Yuiitsu No Reigai
28 Capítulo 28 - Sutekina harou~īn
Notas iniciais
Mil perdões pelo atraso! Semana passada, por causa do feriado, eu não tive como postar, e o certo era ontem, mas vocês sabem que de sexta eu raramente fico em casa por causa do meu primo e etc. Mas aqui está o capítulo.
Pensei que não sairia das 1000 palavras, mas, por um milagre, cheguei nas três mil e alguma coisa. Não parece ser um capítulo de Halloween, e eu bem que faria algo de terror, mas acho que repetir o tema ficaria um pouquinho ruim. Achei mais ou menos, mas não importa muito, enfim. Boa leitura e bom fim de semana ♥ Obrigada pelas reviews, a propósito = u =
Ciao~
Capítulo 28
Sutekina harou~īn
素敵なハロウィーン
31 de Outubro
Era a última tarde de outubro daquele ano. O vento soprava de leve como fazia em um dia de primavera, anteriores, se tingia nas mais variadas e belas cores, novamente criando uma das mais belas obras de arte já passadas diante de nossos olhos; Iniciava-se com um forte azul arroxeado, que aos poucos se tornava, à medida que clareava, um tom leve de azul, seguido do ligeiro esverdeado e o amarelo dos suntuosos raios do sol que seguia seu trajeto, começando sua despedida. Poucas nuvens esfumaçavam o céu, sua coloração naquela tarde sendo de um leve rosa com pequenos detalhes amarelados, embora deixassem a imagem ainda mais bela. As folhas das diversas árvores dançavam e sussurravam ao vento, com calma e gentileza.
A despeito de sua habitual calmaria, nas ruas de Winchester, devidamente decoradas para a comemoração daquele dia tão esperado por diversas crianças, várias dessas últimas caminhavam e corriam agitadas, nas mais diversificadas roupas e fantasias, a ansiedade tingindo-lhes as faces juvenis. Embora a comemoração da festa de Halloween na Inglaterra não fosse muito comum por, poucos dias depois desta ser comemorado o Dia de Boy Fawkes, certas partes das cidades dentro da mesma eram decoradas para tal evento. Diversos postes eram unidos por faixas decoradas, e as entradas das casas eram repletas de abóboras personalizadas; O gramado verde e aveludado coberto por folhas secas das árvores.
- Vamos começar pelas casas daquele lado! – Beyond exclamou, apontando para o fim da rua em que andava o grupo, ao mesmo tempo em que puxava a manga da blusa listrada de Mail, que admirava a cidade e a beleza aconchegante que a mesma possuía naquela tarde. O ruivo riu, meneando a cabeça devido à agitação do amigo.
- Mas está começando a entardecer! É muito cedo... – Ele analisou o céu, que aos poucos escurecia e era pontilhado pelas brilhantes estrelas que acompanhavam a lua, que timidamente surgia e começava a emanar sua luz.
- Mas-
- Você é pior que criança, B. – Lawliet comentou revirando os olhos ao que meneava a cabeça. – Só mais alguns minutos e você pede quantos doces aguentar...
- Você sabe muito bem que eu sou assim no meu aniversário! – O moreno mais novo resmungou, franzindo o cenho. Logo colocou as mãos na cintura, um sorriso debochado estampando-lhe os lábios pálidos. – E eu sei que você está fazendo o maior esforço possível para não agir da mesma forma, principalmente por ter tantos doces à sua espera, maninho. – Argumentou e os garotos riram, com exceção do mais velho, cuja face se ruborizara levemente.
- N-Não estou. Não diga bobagens. – Ele meneou a cabeça, tentando ignorar o que o irmão lhe dizia, e o fato de sentir o olhar vindo dos olhos cor de mel que lhe prendiam todo segundo que se encontrava com o seu. A calmaria de Lawliet nunca saia do controle, nem mesmo nas situações de maior desespero, mas estranhamente, naquele dia em que completava seu 17º aniversário, seu coração batia apressado contra o peito, e o simples sorriso que recebera naquela manhã, no segundo em que acordara após pouquíssimas horas de sono, fez com tudo ao seu redor não importasse mais. O tão costumeiro abraço ou um singelo gesto carinhoso vindo de Raito fazia seus batimentos dispararem tanto quanto podiam, e em sua mente ele tentava arranjar uma forma de prolongar aqueles sentimentos que nutria pelo o melhor amigo secretamente, vez ou outra achando que não restava nada senão dizer de uma vez por todas o que havia guardado por anos. Ele tinha medo de destruir uma amizade que existia há mais de 10 anos, e embora fosse estimulado pelo irmão gêmeo e os outros amigos, não conseguia ver sua situação concluída de forma positiva. Raito, por sua vez, já achava que aquela relação e seus verdadeiros sentimentos não podiam mais conviver juntos; Se ele não arriscasse, a confusão em sua mente só se agravaria.
