Yuiitsu No Reigai
15 Capítulo 15 - Kin'iro no gogo(PT 2)
Notas iniciais
Me desculpem a demora(Sei que os posts são de sexta e estou alguns minutos atrasadas, mas já era para esta postado umas 15:00) A semana não foi algo que posso dizer agradável(a vida não está sendo rs), eu estava sem pique para nada e, a despeito de já estar quase pronto, o capítulo teve que ser continuado.
E me desculpem por mais uma enrolação, mas vai ter PT 3 desse capítulo, se não ficaria absurdamente grande também (Deu, no total, já 6.000 palavras, e eu não terminei), mas não postarei na próxima sexta e sim um pouco mais adiantado, como segunda ou terça.
Enfim, sem mais delongas, ai está o capítulo. Perdoem os erros de ortografia, corrigi caindo de sono.
Oyasumi
Capítulo 14
Kin'iro no gogo
金色の午後
PT — 2
Dadas mais diversas pedaladas, calmas devido à canseira nos pés, o verão reaparecia nas ruas desconhecidas de Winchester. Mihael sorriu, vendo que seguira o caminho certo e que dali não muito tempo chegariam ao local estimado. A aparência era totalmente diferente da cidade; Havia menos casas, o asfalto não era tão meticulosamente bem feito e as calçadas pareciam desaparecer aos poucos, dando lugar a árvores, jardins e gramados extensos e dali a pouco um campo, grande e alto, verde, fazendo o coração de Mail palpitar.
E fora exatamente o ocorrido. As casas agora tão longes foram substituídas por um belo verde, iluminado pelos raios de sol, árvores e, isolada ao meio daquilo, mas com um ar tão gentil e tranquilo, uma casa pequenina, feita de tijolos, simples. O ruivo não conseguia acreditar na visão que tinha, uma exatamente igual às de seus três anos vividos ao lado da mãe na Itália. Seus batimentos eram altos e excitados, emocionados com tamanha familiaridade que tudo aquilo possuía. Os outros, por sua vez, ficaram abismados, tanto era o carinho contido em uma simples paisagem.
– Mello... Como? – Mail perguntara ao que encostaram as bicicletas em uma árvore. O loiro sorriu, levemente corado.
– Eu morava do outro lado de Winchester e nas viagens que me obrigavam a fazer eu, certa vez, passei por aqui. O que achou?
– É... É incrível! Exatamente como na Itália! Eu- Muito obrigado, Mello, de verdade! – O ruivo continha a vontade de abraçar o loiro. Olhava ao redor, vendo que Beyond já corria pelo lugar amplo e que os outros três observavam o resto ou, no caso de Lawliet, falava ao irmão que não demoraria até ele cair.
– Por que está me agradecendo?
– Por trazer minhas memórias de volta de forma tão... Tão linda e realista! – Os orbes verdes brilhavam, as bochechas estavam fortemente vermelhas ao que o ruivo se aproximava envergonhado, embora maravilhado. Sorriu para o loiro e dado alguns segundos lhe envolveu n’um forte abraço, surpreendendo o outro, mas que logo retribuíra, sorrindo ternamente. – Sabe como é sentir que daqui alguns minutos minha mãe abrirá aquela porta e irá me chamar, como ela sempre fazia enquanto eu brincava? Como se você fosse novamente uma criança sem ligar para nada além de seus mundos imaginários? – Ele afastou o rosto do peito do loiro, uma vez que ao abraçar-lhe o afundara ali, como seus abraços desde pequeno. Não ligou para a proximidade naquele momento.
– É assim que se sente, Matt? – o outro perguntou baixo, vendo nos olhos do garoto que cada palavra que ele proferia continha emoção e verdade.
– Exatamente assim. – Respondeu quase que sussurrando, ao que minimamente se afastou do outro, apesar de manter nele os olhos fixos. Seus lábios se curvaram em um sorriso ainda mais carinhoso e ele apenas sibilou. – Obrigado.
– Não foi nada. — O outro sorriu, meneando negativamente a cabeça. Só agora viam a proximidade que mantinham, seus corpos atraídos como imã e metal, os perfumes se misturando ao mesmo tempo em que os tons de seus olhos e o os batimentos do coração acelerado, embora no mesmo compasse um do outro. As bochechas afogueadas, os lábios entreabertos, as pálpebras que pesavam conforme as cabeças se inclinavam e eles mal percebiam tudo aquilo, tudo o que estava por vim. A respiração quente uma contra a outra e as mãos se entrelaçando com mais força e intensidade...
