Yu-gi-oh! Fatal Out

9 Duel 9: O prelúdio de um torneio.


Notas iniciais
E aqui está... Eu realmente não esperava que fosse conseguir chegar nesse capítulo, mas ele veio! Graças á isso, nós encerramos a primeira temporada, e finalmente partimos para a segunda, onde acontecerá aquilos que todos querem quando leem uma fanfic de YGO... O torneio! 8D Espero que gostem!

As aventuras de Matsuda, Atlas e Miki em Mistless City finalmente tinham chegado até o fim. Graças á vitória de Matt sobre Mugino, ele não apenas conseguiu salvar seus amigos e sobreviver, mas também fora capaz de trazer de volta um pouco das emoções que a duelista psíquica havia perdido há muito tempo atrás.

Porém... Enquanto essas coisas boas aconteciam com o grupo do protagonista, dentro de um prédio que ficava no centro de Ray City, uma pessoa observava as luzes da cidade que iam ligando-se conforme a noite chegava.

O estranho tinha cabelos beges que chegavam até seus ombros, seus olhos cinzentos demonstravam um estranho brilho, e as roupas que trajava se resumia em uma camiseta regata preta; calça verde escura, e por fim uma capa branca que permanecia sobre suas costas.

Ele observava atentamente as enormes janelas do edifício, ao mesmo tempo em que atrás de si, após uma cadeira de rodinhas e uma mesa, outras três pessoas estavam ajoelhadas como se estivesse o venerando.

– Senhor Damian, nós sentimos muito pelo fracasso de Acius. – Desculpava-se uma voz grossa, a qual pertencia ao estranho que estava no meio do trio.

– Tudo bem... Já esperava que ele não fosse capaz de vencer os amigos “dele”. – O tal Damian fazia questão de dar ênfase nessa última palavra.

– Mas não precisa se preocupar chefinho! – Garantia uma voz doce, a qual pertencia á uma estranha que ficava do lado esquerdo do grupo. – Com esse seu novo plano e as nossas forças combinadas... É impossível perdermos!

– Não apenas isso... – Comentava o garoto de cabelos beges. – Afinal... Graças ao nosso mais novo membro, os Wicked God’s estão sobre nossas mãos... Não é, Rizer?

Assim que falou aquilo, a aparência do último estranho dos três ere revelada... Demonstrando que era a pessoa que tinha feito Matsuda ajuda-lo a roubar aquelas cartas proibidas da Kaiba Corp.

– Sim... Líder. – Assentia Rizer, sério.

Opening

Duel 9: O prelúdio de um torneio.

Os olhos de Matsuda ainda encontravam-se fechados, o mesmo dormia com tudo que podia, afinal... Depois de uma aventura daqueles, o garoto merecia mais do que um descanso.

Mas... Certas pessoas não pensavam assim.

– ACORDA! – Gritava uma voz que além de fazer isso, ela também pulava com força na barriga de Matt, o forçando acordar.

Assim que abriu seus globos oculares, o protagonista pode ver onde estava... Aquilo era um quarto de hospital, porém para ser mais especifico... Ele reconhecia aquele lugar, pois ficava na sua cidade natal: Midorikawa.

Contudo seus pensamentos de surpresa logo foram quebrados por um peteleco que atingiu sua testa, e quando ele olhou para sua frente, o loiro foi capaz de ver o motivo de ter acordado á força.

Uma garota de 13 anos com cabelos castanhos sorria de uma forma boba enquanto permanecia sentada no tórax de Matsuda, ela usava uma jaqueta laranja fechada com capuz, e um short marrom claro.

– Bom dia, irmãozão! – Cumprimentava a garota sem retirar o sorriso de sua face.

– Mana... – Resmungava Matt.

Essa era Madoka Kurossu, a irmã mais nova de nosso querido protagonista. Ao ouvir a voz de seu irmão, a mesma levantou-se da barriga do mesmo e saiu da cama, pousando no chão do local.

– Certo... Eu tenho algumas perguntas. – Avisava o menino de cabelos loiros. –

– É meio óbvio, né. – Dizia Madoka pegando uma cadeira e a colocando de frente para onde seu familiar estava. Então a mesma se sentou sobre o objeto. – Pode começar.

– Muito bem... Esse é o hospital que fica em Midorikawa, não é? – Começou Matsuda.

– Aham. – Assentiu a menina.

– Então... Não sei se você sabe, mas... EU ESTAVA LITERALMENTE EM OUTRA CIDADE! – Exclamava Matt. – Como vim parar aqui?! Onde está o Atlas? Miki? E A Mugino?!

A baixinha tampava a boca de seu irmão, uma coisa que ela sempre desgostava é quando o mesmo fazia aquele tipo de chilique.

– Vou explicar, só para de ficar exagerando, irmãozão! – Pedia Madoka, emburrada.

