Yuiitsu No Reigai
23 Capítulo 23 - Hōki sa reta tō
Notas iniciais
Bem, inicialmente peço desculpas pela demora, é que tanta coisa vem acontecendo que minha mente fica uma bagunça, fora o fato de eu estar com um azar desgraçado T_T Tudo dando errado, e isso já está cansando. E fica complicado quando só uma leitora te manda review ;-; (Mas obrigada, Reira-chan. Seu review, como sempre, me deixou com aquele sorrisinho bobo -q)
Bem, voltamos com os fillers, viva. Com ajuda de uma caneca gigante de chá, Beatles e música italiana. A despeito disso ficou parcialmente bom, dá para o gasto.
Bem, resumindo tudo aqui, mais sugestões? Peçam o que bem quiserem.
Etto, o tanoshimi e ja nee ♥
Capítulo 23
Hōki sa reta tō
放棄された塔
A leve aura primaveril daquele dia de maio dançava com as folhas das árvores verdes e vivas de Winchester, lenta e delicadamente, vez ou outra acompanhadas pelo sopro do breve vento que seguia para o oeste, levando consigo algumas folhas. A abóboda celeste, com sua graciosidade presente em quaisquer fosse a estação, trajava seu azul anil das 16:00 com leves pinceladas de branco; O raios de sol fracos e confortáveis, deixando a temperatura amena. Os canteiros de flores da Wammy’s House, que Sra. Sachiko passava tantas horas cuidando com paciência e gentileza, estavam floridos e belos, entoando ao jardim um ar ainda mais notório aos olhos de quem passava em frente aos portões e espreitava a residência por entre as grades.
Na pequena torre abandonada do orfanato, a escadaria em espiral de mármore, empoeirada assim como o corrimão de ferro enferrujado, com marcas de mãos e pegadas os marcando, demonstrava que ali não era exatamente abandonado; Certamente o grupo dos seis amigos não deixaria sequer uma parte de a Wammy’s House lhes passar despercebida. A entrada para a torre era limitada por uma porta de madeira escura e velha, de arquitetura medieval e robusta, com uma fechadura sempre trancada e que se enferrujava com o passar dos anos; Foi de enorme desapontamento para os garotos quando, em seus ternos 6 ou 5 anos, ansiosos para descobrirem o que a torre escondia, giraram a maçaneta e constataram que a porta encontrava-se trancada; Apesar disso, quando já tinham 10 anos, imploraram para que Watari, Sra. Sachiko ou Roger lhes dessem a chave. O último mal ouvira os garotos, dando as costas e, com seu guia ilustrado de insetos¹ embaixo do braço, caminhando lentamente e curvado até a saleta próxima ao Hall de Entrada. Sra. Sachiko e Watari hesitaram quando escutaram o pedido – que seria feito normalmente se Beyond não estivesse suplicando a cada segundo pela permissão –, mas concordaram e por fim lhes deram o molho de chaves, antes indicando a correta. Desde então os garotos usavam a torre quando nada lhes interessava dentro do orfanato ou no jardim, ou quando procuravam apenas um lugar silencioso para ficar; Levavam vários de seus pertences, embora os ignorassem quando se deparavam com tantas coisas abarrotadas e abandonadas no porão.
Desta vez estavam em cinco. Mihael e Mail estavam sentados sobre o chão gelado, o loiro encostado a algo coberto por um pano branco e o ruivo entre suas pernas, as costas sobre o peito do mais velho enquanto tinha apoiado em sua coxa um violão velho com suas cordas enferrujadas, apesar de permanecer com o mesmo som suave. Desde que encontrara o instrumento, Mail ficara fascinado pelo objeto, ao mesmo tempo em que aquilo lhe proporcionava as boas e doloridas memórias da infância, onde a mãe, com o sorriso gentil e a voz suave e acolhedora, passava os dedos da mão direita pelas cordas enquanto os da esquerda as prendiam, formando acordes que ela mudava com simplicidade e facilidade, cantando alguma música italiana para o filho nos fins de tarde, quando o sol começava a se despedir e o céu se tingia de um tom laranja rosado, com pinceladas roxas. O ruivo fez questão de procurar na biblioteca livros que o auxiliassem no manuseio do instrumento – e pelo fato de Beyond ter se interessado igualmente, uma vez que acharam, junto do de Mail, outro violão. Certamente não fora fácil e levara um tempo até que se acostumassem com a dor na ponta dos dedos ou com a agilidade para a mudança de acordes, mas por fim conseguiram realizar o tão desejado aprendizado. Acompanhava o toca-discos, onde o som do vinil de Rubber Soul enchiam o recinto com um ar confortável e prazeroso. Nate mexia em uma caixa de madeira repleta de peças de tabuleiros e Beyond tentava achar algo interessante em meio aos montes cobertos por um pano fino e empoeirado. Junto deles, Elliot observava fascinado o local, suas esferas esverdeadas brilhantes de curiosidade.
