Notas iniciais
Bom, esse capítulo já está bem maior e, para a felicidade de vocês, tem Captain Swan!! Espero que vocês gostem!

Chegando em Storybrooke, Henry não ficava quieto um instante.

– Estamos chegando, mãe?

– Calma Henry, estamos quase lá.

A última coisa que eu precisava era Henry reclamando o tempo todo. O beijo que Neal me deu mexeu com a minha cabeça. Na verdade, acho que eu estava mesmo era confusa com meus sentimentos. Posso ter me irritado na hora, mas será que eu sentia o mesmo por ele? Bom, tarde demais para ficar me perguntando isso. Neal está a quilômetros de distância, nada iria adiantar ficar caindo de amores por ele, se nada poderia ser feito para voltar atrás.

Chegamos em Storybrooke. A primeira coisa que precisava ser feita era despachar minhas malas no quarto onde ficaríamos até conseguirmos achar uma casa.

Uma mulher de idade estava no balcão junto com uma menina, provavelmente sua neta. Elas discutiam sobre um assunto onde eu preferi não me meter. Já bastava os problemas da minha própria vida.

– Vocês tem algum quarto para duas pessoas?

– Claro querida — disse a senhora mais velha — Ruby, mostre para a moça o quarto 2, por favor.

– Vamos para mais um pouco da amostra grátis de escravidão. — falou Ruby, irritada — Bom, o quarto 2 é o maior. Como nunca recebemos clientes, esse quarto está liberado. A cidade é muito pequena. As pessoas são sempre as mesmas, o que é muito chato para falar a verdade.

– Obrigada Ruby. Posso lhe pedir uma informação?

– Claro!

– Estou procurando emprego. Você sabe de alguém que está a procura de funcionários?

– Olha, só sei que tem uma vaga como assistente de xerife. Você pode conversar com Robin, o xerife da cidade, para mostrar seu currículo e coisas do tipo.

– Obrigada. Esqueci de me apresentar. Sou Emma Swan e esse é meu filho, Henry.

– Olá! — disse Henry.

– Oi Henry! Sejam bem vindos! Fiquem a vontade e qualquer coisa falem com a vovó.

– Obrigada.

Desfizemos nossas malas e fomos dar uma volta pela cidade. Ao passar na frente de uma lojinha da cidade, vimos uma multidão. Pelo visto estava havendo uma briga. Como a pessoa que sou, não podia ficar parada, só deixando a coisa acontecer.

– Com licença, moça. — perguntei para uma mulher, mais ou menos da minha idade, com cabelos curtos e negros — O que está acontecendo aqui?

– Uma briga entre o dono da loja, o sr. Gold e seu funcionário, Killian Jones. Eles estão sempre brigando, mas dessa vez é bem mais sério. Sou Mary Margaret. Você é nova aqui?

– Prazer, sou Emma. Sim, sou nova, me mudei agora. Você pode me fazer um favor? — perguntei, já preocupada com a situação ali colocada — cuide de meu filho Henry, enquanto vou resolver a situação.

– Ok. Tome cuidado.

Fui passando pela multidão até conseguir chegar na briga. Seja lá o que causou aquilo, só pode ser sério. O homem mais novo, que suponho que seja Killian, está com o rosto cheio de hematomas. Acho melhor acabar com aquilo antes que algo mais grave aconteça.

– O que está acontecendo aqui? — gritei, chamando a atenção dos dois.

– Esse canalha estava roubando uma coisa da minha loja! — disse Sr. Gold, muito irritado. Ele já tinha a idade um pouco avançada, mas era muito forte.

– Ele tinha uma coisa de minha esposa que morreu! — disse Killian — Isso é meu por direito!

– Apenas pagando o valor que isso vale. — disse Gold

– Escutem aqui! — eu disse — Gold, aquilo é dele por direito. Devolva para ele. E você, Killian, se acalme, pois isso que vocês dois estão fazendo, não vai levar a nada.

– Eu até devolvo para ele com uma condição: Jones, você nunca mais vai colocar um dedo em minha loja. Caso o contrário, você sofrerá com as consequências.

– Contanto que eu nunca mais precise ver você, crocodilo nojento, seu pedido será feito com prazer.

