Yu-Gi-Oh ! - Chronicles of the Time
2 I - O Paladino (Pt. I)
Notas iniciais
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— 17.08.2020 / 05:30 A.M / Local: Solaris City
Mais uma pacífica manhã se iniciava em Windmill City. Para vocês que não a conhecem, não se surpreendam, de fato Windmill é um pequeno, e até bastante simples, vilarejo interiorano, conhecido talvez apenas por seus belos cata-ventos. É o típico lugar que você busca quando quer escapar do ritmo agitado de cidade grande que a maior parte das cidades de hoje em dia oferecem. É um local agradável de se visitar, com poucos habitantes e casas de aparência rústica. Apesar disso, Windmill tem seus toques de modernidade e uma certa autonomia.
— Jack Lionhart >>>
Após uma péssima noite de sono o sol finalmente nascia e seu brilho inebriante batia diretamente nos meus olhos através da minúscula fresta entre as cortinas do meu quarto. O desconforto que eu sentia naquele momento era impressionantemente grande, eu estava com muita preguiça para virar para o outro lado e por mais que eu tentasse lutar contra aquele forte brilho, eu simplesmente não conseguia ignorar e voltar a dormir. Fiquei parado naquela posição até ouvir o barulho ensurdecedor do despertador do meu relógio que estava no criado mudo bem ao lado dos meus ouvidos. Eu vi que não ia adiantar nada voltar a dormir agora e fiquei sentado na beira da cama, meu corpo ainda estava meio dormente e a única coisa que consegui fazer foi esticar meu braço para desligar o alarme. Após me espreguiçar e dar um bocejo extremamente longo, me levantei, andei até o banheiro, não vale a pena ficar descrevendo oque eu faço toda manhã, só tomei banho, vesti o uniforme da escola e desci as escadas. Em uma mesa no centro da cozinha estava sentada a minha mãe, tomando seu café como faz todo santo dia enquanto se prepara para trabalhar.
— Já não era sem tempo. Pensei que você fosse dormir a manhã inteira ... Esse é seu primeiro ano no ensino médio, você precisa começar a ser mais responsável e parar de demorar tanto para descer. – Repreendeu ela. Todo mundo já recebeu esse tipo de sermão da mãe logo de manhã cedo, e isso somado ao fato de eu não ter dormido nada essa noite já me fez começar a semana com o pé esquerdo. –
— Desculpe, mas eu não dormi absolutamente nada essa noite. – Respondi após dar um longo bocejo. – — Além disso, é Segunda-Feira, o ano já tá quase acabando e eu tive notas ótimas durante esse ano, alguns minutos de preguiça não fazem tanta diferença assim ... – Ela ficou em silêncio, me olhou com certa reprovação e voltou a tomar o café ela. Certamente eu falei alguma merda, mas fazer o quê ? É como ela mesma diz, não passa nada pela minha cabeça de manhã cedo. –
Ninguém deve se importar com a minha rotina matinal então vou poupar detalhes, terminei o meu café da manhã, escovei os dentes, vesti o restante do meu uniforme (O uniforme obrigatório é uma camisa social branca e um casaco com o brasão da escola, o resto pouco importa pra eles), peguei minha mochila e fui andando até o colégio, como a cidade é pequena ele não fica muito longe, então, eu segui o caminho que eu sempre faço todo o santo dia ... Ainda sim, por mais normal que o meu dia tivesse começado, algo ainda me incomodava, o sonho que eu tive essa noite. Foi algo totalmente sem sentido para mim, eu me vi na pele de uma pessoa que eu sequer conhecia em um lugar que parecia devastado, não havia nenhum sinal de plantas ou animais , além de uma forte nevasca que atrapalhava a visão, lembro também de ter duelado, sim, duelado ! Contra uma criatura igualzinha a uma carta de Duel Monsters, depois ficou tudo escuro e a última coisa que escutei antes de acordar foi algo como “Mude o Futuro” ou coisa semelhante ... Não vou esquentar a cabeça com isso agora. Chego ao colégio depois de mais ou menos vinte minutos, passei catraca na entrada e segui direto para o salão principal, ele se diversifica em outras quatro escadaria, cada uma levando para um corredor com várias outras salas. Minha cidade é muito pequena para ter aquelas academias de duelo de alta tecnologia, então nos contentamos com os duelos que fazemos no tempo livre e as regras básicas do jogo. Não vale a pena descrever em detalhes minha rotina aqui no colégio então serei breve ... O sinal toca as 7:00 da Manhã e não muito depois todos os professores se dirigem as suas respectivas salas e começam a dar aula. Apesar do grande desinteresse da minha parte, assisti todas as três primeiras aulas, após isso, temos um intervalo de vinte minutos onde o máximo que eu tive tempo para fazer é comer alguma coisa, após isso, mais três aulas. O sinal bateu ao 12:20 como sempre, e como de costume, tanto eu quanto todos os outros alunos de praticamente todas as salas nos retiramos da sala na pressa de voltarmos logo para casa, então, já dá para imaginar a bagunça que se deu nas escadarias, felizmente após chegar no hall principal a multidão aos poucos foi se dispersando. Após andar cerca de dois paços a cada cinco minutos, finalmente cheguei ao meu armário e guardei os materiais restantes dentro de minha mochila, assim que estiquei o braço para pegar a minha carteira que estava no fundo do armário, notei que logo ao lado havia um pequeno envelope.