– Nunca imaginei que um orfanato seria tão fascinante... Muito menos uma torre não tão abandonada...! – Seu tom de voz era sonhador e ele soltara um longo suspiro apaixonado, embora com uma leve inclinação de saudades; Matt sorriu, entendendo o garoto e, sem necessidade de ponderar, já sabendo em quem ele pensava.
– No começo a poeira causa bastante problemas, Matt que o diga, mas depois de um tempo até mesmo ela passa a tornar esse porãozinho especial. – Beyond comentara, o tom de voz suave; Tanto ele quanto o resto dos garotos viram no garoto um tipo agradável de companhia, embora franzissem o cenho para com o caráter do irmão do mesmo.
– O cheiro de umidade faz com que ignoremos qualquer outro cheiro... – Mail comentou, sorrindo; Ele deixava claro a afinidade que tinha para com o peculiar aroma, que tanto lhe lembrava os das páginas velhas de livros que lia. Elliot assentiu, os orbes se movimentando para todos os lados possíveis, assim como fora na biblioteca. Ele apertava as próprias mãos em sinal de ansiedade, junto do tom levemente avermelhado nas bochechas alvas. Os garotos arquearam uma das sobrancelhas, embora sorrissem, confusos com tamanha agitação.
– Elliot, desculpe estar perguntando, mas onde você morava não era comum lugares desse tipo? – Mihael questionou, o queixo apoiado sobre a cabeça de Mail e as mãos envolvendo a cintura do mesmo, de modo que não o atrapalhasse com o violão. O segundo mais novo dos cinco voltou os olhos para o loiro levemente confuso, embora logo sorrisse de leve.
– Ah, não, pergunte o que quiser, não vejo problema algum. – sorriu, antes de respondê-lo. – Tinha, e talvez muitos lugares como esse por lá, mas tudo era muito limitado para mim, então o máximo que eu conhecia de toda a casa eram os cômodos comuns e o jardim; Se eu fosse pego tentando entrar em algum quarto diferente do meu ou me aproximasse das torres o resultado seria terrível, ainda mais tendo uma família tão rígida... A despeito disso, um dia em que Will saíra com alguns amigos e nossos pais estavam de viagem, Julian e Tia Mary passariam uma semana em casa. Tia Mary sempre foi muito despreocupada e eu nunca me sentira realmente como uma criança de 6 anos como naquele dia – ou naquela semana, afinal... – Um sorriso tímido se desenhou no canto esquerdo de seus lábios róseos e as bochechas carminaram – Então eu e Julian passamos o dia inteiro correndo pelos corredores, girando todas as maçanetas na esperança de achar pelo menos um quarto aberto...
– E conseguiram? – Beyond questionou, sorrindo ao que se lembrava dos tempos em que corria junto dos amigos por toda a Wammy’s, observando cada canto possível.
– Conseguimos, 3 quartos. Um deles guardavam várias roupas militares e coisas do tipo; Certamente era de meu pai e futuramente de Will, então preferimos esquecer o aposento. O outro era como este aqui, mas na época Julian tinha sérios problemas respiratórios – e eu com aranhas – e o que não faltava naquele quarto era poeira,teias e várias de suas construtoras... Fora que o menor sinal de que alguém entrara lá seria obviamente classificado como obra minha e de Julian, então também deixamos de lado, e o outro havia apenas um armário, a única coisa no quarto deserto. E talvez um pano.
– Vocês tiveram a oportunidade de ir para Nárnia! Que desperdício... – Beyond fechou os olhos, meneando a cabeça. Os garotos riram, principalmente pelo fato de ambos terem pensado a mesma coisa.
– Antes deixando Nárnia para outro momento do que me deparar com as broncas dos meus pais... E eles, já não satisfeitos com o quanto me privavam do mundo, não deixariam que eu me aproximasse de livro algum, ou de Julian. – Ele corou novamente e os garotos riram baixo; Elliot deixara um dia escapar o fato sobre seus sentimentos para com o próprio primo e antes que encontrasse alguma forma de esconder dos novos colegas o que dissera, suspirara, por fim dizendo em voz baixa o que dissera para Mail.
