You're A Million Ways To Be Cruel - NÃO CONCLUÍDA
10 I Would Do Anything For You
Notas iniciais
“Não quero nunca me impor
Não quero nunca atrapalhar, eu disse
Eu não sei qual é o plano
Mas você pode compartilhar comigo”
(I Would Do Anything For You – Foster The People)
*
Semanas após o acidente de Pansy, havia se passado e ninguém achava um culpado para o que acontecera. Dolores havia feito de tudo para achar um culpado, afinal a escola estava em sua responsabilidade e não era fácil encarar um caso desse com a imprensa. Foram duas semanas de extrema aflição para todos os alunos, pois estes eram chamados na sala dela e submetidos a um interrogatório. Hermione sabia muito bem que esses interrogatórios talvez fossem feitos com substancias e processos ilegais tanto pelas leis do colégio, quanto pelas do Ministério, porém não tinha o eu temer, apesar da sua cena com Pansy, após a queda, ninguém realmente sabia se havia sido ela. Quando chegou a sua vez de ser interrogada, ela jogou ‘Confundus’ na professora, e logo foi dispensada. Sendo assim, o caso foi arquivado como um “terrível acidente”.
Novembro já estava pela metade, e Parkinson ainda não havia saído da Enfermaria, ela havia fraturado algumas costelas e quebrado a perna, e o procedimento para voltar a andar não era fácil. Além disso, a garota estava em choque ainda, o que não ajudava em nada no seu processo de cura. Hermione evitou Draco veementemente durante todo esse tempo, pois não sabia qual seria a reação do louro perante o que ela fez, e não queria ouvir sermões. Ela então seguiu estudando e fazendo suas leituras para os N.O.M’s.
Finalmente era sexta feira, e todos os alunos contavam os minutos para a última aula. Havia também um certo frenesi no ar, pois seria um final de semana de visita a Hogsmead. Por causa da carga de ansiedade, Granger evitou o Salão na hora do almoço e se enviou na biblioteca. Lia distraída o “Manual Da Arte Das Trevas”, roubado da Sessão Reservada enquanto Madame Pince estava de costas, até que ouviu uma conversa que parecia particular, vindo de um corredor atrás do seu:
– Então, como ela está?
– Eu não sei dizer – A voz aguda e infantil de Astória era inconfundível, então Hermione apurou os ouvidos – Foi um acidente horrível, não sei como Pan consegue, tadinha.
– Mas ela não sabe dizer o que aconteceu? Sinceramente, ninguém nunca teve uma queda tão feia em Hogwarts.
– Ela não me diz nada, Blás que mais vai visita-la, talvez saiba de algo.
Hermione ergueu as sobrancelhas em surpresa, Pansy então não a delatara? Isso era no mínimo estranho. Antes que pudesse pensar mais sobre isso, o sinal bateu e ela adiantou-se em guardar as suas coisas e sair antes das garotas da Sonserina.
As aulas da tarde passou-se de modo lento para a maioria dos alunos, para Hermione foi frustrante pois não conseguiu achar uma resposta para explicar a ação – nesse caso a falta dela – de Pansy, sobre o ocorrido.
A última aula era Grifinória e Sonserina, então ela manteve o olhar em Draco, para ver se percebia algo. O louro porém, parecia normal, o que era no mínimo estranho pois ela não estava se comportando direito, na verdade ela estava fugindo dele na cara dura. A aula bateu, anunciando o fim do dia letivo, e ela foi a primeira a correr para fora. Antes que conseguisse sair do corredor da Sala de Transfiguração, sentiu seu braço ser puxado com força, a fazendo encarar seu agressor:
– Porquê a pressa Granger? — Disse um garoto alto, moreno e de olhos verdes límpidos.
– Blásio Zabini? – Ela disse em visível descrença – Pode soltar o meu braço? – O garoto sorriu de lado, mas assim o fez. – Que eu saiba, eu não te devo nenhuma explicação – Ela continuou, encarando-o em escárnio.
– Touché – Ele disse levantando as mãos em rendição – Mas é que andei prestando atenção em você, sabe – Ele se aproximou galante, e Hermione retribuiu o sorriso. Era bom ter esse tipo de atenção, principalmente quando um certo louro estava vendo
– É mesmo? E o que tanto observou? – Ela falou maliciosa, passando a mão sobre a gravata dele.