— Mas oque diabos ... – Sussurrei enquanto pegava o envelope do fundo do armário. – — >— Quem teria colocado isto no meu armário ? << — Pensei enquanto olhava com estranheza para o envelope. O formato era idêntico ao de uma carta de Duel Monsters. –
— >— Pera aí, droga, minha carteira ! Se alguém conseguiu abrir esse armário deve ter pego todo meu dinheiro ! << — Abri desesperadamente a minha carteira para ver se o meu dinheiro ainda estava lá, e felizmente, ainda estava. –
— >— Estranho, invadiram meu armário e não pegaram nada de importante, isso é raro nessa escola ... — Pensei comigo mesmo. – — Bem, que seja, agora minha única preocupação é chegar em casa e me jogar na cama e dormir um pouco de uma vez ! – Disse em voz alta. Pode parecer idiota uma pessoa falar sozinha dessa forma, principalmente no meio de tanta gente, mas eu faço isso a tanto tempo que as pessoas que me conhecem a mais tempo já se acostumaram, então, não faz diferença. –
— Nem pense em fazer isso. A reunião do clube de Jornalismo do colégio é daqui a pouco, e você vai participar. – Eu já estava andando em direção as catracas quando senti uma mão pousar em meu ombro seguida por uma voz que devo admitir que me gelou por inteiro naquele momento, assim que me virei para ver quem era, esse alguém era Krest Nikolaievich. —
Krest, assim como eu, é um dos integrantes da equipe de jornalismo do colégio. Ele é a típica pessoa que costumam chamar de emo, a pele é surpreendentemente pálida para alguém da nossa região (Não posso culpa-lo, os pais são estrangeiros, acostumados com frio extremo, é normal que a pele dele seja assim), os cabelos são levemente compridos e possuem uma tonalidade negra bastante forte e os olhos azuis são brilhantes a ponto dele ser o queridinho de algumas garotas. Ele já está aqui a tanto tempo quanto eu e se me lembro bem nós trocamos socos desde que largamos as fraudas. Boa parte dos alunos, inclusive alguns mais velhos, tem medo dele, mas com o tempo acabei aprendendo a aturá-lo.
— O quê ? Mas que reunião ?! – Respondi assustado. –
— Por favor, Jack ... Estamos marcando essa droga desde março. Não me diga que você esqueceu ? – Indagou Krest enquanto massageava sua testa buscando paciência. --
— Sim ! Quer dizer, não ... Cara, eu tenho compromisso hoje ! As partidas de classificação para o DMCS começam daqui a duas semanas, eu preciso praticar ! Além do mais, nós nunca discutimos algo interessante nas reuniões mesmo ... – Murmurei em um ato que pode-se chamar de estupidez letárgica, logo após senti Krest agarrando a gola da minha camisa e puxando-a para mais perto. –
— Dane-se o assunto que nós vamos discutir na reunião. Você se ofereceu para participar do clube, não ? Agora se você não quiser perder um ou dois dentes você vai me acompanhar até lá encima para nós começarmos logo essa droga ? Aliás, a Ellie disse que o assunto era importante hoje.