– É bom vocês dois se cuidarem quando você se mudar para Oxford... E tomarem algum calmante antes que se percam em menos de uma hora. Já até imagino a cena: Dois adolescentes correndo feito loucos pela cidade, Julian te puxando pela mão – suas bochechas extremamente vermelhas, claro — e as damas de narizes empinados e aparência nada amigável revirando os olhos, dizendo “Não há mais jovens gentlemen nos tempos atuais...”, apesar de elas se lembrarem de que, quando eram jovens, gritavam feito loucas quando viam o Fab Four correndo pela rua, fugindo delas...
– Que imaginação fascinante, Sir! – Beyond disse, impressionado. Elliot rira com as bochechas ainda mais vermelhas, embora assentisse, suspirando. Mihael inclinou a cabeça, tocando com os lábios finos a bochecha do garoto.
– Será que Sra. Sachiko coloca algo no seu chá para deixar sua imaginação assim? – Questionou, rindo de leve ao que sentia o cheiro das madeixas ruivas do garoto que corava de leve, rindo.
– Vamos trocar de xícaras um dia, então vemos o resultado. – Beyond comentou, tentando puxar algumas caixas de dentro de um caixote com ajuda de Elliot. Os garotos riram novamente, Mail balançando a cabeça negativamente.
– Mas sua imaginação já é fértil, Beyond! – comentou. O moreno apenas rira.
– Um pouquinho a mais não faria mal...
Mail e Mihael arquearam uma das sobrancelhas, um olhar descrente.
– Near, eu tenho pena de você... – Mail comentou e o menor meneara a cabeça negativamente, um pequeno sorriso nos lábios alvos. – E de Lawliet, claro.
– Mas eles já estão acostumados. Ia ser ótimo! Imagine só nossos passeios! Poderíamos aproveitar o fato de sermos agora amigos do Elliot e visitarmos mais uma casa assombrada!
– Não! – O loiro e o ruivo objetaram em uníssono, os olhos arregalados e as imagens assombrosas do lugar que uma vez visitaram surgindo em suas mentes; Elliot tinha um brilho curioso nos olhos. – Elliot,por favor, você não gosta dessas coisas macabras, como entrar em casas mal assombradas, não?
– Bem... Eu... Não sei, mas tenho um pouco de medo... – Ele disse pensativo e os garotos suspiraram em alivio, exceto Beyond, que realizara o ato em tom resignado.
– Mas no Halloween, nem que seja da forma mais fraca possível, temos que presenciar algo desse tipo. – Ele objetou, cruzando os braços sobre o peito, após deixar a caixa sobre o chão. – Você vai ficar até o Halloween, Elliot? Sei que estamos em maio, mas que seja.
Elliot rira antes de responder — Talvez; Tudo depende dos meus pais... E... Julian sempre vem para cá quando há essas festas, principalmente Halloween. É bem provável que meus pais voltem apenas novembro, então tenho quase certeza que sim.
– Melhor ainda! Você não vai se arrepender do seu ultimo Halloween em Winchester. Pode ser uma cidadezinha pequena e na maioria das vezes monótona, mas tudo muda no Halloween... – Ele mudava a tonalidade da voz, dando o habitual ar teatral de suas falas.
– “Eis que entra, no humilde palco imaginário do velho e empoeirado porão, Beyond Birthday. “ — Mail mudou de leve seu tom de voz, como se narrasse um trecho de algum livro, em voz alta. Os garotos riram e Beyond fizera mesura, inclinando-se de leve. Logo a torre se silenciava, apenas o som do toca-discos e das cordas que os dedos de Mail tocavam. Ouviram então passos vindos do lado de fora, da escadaria da pequena torre, e brevemente a maçaneta fora girada, a imagem de Sra. Sachiko surgindo pelo pequeno vão da porta. Ela sorrira para os garotos, que retribuíram.
– Sra. Sachiko, por que não nos chamou? Não devia ter subido tudo isso. – Beyond questionou. A mulher apenas meneara a cabeça, despreocupada.
– Não foi nada, querido. Oras, quantas vezes subi aqui para chamá-los quando eram mais novos...! Mas, enfim, vim apenas para constar que vocês estavam aqui – e não fiquem até tarde, é ruim para voltar e eu fico preocupada – e para entregar isso para você, querido. – Ele estendeu a Elliot um envelope de cor parda; O garoto agradeceu, levemente confuso, pegando o envelope cuidadosamente. – Chegou hoje de manhã, mas acabei esquecendo de lhe entregar.