– Você está diferente – Ele pôs a mão na cintura dela – Não anda mais com aqueles dois idiotas, e parece mais selvagem, digamos assim – Ela soltou uma risada nervosa.
– Diga logo o que quer Zabini.
– Queria saber se não quer me encontrar em Hogsmead, amanhã – Ele piscou e ela abriu a boca em surpresa. Depois deu de ombros e finalmente falou:
– Porquê, não? Onde você quer me encontrar?
– Sabe a rua, atrás do Cabeça de Javali? – Ela assentiu – Têm tipo uma praça lá, me espere lá as 15:00hrs. – Ele falou e saiu antes de obter uma resposta.
Hermione estranhou a escolha de lugar, mas se ele queria encontra-la e era o único que passava mais tempo com Pansy, não podia perder a oportunidade de descobrir o que ele sabia e quem sabe de fazê-lo calar também.
Os dois passaram um bom tempo conversando, então Hermione se encontrava sozinha no corredor. Ou assim ela pensava. Escorado na parede e de braços cruzados, Draco se encontrava atento a ela, e quando ela fez menção de se mover, ele a encurralou contra parede:
– Mas você adora me pegar assim, não é? – Ela ironizou e ouviu ele bufar de raiva.
– Porquê têm me evitado? – Ele disse meio irritado e sem rodeios.
– Eu? – Ela arregalou os olhos fingindo inocência – Draco, querido, eu só ando estudando.
– Granger não me faça de idiota – Ele disse, quase gritando. Depois respirou fundo e fechou os olhos, como se estivesse se concentrando.
A verdade é que Draco passou essas semanas deixando ela fugir, para pensar sobre seus próprios sentimentos a respeito dela. Quando viu o que ela fez com Pansy, ficou extremamente irritado e pensou em puni-la de alguma forma, mas então algo estalou dentro dele. ele a ensinara a se livrar de seus adversários e a nunca ficar por baixo. Apesar de Parkinson ser sua amiga, ela não era isso para Hermione, e a castanha nada mais fez do que ele próprio faria se a situação fosse inversa. Além disso, ele estava cansado de ter que discutir com ela por causa da morena. Fora isso tudo, Draco gostava de Hermione e não queria que nada acontecesse a ela, nem por Pansy e nem por ninguém.
Hermione notou que Draco estava tentando ser paciente com ela, então a castanha resolveu falar:
– Tudo bem, culpada – Ela disse e ele a fitou – Eu só não queria ouvir sermões de você. De como eu não devia ter feito isso, ou que não devia ter encarado ela daquela forma e blá blá blá. Eu não me arrependo do que fiz, e faria de novo se necessário – Ela deu de ombros, era melhor ser honesta do que ficar mentindo.
– Eu sei que sim – Ele disse calmo e depois sorriu. Hermione estranhou atitude.
Estranhou ainda mais, quando ele se aproximou dela pegando suas mãos com as suas, entrelaçando os dedos deles, depois encostou suas testas e a beijou calidamente. Ela sentiu seu corpo tremer de prazer, seu coração bater descompassado, e o perfume amadeirado de pinheiro só que dessa vez tinha um toque cítrico, que ela adorou ainda mais. Ele por sua vez estava encantado em poder sentir o cheiro de amêndoas e chocolate que ela sempre exalava.
– Maçã verde? – Ele perguntou ofegante, assim que terminou o beijo – Eu gosto. – Ela sorriu e enrubesceu de prazer.
– Nada de discurso me censurando? – Ela perguntou, mordendo os lábios.
– Não Hermione. Eu nunca vou interferir nas suas coisas – Ele falou sincero – Admito que fiquei irritado, na verdade com muita raiva, do que você fez. Mas então percebi que só fez, o que eu lhe ensinei. Estou orgulhoso na verdade. – Ela deu de ombros de forma superior – Claro, foi bem arriscado, mas você não foi pega. Só divida comigo suas coisas, Herms, assim como vou tentar fazer com você. – Ela viu seus olhos cinzas escurecerem em uma súplica.
– Eu vou Draco – Ela disse mergulhada nos olhos dele – Vamos parar com essas discussões idiotas, tudo bem? Vamos começar a fazer isso como um casal – Ela olhou para baixo quando disse isso, soou meio hesitante. Ele ergueu o queixo dela, para que os dois se encarassem novamente.
