Notas iniciais
Amores desculpem a demora. Eu começei a fazer um curso e aí já viram, né? E depois eu escrevi o capitulo inteiro e deu bug no meu computador e eu perdi metade do documento, tive que começar desde o inicio... Mas enfim consegui. Boa leitura ~*

“Oh Somente tenha a queda

Que você será um de nós

As atenções estão sobre você”

(Ahh Ahh)

(...)

Ai está o foco das atenções, sim, está sobre nós

Agora você é um de nós

Agora você é, agora que você é, agora que você é, agora você é um de nós

Agora você é, agora que você é, agora você é um de nós

Ai está o foco das atenções”

(Sportlight – MuteMath)

*

O domingo de manhã em Hogwarts, sempre era meio letárgico. Os alunos dormiam até tarde e só uns mais corajosos ou idiotas, acordavam cedo para estudar ou apenas ficar de bobeira nos jardins e naquele dia não foi diferente. Poucos alunos rondavam pelo castelo, quando Hermione e Draco saíram do banheiro de mãos dadas e devidamente arrumados. Não havia ninguém no corredor para ver, mas se alguém tivesse visto os dois, notariam a forma com que andavam sincronizados e com uma graça e leveza quase sobre humana. E eram quase isso mesmo, pois eram dois jovens bruxos que haviam acabado de executar com sucesso um ritual das trevas, eles se sentiam muito mais do que meros mortais.

— Então, qual você acha que vai ser a reação do povão? – Hermione questionou com um sorrisinho sarcástico nos lábios.

— Talvez escacarem a boca e babem – Ele respondeu no mesmo tom de diversão.

Ao chegarem ás portas do Salão Principal, ele estava mais cheio e agitado que o normal, suas entradas quase triunfais foram ignoradas. Draco, levemente irritado, andou com ela até a mesa da Sonserina e descobriu o motivo da agitação. Os exemplares do Profeta de Diário que todos carregavam, trazia uma matéria urgente na capa. Comensais haviam fugido de Azkaban, entre eles sua tia Bellatrix. Draco esticou o jornal para ela e Hermione sorriu verdadeiramente feliz:

— Ah meu Merlim Draco, está acontecendo.

— Eu disse a você – Ele retribuiu o sorriso em um tom feliz e um tanto surpreso, ele ainda achava que a qualquer momento ela poderia surtar e sair correndo. Mas ela ainda estava ali e parecendo tão feliz quanto quando descobriu que era puro sangue.

Sem resistir aos seus impulsos, agarrou-a pela cintura e a beijou vorazmente e com uma devoção extrema. O corpo dela se curvou e ele a pegou grudando-a ao seu próprio, as mãos dela foram parar em seu cabelo platinado e seus beijos entusiásticos ecoaram por um instante no Salão e foi o suficiente para atrair a atenção de todos.

Pansy entrava nesse mesmo momento pelas portas do Salão, ao ver a cena a sua frente ela recuou para trás como se tivesse levado um tapa. Draco foi seu amigo por algum tempo na infância e ela sempre achou que por isso sempre poderia contar com ele, mas ao vê-lo com ela... Com Hermione Granger, a garota que por algum motivo passara a temer, foi um choque pois juntos eles pareciam letais. Suas emoções já estavam bagunçadas ao saber que seu pai havia escapado da prisão e agora isso. A menina empalideceu e seu rosto de distorceu em uma careta, saiu correndo dali antes que desmoronasse.

Astória Greengrass, fútil e tola como era, começou a gritar como se estivessem matando-a. Seus gritos agonizados, nem perturbaram o casal, mas todos passaram a encará-la como uma criança.

— NÃO É JUSTO!!! POR QUE NINGUÉM FAZ NADA? NÃO ESTÃO VENDO QUE ELA O ENFEITIÇOU? – Nesse mesmo instante os dois romperam o beijo e começaram a gargalhar com a tolice dela. Astória não aguentou a humilhação e também saiu correndo do Salão.

Cho Chang presenciou a cena da garota loura e revirou os olhos, ela era infantil demais. Olhou para o estranho casal, que agora se acomodava a mesa da Sonserina e sorriu consigo mesma. De um jeito estranho eles combinavam e na verdade não havia nada demais. Nunca tivera nada contra Draco e muito menos contra Hermione. Pensou nas atitudes deles conta a Armada de Dumbledore e como eles a sequestraram e fizeram quase todos ficarem contra ela... Mas balançou a cabeça e percebeu que rancor não era algo elegante e que o relacionamento dos dois nada tinha a ver com suas obrigações com a Baixada Inquisitorial. Pra começo de conversa ela nem estava segura de que Potter estivesse certo, fez isso apenas para se aproximar dele e honrar Cedrico. Porém o antigo namorado já havia ficado no passado e no momento, para Cho, era ficar do lado da sua segurança. Pensou em parabeniza-los pela atitude, mas apenas deu de ombros e continuou o seu café.

