You're My Sky

1 You're back, hyung. - Capítulo único


Notas iniciais
Olá. Está é minha primeira fanfic postada aqui no Nyah, porém não é a primeira que escrevo e trata-se apenas de um reencontro fofo e "água com açúcar" de um dos meus couples favoritos do EXO. PS: Não esperem encontrar um lemon. Sorry '3' ~Boa leitura.

O garoto de cabelos castanhos estava distraído com seus fones de ouvido que tocavam repetidamente as músicas de uma playlist improvisada e criada de última hora pelo mesmo. Mãos nos bolsos, lábios ora sorrindo, ora cantarolando, com o vento do outono fazendo as madeixas lhe voarem sobre o rosto.

Do KyungSoo estava distraído em seus pensamentos que nem notou que já havia chegado no local marcado e por um segundo sentiu o coração acelerar em expectativa só em pensar que em poucos minutos estaria com ele. Respirou fundo procurando acalmar o pobre coração ansioso sentindo a mistura de cheiros daquela praça. Os cheiros das flores, da grama, das macieiras e sorriu... KyungSoo adorava maçãs.

Sentou-se debaixo de umas das árvores que continha ali, brincando com a grama abaixo de si e sorrindo de forma boba, em sua mente um turbilhão de pensamentos e lembranças de bons momentos com o amado. KyungSoo sentia as mãos suarem ansioso apenas em pensar que o moreno estava voltando de viagem depois de tantos meses. Longos e sofridos meses para KyungSoo, que sofreu tanto com a ausência de seu moreno de sorriso encantador.

O garoto de olhos grandes sentiu o estômago roncar e fez uma careta começando a achar que foi uma péssima ideia ter saído de casa sem comer. A ansiedade não o deixou comer nada. Felizmente estava num lugar cheio de árvores com sua fruta favorita e não demorou em ir até uma delas com seu típico sorriso de criança arteira.

Olhou para cima avistando um galho mais baixo que os demais, mas ainda assim não estava ao seu alcance. Deu alguns pulos tentando alcançar a fruta, mas sem sucesso e suspirou frustrado soprando os cabelos da franja que cobriam seu rosto.

Se eu fosse um pouco mais alto, ou se ao menos ele já estivesse aqui para me colocar sobre seus ombros.

O garoto já estava começando a ficar irritado e encarava a árvore a sua frente como se ela estivesse o desafiando e então bateu o pé decidido.

Eu vou subir.

Voltou a dar alguns pulos, mas dessa vez tentando se pendurar no galho mais baixo e apoiando os pés no tronco, com mais alguns minutos de dificuldade conseguiu subir. O garoto sorriu satisfeito depois de tanto esforço e parou para observar a vista que tinha lá de cima, sentado sobre o galho da árvore e com sua maçã finalmente em mãos. Deu uma mordida na fruta, e mais outra, e mais outra... KyungSoo não percebeu os minutos se passando, já estava na terceira maçã quando ouviu um som de estalo e arregalou os olhos desesperado. O Galho que estava sentado era o mais baixo da árvore, mas o mais fino também.

Não estava a uma altura muito grande, mas provavelmente a queda seria feia então se apressou em sair dali, mas quando se levantou o galho partiu de vez e o pequeno de cabelos castanhos fechou os olhos esperando o impacto com o chão, porém caiu sobre algo mais macio e que emitiu um som de dor, então abriu os olhos dando de cara com ninguém menos do que ele. Seu precioso JongIn.

Abriu um sorriso que quase não cabia no rosto, sendo correspondido por um igual.

— Não podia esperar chegarmos em casa pra pular em mim Kyunggie? Você deve estar mesmo com muitas saudades.

O moreno que havia acabado de chegar falou sorridente, no seu típico tom bem-humorado e o corpo de KyungSoo se arrepiou só de ouvir aquela voz novamente.

— Jonggie... –Respondeu KyungSoo o abraçando pelo pescoço, enquanto sentia sua cintura ser apertada pelos braços do maior.

O menor suspirou extasiado e agradavelmente sufocado com aquele abraço repleto de amor e banhado em saudades.

— Você não sabe o quanto eu senti sua falta.

O moreno sussurrou num fio de voz enquanto apertava com seus braços o corpo menor que estava sobre o seu, deixando seu nariz afundar-se naquele pescoço pálido e excepcionalmente cheiro de KyungSoo. O cheiro do menor o deixava embriagado.