- Nem as crianças começaram ainda. – Elliot observou rindo, olhando maravilhado a cidade que por anos viveu, e por anos nunca teve a oportunidade de conhecer. Julian, ainda mais impressionado, tentava organizar suas atenções, embora seus olhos se voltavam, na maior parte do tempo, para o delicado rosto do primo, cuja feição gentil e calma lhe tirava suspiros que ele sequer tentava evitar. Os lábios róseos e carnudos de Elliot desenhavam um sorriso apaixonado, e o brilho em seus olhos esverdeados era tão incandescente quanto os das estrelas já espalhadas pelo manto azulado acima deles. As bochechas rosadas e o coração em um ritmo calmo, seguindo o ritmo de suas passadas. Ele mal percebia quando, em um momento de distração, apoiava a cabeça no ombro de Julian, suspirando. O maior não podia fazer nada senão sentir as bochechas afogueadas e tentar conter o desejo dos lábios que, comixando, ansiavam por tocarem os macios e gentis de Elliot. Não percebera quando suas mãos acabaram por se tocar, acompanhado de um arrepio; Desviavam o olhar para direções opostas, as bochechas flamejantes e os batimentos acelerados, mas dado um pequeno tempo, sorrateiramente voltavam a realizar tal movimento, começando pela ponta dos dedos e logo entrelaçando estes, temerosos e trêmulos. Julian e Elliot não sabiam ao certo o que aquele gesto significava, se era um resultado da distração de ambos, ou uma simples demonstração de afeto sem outros significados ocultos, e até mesmo lhes passava pela mente a ideia de ter o sentido que realmente desejavam; Claro que não tinham convicção de que a reciprocidade na questão de sentimentos era definitivamente verdadeira, mas algo bem no fundo dos corações apaixonados, algo naqueles arrepios contínuos e no bater acelerado de seus corações fazia com que sentissem um pouco de esperança fluir dentro deles. Mantinham-se em silêncio, as mãos entrelaçadas e as bochechas coradas, os olhos brilhantes e os pensamentos vagando naquele cujo toque era sentido no momento; Aproveitavam o segundo e calculavam que, afinal, analises precisas eram desnecessárias para explicar o que sentiam um pelo outro.
Ao lado, os braços de Mihael envolviam a cintura do amado, sua cabeça vez ou outra se apoiando na do mesmo e misturando os fios ruivos com os loiros. Seus batimentos calmos e sua mente, como de praxe, sendo preenchida por Mail; Ele se surpreendia, certas vezes, ao notar que não era um sonho que estava tendo, que sentia realmente seus lábios pressionados contra os carnudos e róseos do ruivo e a textura de seus dedos acariciando-lhe o rosto; Mihael nunca imaginara que um dia teria em seus braços o seu primeiro amor, que não precisaria mais deixarem presas em sua garganta as três palavras que Mail ansiava tanto ouvir, e o fato de que tudo aquilo que sentia era recíproco lhe tirava um riso baixo, ainda que incrédulo, mas maravilhado. Mail, que observava cada mínimo detalhe da cidade e do céu tingido de um azul marinho repleto de pequeninos pontos brancos e incandescentes, as bochechas normalmente coradas e suspiros escapando por entre seus lábios, não conseguia pensar em outra coisa se não em como era grato por ter ao seu lado os melhores amigos e o amor de infância; Seus lábios pintados por um sorriso calmo e gentil, os batimentos lentos. Às vezes ele também ria enquanto acariciava os fios loiros de Mihael, quando o mesmo deitava a cabeça em seu colo ao que estavam no quarto a sós, tentando descobrir como aquilo viera a acontecer. Ele não tinha muitas esperanças, afinal, desde que era uma criança tirada brutalmente da mãe – ou, de certa forma, uma criança cuja mãe fora retirada dela por motivos tão estúpidos -, que sofreu boa parte de sua infância e que, quando livre do terror imposto pelos familiares, embora amasse a vida que começara a ter na Wammy’s House, passou a enfrentar momentos nada agradáveis onde era ameaçado por um dos grupos do orfanato; Escondia tudo aquilo, e quando não achava mais poder suportar se rendeu, tentando finalizar tudo com diversos cortes espalhados por ambos os braços. Ele não queria aquilo, não queria a morte, não queria ficar longe daquela família que agora tinha, não queria ficar longe daquele que amava e nunca deixaria de amar, e por sorte ele conseguira passar sobre toda a dor, e agora em seus braços ele só tinha as diversas cicatrizes que Mihael cuidou muito tempo após o incidente. Mail as olhava e respirava fundo, sabendo que as histórias que traziam, por mais tristes, deveriam ser lembradas como prova de que ele chegou até ali, com todas as dificuldades enfrentadas; E ele sorria, pois devia tudo aquilo principalmente ao loiro que tomava todos os seus pensamentos, que fazia seu coração bater rapidamente e que lhe tirava suspiros quando tocava seus lábios. Não havia algo mais merecedor aos dois senão todo o amor possível.