Sem ter muitas outras opções, o protagonista apenas suspirou e decidiu seguir o que sua familiar havia dito, ou seja... Ficou quieto.

– Primeiramente, depois de vencer o duelo, o tal idiota de topete pegou você e sua adversária e os trouxe até aqui para serem tratados. – Explicava a irmã de Kurossu. – Em seguida, ele ligou para nossa casa e me chamou até aqui, quando cheguei, o cara me contou sobre o que tinham passado e disse que iria a um lugar pegar informações, e por isso pediu para que eu ficasse aqui cuidando de você.

– Entendi, mas... E os nossos pais? E A Miki? – O loiro assentiu com a cabeça, entretanto logo fez outra pergunta.

– Os velhos tiveram que ir para uma viagem de negócios, exatamente no primeiro dia em que você não voltou para casa. – Respondia a mais nova. – E se essa Miki é a outra garota, então ela está no corredor descansando.

– Então... Todos estão bem... – Matsuda suspirava aliviado.

– Ah, seu disco de duelo e seu deck estão ali, caso queira saber. – Complementou Madoka apontando para uma mesa que estava do lado da cama de seu irmão, a qual os objetos se encontravam.

– Opa, valeu Mana. – Agradecia Matt, assim pegando seu amontoado de cartas e as observando. -... Se não fosse por elas, tenho certeza que não teria aguentado essa aventura.

–... Mas você realmente me preocupou, viu... – Sussurrava a jovem para si mesma.

– Hm? Disse algo? – Perguntava o protagonista, achando que tinha ouvido algo.

– Não... Nada demais. – Respondia a garota de cabelos castanhos, sorrindo. – Aliás, sabe que tem MILHARES de atividades da escola para fazer, né?

– Poderia ter me lembrado disso outra hora, Mana... – Resmungava o loiro abaixando a cabeça.

Enquanto isso... Em Ray City, na delegacia na qual Atlas trabalha, o mesmo no momento se encontrava na sala da interrogação junto de um parceiro seu, e o adolescente problemático que Matsuda havia enfrentado alguns dias atrás... Eitham Redemption.

– Então... Por que me chamaram aqui? Já estou fazendo a reabilitação. – Reclamava Eitham.

– Eu sei disso, e... Gostaria de lhe parabenizar por estar demonstrando resultados. – Elogiava Atlas. – Só que não é por isso que lhe chamei aqui.

– É pelo que? – Perguntou Redemption sem ligar muito.

– Bom... Você é o único daqui que entende de monstros de duelo, e nós meio que estamos precisando de pessoas que saibam jogar... – Explicava o policial.

–... Para? – O antigo presidiário continuava a interrogar, sem compreender.

– Isso. – O homem de topete levava sua mão até o bolso de sua calça, e retirava um panfleto, assim o colocando sobre a mesa. – É um anúncio que a Kaiba Corp fez há alguns dias, mas só descobri disso agora, pois estava... Bem... Em uma missão especial.

– Deixe-me adivinhar... Anunciaram isso enquanto tentava levar o babaca que me venceu de volta para a cidade dele? – Deduzia Eitham.

–... É. – Assentia Atlas, um pouco envergonhado. – Nós ligamos para a corporação para ver se eles voltavam atrás, mas disseram que precisavam recuperar os Wicked God’s logo, e já que os bandidos os roubaram, então um torneio tendo as cartas dos deuses egípcios como prêmio provavelmente iria os atiçar, só que... Eles estão apostando tudo em um duelista que treinaram para vencer essa competição... Por isso...

– Sugeriram enviar outros para ajuda-lo nessa missão, não é? – Interrompeu Redemption.

– Basicamente. – Confirmava o policial. – A certeza de que o Matt irá aceitar esse trabalho são 100%. Afinal ele não parava de ficar falando de que queria se vingar da tal Fatal Out... E pelas informações que a Kaiba Corp nos passou, talvez realmente possa existir uma organização dessas.

– E querem que eu ajude o loirinho para que tenham mais chances de capturar os culpados durante esse evento? – Falou o antigo presidiário, querendo chegar de uma vez no ponto principal daquela conversa.

– Exatamente. – Afirmou o homem de topete, sério. – O que me diz?

– Bem... Devo admitir que se fosse antigamente, eu não ligaria para isso de torneio, mas... – Um sorriso de leve se formava nos lábios de Eitham. – Acho que aquele babaca acabou despertando o meu espírito de jogador após aquele duelo.

– Isso! – Comemorava Atlas mentalmente.

Enquanto isso... No hospital de Midorikawa, o café da tarde para os pacientes havia chegado, e nesse momento Matsuda o comia. Ao mesmo tempo, a sua irmã observava as cartas de seu deck atentamente.