O garoto de cabelos castanhos levantou a cabeça para poder encarar o maior, vendo que o mesmo agora tinha os cabelos tingidos de loiro –O questionaria sobre isso depois– e sorria para ele.

— Não acredito que você voltou! –KyungSoo respondeu num sussurro tão baixo quanto o do outro, sentindo seus olhos redondos marejarem de felicidade.

— Claro que voltei. Achou que eu fosse perder o aniversário do cara mais lindo do mundo?

O loiro respondeu com um sorriso de admiração enquanto acariciava as bochechas salientes do menor e usava o polegar para secar as lágrimas discretas que brotavam de seus olhos grandes. Ficaram em silêncio por longos segundos, apenas abraçados e acalmando os corações agitados, contato visual quebrado apenas quando JongIn aproximou os lábios dos de KyungSoo. Apesar de toda a timidez do menor, aquele foi o beijo mais doce que o loiro já recebeu em toda sua vida. Tudo em KyungSoo era doce, assim como ele próprio. Desde o seu cheiro, ao sabor de seus lábios.

Após longos minutos e longos beijos trocados, o maior se deu conta de que ainda estavam deitados no chão e logo se levantou, ajudando KyungSoo a fazer o mesmo antes de darem as mãos e começarem a caminhar. Dedos entrelaçados e sorriso bobo nos rostos.

— Como foi na casa de seus avós Jonggie?

O menor perguntou e o loiro suspirou baixinho antes de responder.

— Podia ter sido melhor, amor.

Amor.

KyungSoo abaixou a cabeça encarando o chão tentando esconder o quão envergonhado ficava com essas palavras carinhosas. Por mais que JongIn sempre o chamasse assim, nunca se acostumava. Mas não que achasse ruim.

— Eu sinto muito...

O menor sentiu-se mal pelo loiro. Sabia o quanto o maior amava os seus avós e foi exatamente por isso que precisou viajar e ficar fora por tanto tempo. Os mais velhos haviam adoecido e parecia ter sido algo sério, pois JongIn precisou ir cuidar deles, tendo que ficar longe do namorado durante quase três meses.

— É, foram meses difíceis.

— Eu imagino. Você sempre parecia abatido ao telefone, Jonggie. Como eles estão agora?

O sorriso de KyungSoo deu lugar a uma expressão preocupada ao fazer aquela pergunta, pois morria de medo que os idosos ficassem tão doentes novamente. JongIn iria ficar arrasado se isso voltasse a acontecer, além de que teria que viajar novamente. Então o menor torcia para que aqueles doces velhinhos ficassem saudáveis o máximo possível.

— Eles já estão bem melhor. A vida não vai derrubar aqueles dois tão fácil. –Respondeu JongIn parando em frente ao garoto de cabelos castanhos o encarando como se soubesse tudo que se passava naquela cabecinha infantil. – Eu não vou mais precisar ir embora. Você não vai se livrar de mim nem tão cedo Dyozinho.

O garoto sorriu e abraçou o loiro, escondendo seu rosto no peito do amado e quase se derreteu inteiro quando dedos firmes se enroscaram em seus fios de cabelo fazendo um carinho que quase lhe arrancou um gemido.

— Mas e se eles precisarem de você de novo Jonggie? É seu dever cuidar bem deles dois.

— Não se preocupe com isso Kyunggie. Tio Yang e o ByungHee se mudaram para uma casa próxima justamente por isso. Irão cuidar deles agora.

— Agradeça-os por mim.

O menor arrastou o maior até a árvore mais alta da praça e sentou-se embaixo dela, sendo acompanhado por JongIn que fez o mesmo.

— Agradecer?

— Sim, graças a eles eu não vou mais precisar ficar sem você.

Por mais que o menor estivesse sorrindo JongIn sentiu o peso naquelas palavras.

— Ah Kyunggie! Me desculpe por isso...

— Não! –KyungSoo o interrompeu com uma expressão de insatisfação. – Por favor, não se desculpe por ter ido cuidar dos seus avós, JongIn. Não posso fazer você escolher entre mim e sua família.

O loiro sorriu discretamente com a resposta do menor. KyungSoo apesar de mais velho que si costumava ser um tanto infantil em determinados momentos, então sua maturidade em relação aquilo fez com que o maior ficasse mais aliviado.

— Que bom que você entende.

