You're My Only Song

14 Coração por coração


Notas iniciais
Saudades de mim? Pois é, meu PC ficou sem carregador, aí, eu tô, tipo, sem poder escrever. Mas aí, minha amiga chegou de viagem e ela tem uma fonte universal, então... "Fuckyeah". Mas agora eu tenho que ser rápido pq a bateria já está indo... Por isso, perdoem alguns erros (vulgo, desastres) ortográficos, porque eu não betei o capítulo.

– Co... Como descobriram? – Foi a única coisa que Logan conseguiu dizer.

Ross ficou um pouco aliviado, mas não completamente. Ter que falar daquilo não estava sendo agradável, principalmente, porque Logan acabara de confessar tudo.

– Sua... Sua mãe viu algumas coisas suas jogadas no chão, uma tarde e... Ela viu seu diário – Ross admitiu.

Logan ficou em silêncio. Seus olhos marejados fitando o vazio e tremendo como se fossem ver algo por essa ação.

– E... Por... Por que o acampamento? Por que não falaram comigo? – A voz de Logan estava mudando de tom. Estava se tornando indignada, incrédula, de modo que Ross sentia que, se ele pudesse enxergar, já teria lhe dado um soco.

– Ainda tínhamos esperanças de não precisar.

– Como assim?

– Sua mãe achou...

– “Sua mãe”, “sua mãe”... Tudo é a mamãe, será que você não pode resolver nada sem ela? – A revolta de Logan explodiu.

– Veja como fala – Ross repreendeu.

– Como quer que eu fale? Eu estou cego, pai, eu estou de olhos abertos, mas me sinto no vazio e você não sabe como é se sentir assim. E tudo porque você não sabe revogar o que a mamãe diz – O garoto esbravejou já chorando.

– Não queríamos que nada disso acontecesse – Ross embargou a voz, mas permaneceu firme.

– Então o quê?

– Sua mãe achou que indo ao acampamento, você conheceria garotas bonitas e mudaria de ideia.

– Mudar de ideia? – Logan perguntou incrédulo. A retórica deixou a sala em silêncio e depois de alguns segundos, Logan deixou uma risada abafada escapar em meio às lágrimas.

– O que foi? – Ross perguntou a título de curiosidade.

– Diga à mamãe que o tiro saiu pela culatra – Logan citou como se estivesse se referindo a um empregado – Avise a ela, com todas as palavras, que naquele acampamento onde eu devia conhecer garotas bonitas, eu me apaixonei... Por outro homem – Ele concluiu com orgulho. Ross arregalou os olhos, embora Logan não pudesse ver.

Ele os fechou por alguns segundos. De qualquer jeito, a culpa era deles. E diferente de Lois, o pai sabia exatamente assumir que tudo que estava acontecendo com seu filho agora, era exclusivamente por causa deles. Ter aceitado seria mais fácil. Logan não estaria cego, nem teria ido pra um acampamento, pra começo de conversa e, por fim, Ross não teria que ter ouvido o que acabara de ouvir.

– É algum desses amigos que estão aí pra te ver? – Ele questionou.

– Tudo o que precisa saber é que acabou, pai – Logan disse – Graças a vocês, acabou tudo... – O silêncio na sala foi perturbador por alguns minutos – Eu quero ficar só um tempo, diz pra Sunny vir aqui mais tarde – O garoto comandou.

– Filho, eu quero dizer que eu realmente sint...

– Pode ir, pai – Logan o cortou – Eu não quero ouvir mais nada nem de você nem da mamãe. Pelo menos até eu me acalmar.

– Tudo bem – Ross falou com paciência. Ele conhecia a raiva do filho, não iria insistir. Apenas saiu da sala andando a passos lentos. Percorreu o corredor até chegar à sala de espera. Lois o estava esperando sentada. Como sempre, não estava com nem um pouco de arrependimento em seu olhar. Ross sequer lembrava qual era a última vez que a ouvira pedir desculpas por algo.

Se encaminhou então para o grupo de adolescentes no fim da sala. Analisou cada um dos homens do grupo com calma. O loiro parecia despreocupado demais pra ter acabado de ter o coração partido. O mais alto estava um pouco irritado e alterado. Mesmo assim não parecia ser pelas mesmas razões que Ross estava pensando que era. Então ele levou seus olhos ao mais baixo. Estava completamente destruído. Seus olhos estavam vermelhos e inchados. Esse com certeza tinha chorado muito. Será que era dele que Logan estava falando?