Um grito, junto de um som de baque contra o chão foram ouvidos e o ruivo e o loiro se afastaram de leve, ainda inconsciente e de mãos entrelaçadas. Beyond, que tentava subir em uma das árvores, falhara e caíra doloridamente sobre o chão. Near se apressou em ajudá-lo, embora tivesse batido em sua própria testa pelo som que interrompeu os outros dois de prosseguirem. Ajudou o moreno a se levantar e este sorriu um pouco sem graça, estranhando a expressão do menor, que embora sorrisse, negava com a cabeça. Os orbes escarlates se voltaram para o Lawliet e Raito, o irmão gêmeo com os olhos e o punho fechados e o outro massageando as têmporas. Só então que Beyond virou-se para Mihael e Mail, tão próximos um dos outro, observando a cena com os olhos um pouco cerrados e as bochechas vermelhas, que ele notara o que fez. Bateu na própria testa pela segunda vez naquela tarde de verão e sorriu tenso. Fez um gesto com a mão e gritou para os outros dois “Prossigam! Estou bem, finjam que nada aconteceu!”
Ouvido isso, os amigos, um pouco confusos, abaixaram o olhar para as mãos entrelaçadas e notaram os poucos centímetros entre eles. Arregalaram os olhos e separaram as mãos, virando-se de costas um para o outro, coçando a nuca em um gesto sem graça com as bochechas tão quentes quanto fogo. Nós quase nos... Mas... Como? Questionavam-se, afinal, achavam ainda que viam um ao outro apenas como melhores amigos e nada além disso. Elaboravam hipóteses de estarem indo longe demais, ou do outro já saber dos sentimentos que nutria por este, mas nenhuma chegava perto da realidade que eles insistiam em desacreditar. É incrível o fato de o ser humano ser tão inteligente em diversas coisas, mas tão ‘burro’ e cego perante o amor.
Mail suspirou, voltando à realidade, ainda corado. Tentou esquecer-se do ocorrido há pouco e virou-se para o loiro, sorrindo.
– Acho que vou ter que voltar a realmente ser uma criança e... Subir em árvores! – Seu sorriso se alargou e Mihael balançou negativamente a cabeça, sorrindo. O ruivo pôs-se a correr em direção ao moreno e sentiu a infância pulsando em suas veias. O sol brilhava afetuosamente, começando a declinar e a mudar os tons do céu. As nuvens raspavam a abóbada celeste em pinceladas leves e delicadas de rosa, branco, laranja ou amarelo, se não todas juntas.
– Não vá me dizer que não sabe subir em árvores, Senhor Birthday! – O ruivo parou um pouco arfante, com as mãos na cintura. Beyond revirou os olhos, se afastando da cerca de madeira onde se encontrava apoiado junto à Nate, Raito e Lawliet.
– Se eu tentasse, Lawliet me deixaria roxo. – Sorriu para o irmão ironicamente e foi retribuído da mesma forma. – Mas hoje conseguirei! – falou triunfante.
– Você acabou de cair... – Lawliet o olhou vituperado e o outro novamente revirou os olhos. Mail riu baixo.
– Eu o ajudo, tenho um pouco de experiência nisso. Permite-me, Lawliet? – Disse de forma polida, fazendo mensura, tirando uma risada baixa do outro.
– Nesse caso não tem problema. – Deu de ombros, apesar de Beyond tê-lo olhado incrédulo.
– Ele você deixa! – Falou como uma criança birrenta. Mail riu mais alto; Beyond era um adolescente que agia muitas vezes como criança e, a despeito de tudo, era isso que o tornava um amigo incrível.
– Mail é consciente. – Rebateu a indagação do gêmeo.
– E eu não sou? – perguntou tanto ao irmão quanto para o resto dos amigos.
– Não. – responderam os cinco em uníssono. Beyond olhou incrédulo, mas logo arrumara uma indagação melhor. Sorriu sádico, os orbes escarlates em um ar maligno.
– Que bem que sabem disso, já estão avisados... Realmente, espero que sejam todos... Conscientes de seus atos. – Encarnou outro personagem em suas falas e foi andando até a árvore, rindo baixo. Os outros arquearam uma das sobrancelhas e Mail, rindo, correu até ele.
– Uh, que intimidador você é, Oh mestre dos Serial Killers! – Disse em tom de escárnio, empurrando o garoto de leve enquanto ria. Beyond sorriu com um ar de superioridade. – Pff, é o maior sádico do mundo, mas não sabe subir em árvores. Lastimável...
