Notas iniciais
Boa noite meninaaas... tudo beeem?? segue o novo capitulo... ;)

Elliot esforçou-se para voltar a dormir após a conversa que tivera com sua amiga. Estavam pisando definitivamente em um território completamente novo e nenhum dos dois sabia lidar com isso. Olivia era sua melhor amiga, a menina pra quem ele contava tudo sobre seus dias, aquela a quem ele explicava porque não adoçava o café durante a manhã.

Tudo tinha mudado, o ciúmes dele estava tomando proporções que nem ele mesmo conhecia e a paixão avassaladora abrasava em seu peito, desejava que fosse sua, somente sua. De todas as formas e maneiras existentes.

Elliot fazia o que podia para conter seus pensamentos em relação a Olivia, mas não podia deixar de pensar em como era o corpo dela. Isso estava prejudicando seu relacionamento com Kathy, e até com ele mesmo. Mas não sabia o que fazer. Estava de mãos atadas.

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Acordou confusa e ainda sentindo a cabeça latejar. Olhou ao redor e lembrou-se que estava no quarto de Elliot. Virou-se para o lado e viu seu amigo dormindo no chão.

Ele parece um anjo.

Pensou comtemplando o peitoral desnudo e bem definido dele. A pele branca e lisa chamou a atenção dela de tal maneira que suas mãos passearam delicadamente sobre o tórax macio de Elliot.

Olivia estava confusa em relação a seus verdadeiros sentimentos. Uma paz completamente nova tomava conta de seu coração enquanto suas peles estavam em contato, mas em sua mente tinha a certeza de que aquilo era errado.

Ele é meu melhor amigo. É com ele que eu reclamo quando a minha música favorita não toca nas dez mais pedidas do dia. Eu não sei como não ser amiga dele. Tenho medo de estragar tudo.

Uma mistura de tormento e tranquilidade a dominava, então ela passou a acariciar o rosto dele. Os malares bem definidos, o queijo com a barba por fazer, por fim... os lábios.

"Sem golpe baixo, Benson" — Elliot reclamou, ainda com os olhos fechados e uma voz extremamente rouca.

Olivia assustou-se e pediu desculpas, completamente envergonhada por seu recente rompante.

"Ei, você ainda está com dor de cabeça?" indagou, preocupado.

"Um pouco" respondeu Oliva, levantando-se da cama dele.

"Eu vou te dar mais remédio"

"Não... Eu preciso ir, minha avó vem hoje" disse com um largo sorriso no rosto.

"Ok... Legal, faz tempo que ela não vem, não é?" Elliot levantou-se e começou a encara-la, com o olhar mais apaixonado que Olivia já tinha percebido até então.

"Ell... vamos superar isso, não vamos? Nunca vamos deixar de ser amigos, não é?" perguntou afivelando as sandálias que havia usado na festa da noite anterior.

"Jamais deixaremos de ser amigos" respondeu o amigo, com um sorriso torto.

"Bom... eu vou indo" beijou a bochecha dele e o deixou no quarto.

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Olivia foi surpreendida pelo silencio absoluto quando chegou em sua casa. Quando sua avó Margareth vinha, geralmente chegava muito cedo pois costumava pegar o primeiro voo.

Já são 9:30hs. O que aconteceu?

Correu até o quarto de Serena, mas a porta estava trancada. Isso acontecia nas vezes em que Serena estava com alguém, Olivia preferiu não bater e desceu as escadas desolada, aconchegou-se no sofá da sala e ainda entorpecida pelo efeito da grande quantidade de álcool que havia ingerido na noite anterior, adormeceu rapidamente.

Enquanto dormia borrões tomaram conta de sua consciência.

Garrafas debaixo do sofá, dentro do forno, em cima do guarda roupas.

Abraços que nunca foram dados. Caricias nunca recebidas.

Uma menina pequena cantando uma canção que havia aprendido a pouco na pré-escola.

"Cale a sua boca, você está me incomodando. Eu não suporto a sua voz".

Uma criança aterrorizada pelo medo de escuro.

"Volte para o seu quarto agora! Você não deveria ter medo de monstros, se você soubesse quem é, não teria. Some daqui".

Uma pré-adolescente perguntando porque não tinha um pai.

