You're My Only Song
23 Uma balada romântica
Notas iniciais
James
James não sabia o que falar ou o que fazer. Sentiu o clima tenso o tempo todo que passaram, ele e Kendall, dentro da limusine. Ele estava imaginando mil coisas. Mil maneiras de pedir desculpas a Kendall por ser tão burro, por ter deixado sua mãe mandar em si e por ter perdido o contato total. Ele não podia nem mesmo me explicar, porque sabia que Kendall não ia querer ouvir.
Talvez esse fosse realmente o final. Talvez ele e Kendall não fossem ter uma segunda chance como os outros estavam tendo (pelo menos era o que ele achava). Carter ofereceu a eles alguma coisa para beber, enquanto eles não chegavam ao seu destino final, mas James decidiu recusar.
Sua garganta estava seca, com a vontade de falar com Kendall, mas ele não conseguia sequer mover os lábios.
Suspirou de alívio quando, finalmente, Carter alertou sobre a chegada na boate em que eles iriam passar a noite. O lugar estava com uma fila enorme na entrada, o que deixou James apreensivo. Ele nem gostava de ir a boates, mas sabia que pessoas que eram barradas, ou não estavam bem vestidas ao nível do local, ou não podiam pagar por aquilo tudo.
E no interior do local, James ficou completamente perdido. Carter os tinha pagado o camarote, claro, então, havia poucas pessoas, amigos dela de North Richland Hills, que estavam dançando por ali. Infelizmente, muitos dos amigos de Carter eram também homossexuais, pelo que James podia constatar, e todos os seus sentidos de raiva estavam explodindo, porque Kendall não parava de paquerá-los.
E o que se faz quando se está com dor de cotovelo?
Exatamente, você enche a cara.
Era o que James estava tentando fazer e não estava falhando nenhum pouco. Nem sequer se importava com o que podia acontecer depois, tudo o que ele queria era dar um jeito de esquecer Kendall, antes que ele avançasse num daqueles garotos em quem ele estava dando em cima.
Agora ele estava com um loiro, mas de olhos azuis.
Finalmente está completo, James pensou. Loiro idiota com loiro mais idiota ainda. Com isso ele ia levar o copo à boca, mas Carlos o parou.
– James, o que está fazendo? – Ele perguntou.
– Tô bebendo um pouco – James respondeu. Sua visão turva demorou um tempo para identificar qual dos três Carlos que ele estava vendo era o verdadeiro.
– Quantos desses já tomou? – Perguntou o latino.
– Sei lá. Depois do décimo eu parei de contar – James deu de ombros.
– James! – Carlos repreendeu.
– Oi – James respondeu grogue.
– Tomou mais de dez copos de tequila? – O latino inquiriu preocupado e irritado ao mesmo tempo.
– Tequila? Ouvi o cara dizer esquila – James falou e balançou a cabeça.
– Já chega – Carlos tomou o copo de suas mãos – Vem comigo, você vai sentar e descansar.
James tirou o tempo para concluir que nada é pior que um baixinho preocupado com você. Carlos enfiou tantas garrafas de água em sua garganta que James achou que se ele explodisse agora, nasceria um novo oceano na boate. Ele teve que ficar por meia hora quieto, sem olhar para nada. Mesmo assim, não explodiu, mas uma coisa que se sabe é que beber água demais faz o sangue ser filtrado mais rápido pelo excesso de líquido e isso te faz querer ir ao banheiro.
Não demorou cinco minutos até que James precisasse correr desesperadamente até o banheiro. Logo após se aliviar, James se dirigiu para a pia para lavar as mãos. Sua tontura já estava passando.
Ao olhar para trás, James viu um rapaz entrar no banheiro. Ele podia achar que era o álcool, mas era um rapaz bem atraente. Tinha cabelos castanhos achocolatados, rosto angular e lindos olhos azuis, sem falar nos lábios carnudos e nas sardas que o deixavam muito charmoso.
James só percebeu que tinha encarado demais quando o jovem virou para ele e sorriu.
– Viu alguma coisa especial em mim? – Ele perguntou.
– Não consigo me decidir no quê – James lançou.
– Você é bom em responder rápido – O garoto sorriu – Sou Mason.
– Meu nome é James – Ele disse – Podemos pular a parte chata?