— Acho que o único que vai perder alguns dentes aqui vai ser você se não me soltar agora ... – Um sorriso desafiador surgia em meu rosto, logo após, Krest largou a gola de minha camisa e me empurrou levemente para trás. –
— Excelente – Respondi -- — Haha ! Agora sim podemos ter uma briga apropriada – Mantive aquele sorriso em meu rosto enquanto arregaçava minhas mangas. –
— Tsc, quem sabe outra hora ... – Respondeu ele enquanto me devolvia aquele sorriso desafiador. – Vamos, você já me enrolou demais, a Ellie vai nos encher muito a paciência se não chegarmos logo.
E assim, Krest deu de costas e seguiu rumo por uma das escadarias e eu fui logo atrás dele. De fato, a Ellie fica bastante frustrada com atrasos no geral. Elizabeth Voltaire, ou só Ellie para encurtar, é outra amiga de infância minha, ela eu posso dizer que conheço desde que éramos dois recém-nascidos chorões e arrisco dizer que eu sou a pessoa mais próxima dela atualmente, mas enfim ... Subimos por uma das escadarias do Hall principal e percorrermos o corredor até a última sala, entrando lá, chegamos a biblioteca onde costumamos nos reunir. A biblioteca de nossa escola é uma das maiores da cidade, por mais que ela não tenha tantas, e a escola fica aberta nos fins de semana justamente para que as pessoas possam fazer uso dela. Fora isso, a biblioteca é bem vazia nos dias de aula, fora nós, os grupos de estudo e os desesperados para passar de ano, esse lugar é quase inóspito nesses dias. A mesa onde nós íamos nos reunir fica de frente para uma das tantas enormes vidraçarias localizadas nas paredes dos fundos da biblioteca, e como previsto, lá estavam eles.
— Sempre que eu passo por entre essas instantes eu tenho dificuldade em me lembrar de que não estamos mais no século doze ... – Destaquei enquanto procurava uma cadeira para me sentar. –
— É isso que a Literatura faz conosco, é cada viagem surreal que as vezes nós não conseguimos distinguir passado, presente e futuro. – Argumentou uma das garotas que faziam parte da equipe. A mesa estava bem cheia hoje, todos os vinte e cinco integrantes da equipe estavam lá. Alguns eu conheço por proximidade outros eu sequer sei o nome, mas certamente eu gostava de ficar com eles. –
— Além do mais, a beleza desse lugar é inquestionável ... Tudo aqui parece tão antigo e ao mesmo tempo tão novo. Realmente é um lugar agradável de se estar. – Constatou Krest que parecia bastante concentrado na beleza do lugar, que devo dizer, não é pouco. –
— De fato, mas o poder de um livro fechado e guardado em uma estante não se equipara ao de um livro aberto e bem aproveitado. Mudando de assunto, preciso da concentração de todos agora. – Respondeu Ellie, ela estava sentada de costas para a janela na cadeira central da fileira. Krest pegou uma cadeira vazia a minha direita, infelizmente a única, e ficamos aguardando ela começar a falar. Notei que havia um mapa da cidade aberto sobre a mesa, três pontos específicos estavam marcados sobre a parte rural da cidade. Antes de começar a falar, ela deu uma breve tossida. –
— Bem, provavelmente nenhum de vocês deve saber o porque da urgência recente desta reunião. Alguns sequer sabiam que ela estava marcada – Notei que ela me olhava do canto dos olhos. -- — Bem, eu havia marcado essa reunião somente para discutir as matérias para o final de ano, precisávamos de uma matéria que realmente fosse marcar as pessoas, certo ? – Os demais assentiram a afirmação. -- — Bem, aparentemente nós conseguimos algo melhor do que eu esperava. – Demonstrei certa confusão, e notei que alguns alunos também tinham demonstrado. Percebendo isso, Ellie prosseguiu. –
— É simples. Estão vendo esses pontos que eu marquei no mapa ? Pois é, recentemente foi avistada a ocorrência de círculos de aparência misteriosa nas plantações nessas regiões marcadas, além de relatos de fenômenos um tanto estranhos. Já avisaram a polícia, mas ela não tem provas para isolar a área ... ainda. E é aí que nós entramos.