– Não se preocupe, Sra. Sachiko. Obrigado, de qualquer forma. – Ele disse em um tom de voz suave, um sorriso tímido nos lábios.
– Não há de que. – Ela sorriu em resposta, suspirando. – Bem, não demorem para voltar. E logo o chá fica pronto, não se esqueçam. Até mais, garotos.
– Até mais, Sra. Sachiko. – responderam em uníssono e logo a senhora fechara a porta; Mail olhou para um dos diversos relógios com grossas crostas de poeira sobre os móveis, constatando que logo seriam 17:00. Suspirou calmamente, voltando-se para o violão, a cabeça pendendo sobre o pescoço de Mihael. Seus olhos fechados e um sorriso leve e apaixonado nos lábios ao que ele sentira o aroma do perfume do amado ao mesmo tempo em que uma música que ambos gostavam – e que tirava deles diversos suspiros apaixonados – começara a tocar. Mihael riu de leve, depositando um beijo leve sobre a testa do ruivo.
Elliot segurou a carta com a ponta dos dedos levemente, confuso por receber diretamente alguma carta fora de época. Certamente havia uma exceção, e um forte rubor apoderou-se de sua face e um sorriso de seus lábios ao que era exatamente tal exceção o remetente. Seus orbes verdes brilharam e os batimentos logo se tornaram acelerados. No envelope, as primeiras palavras que seus olhos encontraram foram a caligrafia de Julian, junto de seu nome, Julian Hainsworth. Abriu a carta com cuidado, tentando conter a ansiedade que lhe dominava. Puxou a folha de papel dobrada e deixou o envelope sobre uma pequena mesinha, logo voltando sua atenção para a letra do primo.
Ell,
Tenho quase certeza de que, há alguns segundos atrás, quando recebera a carta, estivesse se perguntando quem o enviaria algo em um período tão incomum. Mas também tenho certeza de que você sorriu logo que viu que quem mandara não fora ninguém senão seu louco primo. Sim, completamente fora de época, mas, porque apenas enviar nelas, afinal? Oras, como posso me limitar a enviar cartas apenas quando os momentos exigem-nas sendo que meu desejo de que você venha logo para Oxford ou que nos encontremos fala mil vezes mais alto? E se não acreditam digo isso jurando pela alma da rainha, já que a envolvemos em tudo. Tenho todos os motivos possíveis para sentir saudades e para amaldiçoar o tempo que parece passar tão devagar. Mas, enfim, essa carta não tem propósito algum, foi apenas resultado da monotonia de todos os dias sem a sua companhia. Como vão as coisas aí? A Wammy’s House é interessante? Espero que esteja bem – e que também esteja ansioso para vir para Oxford — e que tenha feito amizade com alguém; E William? Continua agindo como se estivesse no exercito? Provavelmente, mas não me importa – exceto se isso esteja lhe incomodando. Mas logo todas as limitações não vão passar de memórias, você vai ver. Andei perambulando pelas ruas daqui e achei vários lugares que nunca imaginei que existiria; E eles são incríveis!
Bem, Ell, acho que não tenho muito mais a dizer – Ou melhor, tenho e muito, mas acho muito melhor guardar tudo para nossas futuras conversas. Não se esqueça de me mandar cartas também, Senhor Johnson, e não se preocupe, mandarei as minhas com a mesma frequência de sempre, embora mais fora de época.
Cada vez mais ansioso, Julian.
– Julian, não? – Mail rira, vendo o tom fortemente avermelhado nas bochechas do garoto e o sorriso bobo nos lábios do mesmo, junto do brilho apaixonado nos olhos. Elliot corara ainda mais, desviando o olhar da carta para o ruivo, em seguida suspirando e assentindo.
– Cartas? Que romântico. – Beyond arqueou as sobrancelhas. — Uma declaração, suponho? – riu, se sentando ao lado de Nate. Elliot meneara a cabeça negativamente, sorrindo.
– Apenas uma carta que ele diz ser fora de época. – Estendeu o papel a Beyond, que logo começara a lê-la.
– Não foi uma declaração, mas sim metade de uma; Essa carta resumida resulta em um “Estou morrendo de saudades” e o cada vez mais ansioso quis dizer “Com todo o amor do mundo” – Beyond observou ao terminar e Elliot rira, ainda mais corado.
