Yu-Gi-Oh: Contos de Fadas
2 Capítulo 2 - Os Títulares
Depois da “bronca” que levou de Eien, Artur se esforçou para chegar no horário no domingo para a aula prática.
— Ok, pessoal, estão animados para a aula prática de hoje? – Gritou um rapaz bastante animado.— Yusei, acho que às 7 horas da manhã de domingo somente você está animado. – Respondeu uma garota ruiva. Aqueles eram Yusei e Hayl Hagane, que juntos com Dexter e Eien compunham o grupo dos jogadores titulares da Fairy Tales.— Qualé, Hayl! Você não está animada? Hayl tomou um gole do seu café. Sua cara ainda era a de alguém com sono.— Vamos logo com isso. Yusei foi até uma espécie de armazém, de onde voltou com um carrinho cheio de caixas.— Certo, esses são os decks de teste, temos Orcust, Salamangreat, Thunder. Temos ainda Sky Striker, Pendulum Magician e True Draco! Naquele momento um garoto levantou a mão.— O que foi, Noturno? – Perguntou Yusei, ainda animado.— Bem, a ideia é usar decks bons nos torneios, então por que não usamos esses nos torneios? Por que temos que gastar dinheiro com cartas próprias?— Essa pergunta é muito interessante... – Começou Yusei.— Elas são cartas de testes e são fornecidas aos clãs apenas para treinar estratégias e aproximá-los do meta. – Era Eien, chegando ao local. Todos ficaram sérios.— A proposta dos testes é que vocês treinem com os decks do meta para aprenderem a usar e também a combatê-los. – Continuou Eien. – Vejam o vídeo do nosso mais novo titular. Eien ligou o projetor e mostrava um garoto utilizando um baralho de Orcust.— Nossa, ele é mesmo bom. – Exclamou Eduardo.— Exato, e ele era como vocês... Seu nome é Jovenil. Ele é o que eu gosto de chamar de Caçador de Recompensas. – Respondeu Eien. Todos estavam muito confusos com o termo.— Dexter, mostre o ranking do último mês. – Ordenou Eien. Na tela, todos puderam ver. A diferença entre o primeiro e o segundo colocado era gritante.— Como informamos a vocês, a Fairy Tales utiliza o sistema de pontos para classificá-los. Aqueles que demonstram mais capacidade têm a chance de entrar para o time titular. Enquanto Eien explicava a situação, Jovenil entrava na sala.— Jovenil, que bom que você chegou, queríamos demonstrar a razão de você ser um dos titulares. – Disse Eien, com um sorriso no rosto. Jovenil deu um sorriso maquiavélico.— Quem será a vítima? – Perguntou, ansioso pelo desafio.— Considerando o atraso de ontem, Artur, gostaria de tentar? – Questionou Eien. Artur ficou nervoso. Não sabia nem usar um daqueles baralho e já enfrentaria um dos melhores.— Vai lá, Artur, acaba com ele! – Gritou Eduardo. Artur subiu na arena de duelos, pegou um dos discos, colocou-o em seu braço e colocou seu baralho de HERO.— Eien, tem certeza disso? – Perguntou Dexter. – O garoto ainda não conhece nada do deck do Jovenil, se brincar ele nem conhece a jogadas.— Dex... Ele precisa me mostrar se ele realmente quer usar os HERO... Se ele me convencer nesse duelo... O duelo havia começado, Jovenil iniciou o jogo.— Eu ativo o efeito do meu DANGER!? TSUCHINOKO?, agora você deve escolher uma carta da minha mão que eu a descarto e, se for o meu Tsuchinoko eu o invoco do cemitério.— Então não posso escolher o Tsuchinoko.— Tem mais, se você não escolher o Tsuchinoko, eu posso invocá-lo da minha mão e puxo uma carta.— Droga, de qualquer maneira você o invoca... Certo, eu escolho a segunda da direita para a esquerda.— Uma pena, você descartou a minha DANGER! NESSIE!, o que significa que eu invoco o meu Tsuchinoko e ainda puxo uma carta. Mas tem mais, porque com a Nessie sendo descartada eu posso ativar seu efeito, que me permite buscar uma carta “Danger!”, e adivinha quem eu escolho?— Outro Tsuchinoko?— Escolho o DANGER!? JACKALOPE?.— Acho que estou em apuros aqui.— Com certeza, porque agora eu ativo o efeito do meu Jackalope. Você deve escolher mais uma carta para eu descartar e, se não for o Jackalope.— Você pode invocá-lo e puxar outra carta?— Você aprende rápido, garoto... Mas se não for, eu invoco um monstro “Danger!” direto do meu deck.— Ou seja, você certamente terá outro monstro em campo... Certo, eu escolho agora a carta do meio!— Parece que está com sorte... Tirou o Jackalope... Mas não tem problema, meu combo já está formado! Eu invoco DANGER! CHUPACABRA! para o campo! Dexter e Eien olhavam atentos.— Ele deixou chegar até aqui... Provavelmente não terá nada. – Comentou Eien.— Agora eu vou combinar meus dois monstros para criar KNIGHTMARE PHOENIX!— Eu conheço esse, mas você acabou de perder seu efeito porque não tenho magias no campo. Jovenil sorriu ironicamente.— Eu utilizo minha Phoenix para invocar KNIGHTMARE MERMAID!— Usar um Link 2 para invocar um Link 1? Todos os novatos estavam surpresos e estranhando a situação.— Moleque, você não sabe de nada! Agora eu ativo o efeito da minha Mermaid! Eu descarto uma carta da minha mão para invocar do meu baralho ORCUST KNIGHTMARE. Agora eu combino meus dois monstros para criar a minha GALATEA, THE ORCUST AUTOMATON.
— Esse é o monstro Link que vem antes do Dingirsu...— Agora eu posso remover meu ORCUST KNIGHTMARE do cemitério para enviar ORCUST HARP HORROR do meu deck para o cemitério e assim aumentar o ataque da Galatea em 400 pontos!— O Jovenil está bem empenhado hoje. – Comentou Dexter.— Agora eu posso remover meu Harp Horror e invocar ORCUST CYMBAL SKELETON direto do meu deck.— Que combo impressionante. – Comentou Opacho.— Agora a minha Galatea ativa seu efeito e eu posso retornar o Harp Horror de volta para o deck e então eu posso colocar uma magia ou armadilha “Orcust” no meu campo diretamente do meu deck! Artur estava petrificado com aquele combo, sobretudo porque sabia o que viria em seguida.— Eu coloco minha magia de campo ORCUSTRATED BABEL e a ativo! Agora os efeitos dos meus monstros “Orcust” podem ser ativados como efeitos rápidos! Em seguida eu utilizo minha Galatea para a invocação Xyz do DINGIRSU, THE ORCUST OF THE EVENING STAR. E graças a seu efeito eu posso associar a ele um dos meus monstros máquina que foi removido do jogo, e eu associo o meu ORCUST KNIGHTMARE! O jogo não estava favorável para Artur.— Agora eu combino meu Dingirsu e o meu Skeleton para criar outra Galatea! Naquele momento Artur não entendeu, mas o fim estava próximo.— Eu deixo uma carta virada para baixo e encerro o meu turno.
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