– Com licença? – Ele perguntou aos jovens – Quem de vocês é Sunny?

– Eu – Atrás de Ross, Sunny respondeu um pouco espantada.

– Logan pediu que você fosse vê-lo mais tarde. Só que agora ele quer ficar sozinho.

– Obrigado, Sr. Mitchell – Sunny disse – Eu vou fazer isso.

Ross acenou com a cabeça e se tirou para junto de sua esposa.

– Pau-mandado – Sunny rolou os olhos, sussurrando.

– Como é? – James perguntou.

– Ele não consegue tomar uma decisão, sozinho – A loira afirmou – Eu estava indo ver o Logan quando escutei gritos revoltados do corredor. Tudo o que precisam saber é que ele não faz nada sem o consentimento da esposa.

– Sobre o que, além disso, ele e o Logan estavam discutindo? – Kendall perguntou.

– Essa parte não é da conta, nem minha, nem de vocês – Sunny falou calmamente, deixando a entender que era melhor deixar a conversa morrer ali.

~*~

– Como ele está? – Lois perguntou.

– Nos odiando – Ross respondeu.

– O que você fez lá? – A mulher soou como se estivesse perguntando a uma criança qual era sua malcriação do dia.

– Eu contei tudo a ele – Ross admitiu.

– Ross, não devia ter feito isso sozinho – Ela repreendeu.

– Ele tinha o direito de saber.

– Mas isso era uma decisão que envolvia nós dois. Estamos juntos, Ross, significa que devemos fazer as coisas juntos e se vamos tomar uma decisão, temos que tomar juntos também (agora vocês sabem com a quem Logan puxou).

– Os dois ou você? – Ross perguntou irritado.

– Como é?

– Eu tô cansado, Lois. Logan está furioso conosco e tudo por causa da sua ideia idiota de mandá-lo àquele acampamento. Eu disse que devíamos ter conversado com ele – O homem desabafou – Você toma todas as decisões, quer eu esteja certo ou não, e eu cansei disso.

– Eu só fiz o que achei melhor.

– Está certo, VOCÊ fez! – Ross perdeu a paciência – Você vive com essa filosofia de que um casal deve tomar as decisões juntos, mas não cumpre ela.

– Ross, se acalma. Isso não é conversa pra se ter aqui – Lois disse, fazendo Ross olhar ao redor. Todos olhavam para os dois com murmúrios e comentários, alguns olhares tortos e curiosidade.

– Tudo bem... Desculpa por ter feito isso sem você, mas eu não ia deixar nada por debaixo dos panos.

– Certo – Lois suspirou – Ele disse algo mais.

Ross respirou fundo, se lembrando da notícia que o filho dera.

– Ele se apaixonou, Lois – Ele disse velozmente, tentando não perder a coragem de falar.

– Isso é bom, não é? – Lois sorriu, mas percebeu o olhar do marido e seu semblante mudou – Espera... Ele não se apaixonou por uma mulher, não foi?

– Não. Foi um rapaz e provavelmente um daqueles – Ross apontou discretamente para os adolescentes. Lois analisou cada um calmamente. O moreno mais alto parecia ser alguém legal, mas ela deduzia que ele tinha cara de safado. O loiro parecia algum tipo de vândalo ou algo assim, Lois não gostou da cara dele. Seus olhos chegaram ao menor sentado e um curto sorriso lhe passou pelo rosto. O garoto era até que bonitinho e parecia ser alguém sentimental e calmo. Talvez, se fosse ele, a ruiva não se incomodaria.

– Bem... O que acha que devemos fazer? – Ela perguntou.

– Como assim?

– Queria tomar decisões sozinhos, agora vá em frente, o que devemos fazer quanto ao suposto amor da vida dele.

– Não precisamos fazer nada, Lois. Logan disse que ele terminou com o rapaz depois que... Depois que veio pra cá – O pai declarou e suspirou.

Um silêncio se instalou entre os dois por longos minutos.

– Se lembra de como seu pai não gostava de mim? – Ross perguntou, surpreendendo Lois.