– Eu ainda não terminei. Você me deverá um favor. Não direi o que é agora, mas você fará exatamente o que eu mandar. — disse Gold

– Já chega! — eu disse, já irritada — Você Killian, levante-se e vá tratar de seus ferimentos. Gold, ele fará o que você pedir, mas por favor, deixem esse papo para depois.

– Olha só, eu posso ir tratar de meus ferimentos lá em casa, mas vou precisar de ajuda. — disse Killian, eu já sentia que uma cantada estava por vir — Ajudaria muito se você pudesse, sabe, me acompanhar até meu apartamento para me ajudar, não é?

– Escuta aqui, você nem sabe meu nome e já vai dando em cima de mim? Eu vou te ajudar, mas se você tentar fazer alguma coisa, eu juro que esse seu rostinho bonitinho vai estar mais deformado do que já está.

– Bom, depois de que você me chamou de bonito, percebo que não fui o único a me impressionar, não é? Por sinal, já que tocou no assunto, qual é seu nome, amor?

– Emma Swan.

– Senhorita, tire esse idiota da minha loja logo antes que eu bata nele mais um pouco. — disse Gold.

– Apenas entregue o que combinamos e eu vou embora rapidinho. Tenho coisas melhores para fazer. — disse Killian, olhando diretamente em meus olhos.

Gold entregou o que pertence a Killian e entendi o porquê da briga. Aquele era o colar mais lindo que eu já tinha visto. E provavelmente, o mais caro também.

– Vamos logo, antes que eu mude de ideia — disse Gold.

Fomos embora da loja. Agradeci Mary Margaret por cuidar de Henry e fui embora, com Killian e Henry. Deixei Henry em casa e fui até o apartamento de Killian

– Sinta-se em casa, amor.

– Não me chame de amor, por favor.

– Olha, temos alguém educada aqui. — disse Killian — Então, por que veio para essa minúscula cidade?

– Estou procurando um lugar para recomeçar minha vida. Eu e meu filho não nos sentíamos bem em Boston e decidimos procurar um lugar para chamar de lar.

– Então você é casada? — disse Killian.

Ele tocou em uma parte difícil da minha vida. Quando eu falava que tinha um filho, todos pensavam que eu era uma pessoa casada, com uma vida parecida com contos de fadas. A realidade é mais dura que isso. Não me lembro quem é o pai de Henry pois, um dia acordei em uma prisão, sem lembrar de nada e, o pior de tudo, grávida. Foi mais ou menos nessa época que conheci Neal. Ele também estava na cadeia por um crime que não tinha cometido. Começamos a conversar e viramos amigos.

– Na verdade, não. — eu disse, com um ar meio triste — Não sei quem é o pai de Henry.

Killian deve ter percebido que tocou em uma parte difícil da minha vida. Ele me olhou com um ar de pena e disse:

– Eu sinto muito. Eu não queria ter falado disso.

– É isso que eu tentei evitar vindo para cá. Esse ar de pena, como se eu fosse uma mocinha indefesa, que precisa ser protegida. Eu não preciso de proteção. Me virei sozinha minha vida toda e o que eu menos preciso são pessoas com pena de mim.

– Entendo o que está dizendo. — disse Killian, mais sério — Minha esposa Milah morreu há alguns anos atrás. Sempre tentei evitar esses olhares de pena, assim como você. Aprendi que você não deve demonstrar fragilidade, assim as pessoas vão pensar que você já lidou com isso. Ás vezes, quando é um pouco mais difícil, eu simplesmente disfarço. É bom poder conversar abertamente com alguém sobre isso.

– Olha, estou gostando de conversar com você, mas eu preciso ir. Henry está sozinho em casa e eu prometi não demorar.

– Entendo. Bem que você podia ficar mais um pouco. Tem espaço para mais um nessa casa. — Killian me olhou, levantando as sobrancelhas e com um sorriso bobo no rosto.

– Engraçado você. Mas eu tenho mesmo que ir. Se precisar de algo, me avise.

Eu estava quase passando pela porta quando ele disse:

– Swan, obrigado por tudo. Foi ótimo poder conversar com alguém que me entenda.

– Disponha. Até logo.

Notas finais
Comentem o que acharam. Killian é sempre um fofo