– Casal, parece bom pra mim – Ela sorriu e ele retribuiu – Que tal começar me dizendo o que Blás queria com você.
– Ah certo, ele me convidou para um encontro – Ela disse na cara de pau, fazendo a expressão dele endurecer drasticamente – Aparentemente em alguma praça em uma rua, atrás do Cabeça de Javali. – Agora a expressão dele era alarmada – O quê?
– Isso não é um encontro. – Ele disse firme – Ninguém vai ali, aquilo é um lugar perigoso. Ele está tramando algo – Draco de afastou dela e pôs-se a andar de um lado pro outro, pensando – Você não vai.
– E aquele papo de não intervir? – Ela falou ácida. Ele bufou.
– Tudo bem, não vou me impor. Mas eu vou com você – Sua voz soou vitoriosa. – Acho eu o que você fez a Pansy, seja a causa disso.
– Como você vai fazer isso? Ir comigo? – Ela disse chateada. Era um absurdo o que dizia, não confiava nela?
– Feitiço de Desilusão – Ele percebeu que ela estava incomodada – Olha, eu não me meteria se tivesse certeza de que ficaria bem, mas acho que Blás está tramando algo. Você fez algo muito sério Hermione, com certeza ainda vai haver muita coisa para tentar se vingar de você.
– Afs – A irritação dela era evidente – Isso que dá não ser a mocinha – Depois ela riu irônica. – Tudo bem então, me encontre umas 14:30 perto da Casa dos Gritos e depois vamos ver o que Blás quer.
*
O sábado chegou e todos os alunos pareceram ter acordado mais cedo do que o costume. Não queriam perder um segundo que fosse do vilarejo, pois estava perto do Natal e podiam fazer as compras dos presentes dos amigos, por ali mesmo.
Hermione foi a última a sair do dormitório – sempre contra a maré – tomou seu café tranquila e viu que Draco ainda estava por ali. Esperou que todos seguissem para o Saguão, e se aproximou dele:
– Bom dia – Ela saudou. Ele apenas a puxou pra si tascando-lhe um beijo quente. – Eu posso me acostumar com isso – Ela disse ofegante.
– Sabe, eu também – Ele riu – Sei que fui um pé no saco no início disso tudo, mas você é muito saborosa e intrigante para eu ignorar. – Ela riu e o abraçou apertando mais perto de si.
Ficou em êxtase por finalmente ele parecer estar entregue, sem se importar com o seu sangue. Sentir o corpo dele, as mãos em sua cintura e o perfume extremamente viciante e único, sem falar do gosto dos lábios, era algo bom demais.
Se separaram e cada um seguiu o seu caminho para o povoado.
Hermione estava andando e comprava doces e algumas bugigangas que lhe interessavam. Apesar de estar feliz com sua nova condição, era meio triste não ter amigos e ninguém para conversar. Deu a hora do almoço e foi comer algo no Três Vassouras, notou que um grupo grande de seus ex amigos saiam da Cabeça de Javali e pareciam todos felizes com alguma coisa. Por um momento queria estar com eles. Eles entraram no estabelecimento, fazendo algazarra e rindo sem parar, até que Fred Weasley gritou:
– E viva o Harry! – Ela olhou com fúria para eles e resolveu sair dali o quanto antes.
Ficou andando sem realmente ver onde ia, até que percebeu o horário. Já era hora de se encontrar com Draco. Pegou todas as suas compras e pois no bolso com um feitiço, e seguiu até a Casa dos Gritos.
– Adiantada – Ele disse, assim que ela entrou em seu campo de visão. Ela andou mais rápido e se jogou contra ele.
– O que fez por ai? – Ela inquiriu.
– Nada demais – Ele deu de ombros – Fiquei com Blás, Nott, Ast... Sinceramente eu não sei o que Zabini quer com você. – Ele pareceu realmente intrigado com isso.
– Não vejo a hora de poder andar com você – Ela falou irritada – Odeio ficar de escanteio – Ela fez um bico, e ele mordeu com força.
– Calma, abril está quase chegando. – Ela então desfez a careta – Então, vamos?
– Vamos!