A mulher ficou em silêncio por alguns instantes, relembrando o passado dos dois.

– Sim, eu lembro... Meu pai te achava um burro – Lois disse sem remorso.

– É... – Ross olhou para baixo, recordativo.

– Mas no fim, você provou ser bem mais competente do que ele achou que você seria e conquistou a confiança dele – A ruiva sorriu – Mas... Por que lembrar disso?

– Não acha que nosso filho esteja passando pela mesma coisa? – Ross inquiriu. Lois se calou por alguns instantes – Assim como o seu pai não me aceitava, não queremos aceitar ele. E eu lembro o que o seu pai fazia pra tentar te manter longe de mim. Ele te chamava de coisas horríveis, tudo porque...

– Não precisa se lembrar dessa parte, Ross... – Lois disse – Eu entendo. Mas o Logan é diferente...

– Nem tanto assim.

– Eu sei. Vamos deixar esse assunto de lado um momento.

~*~

– Tá aí, Sunny – Jo falou – Você não disse que ele era pau-mandado? Aqueles gritos me pareceram bem independentes.

– Nem vem com essa – Sunny rolou os olhos.

– OK, vamos parar com isso – James disse – Está ficando tarde e...

– Carlitos! – Uma garota chegou entre eles e levantou o olhar de Carlos, abraçando-o imediatamente. Carlos a abraçou de volta, mesmo que o grupo inteiro ficasse confuso. A garota era como Carlos. Tinha pele morena e cabelos castanhos, assim como seus olhos.

Carlos e ela começaram a conversar em libras e apenas Kendall e Lucy não compreendia bem, mas os outros quatro – James, Jo, Sunny e Camille – conseguiam entender. Conseguiram decifrar algo sobre os pais de Carlos estarem na cidade a trabalho e que ele poderia ficar ali por algumas semanas e que a garota estava superfeliz com tudo o que o irmão contara sobre o acampamento, exceto a última parte – a de Logan ter levado um tiro.

– Os pais do Carlos já sabem? – Jo perguntou.

– Sim – A garota respondeu rapidamente – O Carlos contou a ele quando tinha treze anos. Devo dizer, não foi bem aceito no começo, mas o papai começou a se culpar, porque nunca tinha dito a ele qual era a coisa certa nem por libras e foi um drama todo até que ficou tudo bem – Ela soltou uma risadinha e rolou os olhos, sem se tocar que ninguém tinha entendido nada – A propósito, sou Raquel Garcia, irmã do Carlos, mas podem me chamar de Rock.

– Er... Oi, Rock – Sunny disse acenando.

– Oi... Ah, Losito, papai mandou isso pra você – A garota mexeu na bolsa e tirou um envelope de plástico. No interior do envelope, estava um aparelho auditivo, como o que Carlos quebrara no acampamento.

Antes de dizer qualquer coisa, Carlos abriu o envelope e colocou o aparelho, ajustando-o rapidamente.

– Já consertaram? – Ele perguntou.

– Não – Rock disse animada – Mas o papai chegou à conclusão de que você não sobrevive só com um e sempre vai quebrar ele, então, ela comprou outro – Rock cutucou Jo e riu como se tivesse contado uma piada, ignorando que os outros não riam e a olhavam com estranhamento.

– Por que ela só fala do papai – Kendall sussurrou no ouvido de James.

– A mãe do Carlos foi embora quando ele tinha cinco anos – O moreno sussurrou de volta, nenhum dos dois atraiu atenção.

– Bem, agora podemos ir para um lugar e comer? – Lucy perguntou – Eu tô faminta.

– Ela tem razão. Minha barriga tá implorando por alguma coisa – Camille concordou.

– Tudo bem, então, vamos pra uma lanchonete – James disse.

– Vão vocês – Sunny acrescentou antes que os outros saírem – Eu vou voltar e ver o que o Logan quer. Quando eu sair eu ligo pra vocês e pego um táxi.

– OK – Kendall acenou com a cabeça e os outros saíram.

Sunny foi até o quarto e entrou lentamente. Logan permanecia lá. “Olhando” para cima, sem esboçar nenhuma reação animadora.

– Como é que tá, Logie? – Ela perguntou.

– Péssimo... Você não vai acreditar...