– Aceito – Mason disse e sorriu, abraçando a cintura de James e o beijou.
James abraçou o pescoço do outro rapaz e aprofundou o beijo com voracidade.
Se o Kendall pode ter um loiro, eu posso ter o meu moreno, pensou enquanto viajava em mil cenas eróticas com aquele rapaz, no fundo de sua mente embriagada. Isso o fez ter uma ereção instantânea e ele podia sentir em suas pernas que Mason também tinha uma surpresinha para ele.
Tudo poderia ter ido bem, se a porta do banheiro não tivesse aberto e um grito de ódio não tivesse ecoado pelo banheiro. James viu Kendall puxar Mason e dar o primeiro soco, ainda sem muita reação.
Então, quando Mason caiu, espatifando a lixeira, James finalmente acordou.
– Kendall, para! – Ele gritou.
– O que foi isso, cara? – Mason perguntou, ainda pacífico, com a mão no local socado, que estava extremamente vermelho.
– Pra aprender a não roubar o que é dos outros – Kendall disse.
– Kendall, para com isso – James insistiu.
– Ele não me disse que era comprometido. Foi mal – Mason falou – Agora podemos...
Kendall deu mais um soco no rapaz. Imediatamente, a raiva tomou controle do coração de James. O sangue corria tão rápido em suas veias que as hemácias pareciam ter saído de Velozes e Furiosos. Sem pensar, James girou o punho e acertou Kendall bem no queixo, fazendo-o cair dentro de uma das cabines, com as mãos dentro do vaso sanitário.
– Eu não sou seu – Ele exclamou – O meu Kendall foi morto por esse monstro que ataca as pessoas mesmo que sejam pacíficas. Você é um ogro, uma aberração, me deixa em paz.
Não deu tempo de se arrepender. James tinha olhado bem nos olhos de Kendall, para mostrar que ele realmente queria aquilo.
Ele pôde perceber que deixou Kendall sem ação. Ele ajudou Mason a se levantar e o tirou do banheiro. Lá fora, os dois ficaram num local recôndito, onde James não conseguiu segurar suas lágrimas e pelo que ele pode ver, Mason percebeu isso.
– Ei, tá tudo bem – Mason disse – Acho que ele não se machucou muito.
– Como sabe que me preocupo com ele? – James perguntou. A cabeça ainda afetada pelo álcool não o deixava pensar normalmente.
– Tá na cara que você só disse aquilo pra magoar ele – Mason disse – Sabe, eu sei como são essas brigas de ex-namorados recentes. Vocês ainda estão com a cabeça quente.
– Você não sabe metade da história – James falou.
– Posso saber? – Mason perguntou.
James não podia controlar a cabeça, então aceitou. Em pouco menos que uma hora, Mason estava sabendo de como tudo começou. James contou até mesmo os detalhes do passado profundo.
Desde a primeira vez que ele e Kendall tinham estado no acampamento. Cinco anos antes de Logan e três anos antes de Carlos. Kendall ainda era um garoto amável.
Durante o mês que o acampamento durou, James assistiu Kendall atentamente. Ele, Dustin e Jett estavam sempre brincando, fazendo coisas engraçadíssimas com os monitores e nas atividades que faziam todo mundo rir. Mas James sabia que Kendall não estava sempre feliz.
Lá e cá, James via o sorriso do garoto sumir quando pensava que ninguém estava olhando. Via Kendall sair das atividades no meio, às vezes, para, supostamente descansar, e quando o seguia, o via ir para o quarto escrever alguma coisa e ler cartas que pareciam ter sido endereçadas por sua mãe.
Ele estava feliz ali mesmo. Estava na cara que ele sentia falta de sua mãe. James até tentou se aproximar algumas vezes, o que estava praticamente funcionando, os dois até conversaram por um tempo e James acabou confessando para Kendall sua sexualidade, acidentalmente.
Kendall aceitou tudo muito bem. Os dois continuaram conversando normalmente e, logo depois de um tempo, James perdeu o desconforto.