E finalizando o grupo se encontravam a dupla com as mais distintas personalidades, mas decerto com determinados pontos em comum. Beyond e sua hiperatividade, apontava para todos os lados e insistia que fossem logo, amaldiçoando mentalmente o tempo que fazia questão de se passar tão lentamente; Já não bastasse sua agitação, antes de saírem de casa, Sra. Sachiko fizera aos gêmeos o bolo que mais gostavam – uma vez que os conhecia melhor do que qualquer um, pelo simples fato de eles terem chego à Wammy’s com pouco mais de 2 anos, senão menos –, do qual possuía uma grande quantia de chocolate e doces diversos; O chá, mesmo que com a humilde intenção de acalmar, só fez com que, com sua quantia de cafeína, aumentasse a agitação do garoto. Nate, por sua vez, mantinha sua calmaria como sempre fazia, deixando transparecer em seus lábios alvos um pequeno sorriso ao que observava Beyond; Seus olhos azuis brilhavam e suas bochechas se afogueavam cada vez mais ao que Beyond lhe segurava o braço ou a mão, tentando lhe chamar a atenção. Dentre diversos outros fatos eles eram completamente diferentes, mas fazendo jus a um antigo ditado, não havia ninguém no mundo que eles se atraíssem ou amassem mais. Esse era o ponto que possuíam em comum, e ninguém tinha a permissão de ir-se contra ele, pois a forma como as duas personalidades estranhamente se encaixavam era fascinante; Certamente nutriam toda aquela insegurança para com os sentimentos do outro, e não viam jeito algum de serem retribuídos neles. Mas algo lhes dizia que já estavam demorando demais para tomarem uma atitude, e Beyond via nitidamente que seu “Prazo” combinado com Mihael realmente já chegava ao fim. Às vezes ele até se impressionava, vendo que, desde que se dera conta, já fazia quase que seis anos que nutria sentimentos especiais pelo amigo, e se assustava ao ver que não aguentaria por mais tempo esconder os mesmos.
- Acho que vou desistir e ir visitar alguma casa. O que acham de começarmos pelos Gates? A garota deve ter alguns doces nos bolsos... Certeza que teriam recheio de sangue, mas-
- Não! Céus, Beyond, já basta o trauma que tivemos e ainda estamos tentando recuperar! – Mail exclamou, fechando os olhos com força e meneando a cabeça. Até mesmo Elliot e Julian já sabiam da história e excluíram definitivamente a ideia de entrarem em qualquer lugar assombrado. O moreno riu, balançando os ombros enquanto batia de leve com a cesta que tinha nas mãos nos joelhos; Tinha aquela cesta desde os ternos anos, e todo Halloween ela estava em suas mãos. Tinha formato arredondado e laranja, e ele e Mail desenharam nela, quando menores, olhos e bocas como são feitos em abóboras. Ele suspirou, e os garotos de entreolharam, meneando a cabeça.
- Bem, acho que já não é tão cedo assim... – Nate comentou baixo, olhando para os próprios pés e, com o antigo hábito, mordendo o lábio interior. O resto do grupo concordou e Beyond arregalou os olhos, um sorriso agitado lhe estampando os lábios.