– Hey! Quem disse que não sei? – Já estavam próximos à árvore quando questionara, colocando a mão na cintura e com um olhar ainda incrédulo. Mail riu de leve.
– Você demonstrou isso quando caiu e... – O ruivo se interrompeu, as bochechas avermelhando-se fortemente, de imediato. Beyond alargou seu sorriso, agora malicioso, e arqueou uma das sobrancelhas.
– E atrapalhei vocês dois? – empurrou o outro com o ombro. – Desculpe-me, maninho, não foi minha intenção, mas... O que foi aquilo!? – Seus olhos tomaram um brilho repentino. Mail corou ainda mais, se possível.
– N-Não foi nada... Não... Ah, B., Eu... Eu não entendo mais nada que acontece! – Levou a mão ao rosto, num gesto de desespero. O moreno riu de leve, o puxando pelo ombro em um abraço.
– Calma, para tudo há uma solução. E não é difícil achar a desse caso, huh?
– Que solução?
– Vocês se gostam, oras! Ele de você, você dele! E isso significa que devem ficar juntos! – Falou entusiasmado, erguendo os braços e fazendo Mail rir, mas logo ficar sério e lhe empurrar.
– Não- Não fale besteiras, Birthday! Mello só me vê como melhor amigo, nunca vai ser como... Como eu o vejo.
– Não fale besteiras digo eu, Jeevas! Pff, vai ficar quanto tempo acreditando nisso? – O de orbes vermelhas tentou se conter, pois, a despeito de estarem longe dos garotos, nunca se sabe quanto a audição de Mihael.
– Para sempre, pois é a verdade! – Mail, completamente enganado de seus pensamentos e falas, também tentava se conter.
– Certo, continue mentindo para si mesmo. – O outro, de pensamentos corretos perante o caso entre os dois amigos, deu de ombros. – Quando ver que estou certo, já sabe com o que me presentear. – Sorriu, e Mail, um pouco mais descontraído, riu maliciosamente.
– O Near? – Beyond ficou estático, as bochechas quase que o tom de seus olhos.
– Você- Você não presta, Mail! – O garoto, sempre tão agitado e hiperativo, agora parecia que não era nada além de envergonhado. Mail riu mais.
– Olhe quem fala! – Agora vamos, quero ver se consegue mesmo subir. – Bateu a mão de leve no tronco da árvore de estatura mediana. Beyond olhou-a por um tempo, o tronco alto, embora ele tivesse altura. O ruivo sorria em triunfo, logo se agachando a entrelaçando os próprios dedos. Olhou para o moreno, que o olhava com tédio, mas logo cedeu, pondo um dos pés no “degrau” feito pelo amigo. Prendeu as mãos no tronco onde subiria e logo, com um impulso, estava sentado sobre esse. Mail esfregou a palma das mãos, e Beyond sorrira, estendendo os braços.
– Obrigado, Matt! – acenava para os amigos do outro lado do campo; Near sorria de leve, Raito e Mihael riam e Lawliet massageava as têmporas, um sorriso pequeno nos lábios.
– De nada, nii-san – riu, sendo acompanhado pelo moreno, embora este parasse logo.
– Mas... E você? Como vai-
– Beyond, se você soubesse quantas árvores eu subi quando menor... – Ergueu-se o máximo e pulou, as mãos presas com firmeza à madeira. Deu mais alguns impulsos com facilidade em pouco tempo já estava sentando como o amigo, no tronco ao lado, sorrindo. Esfregou as mãos e fechou um dos olhos por ter as machucado, embora já se acostumasse. Beyond o olhou impressionado, mas não perderia a oportunidade novamente.
– Oh, me desculpe, Tarzan. – Disse com desprezo, embora segurasse o riso, ao contrário de Mail, que desatou a rir, logo contagiando o outro.
– Idiota... – O ruivo tentou dizer, rindo, e estendeu o braço para empurrar o amigo de leve, mas este desviara.
– Não venha com esses seus empurrões... Deixe-me ficar pelo menos um pouco aqui. – Fez uma expressão emburrada e Mail riu de leve, meneando negativamente a cabeça. Encostou-se no tronco da árvore, suspirando e vendo o local a sua volta. O pôr do sol estava em um de seus momentos mais espetaculares, o que lhe lembrou de algo. Olhou para a cerca de madeira, onde Mihael estava sentado, e assoviou, chamando sua atenção. O loiro olhou e o ruivo fez um gesto com a mão, logo este vinha rápido em sua direção. Olhou o amigo de cima e sorriu gentil.
– Consegue subir?