Ele, Jett, Dustin e Kendall teriam sido grandes amigos por todo aquele tempo. Mas, infelizmente, o ano seguinte mudou. Kendall chegou como um monstro no acampamento, irritado e rebelde, ele machucava os monitores e campistas com suas brincadeiras, agora de mal gosto, e James se tornou um alvo favorito. Durante os três anos antes de Carlos, ele aguentou tudo sozinho, se recusou a fazer amigos que não fossem Kendall. É lógico... Durante o ano anterior, James havia se apaixonado pelo loiro, mas ele nunca contaria isso a ninguém, nem sob tortura, na época.
Kendall não lia mais as cartas de sua mãe quando ia para o quarto, mas sim, chorava olhando para uma foto dela. James tentou se reaproximar algumas vezes, mas isso só serviu para agressões e discussões desnecessárias.
Por fim, pararam de se falar normalmente pelos anos seguintes. Tudo o que Kendall fazia era provocá-lo e por fim agredi-lo, sempre seguido por Dustin e Jett. No fim, Carlos chegou e o loiro começou a virar um inimigo para James. Ele estimava bastante o baixinho. Mesmo ainda tendo os traços do amor platônico que sentiu por Kendall durante os anos anteriores, ele não conseguia tentar tudo novamente sem que visse o monstro que Kendall tinha se tornado cobrindo todas as boas memórias.
Por fim, veio o ano em que Logan chegou, e James falou tudo nos mínimos detalhes. Até mesmo quando eles foram encontrados por Dustin e Jett na floresta e Kendall conseguiu conversar com o moreno. Esse foi um detalhe que James não achou que fosse lembrar. Quando Jett e Dustin os acharam, Kendall e Jett tiveram uma conversa sobre a briga dos dois e Dustin pediu desculpas por tudo, e Kendall o entendeu ao final da confusão.
Agora, Dustin e Jett nem andavam mais com ele, mas ainda era o mesmo Kendall implicante de sempre e James odiava aquele Kendall. Ele queria de volta o que ele conseguiu despertar no acampamento, mas acabou jogando no túmulo novamente ao ter medo de sua mãe.
– Sabe, eu acho que ele está tentando te fazer sentir como ele se sentiu – Mason disse, logo após James terminar. O moreno mal pode distinguir as palavras. Sua mente confusa e as lágrimas que inundavam seus olhos estavam tomando sua concentração – Você deve ter feito ele se sentir abandonado e isso está fazendo ele ficar agressivo novamente. Quer dizer, agora você sabe que a mãe dele morreu, e quando você parou de falar com ele, foi como se também tivesse morrido. Ele perdeu alguém importante. Dá uma nova chance pro cara.
James olhou bem no fundo dos olhos de Mason e o viu sorrir. Como foi mesmo que ele conseguiu encontrar conforto com uma pessoa que mal tinha conhecido? Isso nem ele poderia se explicar, nem agora, nem quando estivesse sóbrio.
– Com licença? – James ouviu Carter chamar, ela apareceu com um sorriso no rosto, mas um olhar bem duvidoso – Quando conheceu o Mason, James?
– Ah, no banheiro – Mason respondeu por James – Ele é um cara legal.
– Eu sei que é – Carter riu – Mas vocês não vão dançar?
– Eu acho que eu vou pra casa agora. Já está ficando meio tarde pra mim e... Eu já dei toda a ajuda que as pessoas precisavam – Mason sorriu e piscou para James, Carter o olhou duvidosa, mas ainda assim sorrindo – Tchau, Carty – Mason deu um beijo na bochecha de Carter e saiu.
James sorriu para a garota à sua frente, já esperando o bombardeio de perguntas. Para a sua sorte, Carlos estava se aproximando.
– Onde você se meteu? – O baixinho perguntou – Mal me virei e você se teletransportou do sofá pra não sei onde.
– Eu fui no banheiro – James disse. A dor de cabeça começando a aparecer em sua fronte.
– Ah, sim. Poxa, podia ter me avisado – Carlos disse.
– Você me enfiou mil garrafas de água goela abaixo. Queria que eu tivesse tempo de gritar que ia ao banheiro? – James perguntou.
Carlos apenas rolou os olhos e cruzou os braços.
– Logan chegou – Carter disse para James.
James olhou diretamente para Carlos e entendeu o motivo do baixinho estar tão irritado. Se Logan estivesse agora como estava na mansão Mitchell, James provavelmente iria dar um soco nele assim que se vissem. Ele andava ignorando Carlos e fingindo o desinteresse o tempo todo.
– Onde o Kendall foi? – Carlos perguntou.