O garoto menor sorriu em resposta e procurou novamente mais contato com o maior. Foram meses de muitas saudades e KyungSoo apenas queria ficar o mais próximo possível do namorado, por isso sentou-se entre suas pernas e apoiou as costas em seu peito, sendo acolhido por braços fortes e firmes envolta de seu corpo num abraço confortável e possessivo.

— Mas me conte como foram esses três meses na casa de seus avós.

O loiro ficou pensativo por alguns segundos antes de dar de ombros.

— Gyeryong é uma cidade de interior muito pequena Kyunggie, não tem muito o que se vê, nem lugares para ir.

— Tinha garotas bonitas?

— Sim, muitas garotas bonitas e de famílias bastante tradicionais também.

— Você conheceu alguma delas?

— Conheci sim. O vizinho dos meus avós tem duas filhas gêmeas que são muito simpáticas.

JongIn percebeu a expressão insatisfeita do menor e não pôde deixar de rir, afinal, ele sabia muito bem o propósito daquelas perguntas. Poderia responder de forma vaga ou simplesmente não contar que conheceu meninas bonitas, mas além de não gostar de mentiras queria ver a expressão emburrada e insatisfeita que o pequeno ficava sempre que tinha ciúmes. JongIn sempre achou encantador.

— Hm. Muito legal.

— Sabia que é muito fofo quando você faz isso?

— Isso o quê?

— Tentar mesmo que indiretamente descobrir se eu me interessei por alguém.

KyungSoo desviou o olhar para os lados envergonhado por ter sido descoberto, mas ainda mantinha sua expressão descontente com um bico natural que se formava nos lábios fartos sem que ele ao menos percebesse.

— Não era isso que eu estava fazendo...

— Claro que era!

KyungSoo suspirou pesado e após uma breve olhada envolta para conferir se tinha pessoas demais por perto, virou-se e sentou sobre o colo do maior encontrando o abrigo que procurava para o próprio rosto no pescoço alheio.

— Fala pra mim que nenhuma delas te interessou? Mesmo que não seja verdade...

O tom de voz usado pelo menor havia sido tão triste que fez o coração de JongIn falhar algumas batidas. KyungSoo realmente achava que existia sequer a possibilidade de ele ser trocado?

Para JongIn isso era um absurdo.

— Eu te amo Kyunggie. Muito mais do que você imagina! –Respondeu o maior, agora encarando aqueles olhos redondos e brilhantes que sempre pareciam tão chorosos, olhos que JongIn daria a vida para nunca vê-los derramando lágrimas que não fossem de alegria. – Acha mesmo que eu teria olhos para outra pessoa?

KyungSoo não respondeu, apenas juntou ambas as bocas num beijo necessitado que transmitia e mostrava todas as coisas que ele não sabia explicar com palavras. Cada sentimento, a saudade, o ciúme, o amor.... Tudo que se passava naquele coração que não se aquietava um segundo sequer desde que seu Jonggie havia voltado.

Lábios macio como seda agraciavam os lábios de JongIn e este sorriria se não estivesse com a boca ocupada em desfrutar do beijo de KyungSoo. Salivas se misturaram quando a língua tímida do garoto se encontrava com a sua devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo, permitindo que JongIn sentisse um gosto familiar de maçã e na opinião do maior combinava muito com o gosto do beijo de KyungSoo.

O loiro sorriu quando as bocas se afastaram e o menor fez o mesmo. Não tinha o que se discutir. Eles se amavam e ponto.

— Eu senti falta disso.

JongIn soprou um riso anasalado com a confissão do menor e ergueu uma das sobrancelhas.

— Do beijo ou de me ouvir falar coisas românticas pra você?

— Dos dois!

KyungSoo abaixou a cabeça sentindo novamente a vergonha beliscar suas bochechas diante daquele olhar intenso do mais alto sobre si, ainda escondendo um sorriso constrangido.

— Amor, tenho uma coisa pra você.

— Huh? Pra mim?

JongIn enfiou uma das mãos no bolso da calça e tirou de lá uma caixa de veludo preta muito discreta, atiçando a curiosidade de KyungSoo.

— Feliz aniversário!

O menor sorriu sem graça da surpresa repentina. A volta de JongIn o deixou tão feliz que por um momento se esqueceu que estava fazendo aniversário, então curioso como era levou as mãos até a caixa aveludada deixando mais um beijo doce sobre os lábios do amado antes de abrir. E os olhos de KyungSoo brilharam quando se deparou com o objeto reluzente que estava ali dentro.

