Yu-Gi-Oh! INFY
2 Problemas
Notas iniciais
Yusuke: Bom dia mãe. – Diz abrindo a porta de casa bem devagar, como sempre faz.
Naomi: Ah, bom dia filho. Você foi aonde? – Diz a senhora Naomi, mãe de Yusuke e excelente cozinheira, diga-se de passagem.
Yusuke: O Jimmy e o Luke me chamaram lá no parque, mas foi besteira, nem se preocupe. – Ele fala descontraído ao tempo que puxa uma cadeira e se senta ao lado da mesa da cozinha, junto a sua mãe.
Após um tempo observando sua mãe ele nota que seu olhar estava um pouco distante, sem foco e cabisbaixo.
Yusuke: Você está com saudade dele de novo não é? – O jovem muda sua expressão de forma assustadora, de um tom mais calmo para um sério e obscuro. Sua mãe dá um breve suspiro, levantando a cabeça.
Naomi: Sim. Eu ainda sinto a falta dele. Mas eu entendo você. Ele não era o melhor para nós.
Yusuke: Você ainda acha que ele vai mudar. – Yusuke emanava seriedade de seus olhos.
Naomi: Mas...
Yusuke: ELE NÃO VAI MUDAR! – Grita Yusuke num descontrole emocional totalmente divergente do que ele é comumente. Ele olha pra sua mãe e a vê assustada com a sua atitude drástica. – D-desculpa mãe. Eu sei que você já o amou. – O garoto levanta para guardar sua bicicleta ao lado da porta. Após isso ele da um beijo na testa da mãe e olha nos seus olhos. – Mas ele não é mais o homem que você conheceu.
Yusuke abraça sua mãe e sobe as escadas para seu quarto, deixando a senhora Naomi em choque e pensativa.
Subindo as escadas Yusuke pensava no que havia dito, sabia que fora duro. Mas já haviam se passado 5 anos. Estava na hora de ela parar de pensar no homem que já fora seu marido.
O pai de Yusuke, Raimond Darlin, era um homem pouco amigável. Raramente mostrava sentimentos que não raiva, ignorância e ódio. Ele era curto e grosso com todos, principalmente com a família. Raimond era assim muito provavelmente devido ao seu vício que se mostrou logo aos 6 anos de idade de Yusuke. O vício de jogo. Todas as tardes, Raimond saia de casa com um breve “volto logo” indo direto para uma casa de jogos muito conhecida de Suxen (Chamada Izigain, um trocadilho de “Ganho fácil”, para atrair clientela, num pequeno detalhe) e voltando normalmente às 3 da manhã, dormindo e acordando às 1h da tarde para somente para as 4 voltar ao cassino. Isso foi acabando com o dinheiro da família de pouco a pouco, acarretando mais e mais despesas. Claro que alguma hora ia acabar o dinheiro e ele começaria a vender os imóveis na casa. Mas Naomi botou um fim nisso a tempo. Ou tentou. Num acesso incontrolável d fúria após ser rejeitado, Raimond deu um soco no rosto de Naomi que a fez cambalear para trás e desmaiar no chão. Se não fosse Yusuke, provavelmente sua mãe não estaria viva. Ele foi pra cima da senhora Naomi e daria um chute em seu rosto, porém, Yusuke, em seus 11 anos, jogou um de seus livros no pai, o distraindo. Após uma curta perseguição, a polícia chega devido ao chamado de um dos vizinhos que estranhou toda a movimentação.
Seu pai foi preso, mas solto depois de algumas semanas por falta de provas e sob o contexto de que “foi uma armação”. Passaram-se 5 anos e Yusuke não via seu pai desde o incidente, mesmo sabendo onde morava. E onde frequentava. Ele não queria vê-lo. Não mais.
16:32 PM, Domingo
Yusuke: Vejamos, agora eu ativo essa Dark Hole e destruo o Basiltrice para renasce-lo com a a Xyz Reborn e atacar diretamente ou eu simplesmente ataco o Marshmallow em posição de ATK? Mas ele tem uma carta na mão... – Ele coça o nariz. Yusuke estava jogando num site que simula o Duel Monsters, chamado Dueling Network, muito famoso por sinal. – E se for um honest? E se eu destruir ele e a carta na mão dele for um Battle Fader ou um Swift Scarecrow? Ah, que se dane, vou atacar. – O oponente ativa Honest em resposta ao ataque do Basiltrice, dando 300 de dano e vencendo o jogo. – AAAA, que droga. – Yusuke dá uma tapa na mesa, fazendo seu baralho cair no chão, deixando todas as cartas viradas menos um Evoltile Casiniero.
