Yu-Gi-Oh! Rise - Bonds

8 Uma mente vazia é uma oficina de duelos


Noite de chuva, tempestade violenta inclusive, mas os mesmos trovões impiedosos que caiam dos céus eram aqueles que tornavam o sonho de um rapaz ainda mais quente, isso porque ele tinha uma desculpa para ir para a cama mais cedo.

Cayel Fujiwara era um jovem no mínimo curioso, sempre dispunha bom humor acompanhado de bastante energia, ainda que tivesse um dos piores ciclos de sono que se pudesse imaginar

O jovem rapaz tinha uma paixão enorme por pássaros, desde pequeno, mas que só era superada por seu amor a duelos, as cartas foram como um irmão mais velho super legal, qual ele sempre podia conversar sobre qualquer coisa

Ainda que isso tenha feito com que ele converse com seus monstros até hoje, frutos de uma mente muito imaginativa

Um rapaz muito preocupado com besteiras e que dispensava a lógica em quase todos os momentos, suas duas crenças favoritas eram o coração das cartas e espírito dos monstros, acreditava nas suas cartas e seus monstros como uma extensão de seu corpo, acreditava que essa inclusive era a razão de ser um duelista tão versátil.

E talvez fosse

Não era um exímio duelista, mas era habilidoso, seus monstros, Blackwings, eram um verdadeiro perigo na sua mão, sabia diversas jogadas, ataques, contra ataques, truques e os melhores blefes do seu baralho, não se pode dizer isso de todo duelista, são poucos.

Queria, entretanto, expandir seus horizontes, e ingressar na carreira de Riding Duelist, duelar em alta velocidade, com o vento batendo em seu rosto e um horizonte infinito de possibilidades nas pontas de seus dedos e no pedal do acelerador, ainda era um sonho distante, mas não deixava de ser sua maior meta.

Meta essa que muitas vezes acabava virando assunto entre seus amigos

Podia não ser o melhor amigo, mas tentava sempre ser o melhor que podia, cuidava da parte humorística quando o assunto eram reuniões entre ele, Isac e Susie, seus dois melhores amigos.

Não era levado muito a sério, mas até eles sabiam reconhecer quando ele realmente estava falando algo com o cérebro e não só com o coração, até por que ele se importa com seus amigos, ainda que não saiba a linguagem certa pra expressar essa preocupação em quase todas as confraternizações em grupo

Em resumo isso faz de Cayel um sujeito muito carismático, que consegue fazer muitos amigos ao longo do caminho e também conhecer muitas pessoas, tais como eram vistas em sua escola.

Mal havia trocado palavras além das que foram utilizadas em um duelo, mas tinha Yuca não só como um amigo como um rival.

Mesmo sendo uma pessoa extremamente difícil de lidar, Cayel havia caído nas graças de Ária, irmã gêmea de Ardan, com quem duelou junto de Isac em um duelo em duplas, o jeito inocente, bobo e bem direto do rapaz haviam conseguido passar as barreiras da garota, e não era difícil ver ela perseguindo ele buscando duelos.

Tendo somente um encontro e por uma das razões mais malucas quais se podiam imaginar, Cayel e May se sintonizaram em momentos, mesmo com gostos levemente diferentes entendiam o que o outro queria dizer, era difícil não gostar daquele jeito carismático.

Isac havia crescido com Cayel, mas proximidade não segura uma amizade, eram como dois irmãos, Cayel fazendo o papel de irmão mais velho boa parte do tempo, ainda que não fosse o músico, Isac era o cérebro.

Por fim vem Susie, outra amizade de longa data, desde bem pequenos os dois brincaram juntos, e conforme foram crescendo, se tornaram pessoas de temperamentos diferentes, e ainda que Cayel constantemente mexesse nos nervos de Susie, eram amigos até hoje, quem sabe não fosse o jeito que encontrou de demonstrar seu afeto.