Uma bonita pulseira prateada que lembrava bastante uma pulseira pandora, porém, era muito mais discreta, pois o que realmente chamava atenção eram os pingentes brilhantes –E também prateados– que estavam ligados a ela.

KyungSoo sorriu ainda mais ao se recuperar da surpresa e após passar alguns segundos distraído apreciando o bom gosto do namorado, sentiu-se curioso com o formato dos pingentes que eram cinco ao total. Todos igualmente bonitos.

Um cachorro, um sorvete, uma casa, uma panela e uma nuvem.

— Meu Deus Jonggie.... Não precisava.

— Claro que precisava. Você gostou?

— Mas é óbvio! É maravilhosa. –KyungSoo observava de forma apaixonada o modo que o maior o ajudava a colocar a pulseira envolta de seu pulso fino, achando encantador seu jeito sempre tão cuidadoso. – Pode me explicar o que significam esses pingentes?

— Eu sabia que você iria perguntar. –Comentou o loiro de forma divertida e segurou a mão de KyungSoo, apontando para o primeiro pingente. – Então, o primeiro é um cachorro por causa do seu dálmata, o Sr Tucker. Eu lembro que no dia em que a gente se conheceu você estava correndo desesperado atrás dele, porque a coleira tinha rompido e ele fugiu.

— E você conseguiu pega-lo e o trouxe de volta pra mim. Como eu iria esquecer disso? –KyungSoo ria baixinho lembrando-se daquele dia, quase derrubou JongIn no chão quando se esbarraram durante sua corrida maluca tentando alcançar o cachorro. – E o pingente do sorvete?

— No dia que eu te pedi em namoro nós estávamos em uma sorveteria, tomando sorvete.

— É, você fez uma declaração esquisita me comparando ao sorvete de baunilha.

— Eu não sou a pessoa mais criativa do mundo quando fico nervoso, ok?

Os dois riram juntos com a lembrança daquele dia.

“O sorvete de baunilha é o meu preferido porque ele é frio e doce na medida certa, sabe? Assim como você. Mas eu sei que essa sua frieza toda é só mais uma muralha de proteção envolta desse seu coração mole, Kyunggie. Mas eu já perfurei essa proteção faz tempo...”

— E eu já sei o porquê do pingente de casinha, não precisa explicar.

KyungSoo mordeu o lábio abaixando a cabeça para encarar a grama abaixo de si como se fosse algo muito interessante, pois estava envergonhado.

Sabia muito bem o significado daquele pingente.... E como sabia.

JongIn não conseguiu evitar o sorriso travesso que brotou no canto de seus lábios. Sabia que aquilo mexia com o menor, o deixava envergonhado e o loiro adorava o provocar. Segurou no queixo de seu belo garoto e ergueu seu rosto, fazendo com que o menor o encarasse durante um breve roçar de lábios.

— Eu sabia que você se lembraria. Aquele foi a melhor noite que eu já tive, nós dois naquela casa da árvore. Até o som da sua respiração me fazia ficar excitado...

JongIn levou os lábios ao pescoço do outro ao falar a última frase e o tom de voz rouco que usou fez correr um arrepio na espinha de KyungSoo. O garoto de cabelo castanho suspirou de forma pesada, soltando o ar quente dos pulmões sentindo o rosto esquentar ainda mais, não só de vergonha, mas também por se lembrar de cada detalhe daquela casa na árvore, de cada detalhe daquela noite. Lembrava de cada toque de JongIn e cada gemido que esses toques causavam.

— Eu nunca vou esquecer daquele lugar, Jonggie.

— Eu nunca vou me esquecer é da forma como você chamava o meu nome...

JongIn falou num tom menos provocante e mais brincalhão enquanto beijava o pescoço alheio, que fez o menor rir constrangido e dar um tapa sem força em seu peito, logo tratando de mudar de assunto.

— Até agora tudo fez muito sentido. Mas, e esse pingente de panela?

O loiro deu uma risada.

— Ah, sim. Não podemos esquecer o dia que você quase incendiou minha casa tentando cozinhar pra mim, não é mesmo?

O menor fez um bico emburrado por alguns segundos, mas logo foi contagiado pela risada do maior. Sabia que não era o melhor cozinheiro do mundo.