— Acho que já entendi onde quer chegar – Respondi prontamente. Essa reunião está ficando interessante. – — Quer três de nós investigando esses círculos durante a noite a procura de qualquer coisa fora do comum ?
— Precisamente. Também quero um grupo entrevistando quem souber de alguma coisa a respeito, outro cuidando da redação e um terceiro disposto a conseguir imagens desses círculos ou outros objetos misteriosos na área. Jack, eu e o Krest vamos investigar os círculos, nós três partimos à 00:00.
— Pera aí ... O quê ?! Temos aula amanhã, se eu for dormir a meia-noite eu só acordo de tarde.
— Melhor descansar bastante nesse caso, Jack. É o único horário onde a cidade inteira estará dormindo. – Rebateu Ellie. –
— Okay, que seja ... Faço isso pela reportagem, nada mais.
— Já é o suficiente. Levem pelo menos uma lanterna e um bloco de notas. Mantenham os celulares ligados se necessário. Se vocês avistarem alguém, não pensem duas vezes antes de correr. Não vamos perder tempo marcando um ponto de encontro, vamos seguir direto para o local designado. -- Após dizer isso, Krest se levantou de sua cadeira e saiu biblioteca a fora com a mochila erguida nas costas. –
— Certo, nos vemos lá então ! Estão liberados. – Disse Elizabeth. –
Após isso, erguemos nossas mochilas sobre nossas costas e fomos embora. O restante do dia não foi muito diferente do quê eu estou acostumado a vivenciar, cheguei em casa, almocei e dormi até tarde como sempre faço. Lá pelas 18:00 sai de casa para me encontrar com alguns colegas, pretendíamos praticar um pouco para conseguirmos passar nas rodadas classificatórias do DMCS. O Duel Monsters Championship Series, ou DMCS para encurtar, trata-se de uma série de campeonatos que são organizados ao redor do mundo, e graças a essa concorrência a nível internacional, aqueles que conseguem um bom posicionamento, ou com muito esforço estar entre os três primeiros do seu país, geralmente ganha bastante prestígio como jogador, e é por isso que eu estou nesse torneio. Não é uma questão somente de fama e prestígio, é uma questão de trazer nome para essa cidade ... Ter sucesso onde meu pai não conseguiu. Bem, mas enfim ... Lembrar de uma experiência dessas só vai me ajudar a ficar deprimente.
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Após algum tempo deitado em minha cama, acordado apenas observando o luar e o brilho das estrelas banhando aquela maravilhosa noite, cuja beleza era quase hipnótica, o alarme do celular que descansava ao lado do criado mudo finalmente tocou, alertando que já era meia-noite. Lentamente me levantei, caminhei me esforçando para não fazer as tábuas de madeira do chão rangerem, até a cadeira que descansava ao lado da porta do meu quarto. Nela havia uma mochila cheia e um casaco de capuz, vesti o casaco de modo que o capuz cobrisse certa parte de meu rosto, coloquei a mochila nas costas, guardei o celular no meu bolso, e me esforçando para não fazer barulho sobre as tábuas, sai de casa.
— O mundo parece assumir dimensões maiores quando ocultado pela escuridão ... – Suspirei ao admirar a belíssima imagem que se fazia naquele céu noturno. – — Essa sensação de estar acordado quando todos os outros ao seu redor estão dormindo talvez torne isso mais interessante. – Saquei uma lanterna do bolso lateral de minha mochila e segui andando rumo ao meu destino. –
No mais, a viagem não se demonstrou tão monótona quanto imaginei. Com a lua e as estrelas iluminando o caminho e o anseio pelos mistérios que me aguardavam naquelas plantações, não havia algo que me impedia de querer saber oque se escondia por debaixo daqueles círculos misteriosos. Provavelmente a parte mais difícil disso tudo foi pular as cercas, que sendo de madeiras e não mais altas que minha cintura, não causou tanta complicação assim. A cidade é pacífica, não há muitos motivos para se preocupar com segurança extrema, essas cercas de madeira eram mais do que suficientes. Com o celular na mão esquerda e uma lanterna acesa na mão direita, caminhei pelas pequenas estradas entre as plantações me orientando através do celular que indicava a localização dos supostos círculos.