O primeiro período de aulas havia sido suficiente para criar boas memórias e histórias que poderia contar uma vida inteira

Mas ele sequer fazia ideia disso, sequer fazia ideia de qualquer uma dessas coisas, não tinha uma preocupação em sua mente que não fosse ter a noite mais confortável de sono e se manter quente ao longo da noite

Mas no meio dessa cabeça sem preocupação, a voz interna da sua consciência, ou assim se espera, dando ideias do que faria no dia seguinte, e como esperado, eram duelos

Cayel — (E se…você tivesse um monstro synchro se nível 8, imagine só quantas jogadas novas não poderia fazer, porque não arranja um monstro genérico? Poderia se tornar um duelista imbatível) — Por alguma razão, conversava consigo mesmo na terceira pessoa

Cayel — (Não, se for pra ter um monstro synchro, tem que ser um Blackwing, é o ponto do meu baralho, fora que minhas mágoas e armadilhas só funcionam com eles) — Respondeu a si mesmo

Cayel — (Bem, Assault Blackwings e o Silverwind existem, por que não tenta achar algum deles em um booster então?) — Questionou-se

Cayel — (As lojas estavam sem boosters…se bem que isso já faz um bom tempo, deve ter uma nova leva agora que o WRGP começou, fora que eles presenteiam um pack pra todo mundo que vê uma partida no estádio…ideia genial) — De fato era uma lógica que fazia sentido

Cayel — (Então, por que não vai na loja, ou em um dos duelos? Não custa nada faltar um dia de aula pra ver um duelo, é o WRGP!) — Havia então feito o convite…para si mesmo.

Cayel — (Não dá)

Cayel — (Como assim não dá? O Cayel que eu conheço jamais recusaria uma proposta dessas, onde você deixou ele?) — Perguntou para si, surpreso

Cayel ? — (Eu não deixei ele em lugar nenhum, eu sou ele)

Cayel — (Ah é? Então prove!) — Questionou a si mesmo, mais uma vez…é muito estranho narrar acontecimentos em terceira pessoa desse jeito

Cayel ? — (Você está dentro da minha cabeça, logo não tem jeito de eu não ser eu) — Respondeu

Cayel — (E quem te garante que não é você quem está na minha cabeça?)

Cayel ? — (Nesse caso, você quem tem que me provar que você sou eu)

Cayel ?? — (Mas eu sou você, que sou eu, não tenho que provar nada)

Cayel — (Sabia que era um farsante, saia da minha cabeça agora)

Cayel ?? — (Isso não faz o menor sentido)

Cayel — (Não faz mesmo)

Por fim, entraram em termos um com o outro

Cayel — (Agora responde, por que não dá pra ir assistir o duelo? Ou comprar o booster?) — Perguntou

Cayel — (Já acabou o dinheiro desse mês, se esqueceu das figuras de ação?) — Justificou

Cayel — (E desde quando isso é um problema? Só comprar) — Disse

Cayel — (Acontece que dinheiros podem ser trocados por bens e serviços, sem dinheiros, sem serviços) — Explicou

Cayel — (Droga…) — Reclamou

Cayel — (Mês que vem a história vai ser outra entretanto, assim que virar o mês eu vou comprar um booster novo)

Cayel — (Esse é mesmo o único jeito de ganhar uma carta?) — Questionou

Cayel — (Até onde eu saiba, sim)

Cayel — (Será que alguém aceitaria alguma troca?)

Cayel — (Se eu trocar uma das minhas cartas por outra, fico sem uma carta)

Cayel — (Caramba, verdade) — Realizou

Cayel — (Mas nosso baralho é forte o suficiente pra passar os exames de duelo)

Cayel — (Será mesmo?)