James engoliu em seco. Ele nem sabia onde o loiro tinha ido parar depois do que ele fizera no banheiro. Ele não conseguia nem pensar nos tipos de loucuras que Kendall podia fazer se estivesse furioso.
– Ali – Carter apontou.
Kendall estava vindo na direção deles. A jaqueta jeans ensopada sobre a blusa preta. Ele a tirou e a colocou pouco antes, pondo-a nos ombros.
– Eu... Eu queria falar com o James – Kendall disse.
– Ah, claro – Carter disse e puxou Carlos, mesmo assim, não foi muito longe.
James ficou apenas olhando para baixo. O desconforto era tanto que ele mal conseguia olhar o loiro nos olhos.
– Acho que voltamos às origens – O de olhos verdes disse.
– Talvez – James disse – Parece que eu vou ter que quebrar os dois tornozelos e ter um ataque de pânico quase fatal pra você poder voltar ao normal, não é?
– Você sabe que eu tinha meus motivos – Kendall implicou.
– Sua mãe ter morrido não é desculpa pra descontar a raiva em todos – James continuou – Menos ainda eu ter perdido o contato com você sem querer.
– Sem querer? Como se faz pra esquecer de anotar um telefone em um lugar seguro? – Kendall perguntou.
– Lugar seguro? Minha mãe é Brooke Diamond. Ela daria um jeito de descobrir se eu ainda tivesse tendo contato com você. Ela me fez excluir meus e-mails antigos e me deixou sem celular por um ano. O que eu tenho hoje ainda é grampeado – James relatou.
Era de enfurecer que Kendall tivesse tomado tantas conclusões sem sequer conhecer a sua situação. Isso o fazia ficar um pouco ressentido com o loiro.
– Cartas existem – Kendall disse.
James achou que fosse só uma esquiva, mas ele se lembrou de quando Kendall trocava cartas com sua mãe no acampamento. Seus olhos refletiam essa memória e James não tinha como recusar.
– Oi, oi, gente linda – A voz de Carter ressoou por todo o lugar e James e Kendall ficaram confusos. Logo, eles a viram em cima de um pequeno palco – Tem dois amigos meus aqui que estão com problemas por aqui – Ela traçou uma linha no pescoço – Então, acho que eu vou ajudá-los muito cantando uma musiquinha.
A plateia do camarote gritou quilos de elogios, o que fez James perceber que Carter devia ser uma ótima cantora.
– Então, vamos lá, queridos – Carter disse animada – Manda ver DJ!
James estremeceu ao perceber qual era a música. Aquela melodia era inconfundível e as intenções de Carter com a música eram claras como cristal.
You make me so upset sometimes
I feel like I could lose my mind
The conversation goes nowhere
Cuz you're never gonna take me there
Assim que Carter começou, James sentiu seu coração dar uma volta no peito. Não sabia se saía dali antes que passasse vergonha, ou se ficava para ver no que ia dar. Kendall também parecia ter reconhecido a música, e agora ele estava encarando James fixamente.
And I know what I know
And I know you're no good for me
Yeah, I know, what I know
And I know it's not mean to be
Kendall estava completamente virado para James agora, segurando suas duas mãos suadas. James olhou bem no fundo daqueles olhos verdes como a pureza das florestas. Mas por mais que fossem lindos, James não podia deixar de pensar que por trás deles ainda existia aquele Kendall terrível que ele conheceu no acampamento.
Here is my dilemma
One half of me wants ya
And the other half wants to forget
My-My-My dilemma
From the moment I met ya
I just can't get you out of my head
And I tell myself to run from you
But I find myself attracted to my dilemma
My dilemma, it's you
James não conseguiu conter sua negatividade. Ele virou o rosto. A música não deixava de condizer com seus pensamentos. Kendall era um dilema para ele. Ele o amava, e disso tinha certeza, mas ele rejeitava aquele lado monstruoso que ele conhecera e que sabia que ainda existia.
Pelo canto dos olhos, James viu Carter desviar sua atenção para o canto e viu que Carlos estava vermelho. Sim, a música também tinha a ver com ele e Logan. Mas James não viu Logan, para saber se ele também pensava isso.