— E a nuvem?

— O pingente de nuvem foi por causa de uma coisa que aconteceu enquanto eu estava em Gyeryong.

— O que aconteceu?

JongIn respirou fundo antes de sorrir amavelmente para o menor, segurando em suas mãos.

— Você sabe que eu adoro observar e admirar o céu quando estamos juntos, não é? Me faz sentir inspirado e mais apaixonado.

— Eu sei, você fica todo bobo olhando as estrelas.

— Todo mundo comenta sobre como o céu do interior parece ser mais azul, mais bonito, com estrelas mais brilhantes e tudo mais. Então, várias e várias noites eu olhava, e olhava, e passava horas observando. Mas eu não conseguia sentir nada. Sabe, não era a mesma coisa. O céu estava lá, esplêndido. Mas pra mim parecia tudo tão sem vida e sem graça.... Então eu percebi uma coisa.

— Percebeu o que?

— Que nada vai ser tão bonito se você não estiver comigo Kyunggie. Você é o meu céu.

KyungSoo tentava a todo custo ter uma resposta para palavras tão bonitas como aquelas, mas nada saía enquanto seus olhos redondos se enchiam de lágrimas. Quando sentiu braços acolhedores o envolverem num abraço após JongIn sorrir ternamente para si, ele se deu conta de que não precisava de nenhuma resposta naquele momento. JongIn sabia ler tudo que se passava consigo e palavras não eram necessárias.

KyungSoo fechou os olhos mergulhado naquele abraço quando um “Não chore” foi sussurrado num tom de voz terno ao pé de seu ouvido. Murmurou repetidos “Eu te amo” agarrado ao tecido da camisa do loiro tentando acalmar o coração agitado com a recente declaração.

— Sem comparações com sorvete de baunilha dessa vez, hm?

KyungSoo riu com o comentário e juntou seus lábios ao do namorado num beijo carinhoso e cheio de gratidão. Não se importava em ser comparado com sorvetes ou com o céu. O que de fato importa, é que essa é a forma de JongIn de demonstrar o quanto o ama, então deu-se por satisfeito.

Porque se para JongIn, KyungSoo era o céu. Para KyungSoo, JongIn era tudo.

— Obrigado pelo presente Jonggie.

— Feliz aniversário Dyozinho.

O silêncio não foi quebrado após isso.

A tarde passou voando e já começava a escurecer, as luzes da praça se acenderam aos poucos e os dois permaneciam no mesmo lugar. JongIn de olhos fechados com as costas apoiada na árvore e KyungSoo em seu colo, o rosto confortável deitado sobre seu ombro e suspirando baixinho desfrutando do carinho que recebia em seus cabelos castanhos.

Ficaram ali até o celular do menor começar a tocar alertando uma nova mensagem. Sem muita vontade, KyungSoo pegou o aparelho no bolso do casaco e riu baixinho ao lê a mensagem.

— É mensagem da omma. Parece que eu estou atrasado para minha própria festa de aniversário.

O loiro arregalou os olhos ao se dar conta de que tinham esquecido completamente da pequena comemoração que iria acontecer na casa do menor e levantou-se às pressas, KyungSoo fazendo o mesmo.

— Então vamos logo. Não quero que se atrase. E eu passei tempo demais sem comer os doces da sua mãe, olha como voltei magrelo.

— Ela fez porções extra só pra você.

— Eu amo minha sogra. –JongIn comentou divertido enquanto abraçava a cintura do seu pequeno, ambos agora já de pé e prontos para partir. – O que vai pedir quando soprar as velas, Kyunggie?

— Posso pedir pra que você me ame pra sempre?

O menor respondeu envolvendo o pescoço do loiro com seus braços, ficando sorrateiramente na ponta dos pés para facilitar o contato dos lábios.

— Não é necessário, Dyozinho. Isso irá acontecer de qualquer maneira, com ou sem pedido.

— Então não precisa de pedido. Tenho você, não preciso de mais nada.

Um último beijo foi trocado naquela praça antes dos dois partirem em direção a casa do menor, tão carinhoso e cheio de amor como todos os outros trocados naquela tarde.

~*~

— Não esqueça de avisar a sua mãe que vai dormir fora hoje.

— Eu vou?

— Vai. Na casa da árvore. Comigo. De novo.

Notas finais
Obrigado se você chegou até aqui. ~XOXO
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!