Cayel — (Bem…parando pra pensar, talvez seja um talvez)

Cayel — (Susie tem um monstro bem forte, também não conseguiu derrotar a Ária na revanche, e nem na revanche da revanche, e o Yuca deve ter melhorado muito também)

Cayel — (Mas eu também melhorei bastante)

Cayel — (Você se vê jogando por acaso? Por que eu vejo)

Cayel — (Isso é um ponto difícil de rebater) — Aceitou

Cayel — (Agora imagine se os alunos do segundo ou terceiro ano também participarem do exame, estamos perdidos!)

Cayel — (SE ELES PARTICIPAREM ESTAMOS MUITO PERDIDOS!) — Desesperou

Cayel — (Mas ele não deve participar…não é?)

Cayel — (Bem capaz que não)

Cayel — (Ufa) — Alivou

Cayel — (Mas de qualquer jeito, as seletivas de riding duelists vão ser mil vezes mais difíceis que os duelos da escola, precisamos ter certeza de que melhoramos para conseguirmos alcançar nosso sonho)

Cayel — (E só tem um jeito de melhorar…)

Cayel — (Tá pensando no que eu tô pensando?)

Cayel — (Pode apostar…)

Cayel e Cayel…? — (DUELOS!)

Cayel — (Mas como eu posso duelar sem sair da cama? Tá chovendo, não tem ninguém pra duelar essa hora da noite)

Cayel — (O Speed Ghost está esperando nas rodovias, podíamos desafiar ele)

Cayel — (Eu não tenho uma moto, nem consigo correr atrás de uma)

Cayel — (Bom ponto…bom ponto)

Cayel — (Acabei de ter uma ideia perfeita, e se você duelar comigo?)

Cayel — (Blackwing contra Blackwing?)

Cayel — (Só vai conseguir saber se melhorou se enfrentar a si mesmo)

Cayel — (Beleza, eu topo, tudo pronto?)

Cayel — (Acho mais fácil fazermos isso em um sonho, então por que não dormimos antes?) — Sugeriu

Cayel — (Combinado) — Concordou

Cessou o bate-papo que tinha consigo mesmo para poder dormir, esperando o duelo que viria em seus sonhos.

Quem sabe em uma análise um pouco mais profunda, Cayel não fosse realmente maluco.

. . .

Alguns bons minutos depois, Cayel finalmente havia adormecido,e, consequentemente, começado a sonhar, parece que a mente tem mesmo controle sobre o corpo

Estava na arquibancada do vazio estádio de Riding Duels de Neo Domino, afinal já era madrugada, olhava para a pista, aquela vista era um deleite e tanto.

Foi então descendo pela arquibancada, fileira a fileira, até finalmente conseguir passar por um dos portões de contenção, que dava acesso a pista, pisar em um lugar como aquele era mágico, mesmo que fosse em seu próprio sonho

Cayel — Pra um lugar que eu nunca visitei, estou surpreso por quão detalhado isso aqui está, é fenomenal! — Disse, bastante alegre

? — Agora já está quase tudo pronto para nosso duelo — Disse uma voz pouco atrás de Cayel, que acabava sendo…ele mesmo?

Cayel — E o que está faltando? — Perguntou, já animado

? — Estamos no estádio de neo dominó, conhecido como palco dos riding duels, o mínimo que podemos fazer é seguir a tradição.

Cayel — Mas calma aí, eu não sei pilotar uma moto — Questionou Cayel, e com razão.

? — Isso é um sonho, não vai fazer diferença

Cayel — Verdade…verdade

E quem diria que um dos raros momentos em que Cayel encontraria lógica seria justo dentro de um sonho.

Cayel — Espera, isso quer dizer que eu posso ter qualquer carta que eu quiser no meu deck também, não tem nada me impedindo

? — Quer mesmo treinar com cartas que você nem mesmo possui?

Cayel — Eu não me importaria muito de treinar com o Silverwind…ou o Armor Master…Mas acho que está bom desse jeito.

? — É um exercício pra ver se você consegue se combater, se você for usar cartas que não tem, nada me impede de usá-las também.