Your eyes have told a thousand lies
But I believe 'em when they look in mine
I hear rumors but you won't come clean
I guess I'm hoping it's because of me
Assim que Carter se virou, James pode visualizar Logan. Ele estava de cabeça baixa, ao lado de Sunny e Camille. Não dava pra saber se era típico dele ou não fugir dessa maneira. Mas Carlos parecia perceber isso e estava com a expressão mais triste que James já havia visto em seu rosto.
And I know what know
And I know you're no good for me
Yeah, I know, what I know
And I know it's not mean to be
O moreno se preocupou tanto com eles, que esqueceu que Kendall estava atrás dele, e só se lembrou quando o loiro o fez girar e segurou sua cintura com força, dessa vez ele não poderia escapar. E James não queria escapar. Era uma síndrome de Estocolmo. Se apaixonar pelo seu sequestrador.
Here is my dilemma
One half of me wants ya
And the other half wants to forget
My-My-My dilemma
From the moment I met ya
I just can't get you out of my head
And I tell myself to run from you
But I find myself attracted to my dilemma
My dilemma, it's you
A voz de Carter quase sumiu quando Kendall o beijou finalmente. Sua cabeça estava girando e até mesmo o começo de enxaqueca que estava surgindo, sumiu magicamente. Os lábios doces de Kendall não deixavam que nenhuma aflição viesse à sua cabeça agora...
James se amaldiçoou um pouco agora. Ele devia estar com um bafo de álcool dos infernos.
Quando James percebeu, Sunny e Jo jogaram Logan e Carlos ao lado deles. Os dois com as orelhas vermelhas como maçãs maduras. E então Carter apareceu do nada, vindo em direção a eles.
Por quanto tempo eles se beijaram?
I could live without you
You smile, your eyes
The way you make me feel inside
I could live without you
But I don't wanna
I don't wanna, oh
Interpretando a letra, Carter passou a mão pelo queixo de Logan e pelo rosto de Kendall. Nada a comentar sobre o sorriso de Logan, mas sobre os olhos de Kendall, ela estava errada. James viveu seis anos sem eles e não aguentava mais nenhum instante... Talvez ele estivesse exagerando. Talvez, a música estivesse certa. Talvez ele pudesse viver sem Kendall, mas ele não queria, e não queria nem um pouco.
You make me so upset sometimes
Carter se referiu a Logan nessa última frase. O jovem deu uma olhada entristecida para Carlos, mas não fez nada além de sair.
Here is my dilemma
One half of me wants ya
And the other half wants to forget
My-My-My dilemma
From the moment I met ya
I just can't get you out of my head
And I tell myself to run from you
But I find myself attracted to my dilemma
My dilemma, it's you
It's you
My-My-My dilemma
Carter decidiu ignorar isso e continuou até que a música terminasse. James mal percebeu que estava com a cabeça deitada no ombro de Kendall até que estivesse fechando seus olhos de sono, mas Kendall o manteve acordado.
– Não ainda. Temos uma noite inteira pela frente – O loiro falou sorrindo.
– Vou adorar passar cada minuto dela com você – James sorriu e o beijou novamente. Aquela sim era uma sensação pela qual valia esperar seis anos.
Depois de um bocado de “aventuras” com Kendall, James decidiu dar um tempo e ir ao banheiro, mas duas vozes familiares o chamaram atenção.
– Você podia ter aproveitado essa chance – Era Sunny falando – Ele estava lá, bem do seu lado.
– Eu não posso. Eu sei do que meu pai é capaz – Logan afirmou – Se ele cumprir todas as promessas que me fez, ele vai acabar com a vida de nós dois.
– E a sua mãe? – Perguntou Sunny.
– É... Isso é culpa minha. Desde que fiz o meu pai enfrentá-la há seis anos, ele não escuta mais nada do que ela diz.
– Nossa... Nada tão bom podia se tornar pior.
– Eu ainda quero ter uma chance com o Carlos... Mas não sei como posso fazer isso sem tirar a segurança dele.
– Vamos dar um jeito, Logan. Eu prometo.
James se retirou rapidamente. Em sua cabeça, novos pensamentos estavam se chocando uns com os outros. Então, o problema era o pai de Logan. Talvez se Carlos soubesse disso, ele poderia mostrar ao moreno que não se preocupava, e então, Logan perderia o medo.
Talvez, James pudesse ajudar com isso.
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