– Então... Você usa essas cartas para enfrentar e derrotar seus oponentes? – Perguntava Madoka, interessada.

– Aham. – Assentia Matt, degustando um pedaço de pão junto de um suco de laranja. – Nunca pensei que ficaria com vontade de saber mais sobre monstros de duelo, Mana.

– Devo admitir que o anúncio daquele torneio me desse um impulso a mais para querer saber sobre essas coisas. – Explicava a mais nova sorrindo.

–... Torneio? – Repetia o protagonista sem entender.

– Ah, é... Quando ele foi anunciado, você ainda estava desaparecido... – Disse a garota de cabelos castanhos. – Bem, basicamente é uma competição que a Kaiba Corp irá fazer na Ray City, disseram que seria como o antigo evento que fez anos atrás, a tal “batalha da cidade”.

Ao ouvir as palavras de sua familiar, o menino de cabelos loiros acabou se engasgando com a comida, mas tomou rapidamente sua bebida, deu algumas batidas em seu peito, e aí finalmente se recuperou.

– Achei que você ia morrer agora. – Admitia a baixinha de forma inocente.

– NÃO FALE ISSO! – Exclamava Matsuda irritado. – De qualquer forma... Por que quer participar disso?

– Pelo prêmio, é lógico! – Contava Madoka com uma face sorridente. – O vencedor ganhará um total de 150 mil!

– Só irão dar isso? – Resmungava Matt.

Assim que viu a pouca importância que seu irmão mais velho dava para a quantia de dinheiro, a menina de cabelos castanhos emburrou-se.

– Não se preocupe. Para maníacos de cartas como você tem o outro prêmio, acho que elas são chamadas de deuses egípcios... – Complementava a mais nova, ainda irritada.

Novamente o protagonista acabou engasgando-se, e repetindo todo o processo anterior, ele conseguiu voltar a ficar bem, contudo... Em troca disso, o seu suco de laranja acabou mais rápido do que devia.

– Isso poderia se tornar um número seu em um concurso de talentos, sabe. – Sugeria a baixinha.

– Não, valeu... – Recusou o rapaz loiro. – Mas já que irá participar... Seu deck já está pronto, Mana?

Ao ouvir a pergunta de seu familiar, Madoka levou sua mão até o bolso que ficava na parte da frente da jaqueta, e tirou uma caixa com um deck dentro, a qual tinha escrito “Level the Up”.

– O papai e a mamãe compraram para mim! – Explicava a mesma com um sorriso no rosto. – Só não sei muito bem as regras e o que fazer... Por isso estava aqui esperando você acordar para me ensinar, irmãozão!

– Basicamente ela só queria me usar... – Pensava Matsuda. – Muito bem, irei dar o meu melhor para lhe deixar totalmente preparada para o torneio!

– Eba! Os 150 mil serão meus! – Comentava a menina enquanto suas íris tomavam a forma de um “$”.

Vendo pelo que a sua irmã mais nova estava tão determinada a vencer, Matt apenas suspirou e riu de leve, pois por mais gananciosa que fosse... Ele ficou feliz que tudo havia voltado ao normal. Finalmente.

Porém... Ainda faltava uma coisa que o protagonista devia cumprir, ou seja... A sua missão de vencer a Fatal Out e vingar-se de Rizer por ter o feito passar por tudo isso.

E levando em conta os acontecimentos até agora, ele sabia que com certeza a organização iria participar dessa competição, afinal o prêmio eram as famosas três cartas dos deuses egípcios, os monstros mais fortes existentes no jogo, sem contar que a lenda de seus poderes sobrenaturais tem um fundo bastante verdadeiro.

A contagem regressiva para o confronto contra a equipe inimiga... Está começando.

Contudo, enquanto isso acontecia... Yuki e Tico andavam pelas ruas de Midorikawa, os dois tinham acabado de comprar novos baralhos para usarem no torneio que viria.

– Não acredito que você abandonou os E-Hero, cara. – Comentava Tico, decepcionado com a atitude de seu amigo.

– Nah, eu não desisti deles. – Explicava Yuki. – Apenas estou querendo dar uma variada!

– Bem... Preciso terminar logo as novas tirinhas do Isro, mas com a chegada dessa competição, os meus horários vão ficar todos confusos... – Resmungava Hero coçando seu cabelo.

– Ainda não acredito que isso está ficando tão famoso... – Admitia Densetsu surpreso.

– Pois é! Logo você verá mais bruxos das trevas pedindo para sair comigo. – Garantia o amante de Ultraman sorrindo e fazendo sinal positivo com sua mão direita.

–... Essa ideia nunca vai sair da sua cabeça, não é... ? – Perguntava o antigo usuário de E-Hero, receoso.