- Sério?! Então vamos! – Ele puxou o braço do garoto que amava e de Mail – Ele e o ruivo, como sempre, tinham aquela relação de irmãos que não conseguem se divertir o bastante quando não juntos; Mihael, por mais que tivesse muito ciúmes de Mail, não se importava com esse fato, acostumado desde os ternos anos e tendo plena confiança em Beyond. -, chamando Elliot e Julian com a cabeça. Os primos, de mãos ainda entrelaçadas, correram na direção dos garotos, rindo; Este grupo era, basicamente, caracterizado por um único fato: Quando juntos, abandonavam a verdadeira idade e voltavam a sentir a infância pulsando em suas veias.
...
Chegaram ofegantes a uma escadaria que ficava em certo ponto da rua, onde Mihael, Lawliet e Raito se sentavam. Mail vestia a blusa do loiro, uma vez que usara a sua como cesta e Mihael, sabendo da baixa imunidade do ruivo, não queria que o mesmo adoecesse. Sentou-se no mesmo degrau que o amado, se afastando para colocar entre eles a peça de roupa. Tinha um brilho infantil nos olhos, as bochechas coradas e um sorriso que tirara Mihael de órbita.
- Peguei esses para você! – Ele exclamou, separando com as mãos diversos chocolates, grandes e pequenos, em suas embalagens mais diversas. Mihael sorriu, meneando a cabeça negativamente e fechando os olhos, segurando entre os dedos o queixo do ruivo e o puxando levemente, encaixando seus lábios com calma e delicadeza. Mail enrubescera, a vermelhidão suas bochechas se adensando e aqueles tão diversos sentimentos tomando conta de si. Ele suspirou, antes de fechar os olhos e retribuir, um sorriso pequenino se desenhando em seus lábios. O beijo não durou muito, mas o simples fato de poderem sentir aquela textura que tanto almejavam era, definitivamente, incrível. Os lábios se desencaixaram com calma e um novo suspiro lhes escapou por entre os lábios pintados por pequeninos sorrisos, as pálpebras se desgrudando com a mesma bonança. Mail riu baixo, se aproximando um pouco mais do amado ao que tirou a blusa do chão e a colocou em seu colo, sendo envolvido pelos braços do loiro como que em um abraço. Logo vieram Elliot e Julian, os dois dividindo o mesmo lugar para guardar as coisas, que era o casaco de Julian – Ele também fizera questão de usar o seu, preocupado com a saúde do primo. –, pedindo licença antes de se sentarem poucos degraus acima. Ambos os seis conversavam amenidades, sem muita preocupação, e três deles ainda sentindo aquele ar infantil fluir dentre de si, até que algo lhes chamou atenção, principalmente de Mail, logo de Lawliet, que fora chamado pelo ruivo. Um pouco ao longe, os dois que faltavam no grupo estavam frente a frente, olhando para os doces que haviam conseguido; Beyond não conseguia conter o sorriso que pousava em seus olhos e o brilho que envernizava seus orbes vermelhos quando ele conversava com o albino, e este, por sua vez, tinha um pequeno sorriso muito dificilmente contido, e seus olhos brilhavam tantos quando o do outro. Pareciam ver o que haviam pegado e era interesse do outro, ou simplesmente se impressionarem com a quantia que conseguiam, até que, poucos segundo depois de Beyond fazer um comentário, algumas crianças, que aproveitavam brincando o último minuto antes de irem para a casa, passaram correndo diante deles, empurrando Nate para frente, sem a intenção. O menor, assustando-se de leve no inicio, caíra sobre o moreno que o segurara, na intenção de evitar algum acidente, seus braços ao redor do albino, enquanto os deste último ficavam contra o peito de Beyond, a proximidade entre eles como nunca fora antes. Beyond ficara estático, e Nate só percebera os poucos centímetros entre eles quando virara a cabeça e a levantara de leve, encontrando os olhos do mais velho. O coração de ambos batendo acelerado, as bochechas fortemente avermelhadas e os lábios entreabertos, clamando pelo ar que fizera questão de desvanecer. O que aconteceu segundos depois ninguém esperara, nem mesmo quem tomou a atitude. Beyond assumiu em seu rosto uma expressão séria, mordendo o lábio interior antes de mover seus braços para a cintura do albino, o puxando um pouco mais contra si e se inclinando, fazendo o que tanto esperaram por tantos anos; Rapidamente, encaixou seus lábios com os ainda mais alvos, os olhos se fechando e um arrepio passando por ambos os corpos, uma onda de sentimentos novos fluindo em seus corpos levemente trêmulos e ainda assim quentes. Nate arregalou os olhos, sem reação alguma e sequer acreditando no que acontecia. Beyond, em seguida, se afastou com pressa, ofegante e com os olhos ainda fortemente fechados.