Cayel — É, talvez roubar contra mim mesmo não seja a mais inteligente das ideias afinal de contas…mas então, onde vamos arranjar D-Wheels aqui?

? — Não vamos precisar procurar, já estão atrás de nós — Ele olhou para trás, seguido por Cayel, e de fato haviam duas duel runners prateadas esperando por eles bem alí.

Cayel — Caramba, você é bom mesmo em, agora só uma última dúvida, já que você sou eu, e eu sou você, como é que eu te chamo afinal de contas?

? — Pode me chamar de Cayel, não tem problema

Cayel — Não não não, aí fica muito estranho, conversar comigo mesmo não rola, não sou maluco.

? — Podemos dividir seu nome então, cada um fica com uma parte.

Cayel — Posso ficar com o Cay então?

Yel — Sem problemas

Cay — Posso substituir o C por um K?

Yel — É o seu sonho, por que você está me pedindo isso?

Kay — Por que você fez as motos aparecerem aqui atrás, tem o poder pra fazer as coisas acontecerem por aqui

Yel — É o seu sonho, eu sou só uma manifestação da sua consciência em forma física, mais alguma dúvida?

Kay — Por acaso você tem algum capacete sobrando aí?

Yel — Uh…acho que sim

Subiram nas Duel Runners, colocando seus baralhos nos discos de duelos integrados que iniciava a Speed World 2

Alinharam-se na linha de largada, e assim que a luz verde de largada foi vista, largaram em disparada

Cayel…ou Kay e Yel se aproximavam com tudo da primeira curva, mas devido a posição em que havia iniciado, Kay conseguiu a vantagem na curva, fazendo com que o primeiro turno fosse seu

Kay e Yel — Duelo!

4000 LP 4000

Cada duelista puxou 5 cartas, um speed counter era adicionado para cada um deles

Kay — É meu turno, eu começo invocando Blackwing — Shura the Blue Flame em modo de ataque (Dark — 4 — Winged Beast — Efeito — 1800/1200) em seguida eu baixo duas cartas e encerro meu turno — 2 Cards Remaining | 1 SC

Yel — Beleza, é meu turno, aqui vou eu — Ele puxou sua sexta carta — Maravilha, eu começo meu turno invocando Blackwing — Mistral the Silver Shield em modo de ataque (Dark — 2 — Winged Beast — Tuner — Efeito — 100/1800) em seguida eu invoco Blackwing — Kris the Crack of Dawn especialmente, também em modo de ataque (Dark — 4 — Winged Beast — Efeito — 1900/300)

Kay — (Já vai começar com um Synchro no primeiro turno? Olha só, não tá se segurando mesmo)

Yel — (Eu consigo saber o que você está pensando)

Kay — (Espera, como você sabe o que eu estou pensando? E como eu estou escutando o que você está pensando?!) — Perguntou, confuso

Yel — (Somos a mesma pessoa, eu sou a sua consciência, te disse isso a dois minutos atrás)

Kay — (Não estou acostumado com isso ainda)

Yel — (Enfim…) Eu parto para minha fase de batalha! Kris ataque Shura com sua Evening Claw!

Kay — Não vai invocar um Synchro? Mas por que?

Yel — Eu já sei que você esperava que eu fosse invocar um Synchro, assim como esperaria que você fizesse a mesma coisa, lembre-se que sou seu rival aqui, se você sabe quais jogadas vou fazer, tenho que tentar algo diferente

O monstro era destruído em batalha

Kay 3900 LP

Yel 4000 LP

Yel — Mistral, ataque os pontos de vida dele diretamente!

Kay 3700 LP

Yel 4000 LP

Kay — Me atacou porque já sabia quais cartas eu tinha viradas, não é?