Sobre os Grifinórios, nenhum de importante estava presente a mesa, mas não demoraria muito até eles também saberem da novidade.

*

Pasnsy, ao sair correndo desembestada do Salão, não esperava encontrar ninguém pelos corredores, não era cedo mas também não tão tarde assim. As lágrimas já haviam transbordado de seus olhos e fugiam pelos seus dedos, que tentavam em vão conte-las, quando deu de contra com alguém, ou talvez um muro devido a dureza do algo ao qual batera. A garota caiu com a mesma intensidade para trás e se viu sentada no chão, sem forças para levantar. Não sabia o que havia consigo, mas depois do acidente na escada, ficara com medo de Hermione e tinha vontade de chorar e agora que a imagem de Draco havia sido maculada pela cena que presenciou, ela sentia que não tinha forças para nada.

O garoto no qual esbarrara abaixou-se até ficar mais ou menos na altura dela, ele era muito alto e isso era quase impossível:

— Você está bem? – A menina reconheceu a voz, porém não ousou levantar a cabeça. Apenas sacudiu-a e fez que não. Ela não estava uniformizada, e duvidava que o garoto fosse reconhece-la. Ele não era nada para ela, na verdade chegava considera-lo seu inimigo, mas no seu estado atual era muito bom ter uma mão grande e quente afagando os seus cabelos rebeldes.

O menino fez uma careta de desespero, não sabia o que fazer quando via alguém chorando, muito menos uma garota que chorava tanto que nem conseguia falar.

— Você quer que eu chame alguém? – Ele disse soando gentil.

— Não... – Ela arfou – Não tenho ninguém para chamar – Disse com a voz trêmula, porém se fez clara.

O garoto sentiu-se derrotado, então fez algo que nunca faria com alguém conhecido... Sentou-se ao lado dela e ficou afagando os cabelos negros sedosos.

*

Luna Lovegood não era uma aluna comum. Não apenas por ser extremamente inteligente, ingênua ou gostar de criaturas aparentemente invisíveis. Ela era a menina que acordava mais cedo todos os dias e principalmente não se interessava por fofocas. Ela tinha ido nadar com os sereianos pela manhã e quando retornou ao castelo, já era hora do almoço. Estava com a pele gelada e fresca e se sentindo ótima, mesmo que seu cabelo pesasse quando molhado. Passou na sua Torre antes de ir almoçar, apenas para deixar a sua roupa molhada e sua mochila. Nem havia notado as conversinhas e cochichos um tanto agressivos que se faziam no corredor. Entrou em seu quarto e ao sair esbarrou em alguém:

— Luna, ai meu Merlim? Por onde você estava? – Antes que pudesse responder, a garota continuou – Esqueça isso não importante, mas você nem sabe. Draco e Hermione, eles estão juntos.

Ela falou tão rápido e num fôlego só, que nem deu a oportunidade de Luna ignorar a fofoca, mas agora ela já havia ouvido e seus olhos azuis angelicais se arregalaram de espanto.

— Não acredito! – Foi só o que a loura conseguiu murmurar. – Será que é por isso eu Gina, Harry e Rony se afastaram dela? – Cho franziu a testa, ela não sabia o que se passava pelo círculo de amizade dos Grifinórios, mas apostava que o motivo era de Hermione ter dedurado o grupo deles.

— Não, acho que talvez o motivo seja porque Hermione dedurou a Armada. – Luna revirou os olhos.

— Sim, eu sei mas e se ela só o fez porquê já estava com Draco? – Cho pareceu pensar e por fim concordou – O amor não é lindo? – Completou Luna.

— Você não está com raiva deles?

— O amor vêm primeiro de tudo. Quem se importa se ela até virar comensal por ele? Eles se amam – Luna terminou com um suspiro apaixonado.

Cho arregalou os olhos, jamais esperava uma reação dessa da loura. Mas como já citamos, ela definitivamente não é uma aluna normal.

*

Harry levantou-se e percebeu que passara o café e estava quase para perder o almoço. Desceu as escadas do dormitório e lá embaixo encontrou Gina, lendo um livro e parecendo concentrada. O coração de Harry pareceu tropeçar, rolar uma ladeira e depois sair correndo desembestado. Ele olhou para o próprio peito, parecendo surpreso e voltou-se seus olhos para a ruiva no exato segundo que ela percebeu a sua presença:

— Olá Harry – Ela saudou.

— Oi... que horas são? – Ela riu.

— Hora de irmos almoçar, vamos? – Ele assentiu e aguardou enquanto ela guardava o livro e ajeitava a roupa. Saíram em silêncio do Salão e logo encontraram Rony.

Este estava com uma careta em uma mistura de choque e raiva.

— Rony, o que foi? – Harry disse alarmado, ele sentia que havia algo errado.