- E-Eu... Ah, Near, eu não consigo mais esconder isso...! Me desculpe, de verdade- Ele foi interrompido, ao que sentiu as mãos trêmulas do menor apertarem o tecido de sua blusa e sentir novamente o gosto daquele beijo que tanto aguardou. Nate que fechara os olhos naquele momento, ficando nas pontas dos pés para alcançar melhor os lábios do amado, selando os seus contra estes. Era incrível como um simples ato podia envolver tantas emoções, de uma vez só e de forma tão intensa e bela. Cada mínimo detalhe daquele toque, o tocar das testas, misturando os fios prateados com os negros, aquele bater frenético e agitado dos corações, que logo se tornavam em um galope ritmado e calmo, a única coisa que eles conseguiam ouvir no momento; As mãos contra peito e envoltas na cintura e, principalmente, o gosto que sempre tiveram a curiosidade de conhecer e a textura que sempre desejaram tão arduamente sentir. Era de uma magia inexplicavelmente linda.
Afastaram os lábios com calma, ofegantes. Lentamente, Nate abaixara os pés, voltando a tocá-los completamente no chão, e ambos abriram os olhos, os azuis se perdendo nos vermelhos que se perdiam nos azuis, as pupilas dilatadas. Beyond, ainda levemente inclinado, deitou a cabeça contra a de Nate, sorrindo e rindo baixo, como se ainda não acreditasse e apenas aguardasse o momento em que o acordariam.
- Eu te amo, Nate... Mais do que qualquer coisa em todo o mundo... – o albino sentiu o coração falhar uma batida, e ele também aguardava que a qualquer momento despertasse desse sonho. A despeito de tudo, não lhe cabia fazer nada, se não dizer o que esperava todos os dias ter a coragem de fazer.
- Eu também, Beyond, há anos...
E, de certa forma, eles se deram conta de que tais palavras não podiam ser mais verdadeiras, e que todos aqueles sentimentos proporcionados no beijo tão esperado seria impossível, até mesmo nos melhores sonhos.
Ao longe, os amigos observavam, impressionados por ter finalmente ocorrido o que os dois esperavam e tinham duvida sobre há tanto. Mail e Lawliet eram os mais empolgados.
- Finalmente! – Sussurravam, as bochechas levemente avermelhadas devido à empolgação.
- Depois de tantos anos, já estava mais do que na hora de isso acontecer... – Lawliet sorria de leve, orgulhoso pelo irmão ter conseguido o que tanto almejava há anos. Sem que ele percebesse, Mail e Mihael trocaram um olhar e em seguida o desviaram para Raito, que pode percebê-lo uma vez que os garotos pigarrearam. Corou com o significado daquele olhar, mas, após titubear por alguns segundos, respirou fundo, se levantando e acenando com a cabeça para os dois, em sinal positivo.
- Ah, Lawliet, nós... Eu precisava conversar com você já faz um bom tempo sobre um determinado assunto, e acho que seria melhor aproveitar esse tempo de agora... – Ele tinha a voz baixa, e olhou novamente para os dois amigos, em seguida para Elliot e Julian; Os quatro lhe sorriram, confiantes. Lawliet, por sua vez, concordara, ainda que em dúvida, e se levantou. Olhou para trás e, ao que viu o sorriso dos amigos agora para si, entendera a situação e corou fortemente. Elliot e Mail sibilaram um “boa sorte”, antes de os outros dois rumarem para uma área mais privada, perto dali.
- Eis que o Halloween desse ano virou o Dia dos Namorados... – Mail comentou rindo, deitando a cabeça no ombro do loiro, segurando a mão do mesmo enquanto a outra segurava os doces.
- Só faltam mais alguns casais, huh? – Mihael comentou, a indireta atingindo Elliot e Julian, surtando efeito nas bochechas desses. A despeito disso, eles riram baixo, meneando a cabeça negativamente. – Mas acho que não vai demorar muito... – Mail concordou, ambos olhando para trás discretamente, trocando olhares com os novos amigos, que não conseguiam conter o sorriso nos lábios, revirando os olhos. De fato não demoraria, e Elliot constatou isso quando, naquele momento em que comentavam de um “suposto” casal, Julian entrelaçou seus dedos aos do primo novamente, em silêncio.
E eles tinham certeza de que, de todos os anos que viveram juntos, aquele 31 de outubro fora o melhor que já viveram.
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