Yu-Gi-Oh! Star!
1 Conhecimentos básicos
Notas iniciais
Atualização: 16/01/2018
Bom... sem querer enrolar, quero dizer logo um breve pedaço da minha história e também de todo drama. Vamos lá!
Quando eu era criança, eu sempre quis me tornar um grande duelista e por isso me esforçava muito na rua para aprender todo e qualquer tipo de estilo de duelo. Quando tinha 12 anos, o mundo todo começava a se dividir opiniões sobre se os duelos são bons ou ruim e a maioria ainda achava bom. O tempo foi passando e vários casos de sobre mortes e até duelistas seriamente machucados em meio a duelo começou a preocupar muitos adultos a ponto de eles quererem tirar os filhos das atividades de duelo e logo eu também fui afetado tendo o deck que construí desde dos 8 anos jogado fora. Mas no mesmo dia recuperei ele no lixão por que não aguentava o fato de deixar minhas cartas simplesmente jogadas depois de tudo que passei.
Quando eu tinha 14 anos, duelava escondido dos meus pais na rua e ia muito bem, porém, mesmo sendo tão bom era muito subestimado e isso me fez pensar seriamente a ser um duelista profissional. Para ser um duelista profissional, eu precisaria de entrar em torneio do qual só poderia entrar os melhores duelistas de cada região.
Enquanto eu treinava para entrar no torneio, o grande conselho dos duelistas discutia com representante de cada pais sobre os casos de morte e acidente que estavam ficando frequentes, o conselho decidiu que os duelos iriam continuar a ativa até o fim dos tempos e isso não fez que todos reagissem com péssimas intenções. Os países começaram a ver os duelos como armas e assim, começaram a usar um contra os outros por que “Não havia regras” sobre os duelos e então isso ajudou de mais nas guerras que foram aumentando a ponto de deixar o mundo um caos! Os torneios foram aos poucos sendo cancelados e a frequência dos duelos até que tornasse raro duelar. O conselho de duelista fechou quando os torneios começaram a serem cancelados, mas os duelos continuaram a ser usados como armas e os duelistas não pararam de duelar. A civilização não era mais segura e duelista não era visto como um simples jogador.
Atualmente os meus pais, irmão e eu continuamos a viver no mesmo bairro e na mesma casa desde que me conheço por gente, mesmo com muito caos, a nossa “comunidade” era unidade e não deixava nada se bagunçar e por isso também usavam duelos como armas para se defender, então, não precisávamos nos preocupar muito por que um cuidava do outro para que pudéssemos ter uma vida normal.
Era segunda-feira, eu acordei com a luz do sol que batia da janela na minha cara e assim levantei irritado com isso e logo de cara a primeira coisa que vejo é meu deck em cima de uma cômoda que estava pingando de água! Pulei da cama e correndo até a cômoda desesperado para assim pegar o deck que quando olhei bem, ele não havia sido molhado ou nada do tipo, aquilo tirou meu folego logo de manhã. Quando eu pude ficar relaxado de novo, sai do quarto para o banheiro e lá escovei dente e tomei banho e vesti meu uniforme para ir à escola que aparentemente já estava quase na hora. Quando terminei, fui descendo as escadas para ir à cozinha e comer algo antes de ir e me encontro primeiro com a minha mãe animada fazendo o café-da-manhã que era Panquecas e Café.
— Pelo menos alguém está animado plena segunda feira – Digo bocejando e indo próximo da mesa para me sentar na cadeira
— Estou feliz que tenha acordado sem precisar de minha ajuda. Quer café? – Diz minha mãe oferecendo uma xicara de café
— Eu só quero café para acorda e sair daqui o quanto antes – Digo enquanto bebia o café
— Está muito animado mesmo para ir à escola, será que esse alguém achou algo de interessante lá hein? Hein? – Diz ela batendo o seu ombro ao meio com uma expressão maliciosa
— Ahh!!! vou indo! Até mais – Digo me levantando e indo em direção para a porta da frente de casa e assim sair
— Está bem estressado, simplesmente estava tentando te animar... – Resmunga minha mãe
Quando sai de casa, fui andando tranquilamente até a escola que logo na frente estava uma multidão formando um círculo aberto no meio.
