encontrava completamente dentro do garoto, ambos ofegantes, com uma nova, estranha e prazerosa sensação. O loiro esperou novamente, e logo passou a se movimentar para frente e para trás lentamente, até se dar conta que agora o amado era dominando pelo prazer. Mail gemera de uma forma diferente, da forma que Mihael desejava ouvir, e com um pouco de dificuldade pediu que o loiro movimentasse-se mais, o ato logo sendo cumprido pelo mesmo. Aos poucos a velocidade aumentava, assim como a força, e Mihael começara com as estocadas. Não demorou muito ao achar o lugar certo, sendo respondido por um gemido audível de Mail, que arqueara as costas. Permaneceu no mesmo ponto, cada vez mais forte, mais rápido. Os dois estavam prestes a chegar a seus limites, aquela profusão de emoções cada vez mais intensa no momento, e não demorara muito para, após uma estocada, eles se desmancharem em prazer, alcançando o orgasmo, liberando quase que ao mesmo tempo o líquido resultante de momentos anteriores. Diversos sentimentos pulsando em ambas as veias, dominando os corações do casal. Mihael saíra de dentro do ruivo, em seguida caindo ao lado deste, que ainda tentava se acostumar com a sensação nova que sentira segundos atrás. Viraram-se um de frente para o outro, corados e com os batimentos acelerados, e em seguida Mail se inclinou com rapidez, abraçando o loiro e escondendo o rosto enrubescido no peito do mesmo, murmurando, com a voz abafada, um “eu te amo”. Mihael rira, retribuindo tanto o ato quanto a fala, abraçando o ruivo e inalando o cheiro dos cabelos desse, fechando os olhos e guardando o momento em sua mente.
- Dessa vez, ninguém nos atrapalhou...
Notas finais
É meu primeiro lemon, e eu tentei ler vários para tentar deixar esse "consideravelmente" bom, mas presumo que falhei.
Mas, esquecendo o capítulo ruim, novas leitoras, sejam bem vindas! E faltam 2 reviews para 100 o/
Ah, sim, e eu prolonguei Julliot (Bom nome, Reira-chan xD), era para terminar nesse capítulo, mas eu não queria que terminasse, então deixei ♥
Bem, é isso. Dia 16 eu posto outro, ou até mesmo antes por eu já ter a ideia pronta e etc. Bom feriado, chibis, e obrigada pelas reviews ♥
Ciao~
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