Yel — Exatamente, sei cada jogada sua assim como você sabe cada jogada minha, então se quiser mesmo vencer, me surpreenda. Eu baixo uma carta e encerro meu turno por aqui. — 3 Cards Remaining | 2 SC

Eles aceleravam suas motos, passando pela segunda curva da pista, Yel estava atrás de Kay, com seus dois monstros em campo pondo pressão sob o rapaz

Kay — Tudo bem então, é o meu turno, eu puxo! — Ele pegou sua terceira carta — (Se eu usar todas as minhas cartas agora, é capaz que eu perca o duelo no próximo turno, mas ele já sabe disso, afinal tá lendo meus pensamentos também…acho bom eu achar uma solução e rápido) Será que posso ter um pouco de privacidade nos meus pensamentos um pouquinho?

Yel — Sem problemas, são todos seus.

Kay — Maravilha, agora é hora de eu me planejar. (Ele disse saber todas as minhas jogadas, e de jogamos com o mesmo baralho significa que eu também devo saber as dele, mas qual carta virada pode estar ali? Ele não tem um synchro, tem dois monstros em campo…droga)

Yel — Vamos, estou esperando por você

Kay — Então aqui vou eu, eu invoco Blackwing — Bora the Spear em modo de ataque! (Dark — 4 — Winged Beast — Efeito — 1700/800) em seguida eu ativo a magia de equipamento Glowing Crossbow e equipo ela em Bora, subindo o ataque dele para 2200 pontos, espero que isso funcione.

A besta alada veio a campo, equipada com a besta, os dois duelistas vinham para a terceira curva acelerando com tudo

Kay — Eu passo para minha fase de batalha e abro uma carta armadilha, trap stun, nenhuma outra carta armadilha pode ser ativada esse turno, agora eu ataco seu Mistral com Bora, Glowing Arrow!

Kay 3700 LP

Yel 2900 LP

Kay — Já que seu monstro foi destruído em batalha o efeito de Glowing Crossbow se ativa, eu descarto a carta mais à esquerda da sua mão.

Yel — Jogada inteligente, mas não se alegre tanto ainda

Kay — Eu encerro meu turno por aqui — 1 Card Remaining | 3 SC

Yel — É meu turno, eu compro! — Puxou sua quarta carta — Quatro cartas em mão, consegue imaginar o perigo que pode estar aqui, não é?

Kay — E como, consigo invocar todos os Synchros do meu baralho com essa quantidade

Yel — Será que está preparado para enfrentar todos então?

Kay — Acho que você já sabe a resposta

Yel — Pois bem, verei! Eu ativo Black Whirlwind de minha mão, em seguida eu invoco Blackwing — Blizzard the Far North normalmente em modo de ataque! (Dark — 2 — Winged Beast — Tuner — Efeito — 1300/0) Graças ao efeito dele eu trago Mistral (Dark — 2 — Winged Beast — Tuner — Efeito — 100/1800) de volta para o campo em modo de defesa, logo em seguida o efeito de Black Whirlwind se ativa e eu adiciono Blackwing — Gladius the Midnight Sun para minha mão.

Kay — Dois tuners, por que?

Yel — Acho que você já sabe a resposta — Respondeu ele, repetindo o que seu adversário havia dito a pouco tempo. Eu sintonizo nível 2 Blizzard e Nível 4 Kris, Invocação Synchro, nível 6, Blackwing — Nothung the Starlight (Dark — 6 — Winged Beast — Synchro — Efeito — 2400/1600) em modo de ataque. Em seguida seu efeito é ativado, você sofre 800 pontos de dano e seu Bora perde 800 pontos de ataque

Kay 2900 LP

Yel 2900 LP

Kay — Tudo igualado.

Yel — Sabe que isso não é tudo, eu vou realizar uma invocação normal adicional pelo efeito de Nothung, eu invoco Blackwing — Gladius the Midnight Sun em modo de ataque (Dark — 3 — Wingead Beast — Efeito — 800/1500). O efeito de Black Whirlwind é ativado e eu adiciono Blackwing — Harmattan the Dust para minha mão.