“Acho que é uma confusão! – Penso correndo até lá”
Quando chego e passo ligeiramente passo da multidão para se aproximar mais do meio, percebi que estava acontecendo um duelo sério de dois garotos surrados que aparentava serem mais jovem que eu duelando com um único garoto muito mais grande que eu rindo deles. O campo estava com O selvagem comedor de almas da floresta azul em ataque e Goblin mineiro da floresta azul em defesa no lado do valentão. No outro lado, havia a Sina, A guardiã das espadas do ritual em ataque e uma carta virada para baixo no campo de armadilha ou mágico.
— Hahahaha! Eu vim aqui para duelar e parece que vocês não tão conseguindo nem manter se defender – Diz o garoto valentão
— Droga! Cale a boca e continue a duelar! – O garoto surrado da esquerda
— Vamos lá. É meu turno de puxar e puxo! – Diz o garoto valentão enquanto compra uma carta do seu baralho – Ah! Olha só o que tirei...
— Não brinque conosco, mande o que tem que poderemos ganhar!
— Está certo! Eu atribuo o Goblin mineiro da floresta azul para invocar de forma avançada o Gigante ogro da floresta azul e já ativo seu efeito! Eu posso selecionar 1 monstro do meu oponente e ele é destruído, ao invés do monstro ser enviado para o cemitério, posso equipar ao meu monstro imediatamente e ganhar o ataque daquele monstro enquanto estiver equipado e então destruo a Sina, A guardiã das espadas do ritual!
— Ainda não acabou – Diz o garoto surrado a direita do outro – Eu ativo minha carta armadilha: O buraco sem fim! Com isso, se você invoca um monstro de forma normal com 1500 pontos de ataque ou mais, o monstro é destruído e ao invés de ser enviado ao cemitério ele é banido!
— Eu ativo o efeito do meu Gigante ogro da floresta azul! Uma vez por turno: Ele não pode ser afetado por armadilhas ativadas pelo meu oponente.
— Oh droga!
O Gigante ogro da floresta azul destruiu a Sina, A guardiã das espadas do ritual por efeito e logo a equipou ganhando mais 1800 de ataque e ficando assim com 4000.
— Agora ataque meu monstro o meu oponente diretamente! – Grita o valentão
— Não!!! – Grita os dois garotos surrados ao mesmo tempo enquanto eram lançados pelos danos (4000LP > 0LP)
Os garotos caíram no chão desacordados e por estarem muitos machucados, eles foram arrastados e tirados do meio da roda.
“Quem agora quer me desafiar?! Eu quero ver se alguém agora tem dúvida sobre minha soberania dessa escola a partir de agora! ” Grita o valentão.
Saindo devagar da roda e indo em direção para dentro da escola, andei pensando:
“Não havia como eles vencerem só com o O buraco sem fim, essa carta só aumentaria a demora do duelo mas o resultado final seria o mesmo! Não acho que foi um duelo muito planejado”
Quando entro na escola e fico sentando no fundo da sala olhando pela janela, um colega de sala se aproxima já sentando em cima de minha mesa.
— Olá, você é o Tharos certo? – Perguntou dando a mão como se tivesse cumprimentando
— Sim, eu sou Tharos e você é....? – Pergunto olhando sério a ele
— Eu sou o Gar! Eu queria conhecer mais sobre você, sabe? Eu vejo eu sempre quieto aqui na sala falando nada. Você não tem registros de mal comportamento e nem de duelos, acredito que seus pais sejam bem rígidos para está assim. – Coloca a mão no bolso
— Não são, eu prefiro ficar quieto do que ficar se exibindo ou brincar que nem um baderneiro.