"Seu pai não quis saber de você. Se mandou. Foi mais esperto que eu. Agora pare de me encher".

A garota que nunca entendeu porque tinha uma mãe alcoólatra.

"Eu bebo para esquecer o que seu pai fez comigo sua vadiazinha".

Despertou assustada com as lembranças em forma de sonho ruim. Teve medo de abrir os olhos e encarar a realidade, esfregou as mãos nos olhos, se afundou mais entre as almofadas e suspirou chorosa:

"Mãe..."

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"O que foi?" respondeu Serena, preocupada.

Olivia surpreendeu-se com a presença da mãe que estava sentada perto de seus pés assistindo TV.

"Você parece aflita. Teve um pesadelo?"

"Sim..." respondeu, sentando-se.

"Liv, sua avó não vai conseguir vir. Ficou presa na Flórida por causa de uma tempestade" relatou Serena, desapontada.

"Ah..." fez questão que a decepção transparecesse em seu rosto.

"Quem sabe na semana que vem...".

"Mãe... se eu tivesse duas avós, não sofreria tanto" constatou.

Serena sorriu.

"O que aconteceu com a mãe do meu pai, ela não quis me conhecer também?"

"Não Liv. Não quis. Vamos mudar de assunto" respondeu enérgica.

"Porque nunca podemos falar sobre isso? Porque sempre temos que mudar de assunto?" Olivia esbravejou.

"Querida... não acho que esse seja o melhor momento. Eu estava pensando. Já que sua avó não vem, porque não vamos ao shopping fazer compras?"

"Toda vez que eu pergunto sobre ele você quer fazer compras comigo. Porque?" questionou, dolorosamente.

"Bom... se você não quer fazer compras... acho que pra variar, vou fazer o almoço hoje, o que acha?" perguntou, no tom mais amigável que conseguiu achar.

"Não eu quero saber. Agora. Eu sei que você esconde algo sobre ele. O que é?" gritou.

"Filha..." Serena estava atônita, percebeu que dessa vez não conseguiria escapar. Olivia não deixaria passar batido, nem cairia em seus truques.

"Você vive bêbada, o tempo todo. Diz que é pra esquecer o que ele te fez. E as vezes parece me odiar. O que foi que aconteceu?" perguntou Olivia, completamente entregue à suas emoções negativas.

"Liv... seu pai..." hesitou, tentou pensar em alguma mentira, mas já havia contado todas. Pensou em fugir da presença de sua filha, mas o olhar voraz de Olivia deixava claro que ela não escaparia dessa vez.

Serena sentou-se mais perto de Olivia e segurou a mão dela.

"Seu pai me estuprou... então... eu engravidei... e tive você".

Os olhos de Olivia arregalaram-se e encheram-se de lágrimas. Sentia como se um vácuo tivesse tomado conta de seu cérebro.

Serena observou atentamente a reação de Olivia, preocupada com o efeito que a informação poderia causar nela.

"Eu sei que isso é muito forte. Por isso eu nunca quis te contar. Apesar de tudo eu amo você, e não queria que tivesse lidar com isso..." ela ficou pensativa. "Mas, você teve que lidar comigo te odiando as vezes, a vida toda, não é? Talvez seja a hora de você saber" respirou fundo "Por isso sempre foi tão difícil pra mim, Liv" ela procurou pelo olhar de Olivia, mas ela estava petrificada.

"É mentira!" respondeu aos berros, as lágrimas lhe escorriam livremente. "Você está mentindo pra mim" Olivia começou a chorar copiosamente.

"Não querida, eu gostaria de estar..." estendeu suas mãos para tentar dar algum conforto materno a filha, mas ela esquivou-se.

"Você sempre mentiu. Está mentindo agora também. Eu sei que está" gritou, chutando a mesinha de centro.

"Liv..." mais uma vez ela tentou acalantar a filha.

"Não coloque a mão em mim" A voz de Olivia estava carregada de ódio.

Ela levantou-se e foi até o banheiro, lavar seu rosto e secar as lágrimas, pegou um casaco em seu quarto e saiu de casa, sem dizer para onde ia.

Notas finais
E aí meninasss?? sei que vcs estão habituadas com todo o confete e açucar q jogo em EO kkk (pq eu adoro) esse cap é um ppouco diferente do q vcs tão habituadas... o q acharaam?? beijooos