Kay — Isso é…sensacional, eu não acho que fiz uma jogada assim em todos meus anos com meu baralho.

Yel — Engano seu, já fez muitas coisas parecidas, se não melhores, essa jogada é só mais uma como qualquer outra e você sabe como executar ela, está sempre no fundo da sua cabeça. Mas é necessário que você saia da sua zona de conforto e realize algo novo, torne mais difícil para seus oponentes combaterem você, fique mais forte ainda que use as mesmas cartas, explore novos horizontes! — Essa frase era quase como um pedido, quem sabe não fosse, era uma oportunidade de aprender consigo mesmo, do fundo da sua consciência.

Afinal se quiser mesmo seguir seu sonho

Se quiser mesmo escrever seu nome ao vento

Precisa ver novos horizontes, crescer como duelista e consequentemente como pessoa

Kay — Isso é bem profundo, caramba.

Yel — Com isso, tenho certeza que nada vai nos impedir de alcançar nosso sonho

Eles finalmente terminaram a última curva do circuito, iniciando a sua segunda volta

Yel — Eu sintonizo meu nível 2 Mistral e Nível 3 Gladius para fazer outra invocação Synchro, nível 5, Blackwing — Gram the Shining Star em modo de ataque! (Dark — Winged Beast — 5 — Synchro — Efeito — 2200/1500) Dois Synchros, cinco invocações, percebe algum padrão aqui?

Kay — Padrão? Não, o que tem de errado?

Yel — Em um turno eu joguei dois terços de todos nossos monstros synchro, ainda que existam armadilhas e magias, há um limite para quantas vezes traremos eles de volta, este não é o foco do nosso arquétipo.

Kay — Mas…é tudo que temos, não? São nossos áses, os monstros mais fortes.

Yel — As vezes, nossos monstros que pensamos ser os mais fracos podem se tornar os nossos mais fortes, mas existe outro elemento nesse deck, algum que nem eu nem você tocamos, e que está lá esperando para ser descoberto. — O diálogo começava a ficar mais seleto, instigante — Batalha! Eu ataco seu Bora com Gram, destrua o monstro com sua laminha estelar!

Kay 2100 LP

Yel 2900 LP

Kay — Eu abro minha carta armadilha, Black Wing Revenge, eu invoco dois Tokens Blackwing no meu campo (Dark — 2 — Winged Beast — Token — 0/800), essa armadilha caiu bem melhor agora.

Yel — Estava esperando eu invocar monstros mais fortes para se proteger melhor, muito bem

Kay — Caso contrário, acho que o jogo tinha acabado nesse turno.

Yel — Nothung, ataque um dos tokens dele. Baixo uma carta, com isso encerro meu turno — 1 Card Remaining | 4 SC

Kay — Algo para ser descoberto…escondido bem na nossa frente…mas o que poderia ser?

Yel — Deixe que sua mente tá guie, guiá-lo para um local que nenhum de nós consegue ver, mas que no fundo ambos conhecemos, só assim vamos obter as respostas que procura.

Kay — Peço-te então, abra meus olhos, mostre-me o horizonte! Eu compro!

Engajaram a primeira curva da pista, assim que puxava sua segunda carta, que revelou-se diante de seus olhos

Kay — Mas é claro! Agora eu sei!

Yel — Pois então revele-a, cresça, Desafie o horizonte!

Kay — Pode apostar que eu vou, eu ativo a magia Against The Wind, eu seleciono Bora do meu cemitério, sofro 1700 pontos de dano mas adiciono ele a minha mão

Kay 400 LP

Yel 2900 LP

Yel — Arriscando tantos pontos de vida assim?