Hermione então, enfeitiçou Draco e os dois seguiram para se encontrar com o Blás. A castanha estava visivelmente nervosa com esse encontro. Não demorou muito e o moreno chegou, sorrindo de uma forma estranha:
– Bem pontual você, não? – Ele disse.
– Estou curiosa apenas – Ela deu de ombros, como se fosse algo banal. Claro, todo dia garotos a chamavam para sair.
– Sabe porque te chamei aqui Hermione? – Ele disse se aproximando sorrateiramente. A Hermione de antes provavelmente não perceberia os movimentos mínimos, mas ela captou a intenção do rapaz e discretamente guiou sua mão até onde se encontrava a varinha.
– Não faço nenhuma ideia – Ela disse sincera.
– Então, eu fiquei pensando em um motivo para você mudar tanto. Claro, ninguém quer ser tão sem graça para sempre, mas... – A expressão dele se fechou – Porquê fez aquilo com a Pansy? – Ela arquejou em surpresa, mas logo recompôs a expressão e disse:
– Eu não sei do que você está falando – Draco, que observava de perto tudo o que acontecia, revirou os olhos em frustração. Essa é exatamente a frase que se espera de alguém que é culpado.
– Não se faça de sonsa! – O moreno exclamou irritado – Pansy disse que você a empurrou, e eu quero saber o motivo! Ela está deitada naquela cama há semanas!
– Awn acho que vou chorar – Ela respondeu irônica – Se a Parkinson sabe tanto do que aconteceu, porque não pergunta o motivo para ela?
– Ela disse que tem a ver com o Malfoy – Ele falou observando bem o que a outra expressava, ela só deu de ombros e nada disse – Você é doente! Doente! Pansy não merecia isso, muito menos por causa do bastardo do Malfoy, que por sinal ignora completamente a sua existência! – Ele gritou furioso para ela. Hermione sentiu a face esquentar de raiva, e uma coisa desagradável tomar seu peito, e sem pesar as consequências, respondeu:
– Fui eu mesma que joguei aquela desgraçada da escada, e se quer saber eu faria de novo. – Ela gargalhou de maneira psicótica – Ninguém mandou ela se meter no meu caminho e me humilhar daquele jeito!
– Sua vadia mal comida! – O moreno berrou em desespero. Pansy era como uma irmã para ele, e só não delatou Hermione, pois ele mesmo resolveria o problema. Juntou toda a sua raiva e frustração e sem se importar puxou a varinha e gritou – CRUCIO.
Hermione estava distraída demais, apreciando a dor nos olhos torturados do moreno, então não viu o movimento do rapaz, e só percebeu o que estava acontecendo quando foi atingida pela dor lancinante do feitiço. Sentiu seu corpo em brasa, era como se seus ossos fossem mashmallows e estava sendo transpassados por espetos de ferros. Blásio lhe berrava coisas, mas ela não ouvia nada, de tão mergulhada na dor presente.
Draco demorou segundos para processar o que estava acontecendo, mas assim que o fez entrou logo em ação:
– Finiti Incantatem – Disse apontando a varinha para se mesmo — ENCARCEROUS– Dessa vez apontava para o moreno surpreso com a sua presença.
Assim que o feitiço cessou sobre si, Hermione caiu de quatro na neve, tentando desesperadamente respirar de novo. Parecia que seu pulmão havia virado gelatina. Draco correu até ela:
– Você está bem? – Ele a olhava preocupado, Hermione tentou assenti, mas esse simples movimento a fez gemer de dor. – Eu vou cuidar de você, só me deixe tratar de Zabini primeiro.
Draco se virou para o moreno que esperneava contra as cordas que o tentavam sufocar. Seus olhos estavam esbugalhados, mas não só pela falta de ar que as cordas causavam comprimindo seu peito, mas também de choque e surpresa por ter presenciado a interação dos dois:
– Sinto muito Zabini, mas você vai entrar para o grupo dos desmemoriados que nos flagraram juntos. Um dia saberá a verdade – Ele deu um sorriso de lado e lançou o Obliviate. Alterou também as lembranças dele, para que esquecesse das conversas que teve com Pansy.