– Não diga besteiras. – Pegara a carta de volta, entregando esta a Mail, que começara a ler junto de Mihael. Ao terminar arqueara as sobrancelhas.
–Não, não são besteiras. O resumo de Beyond está certo. – Mihael comentou e Mail assentiu rindo e devolvendo a carta ao garoto.
– Pelo menos ele deu os primeiros passos, ao contrário de muita gente... – Pousou os olhos em Beyond e Nate, ambos corando fortemente e abaixando a cabeça. Logo o sino soou alto, junto dos diversos sons omitidos dos relógios, anunciando as 17:00. Beyond se levantou com pressa, tentando ignorar o rubor na própria face. Bateu a mão sobre a roupa, tirando a poeira.
– Bem, já vou descer. Não vou perder a chance de beber o chá mágico da Sra. Sachiko. – disse e os outros riram, Nate também se levantando e Elliot guardando a carta com cuidado. – Vocês vão?
– Daqui a pouco nós descemos, só mais uns minutinhos. – Mail comentou tranquilo e Mihael assentira. Beyond sorriu malicioso enquanto abria a porta.
– Olhe lá, hein... Não vai ser minha culpa se meus comentários ficarem mais... interessantes, se é que me entende.
– Você só pensa besteira. – Mail disse em tom risonho, corando fortemente. – Só uns minutinhos, para o disco acabar. Logo descemos.
– Sei... – o moreno rira, meneando a cabeça. Piscos um dos olhos para os garotos e logo fechou a porta. Os dois riram baixo, logo um silêncio confortável pairando sobre eles. Mail cantava baixo, de forma quase inaudível; Riu silenciosamente ao que Mihael beijou de leve seu pescoço.
– Eu poderia passar o dia inteiro assim, com você, aproveitando cada segundo, por mais simples que fosse o momento, sabia? – disse baixo, um sorriso apaixonado nos lábios.
– Eu passaria a vida inteira... – Mihael disse levemente rouco, beijando-lhe a bochecha. Mail sentira as bochechas quentes e não conteve um suspiro. Tirou o violão do colo, o deixando sobre o chão e se virara para o loiro, ajoelhado. Tinha um sorriso agora tímido desenhado nos lábios, suas bochechas ainda quentes ao que ele envolvera o rosto de Mihael nas mãos. Mihael sorrira, as mãos na cintura do loiro ao que eles se aproximavam, os lábios logo se roçando, assim como a ponta dos narizes. Não demorara muito para sentirem o gosto dos lábios um do outro, o ligeiro arrepio e o calor confortável que o corpo de ambos emanava. Mail entrelaçava os dedos finos nos fios loiros e Mihael acariciava de leve a pele do garoto ao que subira de leve a blusa do ruivo; Mail sentira as bochechas ainda mais quentes e os batimentos acelerados ao sentir o toque leve dos dedos finos e a intensificação do beijo. Mihael movera os lábios para o pescoço do ruivo, subindo um pouco mais a barra da blusa do mesmo. Mail tinha a boca e os olhos levemente entreabertos, ofegante. Segurava os baixos gemidos que insistiam escapar por entre seus lábios, os dedos comichando para sentirem a pele do loiro, mas, a despeito disso, ele recuou de leve, abaixando a cabeça; Decerto ele desejava o mais intimo contato com Mihael, mas seu lado racional falava mais alto que o emocional em momentos como este, fazendo com que o ruivo pensasse ser cedo demais. Mihael entendera no mesmo momento e sorriu de leve, uma vez que também pensava da mesma forma.
– Desculpe, é que...
– Não precisa se desculpar nem dizer nada, eu sei. Eu disse que queria aproveitar cada segundo possível com você, e quando mais calmas as coisas forem,melhor. Contanto que eu esteja com você, nada mais importa. – Pegou a mão de Mail, entrelaçando seus dedos com carinho. Com a mão livre segurou o queixo do ruivo, levantando seu rosto e tocando de leve seus lábios, logo se afastando. Mail assentiu, retribuindo o sorriso leve que o loiro lhe dava. Levantaram-se, batendo as mãos na roupa para tirar a poeira, em seguida guardando o violão e o toca-discos. Mail tirara a chave do bolso, enquanto Mihael envolvia sua cintura, beijando sua nuca. – Vamos, que também quero experimentar o misterioso chá.
¹ Fato mencionado no mangá How to Read
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