– Creio que sim... – O outro disse meio incerto, mas foi respondido por um sorriso radiante. Mail estendeu a mão ao que o loiro, com um pouco de dificuldade, tentara subir, mas conseguira, principalmente quando tivera as mãos entrelaçadas às do ruivo. Sentou-se ao lado do amigo e voltou os olhos para o horizonte, assim como o outro. Sorriu leve. – Tem uma linda vista daqui, não?
– Extremamente. Se eu pudesse escolher um lugar para passar o resto da vida, com certeza, seria aqui...
– Acho que também tomaria a mesma escolha... É... Magnífico.
– Viu só? Nascemos para sermos amigos, não há sombra de dúvidas nisso! Melhores amigos, vivendo o resto da vida no mesmo lugar! – Mail dizia entusiasmado, esticando os braços e por pouco não cairá pela perda de equilíbrio, pois Mihael fora mais ágil e lhe segurara, rindo de leve. Aproveitando a situação, o loiro puxou o ruivo para um abraço, encostando suas cabeças.
– Com certeza, Matt. – Suspirou junto ao outro e riram levemente envergonhados, embora logo ouvissem uma risada baixa ao lado que fizera a vergonha tornar-se extrema, mas não se afastaram. Matarei Beyond quando chegarmos à Wammy’s..., Pensavam, embora aquela vergonha fosse estranhamente engraçada e agradável. Logo o riso foi substituído por vozes.
– Consegue subir, Near? – Beyond perguntou ao garoto que lhe olhava ao que o moreno o chamara. A baixa estatura de Near e a pouca aptidão com ações como aquelas o deixava inseguro. Ele mordeu o lábio com força, como de costume, apertando as mãos. Sentira um gosto leve de sangue dali a pouco, mas não dera importância. Beyond suspirou sorrindo e olhou para baixo, logo pulara. – De fato, acho que não é boa ideia. Vamos ali. – Apontou para uma árvore onde a sombra parecia boa e puxou o braço do albino, correndo até lá. Matt e Lawliet – Que espalhava algumas balas sobre a grama, onde se sentara com Raito – observavam discretamente e sorriram. Logo se encontravam em um confortável silêncio que durou por longos minutos, onde eles, calmos, suspiravam. Mail tinha os olhos fechados e Mihael vez ou outra o observava, aquela calmaria angelical que lhe deixava inconsciente. O sol quase dava seu ultimo adeus quando o loiro suspirou e com cuidado pulou da árvore. Mail estava acordado, mas quisera ficar por mais um tempo ali, sentindo a brisa leve e os últimos raios de sol. Lawliet, Raito, Beyond e Near já estavam levantados e caminhavam em direção às bicicletas com calma, assim como o loiro.
O ruivo suspirou e por fim abriu os olhos, se desencostando do tronco e olhando para baixo. Um vento frio lhe cortara e ele prendeu o ar; Subir em árvores era que o ruivo realizava muito bem. A despeito disso, sempre que as descia, algo acontecia. E não fora diferente esta vez, tantos anos depois.
Mail impulsionou o corpo para frente, do jeito certo de descer, mas o equilíbrio lhe fez falta e seu pés não se prenderam ao chão, e sim “afundaram” neste, gerando uma dolorida queda. Mihael, que era muito observador e atento, notou de imediato e arregalou os olhos, mas Mail ria, como se nada lhe acontecera. Correu até o amigo, deixando os outros confusos para trás.
– Matt, você está- Viu um filete vermelho escuro escorrendo pela testa do ruivo que permanecia a rir. Havia pequenos arranhões no rosto, mas destes mal saia sangue. O loiro engoliu seco.
– Estou bem, Mells, só cai, para variar. – Sorriu para o amigo, massageando o tornozelo que torcera. – Só preciso de uma ajuda para levantar. – riu e Mihael logo se pôs de pé, ajudando o outro a fazer o mesmo, usando-o como apoio. Mancava um pouco e sentia uma ardência nos joelhos, lugar cujo sangue logo deixava suas manchas no jeans. Ao verem o filete vermelho manchando a pele alva do ruivo, os outros arregalaram os olhos, confusos.
– O que houve? – Beyond correu até o ruivo, levantando um pouco a franja para ver o corte. Mail sorriu.
– Cai quando desci.