– Que seus pais só te mandaram pro acampamento porque descobriram que você era gay... Eu ouvi essa parte – Sunny disse.

– Estava atrás da porta? – Logan ergueu uma sobrancelha.

– Não que eu sempre faça isso – Sunny se defendeu.

E então veio o silêncio, até Sunny se sentar ao lado dele na cama.

– O que você vai fazer? – Ela perguntou.

– Eu tenho opções? – Logan respondeu – Eu acho que o meu pai fez tudo sem saber. Ele só aceita as ordens da mamãe de qual forma e nem sempre sabe se são erradas ou certas... Ele é ingênuo demais... – Logan parou e suspirou.

– Que foi? – Sunny perguntou.

– É que... Ele e o Carlos têm muito em comum – O moreno respondeu e balançou a cabeça.

– Eu ouvi sua mãe gritando hoje... Ela me lembra bastante você – Sunny disse tentando não rir.

– Todos dizem que eu puxei o gênio dela.

– Será que o gosto pra homem foi o mesmo?

– Sunny! – Logan repreendeu, mas os dois não puderam evitar o riso.

– Vai perdoar eles? – Sunny perguntou voltando ao tom sério.

Depois de alguns segundos de silêncio, Logan finalmente respondeu:

– Quero falar com a minha mãe, primeiro.

– Vai discutir com ela? Se o gênio de vocês é o mesmo, eu prefiro nem estar por perto.

– Pode chamá-la pra mim? – O garoto pediu.

– Sim – Sunny acenou com a cabeça, mas só depois se tocou que Logan não estaria vendo e deu um tapa na própria testa. Ela ainda teria que se acostumar com a cegueira do amigo – Ah, Logan.

– Sim.

– Onde tem uma lanchonete aqui perto?

– Há umas três quadras à direita.

– Valeu.

Sunny deixou o quarto e se encaminhou para a sala de espera, em busca de Lois e Ross. E lá estava a ruiva, sentada, com as pernas cruzadas em sua velha pose de durona que Sunny detestava.

– Seu filho quer falar com você – A garota disse friamente se aproximando de Lois.

– Ah... Obrigada... Er...

– Allison – Sunny disse.

– Ah, sim, obrigada, Allison – Lois disse e sorriu. Sunny apenas acenou com a cabeça e foi em direção à saída do hospital. Os outros não estariam tão longe, afinal, a conversa com Logan mal demorara quinze minutos ou menos.

Apenas para garantir que estava indo ao lugar certo, pegou o celular e discou o número de Camille.

Alô? – A morena atendeu.

– Oi, Mille, vocês foram pra uma lanchonete que tem há três quadras à direita do hospital? – A loira perguntou.

Sim... Não vou nem te perguntar como sabia disso.

Sunny riu.

– Tudo bem, a gente se encontra aí.

Sunny desligou o celular e caminhou em direção ao hospital. Ela não estava exatamente calma, esbanjando ódio apenas para quem merecia. Sunny estava pensando, se tudo aquilo que estava acontecendo com Logan, poderia acontecer com ela, no futuro. Como seria quando seus pais descobrissem? Bem, ela tinha quase certeza de que um acampamento de verão não seria a primeira escolha deles.

Mas ela não desistiria de Camille. Não tão facilmente. Era bem fácil se lembrar de como tudo tinha finalmente começado entre elas.

¨*¨

– Logan! – Camille gritou quando o garoto atingiu o chão. Ela foi a primeira a perceber, afinal, ele estava bem atrás dela.

– Que porra foi essa? – Dustin perguntou.

Kendall teve o reflexo de virar a lanterna para Logan e assim todos puderam ver a grande mancha vermelha de sangue em seu braço e em sua cabeça.

– Ah, meu Deus! – Camille estridiu apavorada.

– Peguem ele, rápido – Kendall falou.

– O que aconteceu? – James e Carlos se aproximaram. Os olhos de James se expandiram e os de Carlos se encheram de lágrimas.

– Logan! – O latino gritou.

– Rápido, meninos, temos que ajudar ele – Sunny mobilizou a todos. Kendall, James e Dustin fizeram seus esforços para levantarem Logan e carregarem-no pela floresta até o acampamento, onde Jo, Lucy e Amy apareceram apavoradas. Demorou um pouco pra explicar tudo – desde a pré-história – e quando finalmente terminaram, Amy tomou a decisão de abandonar o acampamento da expedição e levá-lo para o camping.