— Por sorte com toda essa escuridão vai ser difícil alguém conseguir me enxergar daqui. Poderei tirar as fotos que forem necessárias e ir embora sem que sequer me vejam ... E ao que parece a Ellie e o Krest não estão muito distantes. – Constatei ao visualizar através do celular que outros dois pontos se aproximavam dos círculos mais distantes. --
Ao me aproximar do local finalmente pude visualizar com um pouco mais de clareza a parede circular formada pelas plantas do local. O círculo possuía um diâmetro bem extenso, se fosse para fazer um chute diria que tem cerca de cinco a sete metros. Só havia como visualizar a figura formada no chão de cima, e segundo o mapa mostrado em meu celular ela possuía um formato idêntico ao de um relógio, era impressionante a firmeza nos detalhes, cada ponteiro estava perfeitamente simétrico e havia um numeral romano em cada ponta. A circunferência externa assumia o formato de uma engrenagem. Com cautela fui tentando me aproximar do centro, no entanto, a medida que me aproximava podia perceber algo semelhante a uma luz naquele ponto. Quanto mais me aproximava, mais forte ela se tornava, a partir de um certo ponto comecei a visualizar uma silhueta humana, depois alguns murmúrios, paços, e então ... A figura avançou em minha direção.
Não tive nem tempo de processar oque havia acontecido, antes que me desse conta, a figura avançava com o machado empunhado em mãos na minha direção em uma tentativa desesperada de me partir em dois, a única coisa que eu podia fazer para evitar a morte certa era me esquivar, corria para qualquer lado que fosse na tentativa de despistar a criatura. Assim que tentei me distanciar e correr para longe buscar ajuda, acabei por tropeçar e cair. A criatura ainda desesperada para acabar com a minha raça, assim que ergueu o machado acima de mim, acabou abrindo uma brecha, com os dois pés consegui executar um chute contra ela e afastá-la. –
— Acalme-se ! Não quero te machucar ! –Exclamei. – — Preciso que se concentre ... >— Droga, o que diabos é essa coisa ?! E por que ela tentou me matar ? << —- Diante do grito que eu dei, a criatura aos poucos foi recuperando a concentração. Agora que ela estava parada eu podia visualizar melhor a aparência, a criatura se assemelhava e muito a um guerreiro tribal. Em aparência, a idade dele era um tanto maior que a minha, a pele era morena, e a roupa que possuía parecia ser realmente feita da pele de diversos animais. Vestia em sua cabeça algo semelhante a um, por mais incrível que pareça, crânio de dinossauro, enfeitado com penas de várias cores.
— H-humano ... – Murmurou a criatura. – — Você ... V-vingança ... – A figura agora apontava para mim, ela parecia estar tentando formular alguma frase. –
— Acalme-se. Já lhe disse que não pretendo te machucar, só quero que você me diga quem é você e oque você faz aqui. – Insisti. -- — >— Droga, ela realmente pretende me machucar. Tem que haver alguma forma de acalmá-la.
— Está tudo bem, veja ... – Soltei a lanterna e o celular de minhas mãos e tentei me distanciar, comunicando que não havia perigo. –
A figura misteriosa parecia compreender aos poucos, ela soltou a arma que carregava consigo, no entanto, ela em seguida fez um gesto que me surpreendeu, ela ergueu seu braço de maneira horizontal e simulou com o escudo daquele braço um ... disco de duelo.
— D-Duelo ... V-você ... Deve duelar comigo. – Respondeu a criatura. Agora ela conseguia formular algumas frases. – — Vocês fizeram algo terrível a nós, eu vou retribuir.
— Do que você está falando ? Sequer sei quem você é ! >— Droga ! Como eu vou duelar com uma coisa dessas ?
— Terrível ... – Ela parecia ignorar tudo oque eu dizia. Ela só queria duelar. –
— Pois bem, se é um duelo que você quer, é isso que você terá ! >— Agora eu não posso voltar atrás, se essa coisa realmente quer um duelo, então talvez derrota-la faça ela se acalmar. << —- Larguei a mochila em minhas costas ao chão e desta retirei o disco de duelo que eu insistia em carregar para onde quer que eu fosse. Instalei-o sobre o braço direito, embaralhei meu deck e exclamei. –
— Duel ! — Assim que a figura me ouviu ela repetiu logo em seguida. –
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