— Não é por isso! O mundo lá fora deve estar se acabando e acredito que nossa comunidade é uma das poucas que ainda deve existir do qual o sistema funciona perfeitamente e ser tão quieto seria ser “desunido”. Nossa comunidade depende da união de todos para que possamos acreditar uns nos outros!
— Se você veio falar comigo pensando na comunidade, saiba que eu não trairei ninguém e que irei defender todos. Feliz?
— Não foi bem isso que eu quis dizer! Esquece.
Gar coloca o pé no chão e sai de cima da minha mesa
— Vamos andando para conversar. O sino vai bater mas vai demorar um pouco, vamos aproveitar enquanto isso.
— Não. – Digo enquanto volto a olhar para a janela
— Ah... cara chato. – Diz andando até a sua carteira e depois senta.
Minutos depois o sino toca e aula começa normalmente. No intervalo, pego meu celular e saio andando pelo corredor da escola jogando o primeiro jogo que havia encontrado nas listas de jogos e tento me concentrar para marca mais pontos possíveis. O Gar estava passando pelos corredores e curioso se aproxima de mim olhando o que estava fazendo no celular. Sentindo a sua respiração no ombro, continuo a ignora-lo e tento me focar no jogo.
— Whoou! Você parece viciado mesmo nisso. – Diz Gar a cabeça perto do meu ouvido
— Eu não estou conseguindo me concentrar... – Digo parando aos poucos
— Deve ser fome, vamos comer esse bento aqui. O gosto está horrível e não quero enfrentar isso sozinho!
— Não, obrigado. Se eu estiver com fome posso ir até ao mercado próximo daqui e para comer algo mais apetitoso.
— De qualquer forma, não tenho o que fazer e então vou te seguir até desistir de ser chato.
— Está certo! – Grito um pouco alto – Vamos fazer assim: Você continuar a seguir eu, mas não fale mais nada até amanhã! Está certo?
— Certo! Desde que você largue de ser chato também.
Andando acompanhado pelo Gar, decidi rodear toda a escola jogando e de repente nos fundos da escola, estava o valentão desmoralizando os outros alunos e os desafiando.
— Quem é esse? Acredito que nunca tinha visto alguém tão exibido assim na escola. – Pergunto olhando para o Gar
— Ele veio de fora da comunidade, ele foi encontrado nas redondezas da comunidade procurando água e comida, porém, no começo os cidadãos daqui não aceitaram por não saber se confiariam ou não nele pela sua aparência de maromba, mas para acabar com as desconfianças e ele poder viver na comunidade, ele está sendo obrigado a estudar para se educar com a cultura daqui. – Desse o Gar sério
— Então é só uma alma perdida?
— Sim, mas alguém precisa fazer algo. Você deve saber que os duelos não monitorados são proibidos e ele duela só para desmoralizar os outros também. Se continuar assim, alguma besteira futura poderá acontecer.
Olhei bem para o valentão e comecei a pensar:
“Acho que devo fazer algo sobre isso, não quero que besteiras aconteçam bem na escola da comunidade, o pilar de tudo”
Vou andando em direção ao valentão.
— Ei! Aonde está indo? – Pergunta o Gar preocupado
— Ué, vou resolver esse pequeno problema. – Respondo sério e indo em direção ao valentão
— É loucura!
— Não se estiver consciente...
Um pouco próximo, ativo meu disco de duelo e olhando bem sério ao valentão grito:
“Ei! Eu aceito seu desafio de duelo! ”
O vira para olhar de onde vinha a voz e quando me percebe dá um grande sorriso enquanto ativa o disco de duelo dizendo:
— Parece que a carne fresca está por vir
— Vamos ver o quem será a carne fresca aqui... – Digo parando aos poucos, mas dando uma boa distancia
— DUEL! – Dizemos ao mesmo tempo enquanto nossos discos de duelo soltam uma pequena faísca e liga suas luzes interiores
Notas finais
Uma das minhas primeiras LN que eu faço e estou fazendo para passar o tempo
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