– Fala isso como se fosse só um machucadinho! – O irmão protetor e preocupado tomava o lugar do divertido e sarcástico. – Near- O albino já lhe estendia um de seus lenços, com prontidão. Beyond lhe sorriu como agradecimento e voltou-se para o ruivo, agora sentado sobre o banco da bicicleta encostada à cerca. Deu o lenço a Mihael e foi até sua mochila, dizendo que talvez tivesse água ali. O loiro, por sua vez, colocou o lenço dobrado sobre o corte, pressionando de leve para estancar o sangue; Mail tinha a pele frágil, o que fazia qualquer corte, por menor que fosse, liberar nem que fosse uma gota de sangue com facilidade. O ruivo sorria, achando desnecessária aquela preocupação, apesar de logo algo lhe ter tocado o âmago, marejando seus olhos com facilidade ao que algo lhe passara pela mente. Mihael notara e se preocupou.
– Está doendo, Matt? – Lhe levantou um pouco o rosto encarando o esverdeado embaçado. Mail corou e piscava continuamente, mas sorriu.
– Não, é que... Eu me lembrei de quando caia quando menor... – riu, coçando os olhos como se quisesse afastar as lagrimas. – E ela sempre estava lá, fazendo o mesmo que vocês, com essa preocupação toda sem motivo.
– Não é sem motivo coisa alguma. – Beyond falou, trazendo uma garrafa com água, e Mihael concordou sério, embora quisesse abraçar o ruivo. – Acontece que o nosso garotinho é muito frágil e se machuca até quando não faz nada!
– Fora o fato que você, bem... Digamos que você é o caçula, já que Near não se mete em confusão como o senhor. – Mihael completou e Beyond assentiu. – Então não estranhe essa preocupação, ao contrário: Se acostume.
– E sobre aquilo... Bem, quando eu e Mihael estivermos andando por ai e vermos qualquer um desses que fizeram mal à sua mãe ou você, suponho que já saiba o que vai acontecer. – Mail riu, assentindo. – Ou a quem fazer mal a você. – Arqueou uma das sobrancelhas e o garoto abaixou a cabeça, mordendo o lábio inferior. Mihael agachou ao seu lado e mexeu de leve nos fios ruivos, limpando o filete que restara.
– E aposto que ela estaria rindo se visse que, mesmo após 12 anos, o filho dela continua caindo ao descer das árvores. – Riu de leve, acompanhado do ruivo.
– Culpe minha falta de equilíbrio. – Justificou o outro.
– Certo, é culpa do equilíbrio, ruivo. – Meneou negativamente a cabeça sorrindo e se levantou. Mail, já não sendo a primeira vez, virou a cabeça para o lado, vendo o topo de algumas casas. Os outros garotos estranharam aquele interesse repentino do ruivo e voltaram os olhos para a mesma direção, no horizonte da cidade de Winchester. Focaram mais e depararam com algo que também lhe deixaram angustiados. O silêncio, a tensão e o vento frio que vinha do sul arrepiaram os garotos.
– Vocês... Entrariam? – Beyond perguntou, embora já soubesse a resposta. Os garotos a deram em forma de suspiro, embora houvesse uma palavra simples e clara nestes. Beyond puxou de leve o braço de Near, indo até a bicicleta. O menor pegou suas bolsas, as colocando sobre o ombro de forma transversal e se sentando como anteriormente. Lawliet e Raito fizeram o mesmo, e Mail fora ajudado por Beyond e Mihael; Logo os três estavam devidamente prontos.
– Mello... – O ruivo, que segurava o pano sobre o ferimento, chamou em voz baixa pelo outro, que o olhou com o canto dos olhos. – Voltaremos aqui outras vezes?
– Claro que voltaremos, Matt! Só vamos embora pois logo escurece e o caminho fica mais difícil de se reconhecer. Mas podemos vir quando quisermos. – O loiro sorriu e o ruivo retribuiu.
– Obrigado, de novo, loiro. – corou ligeiramente, mas sorria gentil.
– De nada, ruivo. – Os orbes azuis brilhavam.
– Vamos, não temos tempo a perder. – Beyond chamou a todos, a voz demonstrava que em suas veias pulsava adrenalina e tentação perante uma aventura, que em seu ponto de vista, não devia ser desperdiçada. Mail sentira os sentidos ambíguos daquela frase e sentiu um palpitar animado, a despeito de um tanto quanto tenso, em seu peito.
– Vamos aonde? – Questionou, embora já soubesse da resposta.
– No lugar onde nós seis estamos realmente curiosos para ir. – O vermelho se envernizou e os lábios esbranquiçados formaram um sorriso. Puseram-se a pedalar, seguindo o caminho junto ao sorrateiro e arrepiante vento que de repente viera lhes acompanhar.
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