Jett já havia dado um jeito de amarrar o braço de Logan e estancar o sangramento, mas na cabeça estava um pouco mais difícil. Tiveram que levá-lo o mais rápido possível – que não era tão rápido assim, pelo meio da mata.

No acampamento, foi onde a enfermeira conseguiu dar alguns pontos na testa do garoto e a ambulância foi chamada. Carlos não saiu nenhum minuto do dormitório da enfermaria e Sunny ia lá apenas para ver como ele estava. Se não bastasse Logan e Carlos terem praticamente terminado, ela ainda tinha que ver um deles à beira da morte e o outro sofrendo por isso.

Não tinha coisa no mundo que irritasse mais a loira. Amigos de verdade, a quem ela dava valor, eram, muitas vezes, motivo de irritação por um dia inteiro, porque, se alguma coisa acontecia com eles, Sunny ficava irritada, e se ela ficava irritada... Cavalos davam menos coices.

Além de Carlos e Logan, outra coisa preocupava Sunny, algo que ela sentiu no momento em que viu Logan no chão, mas não teve coragem de dizer.

– Passou muito perto de você – Ela falou, se sentando ao lado de Camille.

A morena ergueu o olhar calmamente e engoliu em seco.

– Eu sei...

– Sabe?... Quando eu olhei pro Logan no chão... Eu tive um vislumbre terrível.

– Com o quê?

– Você era a última da fila e quando ele caiu, eu tive a impressão de que tivesse sido você... Quando o Kendall iluminou ele, eu quase tive um ataque do coração. Eu tive muito medo disso, Camille – Sunny foi narrando e Camille ficava cada vez mais ansiosa.

– Você sentiria minha falta? – A morena perguntou.

– Eu não teria tempo – A loira disse – Eu morreria se ficasse sem você.

O queixo de Camille caiu. Seu coração batia forte e suas mãos gelaram. Sunny não estava nem um pouco diferente. Seu peito sofria com as violentas batidas que sentia e sua boca estava ficando repentinamente seca.

– Camille, eu sei que isso é surpreendente pra você, mas... Você me faz me sentir incrivelmente bem. A sua voz, o seu sorriso, seus olhos... Tudo em você me faz pensar... “Ela existe mesmo ou estou sonhando” – Sunny parou pra tomar fôlego. A decisão de se declarar não era exatamente repentina. No momento em que ela teve o vislumbre de Camille caída no chão ao invés de Logan, ela sentiu que se não falasse logo, poderia não falar nunca mais – Você é perfeita e... Eu não sei se você sente o mesmo. Mas o que eu sinto é algo bem forte... Você é muito importante pra mim.

A mudez de Camille continuou, mas um curto sorriso fez seu rosto iluminar a escuridão daquele silêncio. Seus dedos começaram a suar – os de ambas – e elas não tinham mais o que dizer uma a outra, apenas o que fazer. Então, Camille se inclinou para frente, junto de Sunny, ambas fecharam os olhos e os lábios das duas se tocaram.

Um circuito elétrico estava percorrendo os corpos de ambas. Era como se uma usina de energia que estava desligada a anos voltasse a funcionar repentinamente e todas as luzes fossem se acendendo subitamente até que tudo estivesse iluminado.

Era assim que elas se sentiam.

Lentamente, elas foram se separando. Seus olhos se abriram, cada uma vendo o seu paraíso particular nos olhos da outra. De repente, nem mesmo Logan e Carlos importavam para Sunny. Ela tinha Camille, pelo menos por um momento. Isso valeria por sua vida inteira.

¨*¨

E Sunny não trocaria aquela sensação por nada no mundo. Poderia perder o respeito de seus pais ou qualquer outra coisa tão importante quanto, mas quando sua alma encontra a alma que ela estava esperando, quando alguém entra em seu coração por uma porta aberta ou quando sua mão encontra a mão que ela foi feita pra segurar, você nunca deve largar (“Heart by Heart”, Demi Lovato).

Notas finais
É isso... Elas não são fofas juntas? Não? Ah, então não sei mais o que fazer... Só tenho uma coisa a dizer: É SUMILLE, BITCH!