Ao mesmo tempo em que esses dois conversavam, Vinix se encontrava sentado na beirada da ponte que ligava Midorikawa com Ray City, o mesmo observava as cartas em seu deck, afinal ele também tinha descoberto que iria acontecer uma segunda batalha de cidade, e de forma alguma poderia perder tal evento.

– Me pergunto que pessoas irão participar desse torneio... – Comentava o garoto.

– Está animado, não é? – Perguntava uma voz doce na mente do rapaz, o fazendo ajeitar o boné. – Também quero ver quem serão os nossos adversários!

– Não se preocupe, farei questão de apenas enfrentar pessoas dignas. – Garantia o menino sem sobrenome, determinado.

Enquanto isso... Paul, Nina e Jun encontravam-se sentados no banco esperando pelo ônibus, a garota observava o baralho que tinha terminado de construir com a ajuda dos seus amigos, pois seria a primeira vez que participaria de duelos tão importantes como esses do campeonato.

– Muito bem... Irei mostrar para esses panacas o poder dos meus sapos! – Dizia Nina confiante.

– Ainda estou tentando entender à finalidade de um baralho de... Bem... Sapos. – Resmungava Jun, bocejando.

– Calado! Você não compreende o quão incrível eles são! Além do mais... Tem bem mais estilo que esses seus heróis de sunga ai. – Provocava a garota.

– EPA! Eles não usam sungas! – Exclamava Setsuna, nervoso.

– Hnf... – Suspirava Paul, sem interesse naquilo.

Todos estavam se preparando dos seus próprios jeitos para o torneio, e assim que a noite chegou, Madoka deu tchau para seu irmão e foi para a sala de hospedes do hospital dormir, o deixando sozinho no quarto.

Eles tinham passado a tarde inteira elaborando as estratégias e que cartas a sua irmã mais nova deveria ou não usar, e mesmo tendo demorado um pouco, a jovem conseguiu compreender direito e ficou preparada para os duelos que teria no futuro.

Agora que estava sozinho, Matsuda dava uma última olhada em seu deck e sorria, assim o colocando de volta na mesa que ficava ao lado de sua cama.

– Nossas aventuras estão apenas começando... – Pensava Matt consigo mesmo.

No entanto... O protagonista logo ouviu um barulho, e quando olhou em direção da onde vinha, o mesmo pode ver Mugino entrando em seu quarto, a mesma estava apenas usando a roupa branca de paciente, e seus cabelos continuavam soltos, ou seja, chegavam até suas costas.

– Mugino... ? – Chamou o rapaz loiro.

– Como está? – Perguntou a antiga gótica, se aproximando e sentando-se na beirada da cama do garoto.

– Estou bem, não precisa se preocupar. – Garantia Matsuda com um sorriso. – E você?

A duelista psíquica olhava para o chão e suspirava de alívio, sua consciência havia ficado menos pesado ao saber que não tinha ferido gravemente o menino.

– Para falar a verdade... Um pouco confusa. – Admitia a jovem. – Desde o nosso duelo... Fico pensando se realmente devo continuar perto das pessoas... Quer dizer, ainda não sei controlar meus poderes direitos, e um mínimo de desestabilização emocional pode causar terríveis ações...

– Está querendo dizer que... Talvez seja melhor voltar para Mistless City? – Deduzia Matt.

– Aham... – Afirmava Mugino, ainda cabisbaixa.

O protagonista ria de leve, o que fazia com que a antiga gótica se assustasse, e então o mesmo levou sua mão até a da garota, juntando as duas.

– Eu lhe disse antes, não? – Perguntava o loiro sorrindo. – Quanto mais lhe recusarem, mais irei lhe aceitar. Seu poder pode ser usado para outras coisas além de causar destruição, Mugino. Tenho certeza disso.

– Matsuda... – Sussurrava a duelista psíquica, corando-se de leve.

– Apenas Matt está bom. – Pedia o menino.

Sem falar mais nada, a garota de cabelos marrons sorriu e aproximou-se do rapaz, o fazendo se assustar, e quando ela chegou perto o suficiente, a mesma lhe deu um pequeno beijo na bochecha, assim se afastando e levantando-se.

– Boa noite. – Desejou Mugino, saindo do quarto e fechando a porta ao sair.

Um pouco confuso ainda com o que havia acontecido, Matsuda levou sua mão direita até o local onde tinha recebido o carinho, e riu de leve.

Continua!

Ending

No próximo Duel:

“Eu declaro oficialmente aberto à segunda batalha da cidade!”

“Irei mostrar para o senhor Vinix que aprendi a duelar!”.

“Muito bem, mostre-me do que é capaz!”

“Que os jogos comecem...”.

Next Duel: O show começa! Matt VS Tetsuya.

Notas finais
Vou ver se consigo postar os capítulos de semana em semana! No mais, obrigado por ter lido e espero que comente!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.