Hermione agora respirava melhor, sentou-se lentamente na grama e olhava Draco trabalhar. Ainda bem que aceitara a presença dele nesse encontro, se não talvez estivesse morta. Sentiu o peito se aquecer ao constatar que ele realmente se importava com ela, e não como um objeto. Ele terminou com o moreno e voltou-se para a castanha:
– Consegue se levantar? – Ele perguntou e ela respondeu com uma careta. – Acho que já vi essa cena antes – Ele sorriu, antes de pegá-la no colo, como se não pesasse seus 50 quilos usuais.
– Obrigada – Ela murmurou se aninhando nele e respirando o perfume que tanto amava.
– Faço qualquer coisa por você – Ele suspirou, como se fosse uma derrota admitir isso. E a chama boa, que ele provocava, no peito de Mione, aumentou consideravelmente.
*
Draco e Hermione terminaram no banheiro dos monitores do quarto andar. Chamou Tick, eu prontamente fez uma poção para ela e a curou de todas as consequências da maldição. Hermione passou o fim de semana descansando em seu dormitório e Draco resolveu visitar Pansy. Claro, ele lhe alterou a memória, pois temia que algo mais acontecesse com ela por causa disso. Saiu da enfermaria se sentindo melhor.
Era estranho sentir tudo que a garota dos olhos avelãs, provocava em si. Mas ele resolveu não lutar contra, afinal dali a uns meses seria apenas os dois contra o mundo. E ele estava muito ansioso para isso. Mas enquanto eles não podiam se assumir, ele poderia desistir de uma parte dele, principalmente aquela que odiava sangue-ruins, para ficar com ela agora. Sim, ele faria isso.
A segunda feira chegou, causando um desânimo em todos os estudantes. O feriado prolongado para o Natal, já estava chegando e era comum esse tipo de reação perto dos feriados, afinal ninguém mais aguentava falar de N.O.M’s. Antes que pudessem entrar para tomar o seu merecido café, os estudantes se depararam com mais um Ato de Dolores Umbrigde.
“Ato Constitucional MVI
Como uma medida para reparar a suspensão da Monitoria aos alunos, a Alta Inquisidora, Dolores Umbrigde, abre vagas para a chamada Brigada Inquisitorial. Onde qualquer aluno pode participar, relatando os atos infracionais de seus colegas. Quem for membro da Brigada, têm direito a ficar até mais tarde pelos corredores e claro somará pontos para suas Casas e notas no fim do Semestre.”
Hermione revirou os olhos para o que viu, e como sempre não terminara de ler. Era ridículo, o que Dolores estava fazendo era nada menos que botar os alunos uns contra os outros e propagar uma verdadeira Caça ás Bruxas.
– Eu vou participar, se quer saber – Ela ouviu a voz dele próxima. Virou-se e Draco fitava a placa do tal Ato.
– Você sabe o motivo disso?
– Bem, lá pela Sonserina, corre um boato de que Potter tenha reunido algum tipo de grupo rebelde. A sapa velha o viu com um numeroso grupinho, comemorando em Hogsmead.
– Eu vi também – Hermione sentiu uma pontada de mágoa, mas ignorou – Se for para pegar o Potter, eu estou dentro – Ela sorriu de lado para ele.
– Hermione, não se esqueça de que o Natal está chegando – Hermione engoliu seco e lembrou-se do que estava marcado pra o tal feriado.
– O que vamos fazer? – Ela sussurrou.
– Você só precisa me dizer quando quer fazer isso. – Ele disse baixo, também – Me dê uma data e vamos fazer juntos. – Ele pressionou a mão dela, de forma furtiva, para que ninguém visse.
– Estou com medo. – Ela declarou.
E era verdade, enfeitiçar os pais era mais um passo para perto de Draco e um salto gigantesco para longe da vida que ela conhecia. Mas que vida era essa? Era uma vida que ela não queria mais, então para provar novas coisas devia se desfazer das velhas. E isso incluía seus amigos, seus pais e todas as coisas que ela havia aprendido, ela desistiria de tudo o que conhecia por ele e por esses novos sentimentos. Ela praticamente nasceria de novo.
– Estou com medo – Ela repetiu – Mas tenho certeza do que quero. – Ela entrelaçou seus dedos nos dele e disse – Eu também faria qualquer coisa por você.
“Desistir por você, eu desistiria por você
Eu desistiria por você, eu faria qualquer coisa por você.”
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