Kay — Estou criando algo novo, só meu, assim como disse, e só tem uma maneira de descobrir se vai dar certo! Em seguida eu sacrifico meu único token para realizar uma invocação tributo, Blackwing — Elphin the Raven em modo de ataque! (Dark — 6 — Winged Beast — Efeito — 2200/1200)

Yel — Faz tanto tempo que não vejo essa carta…

Kay — Agora eu ativo seu efeito, quando invocado normalmente eu troco a posição de batalha de um monstro em seu campo, eu escolho seu Nothung, por fim invoco Bora especialmente em modo de ataque! (Dark — 4 — Winged Beast — Efeito — 1700/300) agora parto para minha fase de batalha, Bora ataque Nothung, serão 100 pontos de dano perfurante

Kay 400 LP

Yel 2800 LP

Kay — Elphin, ataque Gram, abra o campo dele.

Ambos os monstros se destruíram no combate

Kay — Eu ativo o efeito de Speed World 2, removendo 4 Speed Counters e causo 800 pontos de prejuízo nos seus pontos de vida.

Kay 400 LP

Yel 2000 LP

Kay — É issoz eu encerro meu turno — 0 Cards Remaining | 1 SC

Yel — Monstros de tributo, eles são a resposta para nossa dependência de Synchros…mas se temos que continuar a usá-los, ainda nos resta uma última opção.

Kay — Espera…você quer dizer um novo monstro synchro? Mas não restou nenhum, disso tenho certeza!

Yel — Não um que conhecemos, mas um que aparenta nos conhecer, é meu turno, eu compro! — Puxou sua segunda carta em mãos — Eu invoco Gale the Whirlwind normalmente em modo de ataque (Dark — 3 — Winged Beast — Tuner — Efeito — 1300/400), em seguida invoco Blackwing — Harmattan the Dust especialmente em modo de defesa (Dark — 2 — Winged Beast — Efeito — 400/400), como foi invocado especialmente eu ativo seu efeito, escolho Gale e o nível de Harmattan aumenta em 3, subindo para 5

Kay — Mas…é um synchro de nível 8, eu não tenho o Silverwind

Yel — Já parou para pensar que pode não ser o Silverwind?

Kay — Mas…que carta seria?

Yel — Vamos descobrir agora!

Eles entraram na terceira curva da pista, acelerando com tudo

Yel — Eu ativo o efeito de Gale, corto o ataque de Bora pela metade, em seguida sintonizo meu nível 3 Gale e nível 5 Harmattan, Invocação Synchros, nível 8…( ???? — 8 — ???? — Synchro — ???? — ????/????) — O misterioso monstro se revelou em sua silhueta brilhante, o mesmo brilho que havia visto no dia em que primeiro esbarrou com essa carta

Kay — Mas…quem é você?

Yel — Ataque Bora e encerre esse duelo imediatamente!

Kay 0 LP

Yel 2000 LP

O duelo havia acabado, as Duel Runners se desarmaram, permitindo que ambos os duelistas parassem próximos a linha de chegada, descendo de suas motos.

Kay — Eu não sei nem o que dizer…

Yel — Essa é a próxima barreira, o nosso novo horizonte — Do disco da moto, puxou duas cartas, todas envoltas em um brilho muito forte — A primeira é Elphin the Raven, carta que você invocou, e a segunda é a carta que eu invoquei — Ofereceu elas a Cayel

Yel — Leve-as com você, escreva nosso nome no vento.

Pegou então as cartas, colocando-as no seu baralho, e também unindo-se com seu subconsciente, voltando a ser apenas Cayel

. . .

Faltavam alguns momentos para o alarme tocar, era quase hora de ir para a escola, e pela primeira vez em muito tempo Cayel não havia acordado cansado

Muito pelo contrário, levantou cheio de energia, com um sorriso no rosto.

Cayel — Prometo que vou ver o horizonte frente a frente, sentir a velocidade na pele…prometo escrever meu nome no vento, por nós…ou por mim nesse caso, coisa confusa.

Era hora de tomar um banho e se arrumar, hoje será um grande dia na escola, é hora dos exames de duelo!

. . .