— Só me sigam está bem?

Rony havia acabado de consolar a garota, algo que demorou um bom tempo e ao se dirigir para o saguão viu o mais novo casal. Andou o mais rápido possível para encontrar seus amigos, pois sozinho não conseguia assimilar aquilo.

Gina e Harry seguiram o Weasley, um tanto aflitos, era evidente a dor e a confusão expressa pelo ruivo. A medida que chegavam perto do Saguão, começaram a amontoar-se alunos e todos murmuravam frenéticos. Os três abriram passagem até o centro e depois pararam.

Draco e Hermione, estavam ás portas do Salão, quando perceberam que as pessoas os olhavam... Então Draco empurrou, com o quadril, Hermione para parede e empresou-a com o seu corpo e beijou-a vorazmente. Hermione riu entre o beijo, mas correspondeu entusiasticamente.

Gina, ao deparar-se com a cena sentiu-se dentro de um dejavu, uma forte impressão de que já havia presenciado aquilo. Mas logo sacudiu a cabeça e concentrou-se a sua frente.

— Ah então foi por isso que dedurou a gente, virou a cadela do Malfoy – Gina disse ríspida e em um instante todos se calaram.

Harry pareceu espantado com a atitude da ruiva e sussurrou para ela parar, e ela respondeu apenas abanando a mão para o seu lado. Ao ver os dois juntos, Potter finalmente percebeu que perdera a sua amiga para sempre, sem possibilidade nenhuma de volta. Para ele esse era um momento solene e não de agressividade.

— Ah não de novo não. – Hermione disse rindo – Será que você não têm outro discurso? Esse novamente? – Gina espantou-se, pois a sensação de dejavu ainda não a abandonara por completo. Mas ela balançou a cabeça e continuou.

— Você nos trocou... você me trocou por ele? – O coração da ruiva bombeava rapidamente e o sentimento de traição era mais forte que nunca.

— Sabe, não me leve a mal, eu prefiro pau mesmo – Todos os presentes arfaram. Gina sentiu-se ainda mais humilhada.

— Vamos Gina, deixe eles para lá você só está dando credito a eles. – Rony tentou tirar a irmã dali.

— Nós não precisamos dos créditos de ninguém, muito menos os de vocês, traidores do sangue— Draco cuspiu as palavras com nojo.

— O que você fez com a nossa amiga, seu imprestável? – Rony gritou para ele.

— Mas isso não é obvio? – Uma voz disse, mas não pertencia a nenhum deles. Uma garota de longos cabelos louros e olhos azuis, abriu passagem pela multidão e continuou a falar – Eles se amam, o amor sempre vence.

Voltaram-se os olhos para ela, extremamente chocados. Os únicos que não estavam chocados com o casal, era os sonserinos, pois já sabiam da nova condição de Hermione. E foram eles que olharam para Luna com um interesse e espanto súbitos. Blás aproximou-se dela e continuou.

— Claro que o amor sempre vence. – Falou meio debochado – Eu só quero saber se sempre têm essa reuniãozinha quando descobrem quem tá comendo quem – O casal, sonserinos e Luna riram com esta frase. – Vão cuidar se suas fodas, circulando. – Ele falou em tom autoritário e logo todos se dispersaram.

— Só queria parabenizar você – Luna falou rindo – Não me importa se Hermione tenha nos dedurado, têm coisas que valem a pena fazer por amor.

— Obrigada Luna – Hermione disse em uma mistura de incredulidade e emoção disfarçada. A loura então, seguiu para dentro do Salão.

— Obrigada pelo discurso Blás – Meio relutante, Draco agradeceu.

— Não têm problema. Só quero saber por que nos afastamos – Depois do obliviate, Blás não se lembrava do motivo de Draco estar com raiva dele.

— Foi apenas porquê estava cuidando dela aqui. – E apontou para Hermione – Mas espero que você esteja do meu lado, caso tenhamos que nos tornar... Você sabe.

— Mas é claro Malfoy, que pergunta – Ele riu e deu de ombros – Ah e bem vinda Granger, agora você é uma de nós – Piscou para ela e também seguiu para almoçar.

— Acha que podemos confiar nele? – Hermione apontou para onde Blás sumia.

— Claro, ele não se lembra de mais nada. E nem Pansy. – Hermione assentiu. – E o que foi aquela loura? Por que ela disse aquilo?

— Era a Luna, acho que ela prefere amor a qualquer coisa dessa guerra.

— Hum, interessante. Você acha que a gente consegue trazer ela para o lado negro da força? – Hermione riu com a menção.

— Eu iria adorar, quero uma amiga comigo. Vou me sentir solitária só com você – Ela fez um biquinho.

— Então vamos dar um jeito nisso.



Notas finais
E então? O que acharam? Quero muitoooos comentários, afinal é quase Natal e eu mereço presentes rsrs. Beijos, até mais (: