Yuiitsu No Reigai
12 Capítulo 12 - Kaikoroku
Notas iniciais
Etto, postado no dia certo, apesar de as datas serem apenas de sexta (O próximo só sai sexta, para voltarmos ao prazo certo). ~Não vou aguardar por reviews para postar, senão a Reira-chan me mata -q~
Hum, Michaelis-chan (Posso chama-la assim? kk Michaelis é *um sobrenome e tanto* -q), Seja bem vinda ♥
Capítulo simples, a despeito do tamanho. Vejam, eu supus que esse capítulo não sairia das 1000 palavras, mas acabei seguindo e por fim terminou com suas 3000 e algumas centenas. Queria adicionar mais algumas coisinhas, mas achei melhor como estava.
O tanoshimi. Meras palavrinhas lá embaixo.
Capítulo 12
Kaiko-roku
回顧録
Winchester, Dezembro de 2005.
O início do inverno já dava seus sinais. A neve caia lenta e graciosamente sobre as ruas de Winchester, onde caminhavam pessoas bem agasalhada. O vento forte e gélido batia contra as árvores, as deixando dali a pouco cobertas de gelo, embora outras ficassem apenas de neve. O jardim da Wammy’s House antes verde, agora era branco, sem sequer uma insinuação de que ali jazia um bem cuidado gramado. A lareira do orfanato aquecia o recinto, onde a maioria dos que lá habitavam estavam envoltos em suas cobertas ou dormindo em profundo sono.
Apesar disso, no ultimo quarto à esquerda, no corredor do dormitório masculino, penúltimo andar, o ruivo se encontrava jogando um de seus jogos, sentando sob o chão com o olhar fixo na televisão defronte. Na cama deste, onde não havia janelas, estava o loiro, assistindo o jogo do garoto, embora preferisse que este estivesse ali, ao seu lado, conversando amenidades como sempre faziam. Enquanto Mihael encontrava-se no meio de peças de roupa grossas e quentes –entre elas havia uma do ruivo -, sem citar seus cobertores, Mail vestia apenas uma calça jeans, sua costumeira blusa listrada e um casaco quente de Mihael – Não estava com a mínima vontade de usar os seus, e arranjou um desculpa para que pudesse usar um dos do loiro, onde o aroma que o entorpecia era forte e o deixava fora de órbita. Em suas pernas, um cobertor fino.
Mail suspirou e deixou o controle sob o chão de madeira ao que uma tela escura, por onde desciam letras brancas surgiu. Levantou-se, levantando os goggles para cima de sua cabeça e andou até sua mochila, onde, há tempos, encontrou o acessório junto do crucifixo que pertencia ao loiro. Este o olhou confuso.
– Desistiu de jogar? – Mentalmente, riu pela indagação de algo impossível.
– Não. Terminei o jogo. – O ruivo andou até o loiro, segurando a mochila, e sorriu, se sentando na cama. Mihael o fitou incrédulo enquanto puxava as cobertas para lhe dar mais espaço. O ruivo encostou-se a parede e se pôs abaixo das cobertas, dividindo-a com o loiro.
– Você começou ontem...! – o ruivo apenas riu em resposta. Mihael deu de ombros, já acostumado com o amigo. – O que está procurando?
– Não sei... Mas, de alguma forma, sei que tem algo escondido por aqui... Lembro-me de ver minha mãe escondendo algo, uma reminiscência que tem haver com algo que ela me disse... – O ruivo continuava a procurar. Jogou as poucas coisas que agora havia ali dentre sobre a cama; Papeis de desenho, alguns objetos e um caderno, que não havia despertado interesse neste até então. Guardou o resto e o pôs sobre o colo, folheando a esmo e se deparando com folhas brancas ou com alguns rabiscos. Vez ou outra parava em folhas desenhadas e sorria com as bochechas rosadas e os olhos brilhando, como Mihael, ao que viam desenhos que faziam quando menores; Sentiam falta daquela época...
Mail fechou o caderno e o observou por um tempo.
– Não está entre as folhas... Já sei! – Disse em tom alto, assuntando o loiro que logo riu. Pegou a capa da frente de seu caderno, onde havia quase que imperceptivelmente outra folha no verso, onde Mail se lembrava de guardar algumas dicas que podiam ser usadas em diversos jogos de seu game boy. Não se surpreendeu ao achar o pequeno pedaço de papel com a caligrafia bonita de sua mãe, embora não fosse isso o que procurava, e sim o outro documento que agora segurava, a ponta dos dedos apertando a borda deste devido o impacto contra o ruivo.
Era uma foto rasgada nas bordas, um pouco manchada pelos anos; Havia duas, seus versos colados uns aos outros, por fim, gerando uma única. A primeira que Mail vira era uma onde ele, com no mínimo um ano, encontrava-se no colo de uma mulher bonita, cujos traços eram semelhantes aos de Mail, de cabelos da mesma cor que os dele, embora seus olhos fossem azuis. Ela sorria, um sorriso bonito, terno e sincero, que fez uma dor dilacerante acertar em cheio no peito de Mail, que, a despeito disso, não conseguia conter seu sorriso ao ver o da própria mãe. Ao lado da mulher, Um homem de cabelos castanhos escuros e olhos verdes, que sorria abertamente; Outro golpe em Mail, que mesmo assim não tirava o sorriso fraco que na maioria das vezes lembrava tanto o da mãe, constatou Mihael, que fitava a foto junto do garoto e sequer notara que sua cabeça estava deitada no ombro desse. Mail passou os dedos trêmulos sobre os rostos dos pais, a saudade crescia a cada segundo. Antes de virar a foto, viu que na borda, com a mesma caligrafia do papel de códigos, havia escrito “1990, Dec.” ¹ , informando que fora o ano em que Mail nascera, em dezembro.
Virou a foto, se deparando com outra, como esperado. Esta já era diferente da outra; Na borda “1993, 02, Feb! ” O 3º Aniversário de Mail.
Na foto, ele e a mãe sorriam abertamente, os olhos fechados; Mihael agora tinha certeza de quem Mail puxara o sorriso. Ambos tinham algumas gotas de tinta sob o cabelo ruivo um pouco bagunçado e sob o rosto igualmente alvo. Também tinham sobre as cabeças goggles idênticos aos de Mail, que constatou que o que usava agora, com seus 15 anos, era da própria mãe.
– Ah, agora me lembrei! – Apontou para os que estavam sob a sua cabeça na foto; Estes eram bem menores. – Um dia o deixei no meio do campo e sai correndo atrás de algo, suponho ter sido algum inseto que me impressionou. – Mihael rira baixo. – E quando voltei pisei nos goggles, justamente nas lentes, que fizeram um fundo corte no meu pé... Admito que doa até hoje se eu piso com força... – O loiro arqueou as sobrancelhas num ar preocupado, mas o ruivo riu, corando. – Minha mãe passou a tarde inteira cuidando disso, até deixara de lado as lentes dos goggles... Arranjaria outras, porém ela já pressentia algo nessa época; Quanto mais afastados da cidade, melhor. – Ele suspirou, voltando os olhos para a foto. Mihael achou melhor desviarem do assunto que já ferira tanto Mail.
– Seus pais pareciam ser muito gentis, e sua mãe era muito bonita. – Vejo a quem você puxou, ruivo... – E que bonitinho você era, Jeevas...! – Fez uma voz propositalmente petulante, o que tirou uma gargalhada do ruivo, que empurrou o loiro com o braço, de leve. Este levou a mão até suas bochechas avermelhadas e as apertou. O vermelho adensava-se a cada segundo.
– Ai! – O outro ria, empurrando a mão do loiro. – Era? Não sou mais bonitinho, Mells? – fez uma expressão falsamente tristonha, tentando conter o riso. Mihael riu baixo e corou de leve.
– Achei que eu não precisasse comentar sobre isso, huh? – Falou baixo, a essa altura enrubescido. Mail tinha as bochechas estalando, mas não perderia a oportunidade de provocar o loiro.
– Então eu sou bonitinho ainda? – Se inclinou um pouco para o loiro, que riu, embora achasse aquela aproximação perigosa.
– Não. – Falou sério, mas não se conteve com a expressão indignada do ruivo que se afastou um pouco, fingindo desapontamento. – Estou brincando, seu louco. Que pergunta idiota, não? – Falou em tom obvio e Matt reprimiu os lábios que insistiam em formar um sorriso, apesar de as bochechas fortemente coradas não passarem despercebidas, ainda mais com o tom de sua pele tão alva. – Estou falando sério, você ganha desse orfanato inteiro! – Idiota! De novo, Mihael? Como você quer esconder seu amor incondicional pelo seu melhor amigo desse jeito? O loiro se reprendeu mentalmente.
– Não ganho de uma pessoa. – O ruivo disse baixo, mas de forma que fosse possível escutar.
– Quem? – Mihael nunca vira nada que se comparasse a Mail, afinal, não era apenas a beleza externa que contava.
– Certo rapaz chamado Mihael Keehl. Conhece? – Falou, as bochechas a ponto de explodir, mas tivera coragem. O loiro corou, embora risse alto.
– Conheço, e como. Mas a parte de ele ser mais bonito que um tal de Mail Jeevas é mentira, das grandes a propósito. – Se aproximou do ruivo, sequer ligando para o perigo que pairava no ar; Aquele desejo que se aumentava cada vez mais era incontrolável e fazia com que os garotos agissem quase sem perceber, se dando conta apenas quando milímetros separavam seus lábios. Seus narizes se roçaram e ele tocou as bochechas quentes do outro com os indicadores. – Ninguém ganha do Senhor Mail Jeevas. Ninguém.
– Só o Senhor Mihael Keehl. – O outro, ainda mais corado, riu baixo, após um silêncio que parecia os impulsionar para frente, quase lhes juntando os lábios. Mihael revirou os olhos e levantou as mãos em sinal de impaciência. O ruivo deu uma gargalhada com a “calma” do loiro.
– Ah, pare com essa insistência, Jeevas! – e começou a fazer cócegas no ruivo, que era tão frágil a isso. Já sabia seu ponto fraco, apesar de ter consciência de como terminava aquela brincadeira: Um deles deitado, o outro por cima deste e aquela aproximação que se somava às bochechas coradas e a respiração ofegante. Uma visão tentadora para ambos, porém que deviam resistir.
Desta vez Mihael não insistira muito nas cócegas, pois a respiração do ruivo já ficava dificultada no inverno e os cobertores atrapalhavam um pouco. Mas já fora o suficiente para deixar as bochechas do ruivo vermelhas e sua respiração descompassada; Quando o loiro parou, deitou a cabeça sobre o colo deste e fechou os olhos, sorrindo. Mihael sorriu, contagiado e também pela visão que tinha. Levou as mãos até os fios lisos e escarlate, os acariciando como sempre tivera costume. Às vezes passava a ponta do dedo fino sobre uma das cicatrizes do rosto do ruivo, sentindo a vontade de acabar com a vida dos que fizeram mal ao garoto que tanto amava e queria bem. Passara tantos anos analisando por horas o rosto belo de Mail que sabia identificar até quando uma cicatriz ficava mais fraca, e uma ruga de confusão surgiu entre suas sobrancelhas ao notar uma diferente sobre a boca se Mail.
– O que foi isso, Matt? Nunca havia notado... Parece que não é tão velha... – Levou a ponta do indicador até os lábios macios, carnudos e róseos que os seus tanto almejavam tocar, mas tentavam se conter. Às vezes aquelas atitudes eram quase tão comuns quanto seus abraços sem motivos, afinal, eram melhores amigos há 11 anos.
Mail engoliu em seco. Ainda escondia sobre o fato de apanhar dos garotos que sempre o perseguiam. Claro que havia mais outras cicatrizes, mas Mail as escondia à medida do possível. Muitas estavam por baixo das peças de roupa, o que para Mail era um alivio, mas os socos direcionados à sua boca aos poucos deixaram uma visível marca aos olhos atentos de Mihael.
– Ah, isso... Não foi nada-
– O que houve? – O loiro o olhou sério, mesmo que o outro ainda permanecesse com a cabeça em seu colo. Mail suspirou.
– Ah, é que... Um dia o grupo de Ethan me empurrou sem querer e bati a boca em meu armário. – Inventou algo. Sentia-se péssimo em ter que mentir para o garoto que menos gostaria de estar fazendo isso para.
– Sem querer?! Nada que aqueles seres desprezíveis fazem contra você é sem querer, Matt, você sabe muito bem! – A irritação era visível no loiro. – E por que não me disse?
– Beyond já havia pegado um lenço emprestado com Near para limpar o corte e eu acabei me esquecendo. – Aquilo não era de todo mentira. – E eu não queria lhe meter em confusão. – Mail dizia com toda a sinceridade e seu lado protetor. Mihael respirou fundo e puxou o ruivo novamente pelo ombro para deitar sua cabeça sob seu colo, ao que este, para se explicar, havia se sentado na cama. Mail mais tarde riria com o ato, já que corar era algo que lhe ocorria normalmente.
– Não precisa se importar comigo, Matt. Eu não tenho medo deles, muito menos de me meter em alguma briga. Além do mais, sei que Beyond faria de tudo para te proteger também. – Mihael, incrivelmente, não sentia ciúme do moreno, uma vez que este já deixara claro sem nem mesmo utilizar palavras que, por Matt, nutria amor de irmão, diferente de certo garoto do grupo. – Se eu ver mais uma dessas e descobrir que veio de Ethan, ou seja lá quem for de seu grupo, eu vou até mesmo sem o Beyond atrás deles e não volto até fazer pelo menos um arranhão naquele... Garoto.
Mail ouvia atentamente às palavras do loiro e o peso em sua consciência parecia ter aumentado. Os garotos não iriam parar até conseguirem realizar seus objetivos, e Mail não teria coragem de contar ao loiro, por mais que a forma com que ele o protegia lhe tirava suspiros. Os olhos verdes se encontraram com os agora calmos do loiro, que voltara a mexer em seus cabelos e deslizar o dedo pela pele macia do outro. Mail se demorou naquele mar, mas logo sorriu, e Mihael entendera o significado dos sorrisos do ruivo; Aquele pedia claramente “Desculpe”. Balançou a cabeça negativamente e não conteve o sorriso pequeno em seus lábios. Desviou o olhar para as cicatrizes e suspirou, sentindo suas texturas.
– Elas têm histórias, suas cicatrizes?
– Sim. Muitas são iguais, mas outras eu gosto de contar. – O garoto sorriu pelo interesse do loiro, mas logo o sorriso desmanchou-se. – Embora tenha outras que...
– Não precisa contar se não quiser. Ou só conte-me das que gosta, se preferir. – Sugeriu o outro, que já sabia da dor que aquelas histórias tinham sob o ruivo. Este sacudiu a cabeça negativamente, suspirando.
– Não, eu as conto. É que... Você entende, não? – Gesticulou com as mãos, como tinha o costume de fazer e o loiro riu baixo, concordando. – De fato, você é mesmo italiano, ruivo, comentaria depois com o garoto, mas manteve o pensamento guardado.
– Comecemos por esta. – Levou a mãe até a testa, afastando os fios da franja, aonde uma cicatriz longa e grossa ia da têmpora até metade da testa, em diagonal. – Fiz quando fui pular de uma árvore alta sem ajuda da minha mãe; Com ela vieram os joelhos e braços ralados. – Ele disse risonho, sentindo falta daquelas quedas em que se machucava, chorava um pouco, mas em seguida sua mãe lhe fazia rir e inventava histórias onde o herói possuía um machucado como o dele. — Está foi correndo pela casa, esta correndo pelo campo. – Ia apontando para as cicatrizes conforme se lembrava de suas histórias. – Estas foram em um roseiral que achei escondido perto de um rebanho de ovelhas que havia por lá, entre as estradas de barro em que eu andava sozinho, procurando por objetos estranhos. – Mihael se pendurava em cada palavra do loiro e sentia vontade de ter vivido em um lugar como o que Mail citava e ter vivido suas tantas aventuras com apenas 3 anos.
– Estas... Bem, foram de quando minha avó me empurrou sobre os cacos de vidro de um vaso que meus primos quebraram e depois colocaram a culpa em mim; Confesso que eu mal dormi, tanto por chorar, quanto pela dor e a dificuldade de tirar alguns cacos de vidro da minha pele. – Mihael fez uma expressão horrorizada. Como alguém chega a ser desumano ao ponto de fazer isso com uma criança? - Estes foram de surras que levei, tanto deles quando dela; Ah sim, incluía a vizinhança. Essas foram feitas por um cachorro feroz de uma das vizinhas; Alguns garotos do bairro me empurraram para dentro do canil onde ele dormia, mas consegui não me machucar tanto, pois um guarda passeava pelas ruas e acharam melhor tirar-me dali e me esconder. Fui embora, mas acho que o guarda suspeitou do sangue que tinha pelo caminho...
– Por favor, Matt, quando ver qualquer um deles caminhando pela rua, me avise. Somente me avise. – Alertou, tentando conter a irritação.
– Foram tantos que precisaria de um exercito para matá-los. – Mail riu.
– Exercito,tsk. Necessitaria de exercito se você fosse alguém que eu estaria protegendo por proteger, não por que quero te deixar salvo de mais crueldade.
Mail corou fortemente.
– Isso... É verdade?
– Verdade?! Verdade é pouco, Matt! Eu me colocaria contra um exército, sem arma alguma, só para te proteger! Sua vida vale mais que a minha, com toda a certeza do mundo; Para mim vale.
– Não diga bobagens...
– Bobagens?! Matt! – O segurou pelos ombros, ao que este voltara a se sentar na cama. – Você ainda não- “Não percebeu que eu te amo e faria tudo para te ver feliz?” Não, Mihael, não continue. – Olhe, tudo o que lhe disse não foi o suficiente? Você tem uma história em que até a pessoa mais sem emoções, mais que o Near – Mail rira baixo – se comoveria. Eu considero como minha missão te proteger. E isso basta.
– Não precisa disso; Não gosto de-
– Não venha com essa história de causar confusões, pois não condiz com nada, Senhor Jeevas.
Mail suspirou, deitando a cabeça novamente sobre o colo do outro; Não adiantaria nada tentar convencer Mihael de algo que ele já discutia com tanta certeza.
– Certo, Senhor Keehl... Já que não tem jeito...
– Que bom que entende. – O outro sorriu sem dentes e Mail rira, soltando um longo suspiro. Ficaram em silêncio, enquanto a mão do loiro, vez ou outra, enrolava uma mecha vermelha.
– Era bom, no campo? – o loiro perguntou baixo. Mail fechou os olhos e sorriu.
– Era ótimo. Não havia carros, era tudo quieto. Andava-se descalça, sem medo de pisar em algo; Pegávamos as frutas das árvores! Tinham muitas lá, era ótimo. Sem falar nos insetos estranhos e nas flores que nunca imaginei ver na vida. Os cachorros que passeavam por lá eram mansos, e o céu... Ah, era simplesmente magnífico! De noite, daria para encontrar constelações com a facilidade de um astrônomo; Minha mãe me mostrava várias...
– E o pôr do sol? – Mihael já era tão fascinado pelo céu quanto o ruivo. Pegara dele está admiração.
– Era ainda mais belo, ainda mais visto da ponte para atravessar um riacho largo que eu e minha mãe desistimos de achar o fim. O sol parecia tão perto, que tínhamos de fechar os olhos às vezes, devido à luz forte. Você adoraria ir lá, ou conhecer minha mãe.
– Seria um prazer... Você sente falta de lá?
– Sinto, e muita... Mas eu prefiro estar com você, com os garotos. – Sorriu e foi retribuído. – Aposto que se fossemos os seis, não gostaríamos de voltar, nunca mais.
– Admito que eu fiquei com vontade de ir... – O loiro riu baixo, assim como Matt.
– Podemos morar lá quando casarmos. – E riu alto com a própria brincadeira que gostaria que virasse realidade dali alguns anos. Mihael o acompanhou no riso.
– Ah sim, e nossos filhos vão fazer o favor de pisarem nos próprios goggles ou crucifixos e pular de uma árvore da altura de 5 metros. Ia ser incrível.
Mail riu mais alto.
– Não eram 5 metros, e sim 3. – Corrigiu, fazendo o loiro rir. – Não quero nem imaginar o trabalho que elas dariam...
– Mas seria divertido... – O loiro contemplou em voz alta, o ruivo concordou, após um bocejo. Seus olhos começavam a pesar, somado aos cabelos acariciados pelas mãos confortáveis do loiro e o frio. Mihael sabia o que vinha dali alguns minutos. – Mas ainda iremos lá, todos nós e apenas nos dois, você verá, Mells... – sua voz ia se tornando sonolenta e o loiro riu baixo, concordando com a cabeça enquanto o cobria direito.
– Iremos, Matt, sem dúvidas iremos. – E então o ruivo sorriu, se entregando aos sonhos. Mihael, como se houvesse sido enfeitiçado, contemplou mais um pouco o garoto adormecido em seu colo e bocejou longamente, sentindo um pesar nas pálpebras; Não demorou muito e ele já se entregara também aos sonhos, a cena lembrando as tantas vezes que dormiram daquela mesma forma na infância.
¹ Apesar de serem Italianos, pela família do pai de Mail ser metade inglesa, eles sabiam a língua do país.
Notas finais
Novamente, não querendo ser petulante, qualquer sugestão, deixem na review. Acreditem, dá um auxilio e tanto; Mas não vou insistir, apenas um lembrete ou algo assim.
Obrigada pelas review, Reira-chan e Michaelis-chan ♥ E obrigada aos fantasminhas, de qualquer forma.
Bom resto de semana. Ja nee~
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