Era uma manhã calma e tranquila em Santalune City na região de Kalos. Dawn estava fazendo temporariamente uma jornada com Ash e seus novos amigos, Serena, Clemont e Bonnie. Naquela manhã, todos partiriam para Coumarine City, mas antes pararam para o café.

- Aqui Ash, fiz especialmente para você! — Comentava Serena, corada.

- Puxa, obrigado. — Ele agradeceu, sorrindo.

A loira se afastou. Dawn, que estava sentada ao lado do moreno, riu baixinho, entendendo os sentimentos de Serena.

- E aí Ash?

- "E aí" o que Dawn?

- Essa menina, a Serena, quando vão namorar?

- Eu gosto dela como amiga, não como namorada. Eu já contei isso pra ela mas... Ela se ilude...

Por um momento a azulada se pegou pensando em um certo menino de cabelos roxos e olhos pretos. Exatamente, em Paul. Ela não sabia o por quê, mas desde a última vez que se viram, em Hoenn, não parava de pensar nele. Dawn encarava o horizonte enquanto pensava em Paul.

- Tá tão calada Dawn... O que foi? — Ash perguntou, preocupado.

- É que eu... Não paro de pensar no Paul...

- Parece eu, não paro de pensar na Misty...

Ambos suspiraram e se levantaram, todos começaram a andar calmamente pela Rota e perceberam as nuvens escurecerem. Bonnie se segurava no braço de Clemont fortemente, com medo dos raios que estavam no céu.

Ao andarem mais um pouco a chuva piorou e causou uma neblina. Todos acabaram se perdendo, Ash e Pikachu foram para um lado, Serena para outro com Clemont e Bonnie e Dawn para outro com Piplup. A azulada encontrou uma caverna, correu até lá e se sentou numa pedra.

- Droga, me perdi dos outros... Puxa Piplup, bem que eu queria que ele estivesse aqui...

- Ele quem? — Perguntou uma voz grave. Não era de Ash, nem de Clemont, e sim de...

- PAUL! O que faz aqui? — Ela perguntou, surpresa. — Pensei que ainda estivesse em Hoenn e...

- Eu estava mas aí resolvi vir pra cá.

A azulada o encarou, ele parecia mais maduro e mais... Bonito. Ela o fitava com um sorriso tímido nos lábios, mas parou ao ver que Paul a encarava. Eles coraram, pareciam a bandana de May.

- Então... Conseguiu quantas insígnias?

- 5, conseguiu quantas fitas?

- 3 e como sabe que coordenadores ganham fitas?

- Primeiro porque isso é explicado no mundo todo e segundo porque fiz jornada com a Kelly.

"Kelly? Quem é essazinha?" — Ela pensava, meio brava.

Dawn estava morrendo de ciúmes por dentro. A menina se levantou e pegou 2 Poké-bolas, lançou-as no ar e soltou Mamoswine e Buneary. Paul a encarou, cruzando os braços.

- Não acho que seja uma boa ideia... — Ele comentou, ainda de braços cruzados.

- Ora, por que?

- Se acontecer alguma explosão essa caverna caí em cima de nós.

Ela parou e pensou, acabou por concordar com ele. Dawn guardou seus Pokémons e encarou a tempestade do lado de fora, a chuva não cessava de jeito nenhum e ambos estavam meio envergonhados por estarem a sós.

- Então...Gostou da jornada com sua namorada?

- A Kelly é minha irmã mais nova e eu não gostei...

Dawn suspirou, ficou agradecendo Arceus internamente pelo fato de Kelly ser irmã de Paul e não namorada. Ela balançava os pés e brincava com os dedos, pensava numa maneira de continuar a conversa.

- Veio pra cá direto depois de Hoenn? — Ele perguntou, surpreendendo a azulada.

- Sim. Paul, pra qual cidade está indo?

- Coumarine City.

- Também vou pra lá, vamos juntos?

Ele assentiu, a barriga dos dois roncaram. Dawn e Paul pegaram os lanches que estavam em suas devidas mochilas e um encarou o lanche do outro, com vontade de pedir um pedaço.

- Paul, me dá um pedacinho?

- Não.

- Por favor... — Ela pedia, com uma carinha fofa.

- Tá, mas só com uma condição.

- Qual?

- Me beija.

Ela arregalou os olhos, fitou o chão por um momento e pensou se o beijaria ou não?

Dawn suspirou e encarou Paul, se aproximou lentamente e pressionou seus lábios contra os dele. Eles ficaram assim por um tempo até quererem mais que um simples selinho, ela pediu passagem e ele cedeu, colocando seus braços na cintura dela e a azulada colocou seus braços em volta da nuca do arroxeado.. Um tempinho depois o ar se fez preciso, os fazendo se separarem.

- Obrigado... — Ele disse, ofegante.

- D-de nada.

Eles voltaram a encarar a chuva. Dawn sentiu Paul lhe cutucar e se virou, recebendo um pedaço do lanche do menino. Ela agradeceu, deu uma dentada em seu pedaço e ofereceu um pedaço de seu lanche. Ele aceitou, mas antes a azulada lhe deu uma condição.

- Só te dou se me responder por quê queria que eu te beijasse.

- Ok... Dawn... Desde a última vez que nos vimos não parei de pensar em você... Descobri o porque... Era porque só você conseguia deixar meu coração de pedra mais mole, mais doce... Eu queria ao menos uma vez na vida lhe beijar... E adorei.

Novamente ela arregalou os olhos, deu o pedaço do lanche à ele, seguido de um beijo na bochecha. Dawn estava com o coração acelerado, não acreditava que Paul havia se declarado e logo para ela. A azulada sempre achou que ele não possuía sentimentos ou que ele não se apaixonasse.

- Te amo... — Ela sussurrou.

- Também te amo.

Por fim, um segundo beijo foi trocado por ambos.

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