Youth

2 Olhos verdes?


Notas iniciais
Espero que gostem de verdade!

Estava chegando no meu prédio a poucas quadras dali quando meu celular toca:
—Paô, anjo da minha vida, que horas você passa aqui? -diz a voz do outro lado da linha.
—Não sei de nada- digo afobada, enquanto passo pela portaria do Independence.-

—Ah não, nessa você vai sim- ouço uma voz abafada ao fundo- Alana, diz para ela que não vai ter bebida...para ela não pelo menos- diz Jade rindo abafado.

—Se por acaso você ouviu alguma coisa eu nem conheço essa menina-diz Alana "sussurrando".

—Como se ela fosse a bêbada.- minhas amigas mais falam do que fazem. Fomos a uma só matinê juntas, para eu nunca mais ir. Troco todas elas por uma boa maratona de séries com uma boa companhia, mesmo que seja a Pinah, meu bulldog francês vesguinho.-Você sabe que não me dou bem com isso, prefiro meu toddynho (digo essa parte sussurrando) a qualquer bebida, ou pessoa bêbada que venha de gracinha.- aprendi a nunca ir nessas festas de vestido, e a também a não ir a qualquer festa com pessoas que usufruam disso.-Vou pegar o elevador, depois nos falamos e te ajudo com a roupa. Beijo, juizo!- engrosso a voz no final como uma advertência, mas não aguento e caio na gargalhada.

—Meu nome do meio!- berra Jade ao fundo.

—Beijo amiga- diz a outra fazendo som de beijo.

Me despeço e entro no elevador comprimentando uma senhorinha que desde que me entendo por gente, me trata como uma neta, sempre me dando alguma gordice como uma verdadeira avó.
Sou logo recebida pela minha vesguinha, que minha mãe e eu adotamos no ano retrasado. Esquento uma lasanha de frios e brócolis, e durmo a tarde toda.


********


Acordo com meu celular apitando, o procuro entre os lençóis, o encontro e checo o horário. São 23:19. Dormi praticamente 8 horas, sabe-se lá como. Levanto da cama, e procuro pelos meus chinelos antes de ir atrás de um copo de água na cozinha, mas antes paro na porta do quarto da mamãe que em pleno calor de 32°C dorme solenemente com os cabelos ondulados sobre travesseiros, e uma coberta nas pernas.
Prendo os meus caracóis em um coque alto enquanto abra as mensagens:


~JAqueline:
—Paola, você nem acreditaria se eu te contasse kkkkkkkkkkk (22:31)

~Paola Dacacchi ✨:
-O que aconteceu doida? (23:21) ✓✓
-Jaqueline? (23:23)
-Jade, tá tudo bem? Você bebeu? (23:25)


Volto para o meu quarto (ou no fundinho de mar, pela cor das paredes
) todo verde-água, minha cor favorita no mundo, cobertas por post it's feitos por mim mesma. Uma flor saindo de dentro de um coração humano, que peguei no Pinterest, e os dizeres "Ainda que a minha mente e meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, Ele é tudo que eu preciso. Salmos 73:26" além de outros como "Diz o Senhor: 'Sou tudo que você precisa para te consolar'". Faço da minha parede um roteiro para minha vida, porque sempre que alguma coisa desaba o que está além da parede me levanta, e é nisso que eu tenho fé. Faço uma oração, deito, e ponho os meus fones de ouvido, no volume mais alto de Macklemore, e quando estou quase pegando no sono meu celular apita com uma nova mensagem:

~JAqueline:

—A partir de agora minha cor favorita com certeza é O verde!

Dou um sorriso sem fazer ideia do que aquilo significava, e adormeço.

Notas finais
Paro ou continuo? plzzzz
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.