Ele se abaixa e pega a carta, olhando pra ela por poucos segundos.
Yusuke: Você de novo. Já estou quase começando a achar que isso é um sinal do destino. – Ele dá uma risadinha e volta ao jogo para iniciar uma nova partida.
Som do toque de celular. 1:10 AM, Segunda-feira
Yusuke: Quem estaria ligando a essa hora? – Diz o jovem com sono, esfregando os olhos. Ele olha para a tela do celular. – May? O que ela quer a essa hora? – Ele levanta da cama, com o celular ainda tocando e atende depois de um bocejo.
May: Oi Yusu. – Diz ela antes que ele possa perguntar o que ouve. – Eu sei que você deve estar pensando o que eu estou fazendo ligando pra você a essa hora e...
Yusuke: Sim, estou, e espero que tenha sido por um bom motivo. – Diz ele irritado.
May: É que o Jimmy ligou dizendo que precisava que você viesse na casa dele.
Yusuke: Ora, então por que ele mesmo não me chamou?
May: Bem, acontece que ele não estava com o celular dele e...
Yusuke: Tudo bem, não precisa explicar, eu já vou lá. – Ele desliga o celular e esfrega os olhos mais uma vez. – Mas logo às uma da manhã... – Yusuke se troca e parte para a casa do amigo, deixando um bilhete para sua mãe.
14:09 PM, FLASHBACK
??? – 1600 LP
??? – 5400 LP
???: Eu ativo minha carta mágica Reinforcements of the Army para adcionar um Dark Grepher (ATK-1700) de meu deck a minha mão. – Diz uma voz masculina nervosa com certa apreensão na voz — Eu o invoco normalmente e em seguida...
???: Infelizmente não, meu cavalheiro. – Diz uma voz feminina suave e calma, mas distorcida eletronicamente. – Eu ativo minha Bottomless Trap Hole, banindo seu Dark Grepher e o mandando as trevas! – Ela vira sua carta enquanto a animação de um guerreiro negro sendo sugado a uma infindável fissura escura que se abre no chão passa por um telão ao lado de uma grande arena de forma que todos pudessem ver.
???: Droga. – Ele agita os braços. – Eu termino minha vez.
???: Eu puxo uma carta (Mão-3). – Ela da uma risadinha distorcida. – Ativo Call of the Haunted, que me permite invocar um monstro de meu cemitério em posição de ataque, eu invoco meu Cyber Dragon Core (ATK-400). Uso em seguida minha Machine Duplication e como meu Cyber Core é tratado como Cyber Dragon enquanto no campo eu chamo dois Cyber Dragons (ATK-2100) do meu baralho. – No telão, numa incrível animação, surgem dois dragões metálicos de forma descomunal ao lado de um dragão menor, também metálico.
Narrador: Wooow, ela invocou dois monstros de alto nível em duas jogadas, mas ainda pode realizar algo a mais, será que veremos uma overlay por aqui?
???: Eu crio uma overlay entre meus dois Cyber Dragons de nível cinco! – Ela levanta uma das mãos aos céus e numa estranha pose, continua. – Eu invocarei a renovação que comanda a ascensão tecnológica! Ruja em seu esplendor! Apareça, Cyber Dragon Nova (ATK-2100)! – Na tela, um belo dragão de metal com detalhes em negro e prateados, com um leve brilho avermelhado, emanando uma aura nano tecnológica do corpo e um núcleo de energia no peito de mesma cor, surge num rugido que deixa uma breve estática na plateia, que urra no ato.
Narrador: SIM! Ela fez! E com isso, ela invoca seu trunfo! Temos mais uma batalha encerrada aqui caros amigos, a menos que nosso caro Hammer tenha algo para se defender.
???: Eu ativo o efeito do meu Cyber Nova! Por banir um Cyber Dragon no campo ou mão, eu dobro o seu ataque (ATK-4200). Cyber Dragon Nova, ataque para a vitória! – Seu dragão prepara uma baforada fotónica de sua boca.
???: Não tão depressa, eu ativo de minha mão: Battle Fader (ATK-0)! Que nega sua fase de batalha e...
???: De novo, infelizmente não. Eu ativo minha última trap card, Debunk, que nega uma carta ativada na mão ou cemitério, e a bane!
???: NÃÃO! Eu estava apostando minhas fichas nesta carta.
(??? LP 1600 – 4200 = 0)
Electra WINS
A mulher de cabelos roxos com uma máscara cibernética dá uma curvatura em direção a plateia, que aplaude de pé ao duelo grandioso. Ninguém estava vendo, mas um sorriso se abria por detrás de sua máscara intimidadora.
Fale com o autor